Edição Impressa

‘O Facebook é uma nova forma de comunicar’

Integrar o Facebook na restante comunicação,

Rui Oliveira Marques
Edição Impressa

‘O Facebook é uma nova forma de comunicar’

Integrar o Facebook na restante comunicação,

Sobre o autor
Rui Oliveira Marques
Artigos relacionados
Jovens reclamam mais. Correio e Comunicações entre as maiores queixas
Marketing
Boutique dos Relógios assinala mudança de hora com campanha humorística
Publicidade
Puma lança anúncio criado por agentes de IA
Publicidade
Meta estreia aba para amigos. Mark Zuckerberg quer regresso ao Facebook original
Digital
Diogo Morgado promove Sotogrande em campanha internacional criada por produtora algarvia
Publicidade
China rejeita oferta de Trump de reduzir taxas em troca de acordo sobre TikTok
Digital
TTouch nomeia Benedita Guedes de Carvalho para sócia
Marketing
Veollia é patrocinador oficial do Millennium Estoril Open
Marketing
Negócio de publicidade online da Amazon cresce e desafia Google
Digital
Conheça as 6 principais tendências no marketing de influência em 2025
Marketing

Integrar o Facebook na restante comunicação, ser transparente, estar preparado para o diálogo e criar conteúdos especiais é a fórmula apontada por Diego Oliva para que as marcas obtenham um bom desempenho nesta rede social. O director comercial do Facebook para o Sul da Europa, ao lado de Irene Cano, responsável pelo mercado português, explica o que o gigante pretende dos anunciantes nacionais.

Meios & Publicidade: Dirige os vários mercados da Europa do Sul. Existe algum traço distintivo nos utilizadores e nos anunciantes portugueses?

Diego Oliva (DO): Os utilizadores portugueses, quando se compara com os de outros países, são mais activos. Há mais participação e engagement. Temos em Portugal mais de dois milhões de utilizadores activos, dos quais cerca de 60 por cento regressam todos os dias a Facebook.com, enquanto a nossa média mundial é de 50 por cento. São muito activos. Em termos de anunciantes já temos centenas de milhar que vão a Facebook.com e compram publicidade com os seus cartões de crédito. Agora que estamos a anunciar o lançamento das nossas operações comerciais, com o apoio de Irene Cano, que é responsável por Portugal e Espanha, vamos de uma maneira mais pró-activa conhecer melhor as grandes marcas e os grandes anunciantes portugueses. Queremos ter uma relação com os cem ou duzentos maiores anunciantes e respectivas agências de meios.

M&P: Qual é o melhor exemplo de presença de uma marca no Facebook?

DO: As melhores acções ou aquelas que têm melhores resultados são aquelas em que há uma conjugação de vários factores. Em primeiro lugar, as marcas usam o Facebook não isoladamente mas como parte da estratégia global, está integrado na sua comunicação e representa e reflecte o que é a marca. Depois, há transparência e diálogo com os utilizadores. Há disponibilidade para ouvi-los e dirigir-lhes mensagens de uma forma directa e onde se acrescenta valor à experiência. Dá-se sentido de comunidade à marca e oferecem-se conteúdos especiais em termos de entretenimento ou de coisas úteis que melhoram a experiência com o utilizador. Se se combinam estes factores com a honestidade as campanhas correm bem.

M&P: As empresas parecem estar obcecadas em ter um número elevado de fãs ou de seguidores. Deve ser essa a prioridade da presença de marcas no Facebook?

DO: Se se trata de um marca de grande consumo interessa ter milhões de fãs ou de ligações, mas se falamos de um negócio de nicho como a Royal Opera House de Londres não interessa chegar a todos. O objectivo de uma PME ou de um restaurante é muito diferente do do McDonald’s. É preciso ser muito fiel ao ADN da marca. As pessoas ligam-se ao que conhecem e querem ter uma relação honesta com alguém que as escute. Para fazer parte do social graph [expressão usada pelo Facebook para definir o mapeamento das pessoas e com quem elas se relacionam] tem de existir o compromisso de clareza e de transparência para que as pessoas estejam dispostas a permitir que as marcas entrem nas suas vidas.

M&P: Quais os erros que as marcas comentem com maior frequência?

DO: Como havia a tradição de fazer publicidade de uma forma unidireccional, apesar de se saber que o Facebook é um meio diferente, usa-se uma abordagem e um enfoque semelhante ao da publicidade tradicional. É preciso modelar a comunicação e a mensagem, aceitando o facto de que se vai ter uma resposta e que é preciso estar preparado para o diálogo. Outro ponto importante é que as marcas quando começam a fazer algo, não podem estar à espera da perfeição logo na sua estreia no Facebook. Isso não vai acontecer. Esta é uma nova forma de comunicar. As marcas devem começar a fazer alguma coisa, para aprender, escutar e melhorar passo-a-passo. Se se fica à espera até se conseguir fazer tudo de uma forma perfeita vão chegar tarde ao Facebook. É preciso começar o mais cedo possível e entrar nesta conversação sem medo.

