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Diferentes entre si… ou nem tanto

O que separa a geração mais nova da geração X e da dos mais velhos? Um estudo do Pew Research Center ajuda a perceber, a partir da realidade norte-americana, os comportamentos e expectativas destas três gerações

Rui Oliveira Marques
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O que separa a geração mais nova da geração X e da dos mais velhos? Um estudo do Pew Research Center ajuda a perceber, a partir da realidade norte-americana, os comportamentos e expectativas destas três gerações

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O que separa a geração mais nova da geração X e da dos mais velhos? Um estudo do Pew Research Center ajuda a perceber, a partir da realidade norte-americana, os comportamentos e expectativas destas três gerações

Geração Milénio: Ligada e progressista

Quando vão para a cama levam companhia. Oitenta e três por cento dos membros da Geração Milénio dormem com o telemóvel mesmo ao lado. Os números são do estudo Millennials – A Portrait of Generation Next, publicado pelo Pew Research Center, que revela o perfil, a partir do exemplo norte-americano, da geração que nasceu no pós-1980 e que atingiu a maioridade no virar do milénio. A Geração Milénio assistiu de perto à integração de câmaras fotográficas nos telemóveis, à substituição dos leitores de CD pelos MP3 e viram a comunicação por e-mail e messenger dar lugar ao Facebook e ao MySpace. É por isso que está naturalmente online e para si internet é sinónimo de mobilidade.

Sessenta e dois por cento usam ligações wireless, um valor que desce para os 35 por cento entre os mais velhos, avança o mesmo estudo. A sua concepção de família é progressista. Apenas um terço considera errado que um casal gay crie uma criança e somente 22 por cento defendem que, para que um casal viva junto, tem de estar casado. Mas o que torna esta geração única? Eles próprios dizem-no: o uso que fazem da tecnologia (24 por cento), a cultura e música pop (11 por cento), a sua tolerância (7 por cento), a perspicácia (6 por cento) e a forma como se vestem (5 por cento). Quase 80 por cento sustentam que existe uma grande diferença entre os seus pontos de vista e o dos mais velhos. Mesmo assim, é esta a geração que sente maior responsabilidade em acolher em casa um familiar idoso (63 por cento). Pelo contrário, na faixa etária entre os 42 e os 60 anos, 41 por cento consideram que não é da sua responsabilidade cuidar de um familiar mais velho. As relações com os pais parecem ser mais pacíficas. Mais de metade dos pais com filhos entre os 16 e os 24 anos dizem que raramente ou nunca tem qualquer atrito com os filhos. “A família interessa-lhes mais, enquanto a fama e o dinheiro são menos importantes”, pode ler-se no relatório do Pew Research Center que questionou, nesta comparação geracional, dois mil adultos. Mais de metade dos membros da Geração Milénio (52 por cento) diz que ser um bom pai é um dos objectivos mais importantes e apenas um por cento declara querer ser famoso.

A ideia de que é uma geração fútil, deslumbrada e sem objectivos parece cair por terra. Aliás, convém não esquecer, nos EUA, este grupo foi decisivo para a eleição de Barack Obama. No entanto, William Strauss e Neil Howe, que se especializaram em estudar as várias gerações norte-americanas, não hesitam em referir que este grupo cresceu rodeado de pais intrusivos e protectores. “Num dia típico, uma criança ou adolescente está sempre rodeado pelos pais, familiares, professores, treinadores, babysitters, explicadores, vigilantes, câmaras e horas marcadas para tudo”. Mas os sub-30 também têm uma “nova visão” do mercado de trabalho, considera a socióloga Janelle Wilson, conhecida pelas investigações que conduziu sobre o grupo que a antecede: a Geração X. Wilson refere no artigo The Millennials: Getting to Know Our Current Generation of Students, que “estão menos inclinados para aceitarem trabalhos aborrecidos ou cheios de conflitos, eles parecem desejosos por mudar de emprego quando algo melhor aparece”. Preferem desempenhar as tarefas por objectivos e consideram normal trabalhar a partir de um computador ou BlackBerry, “seja em casa, no café ou no metro”.

