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TVI 24: Um projecto que quer ser diferente

A26 de Fevereiro, dia do arranque das emissões da TVI 24, a luta pelas audiências entre a SIC e a TVI vai começar a ser também disputada no cabo. Oito […]

Filipe Pacheco
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TVI 24: Um projecto que quer ser diferente

A26 de Fevereiro, dia do arranque das emissões da TVI 24, a luta pelas audiências entre a SIC e a TVI vai começar a ser também disputada no cabo. Oito […]

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A26 de Fevereiro, dia do arranque das emissões da TVI 24, a luta pelas audiências entre a SIC e a TVI vai começar a ser também disputada no cabo. Oito anos após a estação dirigida por José Eduardo Moniz ter demonstrado a intenção de lançar um novo canal de televisão – projecto obstaculizado pelos impasses negociais entre Pais do Amaral e a PT – , a TVI vai ver finalmente concretizada a ambição de discutir em pé de igualdade com a SIC e a RTP o seu espaço no cabo, através de um canal de informação.

A meta traçada por José Eduardo Moniz esta semana, durante a apresentação do canal, foi a de trazer um espaço de informativo de referência para o sector audiovisual português. Para tal, o director-geral da estação de Queluz de Baixo manifesta a intenção de transportar para o novo canal a “independência e verdade” que diz serem os eixos característicos da informação da TVI ao longo dos últimos anos. Ou seja, a concretização de um “espaço de referência”, onde o “espectador não seja apenas visto como um consumidor, mas como um cidadão que tem de ser informado”, refere.

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Uma perspectiva diferente de fazer jornalismo, que explique e ajude os espectadores “a retirarem as suas próprias ilações sobre propostas e pessoas”, é o aspecto que, na opinião de Moniz, vai determinar a diferença entre este e os projectos concorrentes. Evoca ainda “a frontalidade e a ausência de medo de falar a verdade” que têm pautado a forma de produzir informação da TVI como elementos diferenciadores em relação aos concorrentes SIC Notícias e RTP N. Mas não define, em números concretos, os objectivos, a curto e a médio prazo, de audiências para o canal. Fala, isso sim, da determinação de toda a equipa que ajudou a pôr de pé, em “tempo recorde”, um canal em que “os portugueses acreditem”.

Para conquistar esse capital de confiança, a TVI apresenta o debate, as entrevistas e o comentário, com enfoque na actualidade política, económica e desportiva, como as grandes apostas do novo canal. A qualidade dos comentadores, com capacidade para trazerem “acutilância e inteligência para o debate” público, é outro das vertentes assinaladas por Moniz para alcançar a meta proposta. Vasco Pulido Valente, Vital Moreira, Rui Ramos, o ministro dos assuntos parlamentares Augusto Santos Silva, o ex-titular da pasta Nuno Morais Sarmento, Joaquim Pina Moura, que se prepara para deixar a presidência do conselho de administração da Media Capital, e Braga de Macedo figuram entre os nomes que, em vários programas da grelha, discutirão os grandes temas da actualidade.

A aposta no desporto e em figuras do mundo do entretenimento, como Pedro Granger e Alexandra Lencastre para apresentadores dos programas Rédea Solta e Conversa Indiscreta, é a resposta “ao facto das pessoas desejarem ver tratados, num canal de informação, uma maior variedade de tópicos”, refere João Maia Abreu, director de informação da TVI. O responsável nega, contudo, que os programas apresentados pelos dois actores se desviem do posicionamento informativo do canal. A criação de parcerias com cadeias francesas de televisão, para mostrar ao “público outras formas de fazer documentário” – que difiram do registo da BBC, canal com o qual a SIC Notícias tem uma relação de exclusividade -, é outra das cartadas apresentadas pelo responsável de informação do canal. Tudo para atingir aquele que é o grande objectivo de João Maia Abreu, o de “bater a SIC Notícias”.