M&P: Que marcas estão a ter um bom percurso no Facebook?

DO: Temos clientes, como a Vitaminwater, o Starbucks ou a Unilever, que estão a fazer coisas interessantes e ambiciosas. Em Portugal também já temos coisas interessantes da TMN ou da Nike Portugal. A Nike, por exemplo, fez há duas semanas um lançamento global da sua nova campanha de publicidade associada ao Mundial.

M&P: Há marcas que têm perfil no Facebook com milhares de fãs, mas até aqui não vos deram nem um euro. Por que devem aproximar-se do departamento comercial do Facebook?

Irene Cano (IC): Depende sempre dos objectivos. Um dos erros que se comete quando se quer entrar no Facebook é não ter os objectivos claros e se tenta estar no Facebook a qualquer preço. No Facebook pode-se fazer quase tudo, de acordo com os objectivos da marca. Podemos trabalhar notoriedade como em qualquer outro portal, mas também podemos capitalizar essa notoriedade para a compra. Podemos também gerar fidelidade, que é uma coisa que é difícil nos dias de hoje na internet.

M&P: Qual o papel reservado às agências?

IC: As agências tem o expertise tanto de campanhas CPC [custo por clique] como de CPM [custo por mil]. Conhecem todas as técnicas de display porque trabalham com as principais marcas de Portugal. Além disso, estão a optimizar campanhas nos motores de busca. Actualmente muitas agências têm uma área que costumam chamar de new media, de novos meios ou de redes sociais e estão também a especializar-se nesta área. Por isso, devem ser as grandes aliadas das principais marcas.

M&P: Como é que as marcas podem aproveitar todo a informação que o Facebook tem sobre os seus utilizadores?

IC: As marcas conhecem o target a que querem chegar. Nós permitimos chegar aos targets, não através de audiências segmentadas, mas através de audiências reais. O Facebook baseia-se no true identity, isto é, na identidade e nos dados reais dos seus utilizadores. Segmentamos, por isso, um grupo de pessoas reais a que uma marca quer chegar. Em mais nenhum sítio se consegue chegar a perfis de pessoas reais. Quem está por detrás são realmente as pessoas que a marca quer impactar.

M&P: Do ponto de vista do negócio quais são os seus objectivos para o mercado nacional?

IC: Chegar nos próximos meses às principais marcas do país. Vamos, pelo menos, contacta-las e tentar que se aproximem do Facebook. Queremos apresentar as vantagens do Facebook enquanto plataforma para comunicarem com os seus potenciais clientes.

M&P: Em termos concretos…

IC: É difícil avançar porque ainda estamos a começar. Além disso, não podemos divulgar dados de negócio a nível local. Os únicos dados que demos foi que no ano passado chegámos ao break-even.

M&P: Como funciona a equipa que está em Madrid?

IC: A equipa do escritório de Madrid tem um grupo de vendedores que trabalham directamente com as agências e depois existe uma equipa de directores de contas ou account managers que gerem essas contas. Vamos replicar este modelo em Portugal. Vamos visitar todos os clientes que pretendam ou que já estão no Facebook e ter depois uma equipa de account managers que trabalhem essas contas.

M&P: É a primeira vez que está em contacto com a realidade dos anunciantes portugueses?

IC: Não. Trabalhei quase seis anos no Google e durante a segunda etapa do meu percurso no Google assumi as funções de directora de agências para Espanha e Portugal. Por isso, conheço um pouco o mercado e tenho já relação com algumas das principais agências.

M&P: O Google veio democratizar o acesso dos negócios mais pequenos à publicidade digital. O Facebook também quer dar cartas nesta área ou o foco são os grandes anunciantes?

IC: Pode-se entrar no Facebook em cinco minutos. Cria-se uma página, faz-se publicidade connosco através de um tutorial e, em cinco minutos, pode-se ter uma campanha em Facebook. Se se trata de uma grande empresa, que tem a sua agência criativa e a sua central de meios, podemos facilitar a experiência porque não quer chegar a 400 usuários mas sim a quatro milhões. A internet demonstrou ser um meio rentável e medível. Há negócio para todos. No entanto, acredito que o Facebook tem mais oportunidades.

M&P: Quem deve liderar a presença das marcas nas redes sociais?

