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“Há uma ausência de cultura visual de quem está à frente dos municípios”

Nos últimos cinco anos Eduardo Aires tem assinado os projectos de identidade gráfica do município do Porto, que são uma presença incontornável para quem vive, trabalha ou visita a cidade. Apesar do impacto deste trabalho, reconhece que até hoje mais nenhum município português o contactou para desenvolver uma identidade gráfica

Rui Oliveira Marques
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“Há uma ausência de cultura visual de quem está à frente dos municípios”

Nos últimos cinco anos Eduardo Aires tem assinado os projectos de identidade gráfica do município do Porto, que são uma presença incontornável para quem vive, trabalha ou visita a cidade. Apesar do impacto deste trabalho, reconhece que até hoje mais nenhum município português o contactou para desenvolver uma identidade gráfica

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Nos últimos cinco anos Eduardo Aires tem assinado os projectos de identidade gráfica do município do Porto, que são uma presença incontornável para quem vive, trabalha ou visita a cidade. A imagem Porto. (“Porto ponto”) recebeu várias distinções, incluindo o Best of Show nos European Design Awards. Mais recentemente os Graphis Design Annual 2020 colocaram na lista de vencedores duas identidades gráficas da Câmara do Porto, também da sua autoria: a do Mercado Temporário do Bolhão e a do Teatro Municipal do Porto. O ponto tornou-se tão icónico que até a Polícia Municipal passou a ter como identidade gráfica o Polícia. — “Polícia ponto”. Apesar do impacto deste trabalho, o responsável pelo Studio Eduardo Aires reconhece que até hoje mais nenhum município português o contactou para desenvolver uma identidade gráfica.

Meios & Publicidade (M&P): Raramente o trabalho de um designer é tão associado a uma cidade como o desenvolvido por si para o Porto. Eduardo Aires tornou-se sinónimo de linha gráfica da cidade do Porto?
Eduardo Aires (EA): Não queria sublinhar isso. O carácter inovador da linguagem e o eco que teve junto dos pares internacionais fez com que este assunto, de nicho, que é o design, invadisse a esfera pública.

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M&P: Há dias era notícia que havia filas de turistas para se fotografarem junto ao logótipo Porto. situado junto à Câmara Municipal. Encontramos essa mesma marca em canecas à venda nas lojas dos chineses, há pessoas que já tatuaram a marca…
EA: É uma das melhores respostas à apropriação de marca. Sentem que a marca lhes pertence e uma das formas é tatuarem-na perpetuamente na sua pele. Prova que a marca interessa a todos, mesmo àqueles que a contestam. Mesmo os que a contestam apropriam-se dela para a contestar.

M&P: Aconteceu com o statement Morto., que surgiu durante uma campanha eleitoral.
EA: Mas também já houve um Porno., um Tonto…. Há um conjunto de declinações que servem para um protesto mas, sendo a marca da minha autoria, deviam fazer uma referência ao autor. Mesmo aqueles que protestam sentem nela um lugar de propriedade e usam-na como ferramenta de protesto.

M&P: Quando estava a criar a marca pensou que a multiplicação de referências fosse atingir esta escala?
EA: Por todo o mundo vemos influências do Porto. noutras marcas, sendo já algo que tomo como um elogio e não como um plágio. Quando a marca Porto. foi apresentada, em Berlim foi lançado um programa de promoção de um bairro com os mesmo códigos, os ícones azuis, o ponto, etc., mas da Grécia, Colômbia, Brasil, Nova Zelândia ou Holanda têm chegado casos em que há uma colagem e aproximação em relação ao que é o programa de identidade visual do Porto.