Geração X: Entre os 30 e os 45 anos

Nasceram entre 1965 e 1980, que é como quem diz, têm neste momento entre 30 e 45 anos. O termo tornou-se popular graças ao livro Geração X, Contos para uma Cultura Acelerada, de Douglas Coupland, mas foi utilizado pela primeira vez pelo fotógrafo Robert Capa no início dos anos 50 para designar um ensaio fotográfico sobre jovens que estavam a crescer no pós-guerra. Em Portugal, esta geração corresponde praticamente à faixa etária de pessoas que nasceram entre a Primavera Marcelista (1968) e os anos que se seguiram ao 25 de Abril. “Independentes, inconformados e rebeldes são os adjectivos para descrever muitas das pessoas da geração X”, considera Janelle Wilson. Descrita também como “cínica”, esta geração viu pela primeira vez os seus pais a separarem-se e divorciarem-se num número significativo, e as mães a entrarem em força no mercado de trabalho.

Mas como vive agora a Geração X? Estão já lançados na sua carreira e, segundo o Pew Research Center, apresentam uma visão contraditória sobre o seu futuro profissional. Cinquenta e cinco por cento acreditam que vão mudar de emprego, mas ao mesmo tempo 62 por cento referem que é provável que continuem na mesma empresa para o resto da vida. Sobre a evolução salarial, 76 por cento esperam, no futuro, vir a ganhar mais. Para estarem informados escolhem a televisão (61 por cento) e a internet (53). A imprensa já só convence 24 por cento. De acordo com os resultados do Pew Institute, são a geração mais preocupada com o ambiente, já que reciclam o lixo (77 por cento), preferem produtos ecológicos (55 por cento) e compram de produtos orgânicos mesmo sabendo que são mais caros (38 por cento).

Baby Boomers: Têm melhores condições

Estão balizados pela guerra e pela pílula. A Geração Baby Boomer é constituída pelas pessoas que nasceram entre o fim da II Guerra Mundial e a generalização da pílula e respectiva influência na taxa de natalidade (1964). A designação Baby Boomer advém da explosão demográfica que ocorreu nos EUA, mas também noutros países que participaram na Guerra e disseminou-se a partir de 1980, depois do jornalista Landon Jones publicar o livro Great Expectations: America and the Baby Boom Generation. O que diferencia a geração que tem hoje entre 46 e 64 anos? A ética do trabalho (17 por cento), o respeito pelos outros (14 por cento) e os valores e a moral (8 por cento), descrevem-se os próprios no relatório publicado pelo Pew Research Center. Sobre os costumes mostram-se conservadores: 65 por cento condenam as mulheres que optam por ser mães solteiras, 48 por cento discordam que casais homossexuais criem crianças e 44 por cento não vêem com bons olhos que haja um número crescente de casais a viverem juntos sem estarem unidos pelo casamento. Aliás, para 63 por cento dos Baby Boomers, o que os distingue é o fosso de valores que os separa das outras gerações.

Quem está no mercado de trabalho mostra-se conformado com o salário que aufere e uns esmagadores 84 por cento dizem que é muito provável que fiquem o resto da vida no emprego actual. Este grupo é, aliás, encarado pelos restantes como aquele que apresenta as melhores condições financeiras.

A sua relação com as tecnologias mudou radicalmente. Há seis anos, relembra o Pew Research Center, apenas cinco por cento dos membros dos Baby Boomers andavam pelas redes sociais, mas neste momento quase um terço (30 por cento) tem pelo menos um perfil activo. Mesmo assim, quando se olha para a frequência com que visitam as suas páginas pessoais, constata-se que são muito moderados em comparação com os mais jovens. Trinta e sete por cento vão às redes sociais pelo menos uma vez ao dia, 25 por cento visitam-nas algumas vezes por semana e os restantes 38 por cento mostram-se menos assíduos. É em outras ferramentas da internet que se encontram as diferenças mais significativas. Apenas dois por cento dos Baby Boomers já colocaram um vídeo online (na Geração Milénio sobe para 20 por cento). Mas é aqui que se encontram também os maiores fiéis dos jornais como fonte principal de notícias (34 por cento). Nada que abale a preferência pela televisão, que lidera com 76 por cento, enquanto a internet já convence 30 por cento.