DO: Depende sempre dos objectivos. Uma coisa é um restaurante em Lisboa, outra é uma empresa global. Mas também é diferente se se quer estar no Facebook como espaço para manter um diálogo ou para manter um serviço de atendimento ao cliente, para fazer acções marketing directo ou para aumentar a notoriedade. Dependendo do que se quer fazer, haverá mais ou menos recursos. As empresas têm diferentes níveis, focos e estados de desenvolvimento. Uns têm uma equipa maior outros menor. Uns delegam mais nas agências do que outros.

M&P: Uma grande empresa deve ter um director ou um responsável para as redes sociais?

DO: Mais do que pensar em títulos, deve-se pensar nos objectivos. Se se quer criar relações a longo prazo, quem vai ser responsável pela voz da marca? Há agências que são muito boas e podem fazê-lo ou então entregar a tarefa a nível interno a alguém que seja especialista na equipa de comunicação e marketing. Não existe uma fórmula única.

M&P: O Facebook tem sido usado pelos meios de comunicação social como uma ferramenta para gerar tráfego. Mas percebe-se que não querem ficar por aqui. Recentemente anunciaram a possibilidade de integração dos comentários dos sites de jornais no Facebook…

DO: É verdade. Fizemos um lançamento importante no F8, a apresentação de inovações que decorreu há semanas em Califórnia. Estamos a ser fiéis à nossa organização, isto é, que através das tecnologias as pessoas partilhem e se liguem, independentemente de onde se encontram. O nosso objectivo não é que toda as pessoas vão a Facebook.com e aí partilhem informações, mas sim dar a oportunidade para que partilhem em qualquer lugar. Por exemplos, nos principais portais ou jornais, existe a oportunidade de implementar linhas de código muito simples que permitem ligarem-se com os nossos utilizadores. Os utilizadores, que vão aos sites e querem ter uma experiência personalizada, poderão ver que os seus amigos leram o artigo sobre Roland Garros ou sobre tecnologia. Um canal de televisão pode fazer live streaming em tempo real, enquanto as pessoas partilham online os seus comentários sobre o que se está a passar. Já o fizemos quando Obama tomou posse, aquando do funeral de Michael Jackson, em concertos e em muitas partidas de futebol e de basquetebol. Os utilizadores vêem o mesmo conteúdo e partilham a sua experiência. Mais uma vez, não precisa de ser no Facebook, pode ser nas páginas dos jornais ou das estações de televisão.

Sobre o autorRui Oliveira Marques

Rui Oliveira Marques

Mais artigos
Artigos relacionados
Jovens reclamam mais. Correio e Comunicações entre as maiores queixas
Marketing
Boutique dos Relógios assinala mudança de hora com campanha humorística
Publicidade
Puma lança anúncio criado por agentes de IA
Publicidade
Meta estreia aba para amigos. Mark Zuckerberg quer regresso ao Facebook original
Digital
Diogo Morgado promove Sotogrande em campanha internacional criada por produtora algarvia
Publicidade
China rejeita oferta de Trump de reduzir taxas em troca de acordo sobre TikTok
Digital
TTouch nomeia Benedita Guedes de Carvalho para sócia
Marketing
Veollia é patrocinador oficial do Millennium Estoril Open
Marketing
Negócio de publicidade online da Amazon cresce e desafia Google
Digital
Conheça as 6 principais tendências no marketing de influência em 2025
Marketing
Marketing

Jovens reclamam mais. Correio e Comunicações entre as maiores queixas

Mau serviço prestado, atrasos nas entregas de encomendas e dificuldades no apoio ao cliente motivam as principais queixas dos jovens portugueses dirigidas a marcas e serviços, segundo dados do Portal da Queixa

Os jovens portugueses estão a reclamar mais, indica uma análise do Portal da Queixa por ocasião do Dia Nacional da Juventude, que se assinala esta sexta-feira.

Mau serviço prestado, atrasos nas entregas de encomendas e dificuldades no apoio ao cliente motivam as principais queixas dos jovens dirigidas a marcas e serviços.

Segundo os dados analisados, no primeiro trimestre do ano, contabilizaram-se 12.843 queixas na plataforma, o que representa um aumento de 17% do número de ocorrências, face a 2024, onde se contaram 10.666.

Os serviços visados pelos consumidores mais jovens estão relacionados com as áreas: Correio, Transporte e logística, a gerar 17% das queixas; Comunicações, TV e Media (10.1%); Serviços e Administração Pública (9.6%).

Seguem-se os problemas reportados na Informática, Tecnologia e Som (8.2%); Banca, Pagamentos e Investimentos (6.4%); Hotéis, Viagens e Turismo (5.8%) e Compras, Moda e Joalharia (4.8%).

