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LG Portugal abre inscrições para a 6ª edição do LG Xplorers (com vídeo)

A LG Portugal acaba de anunciar a 6ª edição do programa de estágios LG Xplorers, uma iniciativa que pretende descobrir novos talentos com o objetivo de impulsionar o seu crescimento […]

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A LG Portugal acaba de anunciar a 6ª edição do programa de estágios LG Xplorers, uma iniciativa que pretende descobrir novos talentos com o objetivo de impulsionar o seu crescimento […]

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A LG Portugal acaba de anunciar a 6ª edição do programa de estágios LG Xplorers, uma iniciativa que pretende descobrir novos talentos com o objetivo de impulsionar o seu crescimento profissional e de contribuir para a sustentabilidade ambiental do planeta.

As candidaturas para as oito vagas disponíveis estão abertas até 26 de abril. Os selecionados terão a oportunidade de participar num estágio de nove meses remunerado, que abrange áreas como o marketing de ativação, o marketing digital e os serviços de apoio às vendas.

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Segundo a LG, uma das novidades desta edição é a introdução de um teste interativo no processo de seleção dos candidatos, uma inovação que visa avaliar a consciência ecológica dos mesmos à sua disposição para impulsionar soluções inovadoras dentro da LG Portugal. Este método não só analisa o perfil ecológico dos candidatos como também os encoraja a refletir sobre o impacto ambiental das suas futuras contribuições profissionais.

“Os selecionados terão a oportunidade de participar de um estágio onde poderão colocar as suas capacidades em prática através de projetos específicos, cuidadosamente selecionados para maximizar o seu potencial. A LG Portugal reafirma através do LG Xplorers o seu compromisso com um ecossistema em constante inovação e progresso, propondo-se a descobrir e a formar a próxima geração de líderes empresariais dotados de uma profunda consciência ambiental”, avança a marca em comunicado.

“Com um olhar sempre voltado para a qualidade, inovação e sustentabilidade, o LG Xplorers é um convite à audácia de imaginar e construir um amanhã mais promissor”, refere ainda o documento. Os interessados nos estágios, que já estão a ser promovidos na internet e nas redes sociais da empresa tecnológica asiática, deverão submeter as suas candidaturas online.

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Só 38% dos marketers nacionais estão satisfeitos com a unificação de dados de clientes

O relatório Estado do Marketing produzido pela Salesforce revela que 52% dos marketers têm acesso a dados para executar uma campanha, mas 75% precisam de ajuda do departamento de TI para fazê-lo

Apenas 38% dos profissionais de marketing em Portugal estão totalmente satisfeitos com a capacidade de unificar fontes de dados de clientes, revela o relatório Estado do Marketing produzido pela Salesforce, empresa de gestão e experiência do cliente. Isto acontece porque, segundo o relatório, à medida que os cookies de terceiros vão desaparecendo e a inteligência artificial (IA) prolifera, as empresas e os profissionais de marketing têm cada vez mais dificuldades na unificação de fontes de dados para a criação de experiências na jornada dos clientes.

O relatório tem como base inquéritos a 97 marketers nacionais, o que representa 2% dos 4800 líderes de marketing em 29 países abrangidos no estudo. Segundo os resultados, 52% dos marketers têm acesso a dados para executar uma campanha, mas 75% precisam de ajuda do departamento de TI para fazê-lo. Isto leva os profissionais de marketing a procurarem análises unificadas, porque apesar de existirem fontes de dados, colocá-los a funcionar é um desafio, especialmente quando é necessária uma visão holística e de longo prazo dos dados.

O relatório salienta ainda que as empresas têm recorrido cada vez mais a estratégias como marketing baseado em contas e programas de fidelização, para uma melhor aquisição e retenção de clientes. No entanto, muitas das fontes de informação destes programas permanecem incongruentes, com 64% dos profissionais de marketing em Portugal a afirmarem que os dados de fidelização estão totalmente integrados em todos os pontos de contacto, mas apenas 36% afirmam que as funcionalidades do programa de fidelização estão acessíveis a todos os pontos de contacto.

Na vertente da IA, a nível nacional, o relatório indica que 72% dos marketers já estão a experimentar ou já implementaram totalmente a IA nos seus fluxos de trabalho. Os três casos de uso de IA mais populares entre os profissionais de marketing são a personalização da jornada do cliente em todos os canais, seguida da automatização das interações com o cliente e da obtenção de análises de desempenho.

A personalização é uma das áreas destacadas no relatório da Salesforce, que revela que a personalização total é uma área que se encontra em progresso, sendo que para dar resposta ao crescimento das expectativas dos clientes em relação à personalização, os marketers estão a ir além das segmentações amplas de público, como a localização ou a idade, para identificadores mais específicos, como preferências individuais ou interações anteriores.