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Manuel Luís Goucha junta-se ao Lidl para celebrar a Páscoa

A marca conta com a experiência do apresentador da TVI, enquanto embaixador Deluxe, para promover a gama ‘premium’ do Lidl

O Lidl volta a unir-se a Manuel Luís Goucha para promover a gama Deluxe. Os vídeos da nova campanha para a Páscoa, sob o mote ‘Como o Manuel Luís Gosta’, estão disponíveis no canal de YouTube do Lidl Portugal e mostram o apresentador da TVI a explorar os sabores da gama Deluxe.

A marca conta com a experiência do apresentador da TVI, enquanto embaixador Deluxe, para promover a gama ‘premium’ do Lidl a preços acessíveis. A parceria entre o Lidl e Manuel Luís Goucha prolonga-se ao longo do ano e está presente em publicidade exterior, nas páginas Deluxe dos folhetos do Lidl Portugal e nas redes sociais Facebook e Instagram do apresentador, onde os seguidores vão poder acompanhar sugestões de produtos da Deluxe.

 

 

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Max lança plano com anúncios em Portugal

A equipa da Warner Bros. Discovery e a Sapo Sales House são responsáveis ​​pela comercialização da publicidade da Max em Portugal, que conta com anúncios ‘pre-roll’ e ‘mid-roll’, formatos de publicidade personalizados e opções de segmentação para as marcas

A Max vai lançar o novo plano de subscrição ‘Basic com anúncios’, em Portugal a partir de 8 de Abril com o custo de €5,99 por mês ou €59,90 por ano. Os subscritores do novo plano passam a estar sujeitos a ver publicidade antes e enquanto o conteúdo escolhido estiver a ser exibido, com a empresa a referir que se pode contar com “formatos de publicidade personalizados e uma variedade de opções de segmentação para criar um máximo impacto”.

“Temos o prazer de enriquecer o nosso serviço de streaming Max e lançar em Portugal uma nova forma de o público subscrever o serviço e aceder a centenas de títulos ​​que fazem parte do nosso grupo. Estamos conscientes de que os investidores querem divulgar as suas mensagens através de meios fiáveis, sólidos e com um posicionamento claro e diferenciado no mercado”, revela Alessandro Araimo, vice-presidente executivo e diretor-geral da Warner Bros. Discovery Iberia e Itália, em comunicado de imprensa.

A equipa de vendas local da Warner Bros. Discovery e a Sapo Sales House, empresa de media que comercializa anúncios digitais em Portugal, vão ser responsáveis ​​pela comercialização da publicidade da Max em Portugal, que vai contar com anúncios ‘pre-roll’ e ‘mid-roll’, formatos de publicidade personalizados e opções de segmentação para as marcas.

Além da Max, a Disney+ e a SkyShowtime também já dispõem de subscrições com publicidade em Portugal e oferecem propostas semelhantes. Além do plano ‘Basic com Anúncios’, que passa a estar disponível em 14 países europeus, os assinantes da Max podem escolher ainda os planos ‘Standard’, com o valor de €9,99 mensais e €99,90 anuais, e ‘Premium’, com o preço de €13,99 mensais e €139,90.

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Amorim e Rockwell promovem cortiça em Milão

A Casa Cork by David Rockwell (na foto) vai estar presente na Milan Design Week, entre 8 e 13 de abril, para mostrar como a cortiça pode ser integrada de forma sustentável e criativa em projetos de arquitetura e ‘design’

A Corticeira Amorim vai estar presente na Milan Design Week 2025, em Itália, entre os dias 8 e 13, numa parceria estratégica com o Rockwell Group, grupo internacional de arquitetura e design. A colaboração concretiza-se através da exposição imersiva Casa Cork, concebida por David Rockwell.

A participação no evento promocional é desenvolvida no âmbito do Cork Collective, programa de sustentabilidade centrado na recolha e na reciclagem de rolhas nos Estados Unidos, fundado pela Corticeira Amorim com outros parceiros, com o objetivo de reduzir o desperdício e promover a economia circular.

“Através da promoção de campanhas de recolha e reciclagem de rolhas a nível internacional, temos procurado transformar a perceção do público, informando e sensibilizando para que reconheçam que uma rolha de cortiça não é um resíduo. Pelo contrário, é uma matéria-prima natural, que pode ganhar uma nova vida, ser transformada em novas e diversas aplicações”, explica António Rios de Amorim, presidente e CEO da Corticeira Amorim, citado em comunicado de imprensa.