Na distribuição por faixa etária, verifica-se que os jovens com idade entre os 25 e os 34 anos assumem um maior peso no registo de casos (74%), e entre os 18 e os 24 anos, ocupam uma fatia de 26% no total de reclamações.

As mulheres foram responsáveis por 55% das reclamações registadas em 2025, sendo que, a motivar a contestação estiveram problemas como: mau serviço prestado; atrasos nas entregas de encomendas e dificuldades no apoio ao cliente.

Já a participação dos homens no Portal da Queixa foi de 45%, no primeiro trimestre e os dados mostram que a insatisfação resultou dos mesmos problemas ou constrangimentos mencionados pelo género feminino.

Para esta análise estatística, o Portal da Queixa optou por enquadrar o grupo juventude entre a faixa etária dos 18 até aos 34 anos, já que não existe uma definição universalmente aceite relativa ao grupo etário dos jovens.

 

Sobre o autorMeios & Publicidade

Meios & Publicidade

Mais artigos
FOTO DR
Publicidade

Boutique dos Relógios assinala mudança de hora com campanha humorística

Protagonizada por David Antunes (na foto, à dir.) e Emanuel Moura (à esq.), a campanha que adapta a letra de ‘Ai Coração’ de Mimicat é divulgada nos canais digitais da marca e nas redes sociais dos dois artistas

A Boutique dos Relógios, em parceria com a Tissot, assinala a mudança de hora, que acontece na noite de sábado, 29, para domingo, 30, às 2h da manhã, com uma campanha digital protagonizada por David Antunes e Emanuel Moura, cantores conhecidos por participar em programas de televisão.

Com criatividade da equipa de marketing digital da Boutique dos Relógios e planeamento de meios da Arena Media, a campanha está a ser divulgada nos canais digitais da marca portuguesa e nas redes sociais dos dois cantores, numa ação de marketing de influência, além do YouTube.

O vídeo apresenta uma versão de ‘Ai Coração’, canção que Mimicat levou ao Festival Eurovisão da Canção de 2023, com uma letra humorística. “Esta campanha digital aposta numa abordagem criativa e diferenciadora para comunicar o território do tempo”, explica a Boutique dos Relógios em comunicado de imprensa.

A campanha digital é acompanhada por uma ação promocional, a decorrer nos dias 29 e 30, que oferece 10% de desconto numa seleção de marcas e produtos de relojoaria e joalharia. A promoção está disponível nas lojas físicas e online da marca.

Sobre o autorMeios & Publicidade

Meios & Publicidade

Mais artigos
Foto DR
Publicidade

Puma lança anúncio criado por agentes de IA

O anúncio é desenvolvido pela Monks, agência britânica de marketing e tecnologia, que treina centenas de agentes de IA para criar o anúncio do zero. “Estamos a caminhar para um mundo com menos agências e mais agentes”, diz Henry Cowling, diretor de inovação da Monks

A Puma está a investir na criatividade agêntica, ao lançar um anúncio experimental desenvolvido quase exclusivamente por agentes de inteligência artificial (IA). O projeto demonstra como a tecnologia permite aos profissionais de marketing e aos criativos automatizar uma parte cada vez maior do processo criativo.

A marca de calçado e vestuário desportivo colabora com a Monks, agência britânica de marketing e tecnologia pertencente à S4 Capital, que treina uma equipa de agentes de IA para criar o anúncio do zero. Com o objetivo de desenvolver o filme em cinco semanas, a agência conta com a Nvidia para criar e treinar centenas de agentes para produzir o anúncio, que tem a duração de um minuto.

Segundo a Monks, o ‘spot’ é sobretudo uma experiência. O projeto oferece uma visão diferente da forma como a IA pode afetar o processo criativo: em vez de ser um indivíduo a dar instruções a um modelo de linguagem de larga escala, é um grupo de agentes que fica responsável por atribuir essas instruções e as restantes funções criativas, explica Henry Cowling, diretor de inovação da Monks, citado na Ad Age.

A campanha surge num momento em que as marcas estão a confiar à IA uma maior responsabilidade no desenvolvimento dos anúncios. No final de 2024, a Coca-Cola apresenta um anúncio criado inteiramente por IA, que cria polémica. A Vodafone também lança recentemente um anúncio totalmente desenvolvido por IA. O acesso a ferramentas de vídeo, que as agências criativas estão a testar e a experimentar, precipita esta confiança mais profunda na tecnologia. “Estamos a caminhar para um mundo com menos agências e mais agentes”, declara Henry Cowling.

IA não está isenta de falhas

O que distingue o anúncio da Puma e da Monks das outras abordagens é a dependência de agentes de IA. A IA não agêntica tira partido de capacidades generativas, mas normalmente requer um ser humano para a orientar e concretizar um produto final. Já os agentes podem ser programados para automatizar todos os processos de desenvolvimento criativo, desde a conceção da ideia até à execução das várias fases, explica Henry Cowling.

