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Campanha “Há escolhas que ninguém deve ter que fazer” apela à consignação do IRS para a Cruz Vermelha

Com o mote “Há escolhas que ninguém deve ter que fazer”, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai avançar com uma campanha nacional na televisão e no digital que recorda as […]

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Campanha “Há escolhas que ninguém deve ter que fazer” apela à consignação do IRS para a Cruz Vermelha

Com o mote “Há escolhas que ninguém deve ter que fazer”, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai avançar com uma campanha nacional na televisão e no digital que recorda as […]

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Com o mote “Há escolhas que ninguém deve ter que fazer”, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) vai avançar com uma campanha nacional na televisão e no digital que recorda as histórias de quem a CVP ajuda diariamente e para quem a consignação de 0,5% do IRS é tão importante.

A campanha foi desenvolvida pela agência LOLA Normajean e a locução é feita pelos atores Nuno Lopes e Inês Castel-Branco.

Esta campanha reflete alguns dos milhares de casos acompanhados diariamente pela Cruz Vermelha Portuguesa, que garante cuidados básicos e de primeira necessidade a mais de 55 mil famílias, acompanha diariamente idosos isolados, pessoas sem-abrigo e mais de 6.600 sobreviventes de violência doméstica.

A associação humanitária está a registar um aumento diário das solicitações e identifica agora um agravamento do ciclo de pobreza em Portugal. No ano passado, os pedidos de ajuda de famílias em grande situação de vulnerabilidade aumentaram 74%. São cada vez mais as histórias de quem não consegue já pagar alimentos e até a renda da casa, encontrando-se em risco de ficar em situação de sem-abrigo. Só nos dois primeiros meses deste ano, a equipa central da CVP recebeu 100 pedidos de ajuda, um valor que mais do que duplica os números do mesmo período de 2022.

Face a esta grave emergência social que o país atravessa, a CVP apela nesta campanha para que os portugueses consignem 0,5% do IRS à instituição, sem que para isso tenham qualquer gasto extra. Consignar 0,5% do IRS à CVP não tem qualquer custo e ajudará a responder a todos os pedidos que continuam a surgir. Ao preencher a Declaração de IRS basta colocar a cruz no espaço próprio do modelo da Declaração do IRS, com a indicação do NIF 500 745 749 – CVP.

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Ageas Seguros demonstra o valor dos seguros com a sua nova campanha – Eu tenho vários mundos

Quem disse que os seguros são apenas para situações de emergência? A Ageas Seguros está a desafiar essa perceção com a sua nova campanha, “Eu tenho vários mundos”, trazendo uma […]

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Quem disse que os seguros são apenas para situações de emergência? A Ageas Seguros está a desafiar essa perceção com a sua nova campanha, “Eu tenho vários mundos”, trazendo uma abordagem emotiva, inovadora e diferenciadora ao universo dos seguros.

Muitos encaram os seguros como a preparação para o pior cenário, mas a Ageas Seguros reforça que estes representam uma componente fundamental para proteger o melhor da vida, o que as pessoas mais amam, transferindo essa ideia para uma campanha irreverente.

A campanha mergulha no quotidiano das pessoas, através de uma canção bastante conhecida para transmitir a sua mensagem. Ao som do clássico “Eu tenho dois amores”, a Ageas Seguros adapta a letra e dá um toque único ao arranjo musical. E quem melhor para dar vida a esses mundos? Um elenco de renome, que inclui João Tempera, Maria João Falcão, Maria João Freitas, Madalena Brandão, Abubacar Turé, os gémeos Kiko e Maria, e na voz de companhia Ana Guiomar.

Hugo Julião, Responsável de Marketing Canal e Digital do Grupo Ageas Portugal, partilha a visão por trás da campanha: “Quando dizemos que temos um ‘mundo para proteger o seu’, estamos a alinhar o verdadeiro propósito nobre dos seguros: cuidar do que é mais precioso para os nossos Clientes, aquilo que mais amam, os seus mundos. A intenção é evidenciarmos o compromisso de estarmos sempre ao lado deles, independentemente do mundo que estes habitam ou das necessidades específicas de proteção que possam ter”.

Mais do que uma campanha, um compromisso

Esta campanha de comunicação assenta em temas sensíveis e tem como objetivo provocar um sorriso no rosto das pessoas, realçando valores que a marca considera serem essenciais: irreverência, inclusão, diferenciação, elegância e apoio à cultura.

Nesse sentido, além de uma mensagem marcante, a Ageas Seguros assume um forte compromisso com a Sustentabilidade, Diversidade e Impacto Social. Pela primeira vez, a marca introduz uma personagem inter-racial na sua comunicação, refletindo a verdadeira diversidade do mundo real. A inclusão de uma personagem surda e a utilização de língua gestual destaca o compromisso da marca em representar pessoas reais em situações reais – embora surjam em contexto de campanha, não se encontram a desempenhar qualquer papel ou representação, a personagem surda é mesmo surda na vida real, proporcionando uma conexão ainda mais profunda com os seus consumidores.

Também a sua transmissão multicanal – em televisão, rádio, outdoor, imprensa, digital e nas Lojas Ageas Seguros – não só reforça a presença da marca, mas ainda a torna mais acessível e compreensível para todos, garantindo que a mensagem alcança todos os portugueses.

A campanha foi revelada no dia 27 de outubro, na sede do Grupo Ageas Portugal, em Lisboa, juntando Parceiros e Atores que testemunharam um passo ousado na diferenciação e no posicionamento da Ageas Seguros. Para a marca, este foi um marco significativo na sua jornada de inovação e compromisso com os seus Clientes, Parceiros e Consumidores.

A Ageas Seguros tem trilhado um percurso notável no que diz respeito à sua visibilidade. Apesar de ser uma marca relativamente jovem no mercado português, lançada em 2016, marcou presença nos meios de comunicação com uma impactante campanha de rebranding. Nos três anos a seguir, destacou-se ao integrar figuras públicas em duas campanhas que alcançaram grande sucesso. Em 2021, adotou uma abordagem ainda mais realista ao envolver mediadores reais, proporcionando aos espectadores uma experiência mais próxima do dia-a-dia.