A Casa Cork by David Rockwell dá a oportunidade aos visitantes de conhecerem a fundo o mundo da cortiça através de uma experiência interativa, da participação em workshops e de uma mostra de produtos inovadores e de designers internacionais, que destacam a versatilidade da cortiça.

“Na Casa Cork, a comunidade do design terá oportunidade de ouvir a reflexão e o testemunho de alguns dos mais destacados criativos que que trabalham na vanguarda do design sustentável”, salienta David Rockwell, fundador e presidente do Rockwell Group, citado no documento.

O espaço expositivo será também usado para a apresentação dos seis projetos vencedores do concurso de design para Estudantes, desenvolvido pelo Cork Collective com o apoio da Amorim Cork Solutions e da Amorim Cork Itália, envolvendo estudantes do Politecnico di Milano e da da Parsons School of Design, de Nova Iorque.

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Forbes Portugal e Forbes África Lusófona estreiam-se no Sapo

“A integração destes conteúdos no universo do Sapo reflete um compromisso conjunto com a diversidade e a qualidade da informação”, refere a Media Nove

Os artigos da Forbes Portugal e Forbes África Lusófona, revistas da Media Nove, passam a fazer parte do universo dos conteúdos do Sapo, portal nacional de agregação, produção e curadoria de conteúdos e ativos digitais, reforçando o acesso a informação nas áreas da economia, negócios e empreendedorismo, em Portugal e nos países africanos de língua oficial portuguesa.

“A integração destes conteúdos no universo do Sapo reflete um compromisso conjunto com a diversidade e a qualidade da informação, proporcionando aos leitores uma visão mais abrangente e crítica sobre os mercados e a economia lusófonos”, refere a Media Nove em comunicado de imprensa.

A partir de agora, os utilizadores do Sapo terão acesso direto a artigos, análises especializadas, entrevistas exclusivas e reportagens sobre líderes, empresas e tendências de mercado, tanto em Portugal como na comunidade lusófona da Forbes, através do portal sapo.pt e da secção de economia em https://www.sapo.pt/noticias/economia.

A Forbes Portugal, desde o seu lançamento em 2015, destaca protagonistas e inovações no tecido empresarial português, enquanto a Forbes África Lusófona, criada em 2021, faz a cobertura da atividade económica em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial.

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Coacionista da Nova Expressão ganha conta de meios da Spectrum por €728 milhões

A Horizon Media, agência da rede internacional de agências de media independentes Local Planet, conquistou a conta do operador de telecomunicações Spectrum, por um valor de 800 milhões de dólares

A Horizon Media, coacionista da Nova Expressão, conquista a conta de meios do operador de telecomunicações norte-americano Spectrum, pelo valor de 800 milhões de dólares (€728 milhões).

A Spectrum é o operador de telecomunicações e de televisão por subscrição com maior crescimento dos Estados Unidos. A empresa opera em 41 estados, conta com cerca de 31,5 milhões de clientes e alcançou uma faturação de 55 mil milhões de dólares (€50 mil milhões) em 2024.

“A expetativa da Nova Expressão, bem como de toda a rede de agências da Local Planet com esta notícia, é enorme, tendo em conta o desafio que representa esta conquista e a consequente transferência de tecnologia de que todos irão beneficiar”, sublinha a agência de meios portuguesa em comunicado de imprensa.

A Horizon Media, que integra a rede internacional de agências de media independentes Local Planet, é proprietária da plataforma de dados Blu, capaz de gerar e de otimizar campanhas de meios altamente personalizadas com base em informações do consumidor obtidas em tempo real. A ferramenta está a ser integrada noutras agências da Local Planet, incluindo a Nova Expressão.

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Hugo Veiga no júri de Titanium do Cannes Lions

O criativo, que conta com cerca de 60 Leões do Festival Internacional de Criatividade de Cannes, vai avaliar projetos que se destaquem pela natureza revolucionária

Hugo Veiga, cofundador e diretor criativo executivo global da AKQA, integra o júri dos Titanium Lions do Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions. O profissional, que regressa a Portugal em fevereiro para liderar a criatividade global da agência do grupo WPP, avalia projetos que se destacam pela sua natureza revolucionária.