O anúncio apresenta várias cenas de atletas realistas a competir nos respetivos desportos, no entanto, não está isento de falhas. Pelo menos uma das personagens aparece com um número invulgar de dedos, um erro habitualmente cometido por modelos de IA generativa. Por outro lado, os anúncios gerados por IA quase sempre provocam reações negativas, sobretudo por parte dos membros da indústria criativa, que receiam que a tecnologia ponha em risco os postos de trabalho humano.

“O que fizemos aqui será controverso”, admite Henry Cowling. Contudo, para a Monks, a principal razão por trás desta experiência é o desenvolvimento de um conjunto de agentes de IA, treinados especificamente para o marketing da Puma, que poderão ser utilizados no futuro para produzir outros conteúdos para a marca. A Monks está atualmente a construir processos semelhantes para clientes como a Google, a General Motors e a BMW.

Sobre o autorDaniel Monteiro Rahman

Daniel Monteiro Rahman

Mais artigos
Digital

Meta estreia aba para amigos. Mark Zuckerberg quer regresso ao Facebook original

“A nova aba é um regresso ao Facebook original, quando só víamos as atualizações de estado dos nossos amigos”, diz o CEO da Meta. O objetivo é tornar o Facebook mais influente do ponto de vista cultural do que é atualmente

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anuncia a estreia da nova aba ‘Amigos’ no Facebook, uma iniciativa que faz parte de um esforço contínuo da empresa para revitalizar a experiência do utilizador na rede social, através de um equilíbrio entre conteúdos recomendados e interações pessoais.

“A nova aba é um regresso ao Facebook original, quando só víamos as atualizações de pessoas conectadas connosco”, reconhece o CEO da Meta, numa publicação dedicada a apresentar esta funcionalidade, e acrescentando que haverá “mais OG Facebook em breve”.

A aba ‘Amigos’ já está disponível nos Estados Unidos e no Canadá, mas a Meta ainda não divulgou uma data para o lançamento em outros países. Mark Zuckerberg partilhou um vídeo a demonstrar a nova funcionalidade, comparando-a à experiência do Facebook em 2008, quando a interação era mais centrada nas atualizações dos amigos.


O conteúdo relacionado com os amigos inclui ‘stories’, ‘reels’, publicações, aniversários e pedidos de amizade. Embora “muitas pessoas utilizem o Facebook diariamente”, Mark Zuckerberg admite que existem “várias oportunidades” para tornar a rede social “mais influente do ponto de vista cultural do que é atualmente”.

Sobre o autorDaniel Monteiro Rahman

Daniel Monteiro Rahman

Mais artigos
FOTO DR
Publicidade

Diogo Morgado promove Sotogrande em campanha internacional criada por produtora algarvia

Filme da campanha ‘The Art of Living’ (na foto), que promove Sotogrande, na Andaluzia, é criado e produzido pela New Light Pictures, com realização de Pedro Matos e João Viegas

O ator e realizador Diogo Morgado é o protagonista de ‘The Art of Living’, campanha que promove Sotogrande, destino de luxo na Andaluzia, em Espanha. Idealizado e produzido pela produtora algarvia New Light Pictures, sediada em Faro, o filme publicitário é realizado por João Viegas e Pedro Matos, dupla que também assina o argumento.

A direção de fotografia e a edição são de Pedro Matos, que também assume a coprodução, em parceria com Carla Pereira. A produção executiva é de João Viegas. Jose Antonio Rey operou o drone que captou as imagens áreas que integram o anúncio. O spot, que também teve colaboração da Ergovisão, tem direção de sonoplastia de André Espada, coloração de Patrício Faísca e design de produção de Carla Pereira e Pedro Matos. Ruben Caeiro é o autor das fotografias da campanha.

“Sotogrande é, há muito, um lugar onde as pessoas vêm não apenas para viver, mas para abraçar um estilo de vida que é refinado e sem esforço. Com ‘The Art of Living’, quisemos captar a essência do que torna a nossa comunidade tão especial, desde o golfe e o polo de classe mundial até aos momentos familiares íntimos que definem a vida quotidiana neste lugar, onde a natureza, o desporto e o luxo coexistem em perfeita harmonia”, explica Rita Jordão, diretora de marketing da Sotogrande, citada em comunicado de imprensa.

Divulgada nas redes sociais, no site e na newsletter da empresa, a campanha é amplificada com a divulgação em publicações como a Condé Nast Property, no Reino Unido. A GMS, a agência de marketing internacional da Sotogrande, também está em negociações com publicações especializadas em imobiliário e ‘lifestyle’ britânicas e francesas, incluindo o Le Figaro, apurou o M&P.