portoM&P: O que tem esta marca de tão especial? Pouco tempo depois de ser lançada começou a ser referida internacionalmente e ganhou vários prémios. Que aspectos ajudaram a esta projecção?
EA: É uma marca que se define em si mesma como “Porto ponto”. Este é o íman que atrai um conjunto de ícones que representam muito da essência da cidade. O ícone Porto. modela-se. Foi construída uma gramática que permite desenhar as múltiplas cidades que uma cidade contém. O sentimento de um habitante da Ribeira ou de Paranhos ou do habitante das Antas ou de Massarelos é completamente diferente. Há um viver próprio que é condicionado pela proximidade à água, pela orografia e arquitectura. Tudo condiciona o viver da própria cidade. Os ícones vão emprestar à marca esse carácter mais dinâmico e mais vivo da cidade. Fizemos um sistema aberto para o programa de identidade visual. As pessoas estão muito habituadas a centrar as marcas num elemento gráfico. Neste caso, esta multiplicidade de cenários é muito rica e as pessoas revêem-se nessas múltiplas situações. Passados cinco anos do seu lançamento, os produtos associados a ela, como por exemplo o programa de identidade visual para o Rivoli, vão beber àquilo que é a estratégia da marca Porto. É à luz dessa estratégia que a imagem para o Rivoli é resolvida e, bebendo da mesma fonte, consegue ganhar prémios. Passados cinco anos conseguimos declinar para o Rivoli e para os seus programas semestrais algo que advém da própria marca mas que tem um carácter novo e uma linguagem visual nova.

rivoliM&P: Que pontes é que existem entre a marca Porto. e a dos teatros municipais?
EA: No Teatro Municipal do Porto – Rivoli e Campo Alegre o ponto sofre um movimento de translação e cobre o Rivoli ou o Campo Alegre. Se quiser assinar Rivoli cubro Campo Alegre e se quiser assinar Rivoli cubro Campo Alegre. É o próprio ponto que faz um traço. Há esta correlação subliminar mas visual entre o Porto. e a imagem do Teatro Municipal.

campo grandeM&P: Aqui havia o desafio de criar uma imagem única para dois teatros que geograficamente estão distantes entre si.
EA: O Rivoli está junto aos Aliados, enquanto o Campo Alegre está junto à Ponte da Arrábida. O ponto saiu para a Polícia [Municipal]. Ficou “Polícia ponto”. O mesmo acontece com o Mercado Temporário do Bolhão. O Mercado do Bolhão está neste momento fechado para renovação. Enquanto as obras decorrem, todos os vendedores tiveram de ser deslocalizados para o centro comercial La Vie. Nós fomos chamados para criar uma cenografia de acolhimento, de orientação e de recepção não só a quem lá trabalha, mas a quem visita. Permite que quem trabalhe lá tenha sacos, toalhas de mesa e painéis de identificação personalizados, tudo com base naquilo que é a matriz da imagem da cidade. Daí a importância do trabalho de um designer. Os projectos que nascem dos designers têm essa capacidade de se desmultiplicar, de se renovarem ao longo do tempo.

EA 2018_Mercado Bolhao_Imagem Miguel Nogueira 02M&P: A própria obra do Mercado do Bolhão está envolta por um tapume que é uma peça gráfica.
EA: Nós propusemos e a Câmara aceitou que a intervenção do Mercado do Bolhão fosse revestida de tapumes também eles portadores de mensagens. Uma obra desta magnitude acontece em várias fases. Por exemplo, agora está a ser alvo de intervenção de grafitters que resulta também de uma proposta nossa. As acções visuais continuam a decorrer em coerência com o que é a proposta inicial da imagem da cidade.

M&P: Por que há, aparentemente, tão pouca atenção à área do city branding em Portugal?
EA: Está a começar mas, digo-o de uma forma fria e crua, há uma certa ausência de cultura visual por parte de quem está à frente [dos municípios]. Não sentem essa necessidade, mas depois também há uma certa incapacidade de perceber que estes projectos não são um custo, são investimentos, cujo retorno é inquantificável. Não estou a dizer que os nossos autarcas não percebem nada disto, pelo contrário, é que do ponto de vista do que é o seu conhecimento de matérias ligadas à cultura visual, não os motiva que as suas cidades tenham referências visuais. Criam-se soluções mais amadoras que depois não resultam e desaparecem. São projectos visuais que carecem de estruturas, são frágeis e não têm qualquer tipo de impacto, pertinência ou relação com o território. São meros exercícios de estilo que se extinguem rapidamente no tempo. É um fogacho, enquanto um projecto fundamentado, bem enraizado num conceito e num território, evidencia o que são as características idiossincráticas do próprio espaço e afirma-o. Constrói-se a partir de uma linguagem, de uma narrativa.