Modelo de Negócio

A TVI 24 vai estar a funcionar na posição sete da Zon TV Cabo, depois de ter sido assinado, em Março do ano passado, o contrato que dá à empresa presidida por Rodrigo Costa o exclusivo de transmissão do canal durante o primeiro ano. Do acordo, resulta um modelo de exploração de receitas semelhante ao existente entre a SIC Notícias e a mesma operadora. A Zon explora as receitas publicitárias do canal, pagando, em contrapartida, um determinado montante à TVI, cujo valor não foi adiantado por José Eduardo Moniz. Em relação à posição de exclusividade da Zon, Eduardo Moniz refere que poderá ser discutida mais tarde, pois, na altura de terem sido fechadas as negociações com o operador, ainda não existia o Meo, da PT.

Sem definir os valores investidos neste canal, que o Correio da Manhã avança como sendo de 6,5 milhões de euros, José Eduardo Moniz manifesta o desejo de disputar os mesmos públicos em pé de igualdade com os concorrentes. Em relação às audiências, o responsável evoca os objectivos traçados quando foi convidado para dirigir a estação. Nessa altura, Eduardo Moniz falava em alcançar um terço das audiências. Hoje o canal generalista é líder de mercado.

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 Há espaço para mais um canal

Essa é a opinião dos vários especialistas à pergunta se haverá espaço para mais um canal de informação no cabo. Além de existir, a TVI poderá reforçar a força da sua marca com esta operação
Com o aparecimento de um novo canal na televisão por cabo, são vários os cenários que se colocam em relação à canalização de investimentos publicitários para o cabo e os vários canais concorrentes da TVI 24. A fazer fé nas palavras de Manuel Falcão, director-geral da Nova Expressão, não há dúvidas sobre a existência de mercado para a emergência de um projecto com as características do apresentado esta semana pela TVI. “Tudo dependerá das audiências e dos públicos que o canal conseguir atingir, porque, em teoria, existe espaço para mais um canal”, assegura, sublinhando que “a história da comunicação é feita de novos projectos”.
Mas esta é uma questão que não é específica para os canais por cabo e, muito menos, por aqueles que disputam espaço no segmento da informação. “O que se passa com os canais de informação é o mesmo que se passa com os restantes media. Num mercado pequeno, como o português, existe uma massa crítica bastante baixa em termos de investimento publicitário”, explica Alberto Rui Pereira. Partindo desta constatação, das duas uma: ou a TVI consegue captar mais audiências e, com isso, mais receita para o cabo ou, caso não aconteça, poderá tornar os outros dois canais menos competitivos “Já existiam dois canais de informação, e os dois têm audiências. Há, portanto, a expectativa de saber se o canal vai buscar audiências aos outros dois canais ou consegue criar audiências próprias. Isto porque o bolo de investimento publicitário não vai aumentar”, destaca o director-geral da Initiative.
E a conjuntura actual de diminuição do investimento publicitário não inviabilizará o novo projecto. Antes pelo contrário. Poderá até reforçar a posição da TVI no mercado. “É sempre bom lançar novos projectos em ciclos de crescimento. Mas a crise não pode inviabilizar todos os projectos”, diz Alberto Rui Pereira. Por outro lado, em sua opinião a TVI poderá reforçar as suas sinergias e ganhar uma nova dimensão na sua imagem. “A marca TVI não tem tanta força na informação e esta é uma forma de se projectar nessa área”, complementa.
Embora a conjuntura esteja a dificultar as contas de todos os players na área dos media, Filipa Osório, directora-geral da Opera, diz que a grande vantagem para a TVI é que o novo canal vem “complementar uma oferta em relação a um canal que tem um grande favoritismo comercial”, traçando como cenário ideal a oferta “vir a ser um dia coberta também pelo Meo”.
Mas o sucesso do projecto da TVI dependerá sobretudo da sua capacidade para se diferenciar, nos conteúdos, em relação à concorrência. “Já há dois canais e, como tal, o terceiro vai ter mais dificuldade para se impor no mercado. Nesse âmbito, é necessário perceber se vai ou não conseguir diferenciar-se ou ser igual aos outros dois projectos. Se for igual aos outros dois terá mais dificuldades, até porque a SIC e a RTP têm um pedigree na informação que a TVI não tem”, sustenta André Freire de Andrade, director-geral da Carat.