O filme publicitário, com a duração de três minutos e 19 segundos, mostra James (Diogo Morgado), um residente do empreendimento que personifica a sofisticação e a alegria da vida em Sotogrande, a participar em partidas de polo e campeonatos de golfe, a fazer tratamentos de spa e a desfrutar de momentos serenos em família, ao lado da sua mulher Mary e da filha Helen, captando momentos quotidianos no cenário mediterrânico de Sotogrande.

Sobre o autorMeios & Publicidade

Meios & Publicidade

Mais artigos
Digital

China rejeita oferta de Trump de reduzir taxas em troca de acordo sobre TikTok

A China recusa a proposta de Donald Trump horas após os seus comentários. É provável que Donald Trump volte a prorrogar o prazo para a venda da rede social, caso um acordo não seja concluído

A China recusa a oferta do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de conceder um alívio das taxas alfandegárias em troca de um acordo sobre a venda da aplicação de partilha de vídeos TikTok.

“Sobre a questão do TikTok, a China expressou a sua posição em várias ocasiões. A nossa posição contra a imposição de taxas alfandegárias adicionais também é consistente e clara”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, citado pela Lusa.

Donald Trump diz que está preparado para reduzir as taxas sobre as importações oriundas da China se a dona do TikTok, a chinesa ByteDance, concordar em alienar as suas operações nos EUA. “A China vai ter de desempenhar um papel na venda do TikTok, pode ter de o aprovar e, se o fizer, talvez lhes dê uma pequena redução de tarifas alfandegárias”, declara o presidente dos Estados Unidos na Casa Branca.

A justiça norte-americana está a obrigar o TikTok a separar-se da ByteDance como condição para operar nos Estados Unidos, devido às suspeitas de que os dados recolhidos pela empresa são disponibilizados às autoridades chinesas.

Em Janeiro, Donald Trump assina uma ordem executiva que adia o prazo limite para a venda da operação norte-americana do TikTok até 5 de abril.

Embora a ByteDance não tenha declarado a sua intenção de vender, há vários interessados no negócio. “Estamos a negociar com quatro grupos diferentes e há muita gente interessada”, assume Donald Trump no início do mês.

A empresa de inteligência artificial Perplexity fez uma oferta, tal como o Project Liberty, criado pelo promotor imobiliário e proprietário do Olympique de Marseille, Frank McCourt, e ao qual se junta o cofundador da rede social Reddit, Alexis Ohanian.

Outras personalidades que manifestaram interesse incluem o influenciador MrBeast e Steven Mnuchin, Secretário do Tesouro durante o primeiro mandato de Donald Trump. A Casa Branca menciona ainda outros potenciais compradores, como a Microsoft e a Oracle.

O presidente quer que os Estados Unidos mantenham uma participação de 50% no TikTok através de uma empresa comum, pelo que é possível que Donald Trump volte a prorrogar o prazo para a venda da rede social. “Vamos ter algum tipo de acordo, mas se não estiver fechado antes do prazo, não é razão para alarme. Apenas o vamos estender”.

Sobre o autorDaniel Monteiro Rahman

Daniel Monteiro Rahman

Mais artigos
Marketing

TTouch nomeia Benedita Guedes de Carvalho para sócia

A ex-consultora de impacto social e sustentabilidade, que já fazia parte da equipa desde 2021, reforça agora a estrutura de liderança da agência criativa e junta-se a Mariana Galindo e a Teresa Pinto Leite

A agência criativa TTouch reforça a sua estrutura de liderança estratégica, ao nomear Benedita Guedes de Carvalho para sócia.

A ex-consultora de impacto social e sustentabilidade, que já fazia parte da equipa da TTouch desde 2021, junta-se agora a Mariana Galindo, responsável pela gestão da agência e pelo serviço ao cliente, e a Teresa Pinto Leite, diretora criativa da agência.

Com um mestrado em gestão de empreendedorismo social, Benedita Guedes de Carvalho conta com diversos trabalhos de voluntariado na área de consultoria de comunicação e de criação de comunidade, tanto na Oceans Alive, como na Impulso, mas também como professora de Teatro na Associação Cais.

A atual sócia da TTouch trabalhou como assistente de investigação num projeto de economia do desenvolvimento em Moçambique e esteve três anos como consultora estratégica na Sair da Casca, a primeira consultora de sustentabilidade do país.

Benedita Guedes de Carvalho reforça a liderança estratégica da agência e destaca o papel da comunicação para a solução de problemas sociais e ambientais: “é através da comunicação que se consegue informar, educar e alertar sobre temas fundamentais mas, sobretudo, é pela comunicação que se envolvem as pessoas nas causas, se alteram mentalidades e se transformam hábitos e comportamentos”.