M&P: Nestes anos já teve a abordagem de outros autarcas ou municípios para criar marcas locais?
EA: Não, curiosamente só tive do estrangeiro. De Portugal não tive absolutamente mais nenhum.

M&P: Não teme que no Porto, mudando o executivo camarário, a marca possa acabar?
EA: Não estou preocupado com isso, sinceramente.

M&P: Este tipo de trabalhos, tão visíveis na rua, contribuem para que os cidadãos estejam mais atentos e educados para estas questões do design?
EA: Completamente. Não só educa o cidadão portuense, como educa o turista. Demonstra que há uma preocupação de quem governa em explicar que está atento ao fenómeno do design e da comunicação das diversas intervenções na cidade. Ao mesmo tempo há uma economia de meios gigantesca. Como a fonte é a mesma, é como se fosse uma impressora de onde saem os elementos que vão caracterizar os diferentes espaços, seja uma obra ou um tapume. Isto transmite uma enorme coesão e percebe-se a quantidade de intervenções que existem na cidade e a assinatura de quem está a fazer.

M&P: É também professor na Faculdade de Belas Artes do Porto. Como é que descreve o mercado dos ateliers de design da cidade? Temos a ideia de que é efervescente com novos projectos constantemente a aparecer.
EA: Sou professor há 32 anos e há 32 anos havia quatro personalidades que dominavam o panorama da produção do design no Porto. Hoje o número de designers será de umas largas centenas, jovens e não só, que trabalham a partir do Porto para o país e para fora de portas. O mercado é efervescente, não sei se é com as melhores regras ou condições mas registam-se imensos ateliers na cidade. Diria até que mais do que em Lisboa. De uma forma empírica há a ideia de que em Lisboa há as grandes agências de publicidade e de que no Porto temos os pequenos ateliers de design. Temos algumas pequenas e médias agências de publicidade, mas no Porto dominam claramente os ateliers de design.

M&P: É algo que está relacionado com as instituições de ensino?
EA: O Porto sofre do estigma de ser a segunda cidade do país. Há uma vontade enorme de afirmação. É algo que vai do futebol às áreas científicas mais ortodoxas. Na área do design nós também somos levados nesse mesmo paradigma. Defendo que a Faculdade da Arquitectura teve um peso no que é o desempenho do design no Porto. Siza Vieira, Souto Moura, Fernando Távora e depois outro conjunto muito vasto de arquitectos fizeram escola com as outras áreas. A anterior Escola Superior de Belas Artes do Porto funcionava com Arquitectura, enriquecendo com a sua cultura visual mais erudita as áreas mais artísticas.

M&P: Estes ateliers não sentem dificuldades em chegar aos grandes anunciantes ou instituições sediadas em Lisboa?
EA: A maior parte dos meus clientes são de Lisboa. Há 12 anos que somos consultores e parceiros para design do Esporão. Tudo o que vê do Esporão é feito por nós. A Fundação Calouste Gulbenkian, a Imprensa Nacional Casa da Moeda e os CTT são nossos clientes. Como somos um país pequeno temos a ideia fracturante de que 300 quilómetros são uma eternidade.

M&P: Que trabalhos tem agora em mãos?
EA: Para Esporão, acabámos um projecto relativamente grande que foi a cerveja artesanal Sovina, que vai surgir com uma nova imagem. Continuamos com os projectos de vinhos e azeites Esporão. Temos colaborado com os vinhos da família Amorim e temos trabalho contínuo para a Câmara do Porto. Somos um atelier pequeno, com cinco pessoas, por isso não podemos ter assim tanta diversidade de projectos. Temos tido contactos internacionais que resultaram em projectos para os Estados Unidos, Espanha, Alemanha e Chile. É trabalho que vai do design editorial a produto e catálogos. Tem sido diversificado, mas em termos percentuais o trabalho internacional vale 20 por cento.

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Manuel Luís Goucha junta-se ao Lidl para celebrar a Páscoa

A marca conta com a experiência do apresentador da TVI, enquanto embaixador Deluxe, para promover a gama ‘premium’ do Lidl

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O Lidl volta a unir-se a Manuel Luís Goucha para promover a gama Deluxe. Os vídeos da nova campanha para a Páscoa, sob o mote ‘Como o Manuel Luís Gosta’, estão disponíveis no canal de YouTube do Lidl Portugal e mostram o apresentador da TVI a explorar os sabores da gama Deluxe.