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Cristina Ferreira destrona Cristiano Ronaldo

No total de referências espontâneas sobre as figuras públicas que os portugueses reconhecem, independentemente da posição em que os nomes foram citados, Cristina Ferreira obteve também o melhor registo, com um total de 34,8% de referências, no estudo da Marktest

Cristina Ferreira é a figura pública com mais notoriedade espontânea junto dos portugueses, destronando Cristiano Ronaldo que liderava o ranking em 2023 e que agora ocupa a segunda posição, de acordo com o estudo Figuras Públicas e Digital Influencers da Marktest. A apresentadora da TVI é a que tem maior notoriedade espontânea e cujo nome foi a primeira referência, com 14,4% das respostas.

O estudo, que conduziu 1202 entrevistas realizadas a portugueses residentes em Portugal Continental entre 26 de fevereiro e 8 de março de 2024, coloca Cristiano Ronaldo, na segunda posição do ranking de notoriedade espontânea, com 10,1% de primeiras referências, e em terceiro lugar a influenciadora Ana Garcia Martins (A Pipoca Mais Doce), com 4,4% das respostas.

Além destes nomes, a lista de pessoas mais referidas em primeiro lugar integra ainda personalidades como Madalena Abecasis, Manuel Luís Goucha, Ricardo Araújo Pereira, Helena Coelho, Nuno Markl, Rita Pereira, Wuant (Filipe Morgado Borges) e Catarina Furtado.

Na análise ao total de referências espontâneas feitas pelos inquiridos sobre as figuras públicas que reconhecem, independentemente da posição em que os nomes foram citados, Cristina Ferreira obteve também o melhor registo, com um total de 34,8% de referências.

Cristiano Ronaldo repetiu, neste critério, o segundo lugar entre as figuras públicas mais conhecidas, com 26,4% de indicações por parte dos entrevistados. Neste critério, o terceiro lugar do pódio é ocupado pelo também apresentador da TVI, Manuel Luís Goucha.

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Métricas e falta de estudos condicionam criatividade e aumentam invisibilidade das marcas

A valorização excessiva das métricas quantitativas está a afetar a criatividade, o que acaba por refletir-se na visibilidade dos anúncios publicitários. Com orçamentos mais reduzidos e menos estudos de mercado, as marcas focam-se nos resultados, desvalorizando as emoções dos consumidores

Os números não deixam margem para dúvidas. Milhares de marcas em todo o mundo estão a desperdiçar milhões em campanhas publicitárias que, por estarem mais preocupadas em atingir métricas quantitativas do que em serem criativas, passam despercebidas à maioria dos consumidores. “O mercado tem de fazer essa análise porque temos uma taxa de 80% a 90% de invisibilidade”, alerta, em declarações ao M&P, António Roquette, CEO da Uzina e presidente da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP), moderador da tertúlia que debateu O Custo da Invisibilidade, a 21 de maio, no 26º Festival CCP, que decorre até 24 de maio na Fábrica do Pão do Beato Innovation District, em Lisboa.

“A taxa de cliques média é de 0,57%”, sublinha Nicolas Grassi, estratega independente, um dos oradores convidados. Na apresentação que fez na iniciativa promovida pelo Clube da Criatividade de Portugal (CCP) em parceria com a APAP, o especialista divulgou estatísticas preocupantes para o setor, baseadas em dados públicas do setor. Além de 32,8% dos utilizadores de internet recorrerem a bloqueadores de publicidade para recusar anúncios, só 1,22% dos seguidores de Instagram é que interagem com publicidade na aplicação. No Facebook, não ultrapassam os 0,86% e no YouTube não vão além dos 0,64%. O TikTok lidera com 5,6%, segundo os dados compilados por Nicolas Grassi.

“Em 2023, na categoria de telecomunicações, só quatro anúncios é que registaram uma taxa de recordação de, pelo menos, 10%. Na categoria de hipermercados e supermercados, não houve nenhum”, afirma Nicolas Grassi, atribuindo parte da responsabilidade ao desinvestimento em publicidade criativa que se tem vindo a registar nos últimos anos. “Compensar a falta de criatividade custa 228 mil milhões de dólares [€210,4 mil milhões]”, assegura o especialista, que garante que 75% do sucesso de uma campanha depende da criatividade, podendo alavancar as vendas até 49%.

“15% é quanto os orçamentos de marketing vão ser reduzidos em 2024”, garante Nicolas Grassi. “O grande custo da invisibilidade é a perda da perceção do valor do marketing”, adverte o especialista que é um forte crítico das métricas que têm vindo a ser usadas para avaliar investimentos. “O ROI [retorno do investimento], o ROC [retorno do conteúdo] e o ROAS [retorno do investimento em publicidade] são métricas altamente questionáveis nos dias de hoje”, afiança.

Novas formas de avaliação em análise

Em vez de indicadores numéricos, começam-se a valorizar cada vez mais as métricas emocionais. Nos Estados Unidos, a Mediaprobe recorre a sensores fisiológicos para captar valores de excitação psicológicos para avaliar a recetividade aos anúncios televisivos em tempo real, incorporando o contexto e as características das audiência na interpretação. Além de valorizarem mais a publicidade criativa, os espetadores vão perdendo o interesse à medida que o número de anúncios vai aumentado nos intervalos. “Depois do décimo, os que se seguem tornam-se invisíveis”, assegura Pedro Almeida, CEO da Mediaprobe, outro dos oradores.