Com esta mais recente campanha, a intenção da marca é difundir uma imagem ainda mais emocional e distintiva, visando tornar-se memorável e diferenciadora no seu setor. Para a Ageas Seguros, “Eu tenho vários mundos” não é apenas uma campanha, sendo também um convite para se repensar qual o papel que os seguros têm na vida de cada um.

Uma música cativante, uma mensagem emocionante e um compromisso genuíno – a Ageas Seguros está a trazer uma revolução na forma de comunicar o mundo dos seguros, tornando-o ainda mais próximo, mais compreensível e mais humano.

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Rita Amzalak, Managing Partner da Havas Media Portugal

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O futuro das marcas é meaningful

Longe vão os dias em que os consumidores eram recetores mais passivos de mensagens publicitárias. Os consumidores estão agora mais ávidos, analisam as marcas com um olhar perspicaz e os […]

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Longe vão os dias em que os consumidores eram recetores mais passivos de mensagens publicitárias. Os consumidores estão agora mais ávidos, analisam as marcas com um olhar perspicaz e os seus níveis de exigência atingiram um novo patamar.

Capacitados com níveis de informação e conhecimento sem precedentes, os consumidores parecem colocar um fim à era da retórica vazia, para dar lugar a uma exigência crescente por autenticidade e confiança, onde as marcas enfrentam agora um desafio acrescido de estarem sob um escrutínio público contínuo em prol de serem mais transparentes nos seus compromissos e intenções.

Mas acreditamos, contudo, que é exatamente nos grandes desafios que se encontram as maiores oportunidades. Se os consumidores anseiam por marcas genuínas e humanas, com as quais possam construir ligações emocionais para além da utilização dos seus produtos e serviços, aquelas que conseguirem corresponder a estas expectativas e demonstrar que o seu propósito vai além do lucro, serão recompensadas.

Na Havas Media, aspiramos não só a ser relevantes para o mercado e a continuar a investir na inovação, mas também a mantermo-nos focados em acrescentar valor às marcas. O nosso principal objetivo é precisamente ajudá-las a estabelecer um posicionamento mais meaningful, permitindo-lhes ter um impacto positivo e proporcionar algo maior não só aos seus consumidores, mas também à comunidade.

Quando falamos em ser meaningful, tomando como ponto de vista as marcas, falamos também em manter a eficiência e o alinhamento com os objetivos de negócio, mas fazê-lo de forma ética. Falamos no valor que está por detrás dos seus produtos e serviços, mas também na essência do que são as marcas e do que as suporta em termos de missão e visão.

De forma geral, a ideia de que as preocupações das marcas deviam estender-se apenas às dores e necessidades dos consumidores, procurando solucionar exclusivamente os desafios funcionais do seu dia a dia, é um pensamento que já não é compatível com a evolução do que hoje se espera das marcas. Com anos de experiência e sabedoria, são já muitas as marcas, num mercado altamente competitivo, que estão a fazer este caminho.

À medida que se intensificam as atenções a nível mundial sobre as questões sociais e ambientais, e os consumidores estão mais informados e socialmente conscientes do que nunca, os estudos dizem-nos que se espera ainda mais das marcas e que a sua abordagem seja igualmente mais consciente e envolvente. É neste contexto que a dimensão coletiva, aquilo que as marcas fazem pelo bem maior e acrescentam à comunidade, é altamente valorizado e recompensado pelas pessoas, nas suas escolhas e recomendação de marcas.

As marcas que estão a fazer estas promessas, devem agora estar preparadas não só para seguirem os seus programas de lealdade para com as pessoas, mas também para partilharem os seus esforços tangíveis no sentido de uma mudança positiva. Uma estratégia significativa envolve alinhar os valores corporativos com ações genuínas, criando uma relação simbiótica entre a marca e o consumidor que transcende as meras transações.

Nesta era de hiperconsciência, as pessoas querem sentir que as marcas partilham das suas dores e necessidades de uma forma mais abrangente. Acima disso, as pessoas querem estar confiantes de que não estão apenas a comprar produtos, mas simultaneamente a investir em ideologias e a apoiar os negócios que estão ativamente a tomar medidas para fazer parte da solução. Temas como a crise climática, as desigualdades sociais, crises políticas e outras questões globais, estão a ser muito sentidos e a impactar a vida das pessoas, e por isso, espera-se o contributo das marcas e o exemplo, adotando práticas e envolvendo a comunidade na procura de um maior equilíbrio e impacto positivo.

No centro desta mudança estará o reconhecimento de que as marcas não são entidades isoladas, mas sim partes integrantes de um ecossistema social e ambiental mais vasto? Será esta empatia a chave para uma maior confiança nas marcas e para que não nos seja indiferente se muitas delas desaparecerem da nossa vida?

O futuro parece ser mais promissor para as marcas que integrem autenticamente esta dimensão coletiva no seu ADN, criando não apenas produtos, mas assumindo um legado de impacto positivo.

O consumidor está mais consciente e esta não será apenas mais uma tendência passageira, mas sim uma força motriz que esperamos contribuir para uma mudança maior.

Por: Rita Amzalak, Managing Partner da Havas Media Portugal

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Miguel Serrão, Head of Digital da Havas Media Network

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Tendências de marketing digital para 2024: tentar prever o imprevisível

À medida que a tecnologia e o marketing digital evoluem a ritmos alucinantes, 2024 promete ser um ano com tendências inovadoras capazes de moldar o setor. Neste ambiente dinâmico e […]

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À medida que a tecnologia e o marketing digital evoluem a ritmos alucinantes, 2024 promete ser um ano com tendências inovadoras capazes de moldar o setor. Neste ambiente dinâmico e competitivo, as empresas precisam de se manter à frente da curva e ter uma visão abrangente das tendências mais proeminentes a adotar para prosperar.

Se olharmos para o panorama no seu geral, é desde logo impossível negar o impacto que a Inteligência Artificial (IA) terá para o digital e consequentemente para as empresas. Apesar de ainda estar nos primórdios da sua implementação generalizada e gerar ainda algumas controvérsias, esta ferramenta está já bastante avançada e pode agilizar inúmeras tarefas de marketing.