A marca conta com a experiência do apresentador da TVI, enquanto embaixador Deluxe, para promover a gama ‘premium’ do Lidl a preços acessíveis. A parceria entre o Lidl e Manuel Luís Goucha prolonga-se ao longo do ano e está presente em publicidade exterior, nas páginas Deluxe dos folhetos do Lidl Portugal e nas redes sociais Facebook e Instagram do apresentador, onde os seguidores vão poder acompanhar sugestões de produtos da Deluxe.

 

 

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Max lança plano com anúncios em Portugal

A equipa da Warner Bros. Discovery e a Sapo Sales House são responsáveis ​​pela comercialização da publicidade da Max em Portugal, que conta com anúncios ‘pre-roll’ e ‘mid-roll’, formatos de publicidade personalizados e opções de segmentação para as marcas

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A Max vai lançar o novo plano de subscrição ‘Basic com anúncios’, em Portugal a partir de 8 de Abril com o custo de €5,99 por mês ou €59,90 por ano. Os subscritores do novo plano passam a estar sujeitos a ver publicidade antes e enquanto o conteúdo escolhido estiver a ser exibido, com a empresa a referir que se pode contar com “formatos de publicidade personalizados e uma variedade de opções de segmentação para criar um máximo impacto”.

“Temos o prazer de enriquecer o nosso serviço de streaming Max e lançar em Portugal uma nova forma de o público subscrever o serviço e aceder a centenas de títulos ​​que fazem parte do nosso grupo. Estamos conscientes de que os investidores querem divulgar as suas mensagens através de meios fiáveis, sólidos e com um posicionamento claro e diferenciado no mercado”, revela Alessandro Araimo, vice-presidente executivo e diretor-geral da Warner Bros. Discovery Iberia e Itália, em comunicado de imprensa.

A equipa de vendas local da Warner Bros. Discovery e a Sapo Sales House, empresa de media que comercializa anúncios digitais em Portugal, vão ser responsáveis ​​pela comercialização da publicidade da Max em Portugal, que vai contar com anúncios ‘pre-roll’ e ‘mid-roll’, formatos de publicidade personalizados e opções de segmentação para as marcas.

Além da Max, a Disney+ e a SkyShowtime também já dispõem de subscrições com publicidade em Portugal e oferecem propostas semelhantes. Além do plano ‘Basic com Anúncios’, que passa a estar disponível em 14 países europeus, os assinantes da Max podem escolher ainda os planos ‘Standard’, com o valor de €9,99 mensais e €99,90 anuais, e ‘Premium’, com o preço de €13,99 mensais e €139,90.

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Amorim e Rockwell promovem cortiça em Milão

A Casa Cork by David Rockwell (na foto) vai estar presente na Milan Design Week, entre 8 e 13 de abril, para mostrar como a cortiça pode ser integrada de forma sustentável e criativa em projetos de arquitetura e ‘design’

A Corticeira Amorim vai estar presente na Milan Design Week 2025, em Itália, entre os dias 8 e 13, numa parceria estratégica com o Rockwell Group, grupo internacional de arquitetura e design. A colaboração concretiza-se através da exposição imersiva Casa Cork, concebida por David Rockwell.

A participação no evento promocional é desenvolvida no âmbito do Cork Collective, programa de sustentabilidade centrado na recolha e na reciclagem de rolhas nos Estados Unidos, fundado pela Corticeira Amorim com outros parceiros, com o objetivo de reduzir o desperdício e promover a economia circular.

“Através da promoção de campanhas de recolha e reciclagem de rolhas a nível internacional, temos procurado transformar a perceção do público, informando e sensibilizando para que reconheçam que uma rolha de cortiça não é um resíduo. Pelo contrário, é uma matéria-prima natural, que pode ganhar uma nova vida, ser transformada em novas e diversas aplicações”, explica António Rios de Amorim, presidente e CEO da Corticeira Amorim, citado em comunicado de imprensa.

A Casa Cork by David Rockwell dá a oportunidade aos visitantes de conhecerem a fundo o mundo da cortiça através de uma experiência interativa, da participação em workshops e de uma mostra de produtos inovadores e de designers internacionais, que destacam a versatilidade da cortiça.