“A probabilidade de as pessoas se lembrarem de um anúncio depende do impacto emocional do mesmo e da exposição e repetição do mesmo. Por cada aumento de 10 inserções, essa possibilidade aumenta cerca de 5%”, revela Pedro Almeida. Numa altura em que as marcas reduzem o investimento publicitário, acertar no alvo torna-se imperativo, sob pena das insígnias virem a perder visibilidade. A falta de estudos de mercado acaba, no entanto, por dificultar as estratégias de marketing e o planeamento de meios.

“O investimento que era feito em estudos de recordação e memorização era muito maior há 15 anos. Tem havido um grande desinvestimento a este nível. Não temos dados que nos permitam evoluir”, critica Alberto Rui Pereira, CEO da IPG Mediabrands Portugal, e representante das agências de meios na tertúlia. “Gastamos apenas 1% do nosso orçamento de marketing em estudos. É muito pouco. É preciso gastar mais”, assume António Fuzeta da Ponte, diretor ibérico de marca e comunicação da Worten. O representante dos anunciantes é outro crítico das métricas quantitativas.

“Esses números são muitas vezes usados contra nós, apesar de serem números que não dominamos. Muitas vezes, borrifo-me no que dizem as métricas, mas eu não sou o melhor exemplo porque uso um método que, se calhar, deveria ser proibido. Eu baseio-me muito na minha intuição e gosto muito de andar na rua a tentar perceber as pessoas para saber como devo comunicar com elas”, revela António Fuzeta da Ponte. Graça Magalhães, diretora da VML, representante das agências publicitárias, também valoriza muito esta abordagem. “Somos máquinas de sentir que pensam e não o contrário”, sublinha a criativa.

“A emoção tem ganhos brutais no tempo que as marcas perduram na memória das pessoas. A psicologia e a neurociência estão-nos a mostrar isso. A emoção, independentemente do portefólio emocional que é explorado nos anúncios, tem um papel fundamental no combate à invisibilidade das marcas”, defende Graça Magalhães, outra das críticas da atual metodologia de avaliação. “Estamos a sofrer o impacto de décadas de decisões tomadas com base na racionalidade, com a grande preocupação de obter KPI [indicadores de performance]”, lamenta a responsável.

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Ricardo Verdasca e Vítor Silva assumem novas responsabilidades na Foundever

Ambos os profissionais começaram a carreira na Foundever, Ricardo Verdasca desde 2004 e Vítor Silva desde 2001. Nesta empresa de experiência do cliente, ambos somam um percurso nas área da gestão e de otimização de processos operacionais

Ricardo Verdasca e Vítor Silva, vice-presidentes de operações na região multilingue da Foundever (Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Bulgária, Egito, Roménia, Hungria, Sérvia e Polónia), têm novas responsabilidades na empresa de experiência do cliente. Ricardo Verdasca fica com as operações na Grécia e no Egito e como diretor de estratégia e operações para a região de 10 países com operações multilingues. As operações na Roménia, Hungria, Sérvia e Itália e a direção da estratégia de crescimento na região multilingue da Foundever, por seu lado, estão entregues a Vítor Silva.

Enquanto diretor de estratégia e operações, Ricardo Verdasca quer dar prioridade à qualidade operacional exigida pelos clientes, garantindo que os processos corporativos se tornam cada vez mais direcionados para o desempenho, bem como assegurar a consistência na gestão operacional na região. Vítor Silva tem como desafios garantir uma estratégia de aumento de receita de forma consistente em toda a região, através da conquista de novos clientes, da aposta no crescimento dos clientes existentes e da identificação de oportunidades de entrada em indústrias específicas.

Ambos os profissionais começaram a carreira na Foundever. Ricardo Verdasca juntou-se à empresa em 2004, somando 20 anos de experiência na gestão e otimização de processos operacionais. Ocupou cargos de liderança como diretor de operações, diretor sénior de unidade de negócio e vice-presidente de operações. Vítor Silva juntou-se à Foundever em 2001 como agente, tendo feito todo o percurso nas operações. Em 2016 assumiu a função de diretor de operações, em 2021 foi nomeado diretor de operações sénior e, um ano depois, ascende a vice-presidente de operações para Portugal.

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Beefeater patrocina Oeiras Padel Academy e aproveita prova para lançar bebida sem álcool

A marca de destilados dá nome ao Open Beefeater 0.0, competição de padel organizada pela Oeiras Padel Academy. Para além de reforçar a estratégia de ligação ao desporto, divulga a nova bebida sem teor alcoólico. Em preparação está também uma campanha para promover o produto

A Beefeater patrocina o Open Beefeater 0.0, competição de padel organizada pela Oeiras Padel Academy que se realiza entre os dias 17 e 19 de maio. É a segunda vez que a marca se associa ao torneio, aproveitando a edição deste ano para lançar publicamente a Beefeater 0.0, uma bebida elaborada com botânicos naturais, com um teor alcoólico de 0,0% em volume, inspirada no clássico Beefeater London Dry Gin, reforçando a estratégia de ligação da marca à modalidade desportiva.