As ferramentas orientadas para a IA generativa têm um grande potencial na otimização de tarefas repetitivas, criação de estratégias e na análise de vastos conjuntos de dados dinâmicos que levaria muito mais tempo ou em que seria até impossível para o humano alcançar o mesmo nível de detalhe. Com o data-driven marketing a manter o seu estatuto indispensável, o uso destas ferramentas permitirá às agências e às empresas direcionar melhor os seus esforços comunicativos e publicitários, melhorar a exatidão das experiências personalizadas e identificar em tempo real as preferências e necessidades dos diferentes públicos em constante movimento.

Num mundo em que os domínios offline e digital se estão a fundir cada vez mais, é crucial que as marcas ofereçam uma experiência integrada e seemless para os seus consumidores, em particular dada a preferência contínua pelo uso do telemóvel, uma ferramenta que os consumidores têm sempre à mão, inclusive nas lojas físicas. Com os consumidores fragmentados em várias plataformas, uma abordagem coesa e consistente em todos os canais será também essencial para atingir este público diversificado, pelo que uma estratégia omnichannel é mais crítica do que nunca, implicando a adaptação de táticas num mindset phygital.

As redes sociais são outro aspeto que continuará a desempenhar um papel vital no panorama do marketing digital, com uma camada nova que continua a crescer e ainda vem trazer mais poder a estas plataformas. Apesar de o Google continuar a ser um ator predominante, as redes sociais têm crescido como uma espécie de motor de busca onde os consumidores procuram o contacto com as marcas e onde vão para saber as novidades, pelo que os investimentos publicitários em redes sociais continuam a crescer.

Para além de locais de pesquisa, o social commerce tem vindo a ganhar o seu espaço, com os consumidores a desejarem a experiência completa nestas plataformas que visitam com grande regularidade. A possibilidade de tornar as compras mais fáceis capitalizando a conveniência ao disponibilizar essa transação nas próprias plataformas sociais e otimizando o processo de venda, cria uma experiência de compra fluída e atraente.

Em Google, veremos uma predominância crescente dos investimentos a serem canalizados para formatos com Machine Learning (ML) e IA, como o Performance Max e Demand Gen, que permitem aceder a todo o inventário de Google Ads a partir de uma única campanha, com um objetivo concreto a atingir.

Os consumidores procuram cada vez mais conteúdo de fácil consumo, adaptado aos seus estilos de vida agitados e ao seu período de atenção reduzido. É aqui que se manterá também outra tendência: os vídeos curtos e a expansão dos podcasts emergem como formas essenciais de conexão com o público. Este tipo de conteúdos audiovisuais afirmam a sua posição como veículos poderosos para o envolvimento do público ao permitir que as marcas contem histórias e estabeleçam conexões profundas, pela regularidade de contactos, e sem grande esforço do utilizador.

Ainda nas redes sociais, podemos estar certos da importância para as empresas de manterem uma estratégia de marketing de influência constante e atualizada. Em 2024, os influenciadores, sejam eles micro ou macro, continuarão a ser uma força motriz para influenciar a tomada de decisões dos consumidores. Os públicos continuam a olhar para estes influenciadores como fonte de confiança (por vezes imparcial e mais credível) e com a capacidade de dar às marcas uma camada mais humanizada e empática.

Mesmo com a ascensão imparável das tecnologias e a automação no marketing, o elemento humano e capacidade de estabelecer conexões emocionais continuam a revelar ter um papel insubstituível e inigualável. As marcas que melhor conseguirem equilibrar as vantagens da tecnologia com o toque humano estarão numa posição mais favorável para cativar e reter os seus públicos e construir relacionamentos sólidos a longo prazo.

Um fator que é igualmente essencial para criar transparência e confiança na relação com os consumidores recai sobre a utilização dos dados e as questões de privacidade, um tema que sempre gerou controvérsia e um grande impacto nas estratégias das empresas. Em 2024, a integração de dados primários (1st party data) nas estratégias de marketing ganhará destaque, impulsionada por regulamentos de privacidade mais rigorosos, pelo declínio dos cookies de terceiros e pelas crescentes preocupações com a privacidade dos clientes.

Se, por um lado, os dados recolhidos pelas marcas oferecem maior precisão e mais controlo, permitindo estratégias mais afinadas com vista a atingir os seus objetivos de marketing, por outro, esta abordagem traz desafios em termos de limitar o alcance e o acesso das empresas a estas informações, uma vez que os dados se tornam exclusivos e, muitas vezes, mais escassos em comparação com dados de terceiros. Porém, há sempre quem beneficie desta gestão, como é o caso do Retail Media, uma estratégia em crescimento que irá permitir às marcas através dos do first party data dos retalhistas fornecer experiências de publicidade altamente direcionadas e relevantes aos seus clientes, o que acabará por aumentar as taxas de conversão e ser altamente eficaz e mensurável para as empresas.

Uma coisa é certa, a tendência mais importante é a necessidade de uma forte capacidade de adaptação por parte dos negócios a este ambiente altamente volátil e num contexto em que os consumidores se tornam cada vez mais rigorosos e atentos. O mundo não pára e o marketing digital também não.

Por: Miguel Serrão, Head of Digital da Havas Media Network

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Cinco estratégias de campanha para experimentar na sua marca nos próximos eventos de vendas

O último trimestre do ano tem sido acolhido pelos consumidores como um longo festival de compras, tanto online como em loja, com ofertas e promoções ao virar de cada esquina. […]

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O último trimestre do ano tem sido acolhido pelos consumidores como um longo festival de compras, tanto online como em loja, com ofertas e promoções ao virar de cada esquina. Neste período em que os os clientes estão mais dispostos a consumir, os comerciantes precisam de definir estratégias e criar comunicações sólidas e eficazes para tirar o máximo partido deste momento excecional.