“Na Casa Cork, a comunidade do design terá oportunidade de ouvir a reflexão e o testemunho de alguns dos mais destacados criativos que que trabalham na vanguarda do design sustentável”, salienta David Rockwell, fundador e presidente do Rockwell Group, citado no documento.

O espaço expositivo será também usado para a apresentação dos seis projetos vencedores do concurso de design para Estudantes, desenvolvido pelo Cork Collective com o apoio da Amorim Cork Solutions e da Amorim Cork Itália, envolvendo estudantes do Politecnico di Milano e da da Parsons School of Design, de Nova Iorque.

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Forbes Portugal e Forbes África Lusófona estreiam-se no Sapo

“A integração destes conteúdos no universo do Sapo reflete um compromisso conjunto com a diversidade e a qualidade da informação”, refere a Media Nove

Os artigos da Forbes Portugal e Forbes África Lusófona, revistas da Media Nove, passam a fazer parte do universo dos conteúdos do Sapo, portal nacional de agregação, produção e curadoria de conteúdos e ativos digitais, reforçando o acesso a informação nas áreas da economia, negócios e empreendedorismo, em Portugal e nos países africanos de língua oficial portuguesa.

“A integração destes conteúdos no universo do Sapo reflete um compromisso conjunto com a diversidade e a qualidade da informação, proporcionando aos leitores uma visão mais abrangente e crítica sobre os mercados e a economia lusófonos”, refere a Media Nove em comunicado de imprensa.

A partir de agora, os utilizadores do Sapo terão acesso direto a artigos, análises especializadas, entrevistas exclusivas e reportagens sobre líderes, empresas e tendências de mercado, tanto em Portugal como na comunidade lusófona da Forbes, através do portal sapo.pt e da secção de economia em https://www.sapo.pt/noticias/economia.

A Forbes Portugal, desde o seu lançamento em 2015, destaca protagonistas e inovações no tecido empresarial português, enquanto a Forbes África Lusófona, criada em 2021, faz a cobertura da atividade económica em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial.

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Coacionista da Nova Expressão ganha conta de meios da Spectrum por €728 milhões

A Horizon Media, agência da rede internacional de agências de media independentes Local Planet, conquistou a conta do operador de telecomunicações Spectrum, por um valor anual de 800 milhões de dólares

A Horizon Media, coacionista da Nova Expressão, conquista a conta de meios do operador de telecomunicações norte-americano Spectrum, pelo valor anual de 800 milhões de dólares (€728 milhões).

A Spectrum é o operador de telecomunicações e de televisão por subscrição com maior crescimento dos Estados Unidos. A sua rede opera em 41 estados, conta com cerca de 31,5 milhões de clientes e alcançou uma faturação de 55 mil milhões de dólares (€50 mil milhões) em 2024.

“A expetativa da Nova Expressão, bem como de toda a rede de agências da Local Planet com esta notícia, é enorme, tendo em conta o desafio que representa esta conquista e a consequente transferência de tecnologia de que todos irão beneficiar”, sublinha a agência de meios portuguesa em comunicado de imprensa.

A Horizon Media, que integra a rede internacional de agências de media independentes Local Planet, é proprietária da plataforma de dados Blu, capaz de gerar e de otimizar campanhas de meios altamente personalizadas com base em informações do consumidor obtidas em tempo real. A ferramenta está a ser integrada noutras agências da Local Planet, incluindo a Nova Expressão.

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Hugo Veiga no júri de Titanium do Cannes Lions

O criativo, que conta com cerca de 60 Leões do Festival Internacional de Criatividade de Cannes, vai avaliar projetos que se destaquem pela natureza revolucionária

Hugo Veiga, cofundador e diretor criativo executivo global da AKQA, integra o júri dos Titanium Lions do Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions. O profissional, que regressa a Portugal em fevereiro para liderar a criatividade global da agência do grupo WPP, avalia projetos que se destacam pela sua natureza revolucionária.

“Os Titanium Lions celebram a criatividade revolucionária. O trabalho deve abrir novos caminhos na comunicação de marcas, com um caráter provocador, inovador e inspirador, que marque uma nova direção para a indústria e a faça progredir”, refere a organização do Cannes Lions na página oficial do festival, que terá lugar entre 16 e 20 de junho de 2025.