“O padel é um desporto com uma procura crescente e com cada vez mais adeptos, ajudando não só ao bem-estar físico, mas também a ser um momento perfeito para socializar e juntar amigos e/ou família, motivo pelo qual, para Beefeater 0.0, um produto com 0% de álcool que nos permite entrar no território do desporto, esta associação nos pareceu natural e com sentido”, justifica ao M&P Yuliya Vashchyshyn, gestora de marca do gin.

“A presença de Beefeater 0.0 no Oeiras Padel Academy, enquanto main sponsor, vem marcar uma nova era para Beefeater que, com a qualidade a que o consumidor já está habituado, se eleva para outro patamar de momentos de consumo, vendo no desporto e em particular no padel, um momento onde se fomenta a socialização entre as pessoas, o lazer e o convívio”, refere ainda a responsável pela promoção do gin, que integra o portefólio de bebidas do grupo Pernod Ricard.

Dinamizar ativações em eventos significativos para a modalidade é uma das apostas da marca para potenciar a estratégia de comunicação que está a ser delineada para promover o produto. “Estamos ansiosos por explorar todas as oportunidades para fortalecer ainda mais a nossa conexão com este meio”, assegura Yuliya Vashchyshyn, revelando também que está a ser preparada uma campanha publicitária multimeios para divulgar o Beefeater 0.0 nos meses de maior calor.

Sem adiantar valores, a marca confirma o reforço do orçamento de marketing para promover as novidades de 2024. “Aumentámos o investimento em comunicação devido ao lançamento de três novas referências no portefólio, refletindo o nosso compromisso contínuo em impulsionar a marca, expandir a nossa presença no mercado e envolver eficazmente o nosso público-alvo. Este investimento adicional permitirá ampliar as nossas iniciativas de marketing”, refere a responsável.

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Criatividade portuguesa premiada nos Adforum PHNX Awards 2024

A agência Cooprativa foi distinguida com Prata na categoria de Design: Brand Identity pelo projeto de rebranding que desenvolveu para a SPILM. A campanha Não Seja Bully De Bancada, que a Coming Soon criou para o IPDJ, conquistou um Bronze na cerimónia

A Cooprativa e a Coming Soon foram distinguidas no concurso de criatividade mundial Adforum PHNX Awards 2024, anunciados numa cerimónia transmitida online a 16 de maio. O júri, composto por um milhar de profissionais do setor provenientes dos quatro cantos do mundo, atribuiu um prémio Prata ao trabalho de renovação da identidade visual que a agência de Torres Vedras desenvolveu para a Sociedade Portuguesa Interdisciplinar do Laser Médico (SPILM), na categoria de Design: Brand Identity.

“Houve apenas um Ouro, o nosso Prata e um Bronze na categoria”, sublinha, em declarações ao M&P, André Sousa Moreira, sócio e diretor criativo da Cooprativa, visivelmente entusiasmado com a distinção. “O novo design da marca foi concebido tendo como inspiração a luz, especificamente o espetro visual composto por sete cores, que é utilizado em uma variedade de lasers médicos”, esclarece o responsável, que partilha a direção de arte com Simão Dias, motion designer do projeto premiado.

A Coming Soon venceu um prémio Bronze pela campanha Não Seja Bully De Bancada, criada para o  Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), na categoria Film: Creative idea. Com direção criativa de Marcelo Lourenço e Pedro Bexiga, também responsável pela direção de arte, o filme que a integra, com uma mensagem que pretende combater a intimidação e a violência no desporto, foi produzido pela Rocky Studios e realizado por Filipe Sampaio. A redação é de Marcelo Lourenço.

O júri dos Adforum PHNX Awards 2024 integrou três representantes portugueses. Além de Pedro Leal Almeida, fundador e diretor de comunicação do Leal Almeida Brand Studio, contou com a avaliação de José Vila Cardoso, CEO da Adso, agência de comunicação global sediada em Braga. Sávio Hatherly, diretor de arte sénior de O Escritório, foi outro dos jurados. As agências internacionais VCCP Madrid, Havas London, Critical Mass e VML Singapore e Wolf BCPP também figuram entre os premiados.