Cada marca é única e terá seus próprios objetivos, portanto, não existe uma estratégia única que possa ser aplicada a todas as marcas. Identificamos três abordagens gerais para aproveitar ao máximo os períodos promocionais com base no tamanho do negócio, na sua posição de mercado e trajetória de crescimento. Antes de começar a planear os principais eventos, pense qual a estratégia que melhor se adapta às suas necessidades no momento.

Adquirir novos clientes

  • Muitos utilizadores esperam meses antes de fazer a sua primeira compra.
  • Converta-os pela primeira vez durante os períodos promocionais para obter futuros clientes fiéis.
  • Cenários de prospecção podem atingir esses objetivos específicos.

Acompanhar o volume de tráfego do site

  • Melhor para mercados maduros e competitivos.
  • Equilibra descontos e margens para um ROI estável.
  • Oferecemos flexibilidade diária focada na entrega dos objetivos (ROAS/CPC Dinâmico).

Crescer acima do mercado

  • Uma estratégia abrangente para aumentar a quota de mercado e ficar top of mind.
  • Estratégia de alto risco e alto retorno, coloca pressão nas margens e cadeia de abastecimento de modo a gerar resultados sólidos.
  • Deve ser combinada com grandes descontos para ser realmente eficaz.

Depois de decidir sua estratégia como empresa, pode escolher a sua combinação de retargeting personalizado e campanhas de branding. Também vale a pena pensar fora da caixa. Em vez de limitar as suas campanhas a atividades tradicionais, considere táticas mais avançadas que possam adequar-se aos seus produtos e objetivos de negócios.

Aqui estão cinco tipos de campanhas que podem ser altamente eficazes durante as promoções.

1. Campanhas de Carrinho Abandonado
Consumidores chegam até o checkout da sua loja, mas não concluem a compra por muitas razões. Às vezes são os custos de envio ou a necessidade de inserir dados pessoais que os desencorajam. Outras vezes, é apenas hesitação. No entanto, há motivos para otimismo ao abordar esse grupo de utilizadores. Em primeiro lugar, eles estavam suficientemente interessados nos seus produtos para chegar até o checkout. Além disso, as estatísticas mostram que esta é simplesmente a forma como muitas pessoas fazem compras hoje em dia, com 17% das pessoas a abandonar o carrinho porque estavam apenas a pesquisar e planeavam voltar mais tarde[1]. Identificar essas pessoas e criar mecanismos de campanhas que apresentem os seus produtos durante o período de vendas do quarto trimestre é uma tática valiosa para as marcas.

Adicionalmente, campanhas de retargeting também podem reduzir o abandono de carrinho até uns incríveis 1100%[2].

2. Campanha de Teaser
Com esta forma de comunicação,  pode ajudar os potenciais compradores a prepararem-se para os dias de maiores descontos. As Campanhas de Teaser permitem gerar interesse e entusiasmo sobre as próximas promoções ou até mesmo para lançamentos de produtos. Ao promover os seus serviços e produtos desta forma, garante que os consumidores estarão mais predispostos a considerar sua marca quando chegar o momento de comprar. Recomendamos criar uma página de destino especial para esta campanha, com conteúdo emocionante e partilhável.

3. Campanha para utilizadores que Visitam mas não estão preparados para comprar
Os clientes que apenas “olham para as montras” gostam de navegar e comparar produtos, mas nem sempre fazem compras. No entanto, estes utilizadores começam a sentir mais pressão para comprar em ocasiões especiais, como o Natal. Com a promoção certa,  pode transformar alguns desses utilizadores em clientes ativos. Estes utilizadores chamados de “Less Engaged Users” podem não se tornar compradores frequentes ou de alto volume, mas trarão receita sustentada para a sua marca se conseguir manter-se próximo deles por um período mais longo. As campanhas para “Less Engaged Users” podem identificar produtos e categorias mais frequentemente visualizados por estes utilizadores e encontrar o preço certo para transformá-los em clientes compradores.

4. Campanhas Omnicanal
Durante o período de festas, muitos utilizadores passam pelo seu site, mas nem sempre acabam por  comprar ou regressar ao site. Existem várias razões para esse “abandono”. Alguns procuram as melhores ofertas e encontram-nas em outros sítios, enquanto outros simplesmente visitam tantos sites e lojas diferentes durante este período, que se esquecem  onde já navegaram antes. Ao alavancar a Campanha Omnicanal, garante que fez tudo o que pôde para promover a sua oferta e incentivar os consumidores a comprar. Utilize dados da campanha para segmentar clientes offline com mais precisão, mensagens personalizadas e ofertas especiais.

5. Campanha de Categoria
Uma Campanha de Categoria em Destaque permite que receba mais pedidos e receitas provenientes das categorias escolhidas. Pode analisar a atividade de potenciais clientes e verificar em que categorias eles estão mais interessados. Com a promoção certa, você pode melhorar significativamente as suas vendas durante o período promocional. Este tipo de campanha pode trazer valor para o negócio de várias maneiras. Pode usá-la para impulsionar produtos com maior margem, promover categorias que geram a maior receita e vender inventário de categorias de baixo volume que correm o risco de se transformar em inventário obsoleto.

Quer saber mais sobre as melhores estratégias a serem implementadas durante os períodos promocionais?

Descubra o nosso último Report: Marketing strategies for maximizing opportunities during the all-important Q4 period and holiday season.

Entre em contato com a RTB House para planear e executar campanhas de retargeting incríveis que impulsionem as suas promoções de 2023. Somos parceiros de marcas de retalho globais, ajudando-as a responder às necessidades dos clientes tanto nos períodos promocionais, como nos momentos mais desafiantes. Partilhamos a nossa experiência para ajudar as marcas a construir estratégias personalizadas, focando-nos no panorama geral e também nos pequenos detalhes, encontrando soluções de sucesso através de sub-campanhas e de cada formato de anúncio.

[1]  Source: https://www.barilliance.com/10-reasons-shopping-cart-abandonment

[2] Source: https://thrivemyway.com/retargeting-stats

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YOURBRANDING A AGÊNCIA DE MEIOS E COMUNICAÇÃO QUE FAZ CRESCER MARCAS

Se procura uma agência que tem o conhecimento para fazer crescer uma marca, a Yourbranding é a escolha mais acertada.  No vasto mundo das agências, há uma que se destaca […]

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Se procura uma agência que tem o conhecimento para fazer crescer uma marca, a Yourbranding é a escolha mais acertada.