No currículo, Hugo Veiga conta com cerca de 60 Leões do Festival Internacional de Criatividade de Cannes, entre os quais se destacam 25 Ouros e quatro Grandes Prémios, com as campanhas ‘Dove Real Beauty Sketches’, ‘Nike Air Max Graffiti Stores’, ‘Bluesman’ e ‘Nike Never Done Evolving feat. Serena’. O criativo, natural do Porto, é distinguido como o melhor redator do ano no Cannes Lions 2013.

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Meta faz ‘lobbying’ para evitar julgamento sobre abuso de posição dominante

A empresa de Mark Zuckerberg (na foto) defende que as aquisições têm sido benéficas para os consumidores, e que o processo é fundamentado numa visão restrita do setor das redes sociais

Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta Platforms, está a pressionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que este promova um acordo que impeça o arranque do julgamento na Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos, previsto para 14 de abril, e no qual a Meta será julgada por abuso de posição dominante no mercado das redes sociais pessoais, noticia o The Wall Street Journal.

“Reunimo-nos regularmente com os decisores políticos para discutir questões que afetam a competitividade, a segurança nacional e o crescimento económico do país”, esclarece um porta-voz da Meta à Reuters.

A FTC tem estado na linha da frente de uma intervenção contra as grandes empresas de tecnologia que começa durante o primeiro mandato de Donald Trump e continua durante a presidência de Joe Biden. Os deputados democratas dos Estados Unidos têm questionado o compromisso do atual presidente em dar continuidade aos processos.

O presidente da FTC, Andrew Ferguson, declara que pretende prosseguir com os processos da comissão contra a Meta. A FTC processa a empresa liderada por Mark Zuckerberg em 2020, durante o primeiro mandato de Donald Trump, com o argumento de que a empresa terá atuado ilegalmente para manter um monopólio sobre as redes sociais.

“A Meta, então conhecida por Facebook, pagou mais pelo Instagram em 2012 e pelo WhatsApp em 2014 para eliminar ameaças emergentes em vez de competir por conta própria no ecossistema dos dispositivos móveis”, sustenta um porta-voz da FTC, citado no The Wall Street Journal.

A empresa sediada na Califórnia defende que as aquisições têm sido benéficas para a concorrência e para os consumidores e que o processo da FTC é fundamentado numa visão restrita do setor das redes sociais, não contemplando a concorrência proveniente do TikTok da ByteDance, do YouTube da Google, do X de Elon Musk e do LinkedIn da Microsoft.

Os reguladores da concorrência da FTC e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos têm a decorrer cinco ações judiciais contra as grandes empresas tecnológicas. A Amazon e a Apple estão a ser processadas e a Google, da Alphabet, enfrenta dois processos, incluindo um em que o juiz concluiu que a empresa terá impedido ilegalmente a concorrência no setor dos motores de busca.

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Francisca Ponce da Silva e Sousa reforça realizadores da Hand

“Com entusiasmo, abracei esta nova parceria, acreditando que me permitirá dar asas à imaginação e contribuir de forma criativa para a indústria do meu país”, refere a realizadora (na foto) que aposta no mercado publicitário

Francisca Ponce da Silva e Sousa reforça a equipa de realizadores da Hand, agência criativa e produtora audiovisual. Licenciada em arte e multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, inicia a carreira como operadora de câmara e editora em projetos independentes, evoluindo depois para a realização e edição de videoclipes para plataformas de música e bandas independentes.

“A Hand tem sido uma grande impulsionadora do meu trabalho, confiando na minha visão e identidade enquanto realizadora. Tem sido uma verdadeira ‘mão’ no mercado publicitário. Com entusiasmo, abracei esta nova parceria, acreditando que me permitirá dar asas à imaginação e contribuir de forma criativa para a indústria do meu país”, explica a nova realizadora da Hand.

Francisca Ponce da Silva e Sousa ganha visibilidade na realização de curtas-metragens experimentais e filmes de moda, trabalhando também como assistente de realização com cineastas nacionais e internacionais. Recentemente, aposta na realização comercial, primeiro em Portugal e depois no México, onde continua a explorar novas formas de contar histórias.