“Os Titanium Lions celebram a criatividade revolucionária. O trabalho deve abrir novos caminhos na comunicação de marcas, com um caráter provocador, inovador e inspirador, que marque uma nova direção para a indústria e a faça progredir”, refere a organização do Cannes Lions na página oficial do festival, que terá lugar entre 16 e 20 de junho de 2025.

No currículo, Hugo Veiga conta com cerca de 60 Leões do Festival Internacional de Criatividade de Cannes, entre os quais se destacam 25 Ouros e quatro Grandes Prémios, com as campanhas ‘Dove Real Beauty Sketches’, ‘Nike Air Max Graffiti Stores’, ‘Bluesman’ e ‘Nike Never Done Evolving feat. Serena’. O criativo, natural do Porto, é distinguido como o melhor redator do ano no Cannes Lions 2013.

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Meta faz ‘lobbying’ para evitar julgamento sobre abuso de posição dominante

A empresa de Mark Zuckerberg (na foto) defende que as aquisições têm sido benéficas para os consumidores, e que o processo é fundamentado numa visão restrita do setor das redes sociais

Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta Platforms, está a pressionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que este promova um acordo que impeça o arranque do julgamento na Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos, previsto para 14 de abril, e no qual a Meta será julgada por abuso de posição dominante no mercado das redes sociais pessoais, noticia o The Wall Street Journal.

“Reunimo-nos regularmente com os decisores políticos para discutir questões que afetam a competitividade, a segurança nacional e o crescimento económico do país”, esclarece um porta-voz da Meta à Reuters.

A FTC tem estado na linha da frente de uma intervenção contra as grandes empresas de tecnologia que começa durante o primeiro mandato de Donald Trump e continua durante a presidência de Joe Biden. Os deputados democratas dos Estados Unidos têm questionado o compromisso do atual presidente em dar continuidade aos processos.

O presidente da FTC, Andrew Ferguson, declara que pretende prosseguir com os processos da comissão contra a Meta. A FTC processa a empresa liderada por Mark Zuckerberg em 2020, durante o primeiro mandato de Donald Trump, com o argumento de que a empresa terá atuado ilegalmente para manter um monopólio sobre as redes sociais.

“A Meta, então conhecida por Facebook, pagou mais pelo Instagram em 2012 e pelo WhatsApp em 2014 para eliminar ameaças emergentes em vez de competir por conta própria no ecossistema dos dispositivos móveis”, sustenta um porta-voz da FTC, citado no The Wall Street Journal.

A empresa sediada na Califórnia defende que as aquisições têm sido benéficas para a concorrência e para os consumidores e que o processo da FTC é fundamentado numa visão restrita do setor das redes sociais, não contemplando a concorrência proveniente do TikTok da ByteDance, do YouTube da Google, do X de Elon Musk e do LinkedIn da Microsoft.

Os reguladores da concorrência da FTC e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos têm a decorrer cinco ações judiciais contra as grandes empresas tecnológicas. A Amazon e a Apple estão a ser processadas e a Google, da Alphabet, enfrenta dois processos, incluindo um em que o juiz concluiu que a empresa terá impedido ilegalmente a concorrência no setor dos motores de busca.

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Francisca Ponce da Silva e Sousa reforça realizadores da Hand

“Com entusiasmo, abracei esta nova parceria, acreditando que me permitirá dar asas à imaginação e contribuir de forma criativa para a indústria do meu país”, refere a realizadora (na foto) que aposta no mercado publicitário

Francisca Ponce da Silva e Sousa reforça a equipa de realizadores da Hand, agência criativa e produtora audiovisual. Licenciada em arte e multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, inicia a carreira como operadora de câmara e editora em projetos independentes, evoluindo depois para a realização e edição de videoclipes para plataformas de música e bandas independentes.

“A Hand tem sido uma grande impulsionadora do meu trabalho, confiando na minha visão e identidade enquanto realizadora. Tem sido uma verdadeira ‘mão’ no mercado publicitário. Com entusiasmo, abracei esta nova parceria, acreditando que me permitirá dar asas à imaginação e contribuir de forma criativa para a indústria do meu país”, explica a nova realizadora da Hand.

Francisca Ponce da Silva e Sousa ganha visibilidade na realização de curtas-metragens experimentais e filmes de moda, trabalhando também como assistente de realização com cineastas nacionais e internacionais. Recentemente, aposta na realização comercial, primeiro em Portugal e depois no México, onde continua a explorar novas formas de contar histórias.