 No vasto mundo das agências, há uma que se destaca não apenas pela sua dedicação inabalável, mas também pela sua abordagem ousada e eficiente. Esta agência que está no mercado há 4 anos oferece um serviço 360 aos seus clientes, tem uma equipa altamente motivada e que encontra a sua verdadeira paixão nos desafios que se apresentam. Esta é a Yourbranding.

A Yourbranding valoriza a diferença, e é por isso que não se considera “mais uma agência”. Na verdade, é um farol de criatividade e inovação rumo ao sucesso de diversas marcas, empresas e produtos com os quais trabalha. A agência orgulha-se de abraçar projetos desafiantes e nada dá mais energia à sua equipa – composta por profissionais cujo know-how é uma das chaves para o sucesso – do que um grande desafio, até porque é nestes momentos que a sua criatividade, paixão e profissionalismo brilham mais.

A Yourbranding acredita que a ousadia e a audácia são o futuro da comunicação e, por isso, não tem medo de ser pioneira e líder nesta evolução. O seu compromisso com a diferença é evidente em tudo o que faz, desde a concepção de estratégias até à execução de campanhas – o já referido serviço completo.

Para além disso, a Yourbranding é parceira comercial dos principais meios de comunicação (Televisões, rádios nacionais, publicidade exterior, imprensa escrita) fazendo o planeamento de meios de diversas marcas bem como integrações de marcas nos melhores programas de entretenimento e ficção.

Esta é uma agência que entende que uma estratégia bem pensada é a base de qualquer campanha de sucesso e por isso estão comprometidos em garantir que os seus clientes alcancem os seus objetivos de comunicação de forma eficaz. Para isto acontecer, a Yourbranding tem um departamento responsável pela produção de filmes institucionais e de conteúdos audiovisuais, para campanhas de TV e digital, e tem ainda um departamento de assessoria de comunicação, com jornalistas credenciados e dedicados.

Atualmente, esta agência faz crescer marcas nacionais como os vinhos da Enoport  Lagosta e Cabeça de Toiro, a Só Barroso, a Predimed, o Time to Fitness 24, a iServices, a Arquitetoldos, Transportes Beleza, VIC, Diatosta, Colchão Net.

Se procura uma agência que vai além do óbvio, que abraça o desafio, valoriza a diferença e tem o conhecimento necessário para fazer crescer a sua marca, empresa ou produto, então a Yourbranding é a escolha certa.

Qual é o seu desafio?

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Prepare-se para a época do Black November

Antigamente, a maior oportunidade de vendas do ano era comprimida em cerca de duas semanas agitadas no final de dezembro. Hoje em dia, com a globalização de datas como a […]

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Antigamente, a maior oportunidade de vendas do ano era comprimida em cerca de duas semanas agitadas no final de dezembro. Hoje em dia, com a globalização de datas como a Black Friday, a Cyber Monday e o Singles Day, os retalhistas  têm oportunidades excecionais para chegar aos clientes e impulsionar as vendas ao longo dos últimos três meses do ano.

O quarto trimestre tem sido acolhido pelos consumidores como um longo festival de compras online e em loja, com ofertas a serem encontradas ao virar da esquina. À medida que os clientes entram na fila, os comerciantes precisam de definir estratégias e criar comunicações sólidas e eficazes para tirar o máximo partido deste momento excecional.

Consumidores procuram descontos antecipados e estão mais conscientes com o dinheiro – A incerteza económica e a inflação estão a afetar o comportamento das pessoas em 2023.

Nos últimos anos, os consumidores passaram a dedicar mais tempo à pesquisa e começaram a fazer compras mais cedo, acreditando que esta é uma ótima forma de encontrar melhores ofertas e poupar dinheiro.

Em média, os consumidores começam a fazer pesquisas na Internet sobre a Black Friday no início de outubro e o número aumenta rapidamente em meados de novembro. O interesse diminui completamente logo após o evento.


No entanto, este comportamento de procura de descontos antecipados não significa, necessariamente, que os consumidores acabam  por gastar menos. De facto, um estudo da Deloitte concluiu que as pessoas que começam a fazer compras mais cedo deverão gastar mais 23 % do que as que começam no dia exato da promoção ou depois deste.

Conselhos para a sua marca:

  • Comece a planear as promoções mais cedo para captar clientes que procuram descontos antecipados, que vão fazendo pesquisas e que procuram as melhores ofertas.
  • Chegar a estes clientes numa fase inicial dá-lhe mais hipóteses de aumentar efetivamente as receitas, uma vez que estes podem acabar por comprar mais ao longo do tempo.

A Black Friday torna-se o Black November

Os melhores produtos podem conquistar os consumidores em qualquer altura, mas os maiores picos nas interações dos clientes com as marcas estão ligados aos grandes eventos de vendas no último trimestre do ano, quando os compradores estão à procura das grandes promoções.

A Black Friday continua a ser um dos maiores eventos de compras do ano nas Américas e em muitos países europeus. No entanto, a noção de um evento de compras num único dia está a desaparecer e a ser substituída pelo Black November, um mês inteiro de oportunidades de compras.

De facto, o valor de conversão comparativo aumentou 176 % de setembro a novembro de 2022.

Aumentos generalizados

No passado, as lojas e os consumidores do Ocidente preparavam-se para um grande evento, o Natal, com meses de antecedência. Atualmente, os consumidores mais experientes estão conscientes das diferentes formas de fazer boas compras durante o quarto trimestre. De facto, de 2020 a 2021, os eventos de vendas individuais do Q4 registaram um aumento de 3 % a 6 % no número de compradores nas lojas online. A Black Friday é o evento de que mais se fala, mas nos EUA é na  Cyber Monday – um evento vital para as marcas de produtos eletrónicos –  que vemos o maior pico de acessos, com 34 % dos compradores  da holiday season a visitarem as lojas online neste dia.


