Ongoing “está concentrada na salvação da Impresa”, garante Nuno Vasconcellos
A Ongoing interpôs diversos processos em tribunal contra o grupo presidido por Pinto Balsemão, depois de em Abril ter falhado a tentativa de integrar o conselho de administração da Impresa.

Meios & Publicidade
Jovens reclamam mais. Correio e Comunicações entre as maiores queixas
Boutique dos Relógios assinala mudança de hora com campanha humorística
Puma lança anúncio criado por agentes de IA
Meta estreia aba para amigos. Mark Zuckerberg quer regresso ao Facebook original
Diogo Morgado promove Sotogrande em campanha internacional criada por produtora algarvia
China rejeita oferta de Trump de reduzir taxas em troca de acordo sobre TikTok
TTouch nomeia Benedita Guedes de Carvalho para sócia
Veollia é patrocinador oficial do Millennium Estoril Open
Negócio de publicidade online da Amazon cresce e desafia Google
Conheça as 6 principais tendências no marketing de influência em 2025
O presidente da Ongoing, Nuno Vasconcelos, disse hoje à agência Lusa estar “concentrado na salvação da Impresa”, reafirmando que não participará na privatização da RTP “enquanto for accionista daquele grupo”, que é proprietário da SIC. “Estamos atentos a todas as oportunidades de negócio fora de Portugal, sobretudo no Brasil, mas em Portugal estamos concentrados na salvação da Impresa, que está numa situação calamitosa”, afirmou Nuno Vasconcellos. O empresário, apontado com um dos principais interessados na alienação de um dos canais da RTP, encontra-se na província de Fujian, costa Leste da China, onde assinou hoje um “protocolo de cooperação tecnológica” com o respectivo governo provincial.
Contactado por telefone pela agência Lusa, Nuno Vasconcellos reafirmou o que escreveu na terça-feira no Diário de Noticias, garantindo que “enquanto for accionista da Impresa, a Ongoing não participará na privatização da RTP”. O presidente da Ongoing discorda, contudo, dos que consideram não existir espaço em Portugal para um terceiro canal privado de televisão e que se opõem, por isso, à privatização da RTP. “Não partilho dessa opinião. O mercado é que deve decidir (…) O que não se pode é pedir ao Estado que continue a gastar 365 milhões de euros por ano com a RTP para favorecer dois privados”, disse Nuno Vasconcellos.
“Não sei qual vai ser o modelo de privatização da RTP, mas não tem que ser necessariamente um mau negócio (para o Estado)”, acrescentou. Francisco Pinto Balsemão, presidente da Impresa, e Miguel Paes do Amaral, presidente não executivo da Media Capital, proprietária da TVI, já se manifestaram contra a privatização de um canal da RTP, prevista no programa do governo. A Ongoing detém 23 por cento do capital da Impresa, o maior grupo de media em Portugal, que é também proprietário do semanário Expresso, da revista Visão e de outros conhecidos títulos. Nuno Vasconcellos considera que a administração da Impresa “não está a fazer uma boa gestão” e questiona “por que razão não distribui dividendos há mais de dez anos”.
A Ongoing “irá lutar pelos seus interesses, usando todos os recursos necessários de forma justa, ética e transparente, independentemente de todas as pressões de que é alvo e doa a quem doer”, afirmou. A Ongoing, dona do Diário Económico, interpôs diversos processos em tribunal contra o grupo presidido por Pinto Balsemão, depois de em Abril ter falhado a tentativa de integrar o conselho de administração da Impresa. Recentemente, o Correio da Manhã noticiou que a Impresa avançou também com uma acção judicial contra a Ongoing, reclamando dívidas de três empresas do grupo. (Lusa)