Já Mariana Galindo, fundadora da TTouch, acrescenta que com este modelo de liderança, “estamos mais preparadas do que nunca para cumprir a nossa missão de transformar o mundo através da comunicação”.

A TTouch, lançada em 2020, colabora com várias marcas na elaboração e implementação das suas estratégias de impacto social e trabalha ainda para a notoriedade de associações do setor social e fundações, pensando as suas marcas de forma estratégica, o que contribui para o seu posicionamento e para a angariação de fundos.

Exemplos deste trabalho em parceria são o EDP Clube Runners, um projeto que leva o atletismo a crianças e jovens de comunidades vulneráveis dos bairros da Cova da Moura e do Zambujal, ou o MEO Música com Sentido, uma iniciativa que pretende promover a inclusão e acessibilidade nos festivais de verão.

Sobre o autorMeios & Publicidade

Meios & Publicidade

Mais artigos
Marketing

Veollia é patrocinador oficial do Millennium Estoril Open

O acordo assinado entre João Stilwell Zilhão e José Melo Bandeira (na foto) prevê a definição da pegada de carbono do torneio de tênis, em 2025, e a implementação de medidas de descarbonização, em 2026 e 2027

A Veolia Portugal, empresa de serviços ambientais e transformação ecológica, é o parceiro oficial do Millennium Estoril Open para a descarbonização. Neste compromisso a três anos, a Veolia Portugal vai definir a pegada de carbono do torneio de tênis em 2025, através de uma metodologia e ferramenta digital próprias.

Em 2026 e 2027, irá propor a implementação de um conjunto de medidas para a redução da pegada de carbono do evento, nomeadamente na água, energia e resíduos. João Stilwell Zilhão, sócio gerente e diretor do Millennium Estoril Open, explica em comunicado de imprensa que «desde a primeira edição do Millennium Estoril Open que temos a intenção de reduzir a pegada de carbono ao máximo no evento”.

Além de um trabalho prévio de definição dos vários âmbitos de cálculo da pegada, a Veolia Portugal terá equipas técnicas no recinto, a fazer medições em várias áreas do evento, em matérias de gestão de resíduos, consumos energéticos e de água. As emissões relacionadas com as deslocações serão também abrangidas pelo estudo, nomeadamente por via de questionários realizados junto dos adeptos durante o torneio.

«Na Veolia Portugal acreditamos que temos a responsabilidade de liderar pelo exemplo e esta parceria a três anos representa perfeitamente a nossa visão de futuro. Quando nos propomos apoiar a organização a reduzir as emissões de carbono deste prestigiado torneio de ténis, estamos a estabelecer novos padrões de sustentabilidade no desporto, mas também a inspirar outros setores de atividade”, refere José Melo Bandeira, CEO da Veolia Portugal.

O Millennium Estoril Open 2025 decorre de 26 de abril a 4 de maio, consolidando-se como um dos eventos desportivos de maior prestígio em Portugal.

Sobre o autorMeios & Publicidade

Meios & Publicidade

Mais artigos
Digital

Negócio de publicidade online da Amazon cresce e desafia Google

Para convencer os anunciantes a utilizarem o seu sistema em vez de concorrentes como a Google ou The Trade Desk, a empresa reduz as taxas de serviço de 5% a 7% para apenas 1%

A Amazon quer expandir o negócio de publicidade online ao disponibilizar a compra de espaços publicitários em toda a internet, para além das suas plataformas e website, noticia o Business Insider.

Para convencer os anunciantes a utilizarem o seu sistema em vez de concorrentes como a Google e o The Trade Desk, a Amazon reduz as taxas de serviço de 5% a 7% para apenas 1%, oferecendo também descontos às empresas que utilizam os serviços Amazon Web Services e Amazon Ads.

Embora a Google seja o maior operador de publicidade online, enfrenta atualmente uma batalha legal que poderá obrigá-la a vender parte do negócio de publicidade. Caso isso aconteça, a Amazon tem a possibilidade de se tornar um ‘player’ maior.

De facto, a Amazon diferencia-se pela quantidade de dados que possui sobre o que as pessoas compram, o que ajuda os anunciantes a chegarem aos clientes certos. Consequentemente, devido ao facto da Google continuar limitada na capacidade de obter dados dos utilizadores recorrendo aos cookies, os dados primários da Amazon tornam-se ainda mais valiosos para a segmentação de anúncios.

No entanto, a Amazon continua a enfrentar desafios. Vários anunciantes referem que a Amazon Ads é mais lenta e difícil de utilizar do que a concorrência, como a The Trade Desk, que permite às empresas lançar campanhas mais rapidamente, segundo o Business Insider.