O que leva as pessoas às lojas no Black November?

O aumento das despesas dos clientes é impulsionado pelas ofertas de preços reduzidos. De acordo com o estudo da Adobe, os clientes podem esperar grandes descontos em diferentes categorias em 2022.

Porém, não são apenas os clientes existentes que verificam as ofertas. Há estudos que demonstraram que:

  • 4,5X mais utilizadores novos interagem com as marcas durante a época promocional do Black November
  • 3,7X mais utilizadores que não visitaram os sítios Web nos 30 dias anteriores ao lançamento da campanha fazem encomendas durante as promoções de novembro.

Conselhos para a sua marca:

  • Ofereça os seus descontos a um preço que iguale ou ultrapasse o dos outros concorrentes da sua categoria.
  • Utilize os eventos de vendas para cativar novos clientes e trazer de volta os utilizadores que já não o fazem, criando um efeito positivo na sua atividade muito para além do período promocional do quarto trimestre.

A Cyber Monday impera

Começou com a Black Friday e tornou-se o Black November, mas a grande surpresa foi a Cyber Monday. De facto, de acordo com as estatísticas publicadas pela eMarketer, as vendas da Cyber Monday de 2022 nos EUA ultrapassam as da Black Friday em quase 3 mil milhões de dólares.

A Cyber Monday regista um aumento de 181 % nas ações «adicionar ao carrinho» por parte dos compradores.

Além disso, o crescimento anual da Cyber Monday ultrapassa o de qualquer um dos outros dias de compras, os «Cyber 5».


Conselhos para a sua marca
:

  • Prepare-se para um ciclo de promoções que pode durar até dois meses, dependendo da sua área de negócio. Tire o máximo partido das datas e feriados locais e dos eventos especiais fora das promoções típicas do quarto trimestre.
  • Tenha em conta a forma como as expectativas e o comportamento dos clientes diferem em cada evento de compras específico. Os clientes procuram produtos diferentes na Black Friday, na Cyber Monday e no Natal e fazem compras de forma diferente.

 

Contacte a RTB House para planear e executar campanhas de retargeting incríveis, que impulsionem as suas vendas e lhe garantam o melhor retorno neste Black November  2023.

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SIC MULHER: O CANAL QUE NOS INSPIRA HÁ 20 ANOS

A SIC Mulher completou 20 anos em março deste ano. Nasceu assim uma campanha que apontava para um conceito essencial: todos temos uma mulher que nos inspira, a mulher da […]

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A SIC Mulher completou 20 anos em março deste ano. Nasceu assim uma campanha que apontava para um conceito essencial: todos temos uma mulher que nos inspira, a mulher da nossa vida. Foi assim que a SIC Mulher agarrou os espectadores com uma comunicação diferenciadora e multiplataforma.

Aos 20 anos, o canal apresenta os melhores resultados de sempre:

A SIC Mulher terminou o 1.º semestre de 2023 com o melhor resultado de sempre no painel da GfK (desde março de 2012) e a subir para o 10.º canal mais visto do universo dos canais por subscrição com 1% de share.

O canal volta assim a ser pioneiro na introdução de sucessos internacionais; faz uma aposta forte em séries turcas; estreitou relações com produtores e distribuidores e continua a apostar em grandes formatos internacionais e nacionais de entretenimento que contribuem para o sucesso do canal.

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Festivais há muitos… e ainda bem.

Quando pensei escrever sobre festivais de música, a minha primeira interrogação foi se ainda gosto deles como gostava há 15 anos. Se ainda vibro assim tanto com eles a ponto […]

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Quando pensei escrever sobre festivais de música, a minha primeira interrogação foi se ainda gosto deles como gostava há 15 anos. Se ainda vibro assim tanto com eles a ponto de dar a visão apaixonada que o tema merece. O pensamento imediato foi uma espécie de retrospectiva acelerada da evolução dos próprios festivais e na minha cabeça tudo fez sentido.

A resposta foi: sim, continuo a gostar bastante dos festivais e a vivê-los, não sei se tão intensamente, mas com a mesma emoção e interesse. Sinto, contudo, que a minha perspectiva mudou, porque é inegável que os festivais também mudaram ao longo dos anos.

Se eu cresci com os festivais e me lembro bem de como o Sudoeste era icónico na minha adolescência ou como o Alive me traz tantas recordações ou ainda como o Primavera Sound entrou no Porto para arrasar, também percebo hoje que há muitos festivais de música e que todos têm o seu espaço, o seu público e o seu posicionamento. E percebo ainda que eu continuo a ir – talvez não a todos, nem todos os dias. Mas vou, sem me questionar, sem desgaste, sem hesitar.

Sabemos bem que o que nos leva – ou deveria levar – aos festivais é o cartaz e a oportunidade de ver várias bandas que de outra forma não veríamos. Mas a verdade é que a experiência, o ambiente e o contexto rivalizam com o cartaz na hora de escolher. E tudo é tido em consideração.

É aqui que entram as marcas, numa grande oportunidade de envolvimento com o consumidor através destes momentos tão populares.

O hype em torno dos eventos de música e festivais é maior do que nunca, depois de um hiato com a pandemia que obrigou o mundo a parar e que foi particularmente penalizadora para este tipo de acontecimentos.

Mais do que em exemplos concretos, ou particularizar neste ou naquele festival, quero fazer aqui um exercício demonstrativo da importância dos festivais na estratégia de muitas marcas.

Em primeiro lugar, é inegável que esta é uma oportunidade única para as marcas contactarem com os seus consumidores através de uma experiência imersiva que começa antes, vive durante e transpõe-se para depois do festival.

A maioria dos consumidores prefere efectivamente marcas que são parceiras dos festivais e os responsáveis das marcas identificam este como um dos passion points que pode ser essencial na sua ligação às pessoas. Só em Portugal, segundo o Global Web Index, cerca de 70% das pessoas tem interesse em música, independentemente do género ou tipo de evento, o que mostra bem a força deste território.