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Niu investe €1 milhão em estruturas de produção e negoceia regresso a Espanha

No ano em que a empresa que detém e lidera assinala 30 anos no mercado, Nuno Santana avança ao M&P que está focado em conseguir uma maior complementaridade e autonomia, desenvolvendo áreas difíceis e fulcrais nos projetos da Niu, como a serralharia e a carpintaria, que são críticas na empresa de eventos, ativações de marca, produção e marketing de compras, que o ano passado faturou €12 milhões

A Niu vai investir €1 milhão para reforçar a capacidade de produção. Com este investimento, a empresa de eventos, ativações de marca, produção e marketing de compras, que faturou €12 milhões o ano passado e €30,4 milhões entre 2020 e 2023, pretende tornar-se mais autossuficiente. “Estamos focados em conseguir uma complementaridade interna ainda maior, desenvolvendo áreas difíceis, mas que são fulcrais à implementação dos nossos projetos. Vamos investir em áreas técnicas, como a serralharia e a carpintaria que, não sendo muito sofisticadas, são muito críticas”, justifica, ao M&P, Nuno Santana, proprietário e CEO da Niu.

“Este investimento permite-nos fazer coisas diferenciadoras, senão estaremos sempre limitados. O setor da construção atravessa uma fase muito complexa, porque há défice de mão de obra”, sublinha o empresário, que, com esta aposta estratégica, tem a ambição de continuar a fazer crescer o negócio. “Nos últimos 15 anos, temos mantido sempre um intervalo de faturação entre os €7 milhões e os €9 milhões e, nos últimos dois anos, crescemos praticamente 25% em termos de valor acumulado”, revela o gestor.

Os próximos meses são de grande atividade. “Vamos fazer a Fan Zone do Euro 2024 na Cidade do Futebol, entre 14 de junho e 14 de julho, em Oeiras. Também vamos estar presentes em todos os grandes festivais. Estamos agora em negociações, a fechar o plano com as marcas. O stand da Heineken no Nos Alive já está adjudicado. Vamos estar seguramente no Rock in Rio, no Meo Marés Vivas e no Meo Kalorama, mas ainda não consigo avançar com que insígnias”, confidencia o empresário.

Atualmente, a ativação de marca e a organização de eventos é responsável por 50% do volume de faturação da Niu. O negócio da produção 2D e 3D representa 25%, tal como o de marketing de compras, uma área que tem vindo a crescer.

“Somos uma empresa de serviço a clientes. Tão depressa estamos a fazer um jantar para cinco mil pessoas no Meo Arena como estamos a inaugurar uma loja criada e produzida por nós num centro comercial como o Ubbo. Como nascemos da produção, temos muitos ativos internos e somos relativamente autossuficientes”, sustenta Nuno Santana.

O CEO da Niu salienta os 4.000 m2 de área, na sede da empresa em Alfragide, que tem disponíveis para criar, desenhar, produzir e implementar ações para stands de festivais, congressos, lojas e grandes eventos de rua, como o Wonderland Lisboa, que regressa este ano para a oitava edição.

Promovido em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e com a Media Capital, desde 2016, o Wonderland Lisboa é um dos eventos com maior visibilidade mediática que a Niu organiza e que, entre 30 de novembro de 2023 e 8 de janeiro de 2024, teve 852 mil visitantes. Jogos Santa Casa, Coca-Cola, McDonald’s, Licor Beirão e TVI são algumas das insígnias que se têm associado à iniciativa.

“Uma das formas de retribuirmos o investimento que as marcas fazem em nós é através das ativações que fazemos. Comunicamos e amplificamos também muitas dessas insígnias, através dos media e das redes sociais”, sublinha o empresário.

Com audiências cada vez mais diferenciadas, segmentadas e dispersas por plataformas distintas, criar e desenvolver eventos, ativações e comunicações que envolvam os consumidores é, nos dias de hoje, uma tarefa mais desafiante.

“Temos uma área que só pensa nisso, que é a área de ambientes, liderada pela minha irmã Joana [Santana]. Quando desenvolvemos um evento, há a preocupação de ver como será visível nas redes sociais. Temos um projeto, que por acaso é nosso, que é o Praia no Parque, em que a última renovação estética que a Niu lhe fez funcionou muito bem no digital”, admite o também cofundador do Grupo Praia e acionista da Media Capital.

“Vivemos no mundo físico a pensar para o digital. Mesmo em pequenas apresentações, temos sempre âncoras cénicas que amplificam essa divulgação. Começámos a produzir néones nos últimos três anos porque são elementos muito fáceis de amplificar. As pessoas veem-nos e têm tendência a fotografá-los”, afiança.

A diferenciação avera-se crucial, principalmente num mercado pequeno como o português. “Temos um grande laboratório comportamental que são os restaurantes do Grupo Praia. Os frequentadores do Praia no Parque, por exemplo, têm perfis muito diferentes. Ao almoço, temos os empresários e os decisores. Ao jantar, durante a semana, temos os turistas. Ao fim de semana, temos a geração Y e as pessoas que gostam de festas. Conseguimos mapear os comportamentos e oferecer uma proposta diferenciada”, assegura Nuno Santana.