Os concorrentes do TVI 24

A SIC Notícias foi pioneira, em 2001. No cabo, a estação de Carnaxide apostava no lançamento de um canal exclusivamente vocacionado para a informação. Na altura, ainda pairava a dúvida sobre se haveria mercado e mesmo matéria, em Portugal, para um projecto desta natureza. Hoje, as dúvidas estão dissipadas. O canal dirigido por António José Teixeira é líder de audiências no cabo, só ficando atrás dos três canais generalistas.

Os 3,8 por cento de share alcançados em 2008 contribuem para esta posição. Mesmo assim, o projecto da estação de Carnaxide já se situou na fasquia dos quatro por cento. Foi assim logo no ano do seu arranque, em que termina com um share de 4 por cento, e foi também assim em 2003, altura em que atinge o número de 4,4 por cento, a melhor prestação da SIC Notícias desde a abertura. Um canal de notícias, debates e reportagens líder de mercado, o que demonstra bem o apetite dos portugueses pelo consumo de informação…em televisão. Mas não todos. Mais os da grande Lisboa, onde o canal atingiu 39,5 por cento de audiência no final do ano, e os do Litoral Centro, mesmo assim com uma diferença significativa para os espectadores da capital, com uma audiência de 16,7 por cento. Menor expressão, só no sul e no interior do país, zonas onde o canal atingiu audiências médias de 7,6 e de 7,9 por cento, respectivamente.

Mas também são mais os portugueses com maior poder económico a consumir os conteúdos da SIC Notícias. O contraste entre os 35,7 por cento de audiências médias das classes A/B e os 13,9 por cento da classe D são disso prova. Mesmo nas classes situadas no meio dos dois extremos, a diferença é notória. Basta salientar os 33,9 por cento de audiências médias registados na classe C1, quando comparados com os 16,4 por cento atingidos na classe C2.

A publicidade captada em 2008 é outro indicador da vocação de liderança da SIC Notícias no cabo. Os 79,6 milhões de euros de investimento publicitário, a preços de tabela, dão conta da supremacia do canal face ao concorrente directo, a RTP N, que encerrou o ano com 24,4 milhões de euros de espaço publicitário vendido. Só um canal como o AXN se aproxima timidamente do desempenho do canal noticioso da SIC, ao registar cerca de 54 milhões de euros de investimento publicitário.

Com o estatuto de crónica vencida face à SIC Notícias na guerra das audiências, a RTP N começou foi o primeiro canal do segmento a imprimir mudanças antes do lançamento do novo canal da TVI. Em Outubro de 2008, altura de alterações gráficas e de grelha no canal, o director José Alberto Lemos reconhecia ao Meios & Publicidade a necessidade de antecipar a chegada da TVI 24. “Esperamos que quando a TVI 24 surgir a RTPN já esteja num patamar mais confortável em termos de audiências e que seja uma referência mais afirmativa no panorama noticioso nacional”. Um percurso que seria trilhado com a aposta em nomes como José Adelino Faria, um rosto tornado conhecido dos portugueses com a sua passagem pela SIC Notícias, e Carlos Daniel, como apresentador do Jornal das 21.

Mesmo assim, o canal não esboça uma aproximação em relação à SIC Notícias. Acaba 2008 com um share de 1,6 por cento e um perfil de espectador sobretudo diferente na sua distribuição geográfica. Ao contrário da SIC Notícias, é no grande Porto que a RTP N consegue atingir maior expressão, atingindo 28,8 por cento de audiências médias. Um valor que representa uma diferença algo significativa em relação à Grande Lisboa, zona do país onde há registo de audiências médias de 19,4 por cento de audiências médias. Contudo, é no perfil dos espectadores que se verifica a vocação mais democrática do canal. Embora à semelhança da SIC Notícias, as classes A/B sejam aquelas que têm maior expressão nas audiências, com 29 por cento, a grande diferença sobressai quando se registam os 25,3 por cento verificados na classe D, valor ligeiramente acima dos 25,2 por cento obtidos pela classe C1 com maiores audiências. Analisados os perfis dos dois canais de informação, resta por agora perceber onde o novo canal da TVI se vai posicionar para ganhar o seu espaço de mercado.