“Pela sua energia, pelo seu lado artístico, esteta e sensorial, pelas formas de texturas disruptivas que utiliza, pelos experimentalismos que faz e pelo modo como encara a sonorização, a Francisca Ponce da Silva e Sousa é a ‘mão’ certa para complementar a nossa oferta de realizadores”, afirma ao M&P Gonçalo Morais Leitão, fundador da Hand.

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WPP investe em gestão de dados e IA com aquisição da InfoSum

O WPP sublinha que a aquisição da InfoSum faz parte de um plano contínuo para deixar de se basear em gráficos de identificação, que ligam o email, o telefone, os cookies e outras fontes de dados para criar perfis de clientes de que as marcas podem tirar partido

O WPP adquire a InfoSum, empresa britânica de tecnologia e gestão de dados, para complementar o portefólio de ativos focados em dados, que pretende combinar com inteligência artificial (IA) para ajudar os clientes a alcançar os consumidores com maior eficácia.
A empresa, que conta com 65 colaboradores, foi avaliada em cerca de 300 milhões de dólares (€269,9 milhões) em 2021 e passa a estar sob a alçada do GroupM.

Nos termos do acordo, cujo valor não é adiantado, a InfoSum mantém a denominação e a estrutura atuais, e continuará a trabalhar com outras ‘holdings’. Brian Lesser, CEO do GroupM, salienta que a aquisição permite ao WPP disponibilizar uma solução de dados completa aos clientes, integrada no grupo.

“A integração direta da rede global de dados da InfoSum permite aos nossos clientes criar ainda mais valor a partir dos seus dados primários e permite-nos treinar os modelos de IA dos clientes com base na maior quantidade de dados e locais, a uma escala e velocidade sem precedentes”, esclarece Brian Lesser, em comunicado de imprensa.

Esta aquisição é a mais recente de uma corrida aos dados entre as principais ‘holdings’ de publicidade. Em março, o Publicis Groupe adquire a Lotame, plataforma norte-americana de gestão de dados, numa aposta que Arthur Sadoun, CEO do Publicis Groupe, considera fundamental para reforçar a capacidade da empresa de identificar e atingir os consumidores a nível mundial.

O WPP sublinha que a aquisição da InfoSum faz parte de um plano contínuo para deixar de se basear em gráficos de identificação, que ligam o ’email’, o telefone, os ‘cookies’ e outras fontes de dados para criar perfis de clientes de que as marcas podem tirar partido. Mark Read, CEO do WPP, revela que o grupo está a adotar um modelo de aprendizagem mais integrado, que se concentra em manter os dados dos consumidores anónimos e num único local, sem deixar de fornecer ‘insights’ sobre os consumidores.

Além das capacidades de proteção da privacidade, a InfoSum também tem acesso a dados provenientes de grandes plataformas de consumo, como o Channel 4, a DirecTV, a ITV, a Netflix, a News Corp e a Samsung Ads, de grandes retalhistas e de 5 mil milhões de pontos de contacto, através de parceiros como a Circana, a Experian, a Dynata, a NCSolutions e a TransUnion. Estes dados vão ser combinados com a atual base de dados do WPP para potenciar o WPP Open, a solução de IA integrada do grupo.

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Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto (na foto) tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual”, esclarece o grupo Newsplex

Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i, substituindo Vítor Rainho, que ocupou o cargo de diretor interino das duas publicações nos últimos meses e que se mantém no sol como jornalista. Nuno Tiago Pinto, que foi diretor da revista Sábado entre setembro de 2022 e janeiro de 2025, inicia funções a 2 de abril.

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual. Com uma trajetória notável na revista Sábado, onde foi responsável pela estratégia editorial, o novo diretor assume o compromisso de levar o Sol e o i a uma nova fase de crescimento, respeitando sempre os princípios da independência, rigor e imparcialidade”, informa o grupo Newsplex, dono dos dois títulos em comunicado de imprensa.

Com formação em jornalismo e em relações internacionais, Nuno Tiago Pinto iniciou a carreira como jornalista na SIC Notícias, em 2002, transitando depois para O Independente, chegando a editor em 2005. Na Sábado, onde entra em dezembro de 2005, foi jornalista, editor, editor executivo e chefe de redação, antes de ser promovido a diretor.

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