Alguns anunciantes também se preocupam com o facto de os anúncios nem sempre aparecerem em sites de qualidade com elevado tráfego, mas a Amazon assegura que está a trabalhar para melhorar o serviço com base nos comentários dos anunciantes.

Sobre o autorDaniel Monteiro Rahman

Daniel Monteiro Rahman

Mais artigos
Marketing

Conheça as 6 principais tendências no marketing de influência em 2025

Marketing de influência é o que tem mais impacto nas decisões de compra, segundo o relatório ‘2025 Creator Marketing Trends Report’ da plataforma social de retalho e marketing de influência LTK

Os criadores de conteúdo e influenciadores são cada vez mais uma força motriz da confiança, do envolvimento e das decisões de compra dos consumidores. De acordo com o relatório ‘2025 Creator Marketing Trends Report’ da LTK, plataforma social de retalho e marketing de influência, existem seis tendências que definem o setor em 2025.

Redes sociais já não são sociais

De acordo com o relatório, 74% dos consumidores referem que as redes sociais já não são sociais, pois os algoritmos dão prioridade a novos conteúdos em detrimento das publicações provenientes das contas seguidas pelos utilizadores.

Apesar desta mudança, os consumidores ainda desejam pertencer a uma comunidade e muitos começam a fazê-lo sem recorrerem às redes sociais. Segundo a análise, metade da geração Z e dos millennials procuram agora comunidades fora das redes sociais, o que torna essencial que as marcas e os criadores explorem novas formas de promover um envolvimento mais profundo para além do ‘feed’ de publicações.

Confiança é a chave

O marketing de influência é a vertente do marketing com impacto mais elevado nas decisões de compra, revela o relatório. Isto deve-se ao fator da confiança. De facto, 84% dos utilizadores do LTK confiam mais nas recomendações dos criadores de conteúdo e influenciadores do que nos conteúdos das marcas, celebridades e motores de busca.

Para a geração Z e dos millennials, os criadores de conteúdo e influenciadores são ainda a fonte mais confiável para decisões de compra, segundo indica a LTK, o que consolida o papel que têm no envolvimento genuíno com as marcas.

Vídeo mantém-se dominante

O vídeo já não é opcional – é o formato de conteúdo dominante para o marketing de influência, segundo a LTK. Em 2025, o ‘storytelling’ e os conteúdos em vídeo dirigidos às comunidades vão ser essenciais para as marcas que pretendem reforçar a notoriedade, de acordo com a análise.

Os consumidores têm uma preferência esmagadora por conteúdos em vídeo em relação a imagens estáticas. 76% da geração Z, 72% dos millenials e 66% da população em geral preferem ver vídeos. 93% dos utilizadores da LTK interagem com conteúdos em vídeo, sobretudo em categorias como bricolagem, moda, alimentação e beleza.

Conteúdos de criadores têm mais destaque

Os consumidores preferem cada vez mais o conteúdo gerado por criadores de conteúdo e influenciadores aos elementos visuais tradicionais das marcas. Ao incorporarem conteúdos produzidos por influenciadores, as marcas podem criar confiança e gerar conversões de forma mais eficaz.

Segundo o relatório, 84% dos consumidores confiam mais nas marcas quando veem criadores de conteúdo a usar os seus produtos. O mesmo acontece com os comportamentos de pesquisa, sendo que os consumidores recorrem aos influenciadores antes dos sites das marcas ou das plataformas de retalho quando procuram informações sobre produtos.

Impacto fora das redes sociais

A análise revela que os consumidores querem interagir com os criadores de conteúdo para além das redes sociais. As principais formas de interação são: experiências em loja, podcasts, motores de busca, ‘websites’ de retalho e ‘branding’ de produtos. Isto significa que as marcas podem apostar em marketing de influência através de outros canais que não sejam as redes sociais.

Confiança aumenta as vendas

Quando os consumidores veem repetidamente o conteúdo de um influenciador, a probabilidade de efetuarem uma compra aumenta.
De acordo com o relatório, 91% dos utilizadores da LTK têm maior probabilidade de experimentar uma nova marca depois de a verem numa publicação de um criador de conteúdo, o que prova o impacto da confiança nas decisões de consumo.

Para as marcas, este facto realça a importância de estabelecer parcerias de longo prazo com criadores de conteúdo e de lhes proporcionar uma exposição sustentada para maximizar o impacto nas vendas.

Sobre o autorMeios & Publicidade

Meios & Publicidade

Mais artigos
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB

Navegue

Sobre nós

Grupo Workmedia

Mantenha-se informado

©2024 Meios & Publicidade. Todos os direitos reservados.