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Tox’Inn muda para Bloomer e adota nova assinatura

A agência de marketing passa a estar mais focada nas experiências, através de ativações de marca e da criação de eventos que despertem emoções. “Renascemos a cada desafio, mas as nossas raízes são inabaláveis”, assegura Joana Grácio, CEO da Bloomer

A Tox’Inn muda a designação para Bloomer e adota uma nova assinatura, aproveitando o ‘rebranding’ para se reposicionar. O novo slogan, ‘Always adding a little extra’, reforça a forma de trabalhar da agência de marketing. Duas décadas depois da criação, a agência do Porto procura agora acompanhar as tendências de mercado.

“Chegámos à conclusão que estávamos a florescer e isso precisava passar de dentro para fora. Assim, podemos garantir que continuamos a pensar fora da caixa, a encontrar soluções onde outros veem desafios, sempre com o mesmo empenho e atenção ao detalhe”, explica Joana Grácio, CEO da Bloomer, citada em comunicado de imprensa.

A Content for Breakfast, equipa independente de criativos, constituída por Joana Nogueira Soares e José Miguel Inácio, assina a nova imagem da agência, que passa a estar mais focada nas experiências, através de ativações de marca e da criação de eventos que despertem emoções.

“Recusamos o conformismo, nunca seremos apenas mais um. Procuramos incessantemente a novidade, as novas ferramentas e a adaptação a uma realidade em constante mutação. Renascemos a cada desafio, mas as nossas raízes são inabaláveis”, assegura Joana Grácio.

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Bauer Media Group adquire Clear Channel por €577,8 milhões

“Esta aquisição irá impulsionar a nossa estratégia de crescimento e acelerar a nossa transformação digital”, revela Yvonne Bauer, presidente do conselho de administração do grupo de media

O Bauer Media Group, que em Portugal detém a Rádio Comercial, a M80, a Cidade FM, a Smooth FM e a Batida FM, acaba de anunciar a conclusão do processo de aquisição do operador de publicidade exterior Clear Channel Europe-North por 625 milhões de dólares (€577,8 milhões), depois de assegurar o cumprimento das condições regulamentares exigidas.

A integração da empresa permite ao grupo internacional reforçar o núcleo de negócios ligados aos media e abrir novas oportunidades digitais. Através da marca Bauer Media Outdoor, adiciona a publicidade exterior ao portefólio do grupo, complementando a oferta estratégica das divisões de áudio e ‘publishing’.

“Num ano em que celebramos o nosso 150º aniversário, é com entusiasmo que damos início a este novo capítulo e damos as boas-vindas à talentosa equipa da Clear Channel Europe. Esta aquisição irá impulsionar a nossa estratégia de crescimento e acelerar a nossa transformação digital”, esclarece Yvonne Bauer, presidente do conselho de administração do Bauer Media Group, citada em comunicado de imprensa.

Com a integração da Bauer Media Outdoor, o grupo passa permitir que os anunciantes alcancem até 350 milhões de pontos de contacto com os consumidores da Clear Channel Europe-North, que confirma publicamente o valor do negócio, em 16 mercados europeus.

“Somos ambiciosos quanto ao crescimento do negócio através da inovação sustentável e de um maior alcance e criatividade. Embora, no imediato, manteremos a normalidade operacional, estamos ansiosos por trabalhar com os nossos novos colegas e também por ouvir atentamente os nossos clientes e parceiros, para oferecer soluções publicitárias e de infraestrutura de excelência no futuro”, avança Justin Cochrane, CEO da Bauer Media Outdoor, citado no documento.

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Ronald Acuña Jr. promove roupa interior da Nike

O jogador venezuelano de basebol Ronald Acuña Jr. (na foto), tem 1,6 milhões de seguidores no Instagram e é o primeiro desportista da Major League Baseball contratado para divulgar a nova roupa interior da Nike

O jogador de basebol Ronald Acuña Jr. protagoniza a nova campanha da Nike. O desportista venezuelano, que joga nos Atlanta Braves, é o primeiro desportista da Major League Baseball (MLB), liga de basebol profissional norte-americana, a ser contratado para divulgar a nova linha de roupa interior da Nike.