A evolução do negócio

Na génese da Niu está a Sistemas Rafael, uma empresa espanhola especializada em pós-produção de imagem que, quando decidiu investir em Portugal, em 1994, desafiou José Santana a dirigir a operação nacional. Hoje afastado do negócio, o pai de Nuno Santana, que foi durante duas décadas relações públicas da Mercedes-Benz, aceitou o repto. Em 1996, é contactado pela Euro RSCG, que em 2012 se viria a transformar na Havas Worldwide, por causa da campanha publicitária que a agência estava a desenvolver para promover a Expo 98.

Na altura em que gravaram o filme que mostrava bebés a nadar debaixo de água, a produtora londrina que o produzia esqueceu-se de os fotografar para os anúncios de imprensa e para os materiais promocionais impressos. “Solucionámos o problema. Fomos a Londres digitalizar um fotograma e fizemos a pós-produção com base nele. Foi um sucesso. A partir daí, começámos a trabalhar com a Euro RSCG. Foi um cliente estratégico para nós”, recorda Nuno Santana.

Em 1997, a Sistemas Rafael passa também a disponibilizar um serviço de processamento de cor para fotolitos. “Era a sequência lógica”, considera. Em 1999, com o crescimento do negócio e a evolução tecnológica, a empresa abre o primeiro estúdio de fotografia digital da Península Ibérica. “Ninguém, na altura, acreditava nisto. Os próprios fotógrafos eram muito céticos. E eram investimentos completamente loucos para a altura. Uma máquina podia custar facilmente €100 mil e fazia fotos de 16 megabytes. Hoje, um telefone tira fotografias com 100 megabytes”, relembra.

2002 é um ano de viragem, com a Sistemas Rafael a deixar de trabalhar apenas com agências de publicidade para começar a produzir materiais promocionais para pontos de venda e a esboçar as primeiras ativações para marcas. É nessa fase que a Coca-Cola a desafia a decorar os espaços da insígnia nos estádios construídos para o UEFA Euro 2004. “Ficaram muito bem impressionados. Ainda hoje são um dos nossos principais clientes”, conta Nuno Santana.

Pouco depois, são desafiados pela Sagres e pela Portugal Telecom a desenvolver projetos estéticos para o SL Benfica. “O Miguel Arruda, que foi o arquiteto do novo Estádio da Luz, pediu-nos para desenvolvermos uma ativação para o dia da inauguração”, recorda Nuno Santana. A parceria estabelecida com a Rank Xerox permitiu imprimir postais com fotografias do jogo inaugural e distribuí-las pelos espetadores minutos depois, com 50 promotores a entrar nas bancadas para as entregar.

Outro momento decisivo foi o Mega Pic-Nic Continente, que a futura Niu também viria a dinamizar ao longo das seis edições do evento. “Fomos dando resposta aos desafios que nos foram sendo feitos. Demos pulos em grandes momentos, como a Expo 98 e o Euro 2004, mas, curiosamente, nunca como organizadores de eventos. Hoje, são o nosso core”, sublinha.

Operação em Espanha dependente das negociações em curso

O dinamismo da Sistemas Rafael em Portugal acaba por levar a empresa a ser selecionada pela Coca-Cola para participar no reposicionamento mundial da insígnia, iniciado em março de 2006 com a campanha publicitária Coke Side of Life. Numa reunião, em Espanha, a proposta portuguesa vence um concurso interno, mas o nome da empresa suscita dúvidas.

“Decidimos então criar a marca Niu, que chega ao mercado a 21 de junho de 2007. Nasce aí a nossa fase 2.0 e, em breve, vamos apresentar um racional que sustente a nossa entrada na fase 3.0, mas ainda não posso falar sobre isso”, ressalva Nuno Santana.

Todavia, nem tudo foram rosas ao longo do percurso. “Houve alturas em que perdemos dois ou três clientes grandes e em que achei que o mundo ia acabar. Hoje, olho para trás e percebo que esses foram momentos de transformação do negócio”, desabafa, enaltecendo a capacidade de resiliência da equipa e o elevado nível de retenção de funcionários.

A pandemia, em 2020, foi outro teste. “Apesar de ter sido um processo muito doloroso, não deixámos sair ninguém. Mantivemos os 70 colaboradores. Houve, inclusive, pessoas que passaram para os quadros a meio do surto. Tivemos algum sangue-frio para percebermos que isto iria passar e que os eventos iriam regressar. Quando a economia abriu, nós estávamos preparados e com capacidade de resposta, ao contrário de outras empresas que tinham diminuído muito as equipas”, sublinha.

A operação da Niu em Espanha, alavancada a partir de 2006, acaba, todavia, por ser afetada pelo surto viral que confinou o mundo. “A pandemia obrigou-nos a focar no mercado nacional e a suspender o processo de expansão em território espanhol. Estamos, neste momento, em negociações com um grande grupo para o retomar, mas nesta fase ainda não posso adiantar mais informação”, admite Nuno Santana.