“Pela sua energia, pelo seu lado artístico, esteta e sensorial, pelas formas de texturas disruptivas que utiliza, pelos experimentalismos que faz e pelo modo como encara a sonorização, a Francisca Ponce da Silva e Sousa é a ‘mão’ certa para complementar a nossa oferta de realizadores”, afirma ao M&P Gonçalo Morais Leitão, fundador da Hand.

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WPP investe em gestão de dados e IA com aquisição da InfoSum

O WPP sublinha que a aquisição da InfoSum faz parte de um plano contínuo para deixar de se basear em gráficos de identificação, que ligam o email, o telefone, os cookies e outras fontes de dados para criar perfis de clientes de que as marcas podem tirar partido

O WPP adquire a InfoSum, empresa britânica de tecnologia e gestão de dados, para complementar o portefólio de ativos focados em dados, que pretende combinar com inteligência artificial (IA) para ajudar os clientes a alcançar os consumidores com maior eficácia.
A empresa, que conta com 65 colaboradores, foi avaliada em cerca de 300 milhões de dólares (€269,9 milhões) em 2021 e passa a estar sob a alçada do GroupM.

Nos termos do acordo, cujo valor não é adiantado, a InfoSum mantém a denominação e a estrutura atuais, e continuará a trabalhar com outras ‘holdings’. Brian Lesser, CEO do GroupM, salienta que a aquisição permite ao WPP disponibilizar uma solução de dados completa aos clientes, integrada no grupo.

“A integração direta da rede global de dados da InfoSum permite aos nossos clientes criar ainda mais valor a partir dos seus dados primários e permite-nos treinar os modelos de IA dos clientes com base na maior quantidade de dados e locais, a uma escala e velocidade sem precedentes”, esclarece Brian Lesser, em comunicado de imprensa.

Esta aquisição é a mais recente de uma corrida aos dados entre as principais ‘holdings’ de publicidade. Em março, o Publicis Groupe adquire a Lotame, plataforma norte-americana de gestão de dados, numa aposta que Arthur Sadoun, CEO do Publicis Groupe, considera fundamental para reforçar a capacidade da empresa de identificar e atingir os consumidores a nível mundial.

O WPP sublinha que a aquisição da InfoSum faz parte de um plano contínuo para deixar de se basear em gráficos de identificação, que ligam o ’email’, o telefone, os ‘cookies’ e outras fontes de dados para criar perfis de clientes de que as marcas podem tirar partido. Mark Read, CEO do WPP, revela que o grupo está a adotar um modelo de aprendizagem mais integrado, que se concentra em manter os dados dos consumidores anónimos e num único local, sem deixar de fornecer ‘insights’ sobre os consumidores.

Além das capacidades de proteção da privacidade, a InfoSum também tem acesso a dados provenientes de grandes plataformas de consumo, como o Channel 4, a DirecTV, a ITV, a Netflix, a News Corp e a Samsung Ads, de grandes retalhistas e de 5 mil milhões de pontos de contacto, através de parceiros como a Circana, a Experian, a Dynata, a NCSolutions e a TransUnion. Estes dados vão ser combinados com a atual base de dados do WPP para potenciar o WPP Open, a solução de IA integrada do grupo.

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Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto (na foto) tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual”, esclarece o grupo Newsplex

Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i, substituindo Vítor Rainho, que ocupou o cargo de diretor interino das duas publicações nos últimos meses e que se mantém no sol como jornalista. Nuno Tiago Pinto, que foi diretor da revista Sábado entre setembro de 2022 e janeiro de 2025, inicia funções a 2 de abril.

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual. Com uma trajetória notável na revista Sábado, onde foi responsável pela estratégia editorial, o novo diretor assume o compromisso de levar o Sol e o i a uma nova fase de crescimento, respeitando sempre os princípios da independência, rigor e imparcialidade”, informa o grupo Newsplex, dono dos dois títulos em comunicado de imprensa.

Com formação em jornalismo e em relações internacionais, Nuno Tiago Pinto iniciou a carreira como jornalista na SIC Notícias, em 2002, transitando depois para O Independente, chegando a editor em 2005. Na Sábado, onde entra em dezembro de 2005, foi jornalista, editor, editor executivo e chefe de redação, antes de ser promovido a diretor.

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