Com 1,6 milhões de seguidores no Instagram, 981,6 mil no TikTok e 130 mil no Facebook, Ronald Acuña Jr. já esta a divulgar nas redes sociais as primeiras imagens oficiais da campanha, que está a ser amplificada com a divulgação de um vídeo que mostra os novos modelos de roupa interior da Nike.

Para além das redes sociais do atleta e da Nike, a campanha está a ser divulgada na Rimas Sports, empresa que agencia desportistas como o jogador cubano de basebol Lazaro Montes, a piloto colombiana Tatiana Calderon, o jogador dominicano de basebol Fernando Tatis Jr. e o jogador argentino de basebol Francisco Alvarez.

Em maio de 2024, Ronald Acuña Jr. já tinha colaborado com a Nike no desenvolvimento de uma coleção de roupa desportiva. A marca mantém parcerias com outros atletas, como o futebolista português Rúben Dias, o basquetebolista francês Rudy Gobert ou o jogador de futebol americano Kyler Murray.

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Meta vai vender espaço publicitário a agências de meios para posterior revenda

“É provável que a aposta da Meta neste setor esteja relacionada com as perspetivas económicas nos Estados Unidos, que se agravam, com o objetivo de assegurar um fluxo de receitas constante”, argumenta Karsten Weide, diretor da W Media Research, citado no Digiday

A Meta está a entrar no setor controverso de ‘principal-based buying’, a compra de espaços publicitários por uma agência de meios para posterior revenda a clientes a preços superiores, noticia o Digiday.

A empresa liderada por Mark Zuckerberg está em negociações com as ‘holdings’ de agências de meios sobre uma solução em que as agências compram o inventário publicitário da Meta para posterior revenda aos clientes a um preço mais elevado, segundo executivos publicitários, citados no Digiday.

À primeira vista, a iniciativa parece pouco habitual, visto que a Meta há muito que não depende das ‘holdings’ para lucrar com a publicidade. Neste caso, segundo o DigiDay, não se trata de dependência, é uma questão de vantagem. “Eles [Meta] estão a apresentar esta solução às maiores ‘holdings’ de agências”, revela um dos executivos, sob anonimato.

Para Brian Leder, fundador da agência norte-americana de meios Ramp97, a entrada da Meta nesta área tem um objetivo claro: “a Meta quer proteger uma parte crescente das receitas publicitárias e garantir que as grandes marcas continuam a fazer investimentos significativos em todas as plataformas, ao mesmo tempo que aproveitam as agências, que agora atuam como uma equipa de vendas alargada, para impulsionar os gastos publicitários nas plataformas da empresa”, declara, citado no Digiday.

Karsten Weide, diretor da empresa de estudos de mercado W Media Research, salienta, por seu lado, que é provável que a aposta da Meta neste setor esteja relacionada com as perspectivas económicas nos Estados Unidos, que se agravam, com o objetivo de assegurar um fluxo de receitas constante. “Temos de esperar uma recessão económica em 2026 devido à introdução das tarifas”, antecipa.

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Trump diz que TikTok será vendido nos Estados Unidos antes de 5 de abril

“Temos vários potenciais compradores. Há um enorme interesse no TikTok”, diz o presidente dos Estados Unidos. A empresa de capitais privados Blackstone pondera juntar-se aos atuais acionistas não chineses da ByteDance para adquirir a operação norte-americana do TikTok

Donald Trump assume que o acordo com a ByteDance, dona do TikTok, para a venda da operação norte-americana da rede social será concretizado antes do prazo limite de 5 de abril. “Temos vários potenciais compradores. Há um enorme interesse no TikTok”, diz o presidente dos Estados Unidos aos jornalistas a bordo do Air Force One, acrescentando que gostaria que a aplicação continuasse a existir.

A 28 de março, a Reuters noticia que a empresa de capitais privados Blackstone está a considerar adquirir uma pequena participação na operação do TikTok nos Estados Unidos. A Blackstone pondera juntar-se aos atuais acionistas não chineses da ByteDance, nomeadamente a Susquehanna International Group e a General Atlantic, para adquirir a operação norte-americana do TikTok.