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Iscte Executive Education realiza webinars gratuitos sobre comunicação de destinos e marcas locais

O webinar Placebrand e Turismo Sustentável, moderado por Ana Simaens, realiza-se a 20 de junho, às 18h30, no Iscte Executive Education. Uma semana depois, à mesma hora, Designed in Portugal: Reinventar Tradição, Criar Marcas é a temática abordada. As vagas são limitadas

O Iscte Executive Education está a organizar sete webinars temáticos sobre comunicação e promoção de destinos e marcas locais. Moderados por docentes da pós-graduação em placebrand e place marketing da instituição, contam com a participação de especialistas da área e são gratuitos, apesar de exigirem uma inscrição prévia que pode ser feita online. As vagas são, no entanto, limitadas a 20 participantes por sessão.

O webinar Placebrand e Turismo Sustentável, moderado por Ana Simaens, realiza-se a 20 de junho, às 18h30. Além de Carolina Mendonça, coordenadora da estrutura de sustentabilidade do destino turístico Açores DMO, a iniciativa conta com a participação de Maria de Lurdes Vale, diretora do Turismo de Portugal em Espanha.

Uma semana depois, a 27 de junho, à mesma hora, Designed in Portugal: Reinventar Tradição, Criar Marcas é o webinar que se segue. Moderado por João Faria Gomes, tem Carlos Coelho, presidente da Ivity Brand Corp, como convidado. Diáspora Como Ativo Estratégico de Portugal, Cidades Inteligentes: Criação de Valor e Um Futuro Que Passa por África e Bacalhau Bridge Effect são outros dos webinares gratuitos agendados.

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7 em cada 10 portugueses atribui responsabilidade às marcas na resolução dos problemas globais

Os consumidores sentem que as marcas não estão a conseguir corresponder às novas exigências, chegando a afirmar que não se importariam se 75% das marcas que existem hoje desaparecessem. 84% dos portugueses esperam que as marcas sejam transparentes sobre o que prometem, mas apenas 22% acreditam que as marcas realmente o fazem

Sete em cada 10 portugueses afirma que as empresas e as marcas têm o poder e o dever de contribuir para a resolução de alguns dos problemas globais da sociedade, revela o estudo Meaningful Brands, realizado pela Havas Media Network.

Apesar de 91% dos inquiridos destacar a crise ambiental como a preocupação mais urgente a nível global, a crise económica é o que mais preocupa os consumidores a nível pessoal. O estudo revela que 54% dos inquiridos, a nível global, defendem que as empresas deveriam estar mais focadas em ajudar os clientes, e não só na venda dos produtos ou serviços.

“As pessoas têm plena consciência de que estão a enfrentar crises globais que afetam quase todos os aspetos das suas vidas. Todas as crises representam uma enorme ameaça à nossa capacidade de sobreviver e prosperar. As pessoas vêem-se obrigadas a adaptar-se e a mudar e, com isso, o que exigem das marcas muda também”, sustenta Mark Sinnock, diretor global de estratégia, dados e inovação da Havas Creative Network.

Os consumidores inquiridos definem as marcas e as empresas como o segundo interveniente mais importante na resolução dos desafios económicos, depois das entidades governamentais e políticas. No entanto, os inquiridos sentem que as marcas não estão a conseguir corresponder às novas exigências, chegando a afirmar que não se importariam se 75% das marcas que existem hoje desaparecessem.

A falta de confiança e aparente indiferença estão relacionados à disparidade entre as expectativas dos consumidores e o desempenho das marcas, sendo que 84% dos portugueses esperam que as marcas sejam transparentes sobre o que prometem, mas apenas 22% acreditam que as marcas realmente o fazem.

Por outro lado, a crescente exigência global dos consumidores observa-se a vários níveis, nomeadamente no que toca ao papel das marcas na promoção de um mundo melhor, mas sobretudo na promoção do bem-estar individual dos seus clientes. Segundo os dados do estudo, 80% dos inquiridos em Portugal esperam que as marcas façam mais pelo seu bem-estar e saúde. Uma percentagem semelhante à dos que esperam que as marcas ajam pelo bem da sociedade e do planeta.

As conclusões do Meaningful Brands referem que esta é a era da ‘Economia do Eu’, na qual os benefícios pessoais assumem maior peso na construção de marcas relevantes. Expectativa reflete-se no facto de as marcas relevantes e significativas atualmente terem um desempenho superior em termos de benefícios pessoais em comparação com a média das marcas. E, nesta perspetiva, a capacidade de uma marca ajudar os consumidores a simplificar a sua vida (63%), a poupar tempo e dinheiro (61%), e a inspirá-los (56%), é o principal desafio para as marcas permanecerem relevantes e significativas.

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Todos os influenciadores importam

Em 2023, o investimento em marketing de influência no Instagram em Portugal ascendeu a €59,5 milhões, num mercado em que os nano e microinfluenciadores aumentam. Os macroinfluenciadores e celebridades continuam a ser indispensáveis e a Prozis é a marca mais mencionada no Instagram, segundo o estudo da Brinfer

A aposta em nano e microinfluenciadores nas redes sociais está a aumentar, por permitir às marcas terem uma maior taxa de envolvimento com os utilizadores, revela o relatório Top Brands da Brinfer, que analisa os conteúdos partilhados por influenciadores portugueses no Instagram. Os macroinfluenciadores e as celebridades, no entanto, continuam a ser importantes nas estratégias de marketing digital. O estudo, referente a 2023, revela também que foram investidos €59,5 milhões em marketing de influência no Instagram em Portugal, no ano passado.