Se pensarmos ainda que cerca de metade da população portuguesa – também de acordo com o mesmo estudo – vai a eventos ao vivo, em particular a festivais de música, percebemos ainda melhor o potencial de cada um destes eventos. E isto olhando apenas para o público nacional, mas sabemos bem que os nossos festivais estão repletos de estrangeiros, o que pode ser muito interessante para marcas, e não só as globais.

O que pode então definir a estratégia de activação e entrada de uma marca num festival de música?

Tudo começa com uma premissa muito importante: perceber qual a missão e paixões da marca e de que forma elas podem viver e crescer no festival. Parece óbvio e até fácil, mas não é e sem este fit, a marca corre o risco de ser apenas mais uma no meio de tantas, descartável no fim do concerto e sem o retorno pretendido com esta associação.

Há alguns mandatórios que podem orientar este trabalho e garantir o sucesso.

Primeiramente, fazer um trabalho de pesquisa cuidado e detalhado que permita perceber quem frequenta o festival em questão, que marcas já lá estão, quais as oportunidades, que necessidades queremos responder, o que queremos atingir. Se hoje temos data para nos ajudar a tomar decisões, é exatamente para a tomada destas decisões.

Por outro lado, é importante criar uma experiência única e suficientemente atractiva e catchy para que faça sentido para o festivaleiro e fique na sua cabeça. Já não se vive só de brindes (ainda que haja uns icónicos e super úteis – sendo utilidade aqui a palavra-chave) e, por isso, devemos alargar a experiência sem nunca esquecer que ela deve ser adequada ao momento e importante para quem a vive.

É importante criar desejo em torno dessa experiência de marca, porque é esse desejo que a torna memorável.

Ainda no pensamento criativo, sobre o que fazer e como se destacar: conjugar utilidade com tecnologia pode ser uma boa receita, uma vez que as pessoas procuram tudo o que ajude ao seu bem-estar e também tudo o que seja novo e nunca vivido.

Dispensadores de protector solar ou actuações virtuais com acesso a VR ou outro tipo de inteligência artificial que nos transportam para um mundo mágico, podem ser dois exemplos rápidos de como dar corpo a esta procura. Exemplos visíveis em Coachella – para muitos o rei dos festivais –, mas replicados, e muito bem, por todo esse mundo.

Outro factor essencial hoje em dia – e uma realidade nova quando penso no meu primeiro festival – é a activação que fazemos nas redes sociais das diferentes iniciativas.

81 % dos festivaleiros tem presença nas redes sociais – umas com mais expressão que outras – o que abre aqui uma oportunidade de partilha, de criar comunidade e de amplificar e expandir o que se vive no terreno ao exterior. A força da comunidade da música manifesta-se também e ganha poder através da força das redes sociais, acrescentando um layer de interacção, ligação e valor às marcas, que faz com que se tornem parte essencial da estratégia da marca.

É também uma porta para quem não vai ao festival, mas não se desliga totalmente dele e tem em si a vontade de saber o que lá se passa. Social media deve aliás fazer parte da história antes do festival arrancar – com criação de passatempos, teasers, acesso exclusivo – continuar durante todos dias de música e prolongar-se no pós-evento através das memórias e best of que facilmente a marca pode criar e espalhar pela sua comunidade.

Por último, e talvez transversal a tudo, garantir que a autenticidade é chave.

Qualquer marca que esteja presente deve ser fiel a si mesma e esta preocupação está patente no que a marca faz, mas também no que diz e em quem a representa. Esta parte da representatividade é mais importante do que poderemos eventualmente pensar, porque as marcas têm embaixadores, porta-vozes e eles devem ser a extensão genuína da marca. São eles que muitas vezes movem os nossos consumidores/fãs e que como tal podem também assegurar o retorno desejado e a continuidade – ou não – da presença no festival.

A partir daqui percebemos que ainda que tudo nos festivais seja emoção, coração ao pé da boca e sentimentos à flor da pele, há um racional que deve ser bem definido e estruturado para garantir que as marcas têm o seu lugar – e o merecido destaque – nos concertos das nossas vidas.

E isto leva-me também à minha própria história com os festivais – e não, não sou do tempo do primeiro festival em Vilar de Mouros – e a uma evolução muito interessante de um momento de convívio que se tornou também palco para as marcas, para os criadores, para a tecnologia e para o entretenimento em geral.

Um caminho longo, que tem sido percorrido em conjunto com um público cada vez mais exigente e vivido nestas andanças, e onde as marcas também tiveram de inovar e inventar para se adaptarem a novas realidades, desafios e até a uma oferta mais alargada de eventos que faz com que o share of pocket também seja menor e a escolha seja cada vez mais pensada.

O que qualquer festival quer – e que pode bem ser o KPI de sucesso de qualquer um deles – é ocupar um lugar no share of heart dos seus consumidores, garantindo que continuam a ser importantes nas vidas de quem gosta de música e de tudo o que se vive num festival, incluindo a conexão com as marcas.

O que qualquer festival quer é deixar um rasto de momentos bem vividos. Um rasto que eu trago comigo e que faz com que eu continue a responder que sim, gosto muito de festivais de música.

Por: Ana Roma Torres, Managing and Creative Partner da Havas Play

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Conheça a solução que encontra os hotspots ideais para a sua força de vendas atuar

Estamos num mercado cada vez mais competitivo onde tudo acontece a uma grande velocidade. Por isso, é crucial que as forças de vendas atuem de forma cirúrgica e se desloquem […]

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Estamos num mercado cada vez mais competitivo onde tudo acontece a uma grande velocidade. Por isso, é crucial que as forças de vendas atuem de forma cirúrgica e se desloquem a hotspots (locais com um elevado mercado potencial) para o seu negócio do que percorrer todo o território à procura de oportunidades para a sua empresa.

Modelo preditivo de mercado potencial

A PSE desenvolveu a solução PSE Predictive Mobility Sales que permite auxiliar a força de vendas com informação relevante para o seu trabalho, permite que esta recolha informação crítica para o negócio e facilita a sua navegação para hotspots.

A identificação das variáveis-chave para definição de mercado potencial constitui o backbone da solução PSE Preditive Mobility Sales.