O grupo de empresas de investimento surge como o principal candidato nas negociações para a compra da plataforma nos Estados Unidos. Anteriormente, alguns destes investidores terão negociado um acordo para adquirir a rede social em conjunto com a Oracle, que tem laços contratuais com o TikTok nos Estados Unidos.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, terá referido que prevê a realização de um acordo até à data limite de 5 de abril que “satisfaça as preocupações de segurança nacional e permita a existência de uma empresa norte-americana distinta com base no TikTok”.
Caso não se chegue a um acordo antes da data limite imposta por lei, Donald Trump afirma estar disposto a prolongar novamente o prazo, declarando que “não há motivo para alarme”.

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Teresa Abecasis Burnay na presidência da Auto Regulação Publicitária

A nomeação de Teresa Abecasis Burnay (na foto) representa uma nova visão estratégica, mas também um marco histórico, por ser a primeira mulher a liderar a direção da ARP

A Auto Regulação Publicitária (ARP) nomeia Teresa Abecasis Burnay como presidente da direção, sucedendo a Nuno Pinto de Magalhães, que lidera a associação na última década, em representação da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN).

“É um privilégio ser nomeada para esta função, que considero de serviço crucial à nossa indústria. Espero conseguir honrar o extraordinário legado que o Nuno nos deixa, depois de uma década de grandes conquistas, que deixam a ARP em ótimas condições para seguir com a sua missão”, refere Teresa Abecasis Burnay, citada em comunicado de imprensa.

A nova presidente da direção da ARP é formada em economia pela Universidade Nova de Lisboa e faz um percurso de cerca de 20 anos na Unilever, onde lidera três das cinco unidades de negócio da empresa em Portugal, acumulando ainda as funções de diretora de media e diretora-geral executiva do Grupo Aliança. É também vice-presidente da APAN, presidente da Associação Industrial de Detergentes e membro da Direção da Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM).

A nomeação de Teresa Abecasis Burnay representa uma nova visão estratégica, mas também um marco histórico, por ser a primeira mulher a liderar a direção da ARP. “A Teresa Burnay é uma ótima opção para presidir à ARP, a primeira mulher a exercê-lo. Tem a formação, a experiência e os ‘soft skills’ adequados para dar continuidade a esta caminhada da Auto Regulação Publicitária e assegurar os desafios que se colocam”, sustenta Nuno Pinto de Magalhães, citado em comunicado de imprensa.

“Com esta nova liderança, a ARP reafirma o seu compromisso com a integridade da comunicação comercial em Portugal, reforçando o papel da autorregulação como pilar essencial da confiança entre marcas, consumidores e sociedade”, refere o comunicado de imprensa.

A Auto Regulação Publicitária (ARP) é um organismo privado, sem fins lucrativos e de adesão voluntária, que promove a autorregulação no setor da comunicação comercial e a defesa da liberdade de expressão comercial, da leal concorrência, dos direitos dos consumidores e de normas de ética, atuando de forma complementar à lei.

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Nuno Markl divulga plano de saúde visual da MultiOpticas

Idealizada por Alessandro Dondero, diretor criativo do Creative Hub EssilorLuxottica, a campanha tem produção da Casper e da Havas Play e confirma a continuidade de Nuno Markl (na foto) como embaixador da marca

O humorista e radialista Nuno Markl mantém-se como embaixador nacional da MultiOpticas em 2025, protagonizando ‘Plano de Saúde Visual’, campanha publicitária que dá a conhecer o plano de saúde visual + MultiOpticas. Concebido por Alessandro Dondero, diretor criativo do Creative Hub EssilorLuxottica, o filme publicitário tem Yuri Alfieri como diretor de arte sénior, Nicolò Banfi como diretor de arte e Francesca Sponchia como produtora criativa.