Este valor contabiliza o número de publicações pagas multiplicado pelo preço de tabela médio cobrado por cada um dos perfis de influenciadores. “Para chegar a um preço médio por publicação, consultámos agências de influenciadores para saber o valor médio pago a cada tipo de influenciador, seja por um post, por um reel ou por um story, e calculando a média entre esses valores, chegamos a um valor total”, explica Roberto Gomes, CEO da Brinfer.

Se o recurso a influenciadores com menos de 10 mil ou de 50 mil seguidores é cada vez mais uma realidade, os macroinfluenciadores (a partir de 50 mil seguidores), os megainfluenciadores (entre 500 mil e um milhão) e as celebridades (mais de um milhão) não são dispensados por algumas das marcas que lideram os rankings da Brinfer de menções no Instagram, devido à necessidade de adequar os perfis de influenciadores aos resultados pretendidos.

A Nespresso, que lidera a categoria Alimentação, “tem vindo a trabalhar com todo o tipo de perfis, tendo feito uma aposta crescente em nano e microinfluenciadores nos últimos tempos, mas que têm um bom envolvimento e um maior sentido de comunidade que, combinados entre si, permitem gerar uma ótima mancha no Instagram”, revela ao M&P Diogo Duarte João, responsável de relações públicas e eventos da Nespresso.

Do lado da Sephora, que lidera as menções do estudo da Brinfer em Beleza, a estratégia é trabalhar com todos os perfis de influenciadores. “Se procurarmos obter um alcance maior, apostamos em perfis de macroinfluencidadores e em celebridades. Se o objetivo for mais envolvimento vamos procurar nano e microinfluenciadores”, refere um porta-voz da Sephora.

O The Yeatman, o mais mencionado na categoria de Hotéis, por seu lado, faz mais parcerias de permuta com macro influenciadores e celebridades, porque geram uma maior taxa de alcance. “Ao mesmo tempo, temos expressão junto dos nano e dos microinfluenciadores, que muitas vezes são os nossos próprios clientes, visitantes ou participantes nos eventos e iniciativas que promovemos e organizamos”, diz Matilde Ribeirinho, diretora do departamento de marketing do The Yeatman.

Roberto Gomes, CEO da Brinfer, considera que a procura de microinfluenciadores é uma questão de volume e do algoritmo do Instagram. “As marcas não têm budget para investir nos segmentos mais altos de influenciadores constantemente, é mais fácil pagar menos a mais microinfluenciadores que, por sua vez, publicam mais conteúdos do que o oposto. Existe também outra vertente relacionada com o algoritmo, em que quanto mais pequeno for o número de seguidores do influenciador, maior é o número de interações e a taxa de envolvimento”, sustenta Roberto Gomes.

De acordo com o relatório da Brinfer, no top 5 das marcas mais mencionadas no Instagram em Portugal encontram-se a Prozis (Desporto, 199 mil menções), a Zara (Moda, 20 mil menções), a SIC (Media, 13 mil menções), a Sephora (Beleza, 6942 menções) e o Celeiro (Retalho Alimentar, com 6107 menções). Com um número inferior de menções, há líderes em outras categorias como Alimentação (Nespresso), Restaurantes & Cafés (Neto Restaurantes), Hotéis (The Yeatman), a Automóveis (Toyota), Eletrónica (Canon), a Telecomunicações (Nos) e Energia (Galp).

Em relação à liderança destacada da Prozis (muito distante da segunda marca mais mencionada, a Zara), Roberto Gomes argumenta que “a Prozis usou desde cedo a sua audiência para divulgar os seus produtos. Conseguiram criar um equilíbrio muito inteligente entre ações de notoriedade, com diversas estratégias de marketing de influência e de marketing de afiliados, para criar uma network de afiliados muito bem hierarquizada”.

Para o CEO da Brinfer, o grande sucesso da Prozis é o facto de ser quase obcecada por influenciadores e trabalhar bem todos os ângulos possíveis no mercado do marketing de influência, salientando que “o caso da Zara, é completamente o oposto da Prozis. A Zara lidera em menções na Moda, mas não lidera por ter uma estratégia de marketing de influência incrível. As menções da Zara são quase todas orgânicas.

O facto de a marca ter um impacto muito grande no seu segmento é a razão pelo qual lidera as menções na sua categoria, e esse também é o caso de muitas marcas que lideram os rankings”. Os resultados deste estudo dizem respeito ao período entre 1 de janeiro de 2023 a 31 de dezembro de 2023, em que a Brinfer analisou 247 mil conteúdos publicitários publicados por mais de 26 mil pessoas.

Sobre o autorDaniel Monteiro Rahman

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