Esta solução permite alargar o conhecimento já adquirido e, através de técnicas de Machine Learning, modelos espácio-temporais e softwares de análise avançada (nomeadamente o IBM SPSS), identificar de forma preditiva hotspots com elevado mercado potencial na totalidade dos territórios definidos pelas empresas.

Para além desta atualização, o processo de modelização e identificação de locais de elevado potencial, irá igualmente diferenciar estes locais em dias úteis, fins-de-semana, épocas do ano, e em casos específicos poderá igualmente determinar períodos horários.

A aplicação da análise preditiva nos processos de decisão permite a diferenciação e destaque das empresas.

Para desenvolvimento do projeto preditivo, a utilização de dados recolhidos pelas empresas é importante para atuar de forma mais eficaz. No entanto, a PSE efetua a combinação desses dados, com informação estatística sociodemográfica, informação de pontos de interesse e dados do Painel de Mobilidade da PSE.

Toda esta informação oferece uma grande vantagem competitiva para as empresas.

A conjugação da análise prescritiva e preditiva como apoio à tomada de decisão.

Além de prever o cenário futuro, a solução PSE Predictive Mobility Sales utiliza modelos prescritivos que geram recomendações automáticas. Que zona tem maior mercado potencial de vendas no sábado de manhã? Onde devo abrir uma loja para conseguir chegar a mais X% do mercado da Grande Lisboa? Quanto do meu budget de marketing devo alocar a cada zona de acordo com o meu mercado potencial?

Para além da utilização de técnicas preditivas para identificar locais com elevado potencial, podem utilizar-se modelos prescritivos para otimização da afetação dos utilizadores aplicacionais a cada local de interesse por forma a garantir a maximização das vendas.

O modelo inclui igualmente aprendizagem contínua (com feedback contínuo da ação comercial), fornecendo novas localizações em função da ação do Pessoal do terreno obtida, permitindo uma dinâmica de prescrição elevada para a ação comercial.

Modelo de dados

Para suporte da solução PSE Predictive Mobility Sales é desenvolvido um modelo de dados para gestão dos utilizadores, receção de informação de negócio por parte das empresas e disponibilização de resultados analíticos, de forma personalizada.

Exemplos práticos de utilização:

A solução PSE Predictive Mobility Sales tem diversas aplicações, nomeadamente:

  • Alocação das forças de venda a locais com mais potencial para o seu produto
  • Identificação de locais potencias para a colocação de novos edifícios/equipamentos
  • Identificação dos melhores locais para a venda de soluções/produtos
  • Otimização de informação, recursos e processos
  • Tipificação de soluções e produtos

A PSE é uma empresa especialista em Data Science e Pesquisa Avançada, que está no mercado desde 1994. No seu dia-a-dia dedica-se a facultar dados relevantes e a desenvolver soluções analíticas à medida, transformando dados em conhecimento.

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Benefícios do Humor na empresa

O humor é cada vez mais uma vantagem competitiva Hoje em dia as pessoas têm inúmeros focos de distração, por isso é surpreendente que tenha clicado na imagem e esteja […]

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O humor é cada vez mais uma vantagem competitiva

Hoje em dia as pessoas têm inúmeros focos de distração, por isso é surpreendente que tenha clicado na imagem e esteja a ler este texto, mas ainda bem que o fez! É muito provável que a sua decisão tenha sido gerada por uma gargalhada, ou pelo menos um sorriso, vá. Isso acontece porque, em qualquer forma de comunicação, o humor é um aliado fundamental, já que ajuda a que a nossa mensagem tenha impacto e faz com que as pessoas parem e prestem atenção.

Daniel Sgroi, professor de economia da Universidade de Warwick, no Reino Unido, publicou um estudo que comprova que o riso “acelera as redes no cérebro ajudando-nos a ficar mais concentrados e focados”. A pesquisa encontrou também evidências de uma ligação entre humor e produtividade. Uma das técnicas usadas no seu estudo foi usar a comédia para fazer os participantes rirem e ficarem mais felizes, o que, segundo ele, aumentou a produtividade em até 12%. Ou seja, as pessoas que estão bem dispostas no local de trabalho produzem mais e melhor.

De facto o humor aumenta a moral e a taxa de retenção ao mesmo tempo que reduz a rotatividade porque os colaboradores sentem-se satisfeitos ao ir trabalhar. As pessoas gostam de trabalhar para e com outras pessoas que têm sentido de humor, porque todos nós preferimos estar bem dispostos no trabalho.

Não tem ido ao ginásio? Ria 

Além disso, também está comprovado que rir ajuda a perder peso. E como eu sei que provavelmente tem uma subscrição no ginásio mas não tem ido tanto como gostaria, quero ajudá-lo a queimar algumas calorias com esta piada da Ellen DeGeneres: “A minha avó começou a andar 5 Kms por dia, quando fez 60 anos. Hoje tem 95 e não faço ideia onde é que ela está.” Se riu desta piada, parabéns: acabou de queimar meia caloria! Que é basicamente o equivalente a 15% de um M&M, mas pronto já não é nada mau.

Por isso, ria. Em casa, no carro, e principalmente no local de trabalho. Dez minutos por dia. Se o fizer durante um ano, pode perder até 5 quilos! Se o fizer ao longo da sua vida e no seu dia-a-dia, para além de o ajudar a manter a linha, vai ser uma pessoa mais tranquila, vai reduzir a tensão e no limite tornar-se uma pessoa mais feliz.

Fazer cócegas a mim próprio não me faz rir

Claro que não, por isso é sempre bom ter uma ajuda para espalhar gargalhadas, principalmente se tiver um chefe como o do Pedro.

Com mais de 12 anos de experiência no mercado corporativo e centenas de atuações em empresas, tais como Pfizer, LIDL, Delta Cafés, BPI, Santander, Novartis, ou Microsoft, usamos o humor como ferramenta chave para o sucesso do evento da sua empresa, seja uma conferência, entrega de prémios ou festa de Natal.

Clique aqui: Conte connosco para aumentar o número de bem-humorados na sua equipa!

Miguel Lambertini
Actor e Humorista

info@mlambertini.pt

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