Produzido pela Casper e pela Havas Play, o anúncio, que está a ser divulgado em televisão e digital, tem realização de Bruno Ferreira, produção executiva de Nuno Lobo e direção de fotografia de Manuel Pinho Braga, com gestão e parceria criativa de Ana Roma Torres.
A comunicação do novo plano de saúde está a ser amplificada com um anúncio na rádio, estando também previsto um reforço comunicacional em digital, redes sociais e suportes de publicidade exterior, a partir de junho, soube o M&P.

“A MultiOpticas continua a consolidar o compromisso de cuidar da visão dos portugueses. Esta campanha de 360 graus com o Nuno Markl, que se mantém como nosso embaixador, serve para explicar as vantagens do novo serviço que estamos a lançar e também a importância de valorizar a saúde ocular. O +MultiOpticas vem dar resposta a uma necessidade que existia no mercado”, explica Sandra Silva, diretora de marketing de retalho ibérica da EssilorLuxottica, citada em comunicado de imprensa.

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Pombos-correio no marketing? Essa é a proposta da E-goi

Com vantagens como taxa de entrega de 100%, impressão biodegradável e uma frota exclusiva de pombos, a proposta promete revolucionar a comunicação digital.

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Em plena era da inovação tecnológica, a E-goi, plataforma de marketing omnicanal, surpreende hoje com o lançamento da tecnologia “Pidgital“, o primeiro sistema de mensagens inteligentes via pombos-correio do mundo. Uma proposta que combina nostalgia, tecnologia e sustentabilidade.

Entre as vantagens do serviço, a E-goi destaca:

  • Taxa de entrega de 100% (exceto se o pombo se perder)
  • Impressão biodegradável
  • Frota exclusiva de pombos “alimentados com os melhores grãos”
  • Tracking 360º com registos de abertura e leitura
  • Envio otimizado por IA com o algoritmo “Sending Optimisation”
  • Geolocalização em tempo real das rotas dos pombos
  • Testes A/B com dois pombos para análise comparativa
  • Retargeting com um segundo pombo reforçando a comunicação

Fiel à sua reputação de alta entregabilidade, a E-goi garante que o serviço conta com as autenticações clássicas do email marketing: DKIM (para evitar adulterações), SPF (para identificar falsificações) e BIMI (para identificação imediata do remetente).

Saiba mais sobre o Pidigital aqui.

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AutoSport e AutoMais vendidos a José Caetano

Os títulos da MMG Media, de Pedro Corrêa Mendes, passam para as mãos da editora do diretor do E-Auto. O regresso do AutoSport ao formato em papel, ainda este ano, e a conquista de leitores lusófonos são alguns dos objetivos

Catarina Nunes

Os títulos AutoSport e AutoMais, detidos pela MMG Media de Pedro Corrêa Mendes, passam a partir de 1 de abril a ser controlados pela JC Edições e Publicações, propriedade de José Caetano, diretor do E-Auto, por um montante não divulgado.

A notícia é avançada por email ao M&P por José Caetano, que refere que “esta terça-feira, 1 de abril, o AutoSport, título que tem quase 50 anos de histórias, inicia uma etapa, concretizada a mudança de controlo editorial e comercial da MMG Media Unipessoal Lda, de Pedro Corrêa Mendes, para a JC Edições e Publicações Unipessoal Lda, de José Caetano, que partilha o comando do projeto novo com Nuno Mousinho Esteves”.

José Caetano e Nuno Mousinho Esteves assumem igualmente a liderança do título AutoMais, até agora também detido pela MMG Media, que acompanha a mudança de mãos do AutoSport. “Esta operação não impacta o funcionamento do E-Auto, pelo contrário, reforça-o, com o potencial de partilhas de conteúdos e sinergias agora à disposição da equipa nova, que mantém a sua atividade normal. As equipas redatoriais, no imediato, mantêm-se, mas o objetivo é reforçá-las rapidamente”, explica José Caetano.

Juntos, “José Caetano e Nuno Mousinho Esteves assumem o desafio de honrar o legado de uma marca tão prestigiada, com uma ambição clara: fazer regressar o AutoSport ao formato em papel ainda este ano, enquanto consolidam e expandem a presença do título no espaço digital, não só em Portugal, mas também junto de todos os apaixonados por motores no universo lusófono, incluindo Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo”, refere o novo proprietário do AutoSport e do AutoMais.

José Caetano tem 30 anos de carreira no jornalismo, que inicia no Correio da Manhã, em 1994, tendo passado pelo jornal desportivo A Bola, onde assume o cargo de chefe de redação, e pela revista Auto Foco, que dirige durante 12 anos. Mais recentemente, cria a editora JC Edições e Publicações Unipessoal Lda e inicia o projeto E-Auto, disponível em formato de revista mensal e na internet.

Nuno Mousinho Esteves, por seu lado, é especialista em marketing desportivo e encontra-se ligado aos desportos motorizados desde 1989, com um percurso como piloto em Fórmulas, Turismos e GT, além de uma carreira internacional em algumas áreas do desporto e da comunicação.

Fundado em 1977 por José Vieira, originalmente em papel e no formato de jornal, o AutoSport é um dos títulos mais emblemáticos do desporto motorizado e do setor automóvel em Portugal. Atualmente, funciona no formato online no site autosport.pt, acompanhando a atualidade dos desportos motorizados nacionais e internacionais, e do setor automóvel.

Sobre o autorCatarina Nunes

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Audiências semanais: TVI está de regresso à liderança

Na semana de 24 a 30 de março, o consumo global de televisão decresce e regista o valor mais baixo do ano, até agora, caindo cerca de trinta e um minutos por dia, para cinco horas e 14 minutos

Na semana passada, o consumo global de televisão decresce de forma significativa e regista o valor mais baixo do ano, até agora, caindo cerca de trinta e um minutos por dia, e ficando agora pelas cinco horas e 14 minutos diárias.

A TVI está de regresso à liderança da semana, sendo um dos canais que reforça o ‘share’, tal como acontece com a SIC, os canais por cabo e o ‘outros’; a RTP1 é o único canal em quebra esta semana. Assim, a RTP1 desce até aos 11,1% de quota semanal, ao contrário do que se verifica com a SIC, que reforça ligeiramente a quota e tem agora 14,5% de ‘share’ semanal, e com a TVI, que também cresce e tem agora 14,9% de quota de audiência.

A oferta no cabo e o ‘outros’ reforçam ambos, com a televisão por cabo a chegar aos 39,8% de ‘share’, e o ‘outros’ (que inclui o visionamento em ‘time shift’, ‘streaming’ e vídeo/jogos) a atingir 18,7% de quota semanal.

Na listagem dos mais vistos mais vistos no cabo, o pódio mais uma vez não tem alteração de ocupantes, continuando a ser composto pela CMTV, CNN Portugal e SIC Notícias, e nas posições que se seguem até ao sexto lugar também não há mudança de posições: Star Channel, Globo, Hollywood mantém os mesmos lugares na tabela.

Ao longo do restante top 10 da semana há algumas trocas de lugares, mas mais uma vez não há entrada de novos canais na tabela, e encontramos assim nas posições que restam os canais Star Movies, SIC Mulher, News Now e Star Life.

Esta semana, o programa de humor da SIC, de Ricardo Araújo Pereira e equipa, ‘Isto é Gozar Com Quem Trabalha’, está de volta ao primeiro lugar do ranking da programação global, onde é seguido pelo concurso da RTP1 ‘O Preço Certo (R)’ e por ‘Isto é Gozar Com Quem Trabalha – A Entrevista/Jorge Pinto’, da SIC.

Nas posições restantes estão os informativos ‘Jornal da Noite’, da SIC, e ‘Telejornal’, da RTP1. O Campeonato está de volta depois da pausa para jogos das seleções, e o programa desportivo da CMTV ‘Duelo Final/Estrela Amadora X Sporting’ está também de regresso ao topo da tabela, onde é seguido por ‘Golos: Segunda Parte/Estrela Amadora X Sporting’ e ‘Golos: Primeira Parte/Gil Vicente X Benfica’. Nas posições que se seguem encontram-se o ‘Grande Jornal – Noite’ e ainda o ‘Investigação CM/Esquecido’, tudo conteúdos da CMTV.

 

by Data Insights, Havas Media Network

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