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Modelos (de negócio) à escolha

O fim do 24Horas e do Global Notícias, oficializado esta semana, tornou mais evidente o estado de crise com que o sector de media nacional, em particular a imprensa, se tem vindo a debater.

Ana Marcela
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O fim do 24Horas e do Global Notícias, oficializado esta semana, tornou mais evidente o estado de crise com que o sector de media nacional, em particular a imprensa, se tem vindo a debater.

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Media

O fim do 24Horas e do Global Notícias, oficializado esta semana, tornou mais evidente o estado de crise com que o sector de media nacional, em particular a imprensa, se tem vindo a debater. Os motivos não serão só conjunturais, mas a Controlinveste justificou o encerramento dos dois títulos com a necessidade de reduzir custos, num momento em que “as receitas publicitárias e de circulação paga sofrem decréscimos crescentes e sucessivos, sem sinais de qualquer recuperação”, surgindo a decisão, enquadra o grupo de Joaquim Oliveira, num momento em que o mercado de imprensa atravessa uma “notória” e “profunda alteração estrutural” que exige “às empresas editoras de publicações decisões estratégicas que conduzam a novos modelos de negócio e viabilizem as organizações que os suportam”.

Encerramento de projectos, declarações de falência de gigantes editoriais, migração acelerada para ambiente digital de jornais com vista a diminuir os seus custos de operação (embora sem grandes certezas sobre se as receitas online geradas serão suficientes para suportar as estruturas) são algumas das faces visíveis do actual momento que a indústria de media atravessa a nível mundial e que tem levado os mais pessimistas a temer pelo futuro da própria democracia. Afinal, se os jornais não conseguem encontrar um modelo que garanta a sua sobrevivência financeira, dificilmente poderão exercer o papel que lhes está reservado de watch-dog do sistema. Nos Estados Unidos esta percepção – e que não é de hoje – já levou à criação de movimentos de organizações não governamentais de defesa da imprensa, como é o caso do Free Press, organismo privado fundado em 2002 por Robert W. McChesney, John Nichols e Josh Silver, actualmente com mais de meio milhão de activistas que defendem reformas no sector de media neste mercado. E, no topo da agenda, está encontrar novas fórmulas de financiamento para os projectos de media que vão para além dos tradicionais anúncios de publicidade.

Os (não tão) novos modelos emergentes

Criação de fundações, o estabelecimento de políticas de mecenato, ‘crowd financing’ de conteúdos ou até sinergias entre grupos concorrentes são algumas das formas de financiamento alternativas que têm vindo a ser experimentadas, com maior ou menor sucesso (ver caixa) e os grupos de media nacionais não estão alheios a estas movimentações. No Público, adiantava recentemente, em declarações ao M&P, Miguel Gaspar, director-adjunto do diário da Sonaecom, o título tem vindo a levar a cabo uma série de reportagens sobre biodiversidade sob o mecenato do BES. “Os jornais são bens de interesse público. Acredito que as fundações são uma forma da sociedade civil apoiar os jornais”, dizia o responsável do jornal. “Há uma dimensão de mecenato que pode funcionar como um reflexo do interesse público do jornalismo”, argumentava. Já no grupo Controlinveste os chamados conteúdos patrocinados irão ganhar espaço nos meios de imprensa da holding que apresenta publicações como o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias, O Jogo, a Volta ao Mundo ou a Evasões. Paulo Baldaia e Arsénio Reis, director e director-adjunto da TSF, vão assumir na Controlinveste a liderança de uma área de negócio de conferências e de produtos editoriais patrocinados, replicando o modelo que já vinha a ser desenvolvido na estação da holding, explicou Paulo Baldaia. A ideia é criar produtos “que tenham interesse editorial” e que respondam às necessidades de comunicação das marcas.

A Cofina não mostra muito interesse em entrar neste campo. “Existem já diversas iniciativas em Portugal nesse sentido, embora no caso da Cofina essa não seja uma prática existente”, limita-se a responder Luís Santana, administrador da holding, quando questionado sobre se o grupo pretendia entrar na área de conteúdos patrocinados ou de mecenato. Na Impresa, estas opções não são propriamente estranhas, como refere José Carlos Lourenço. “A Impresa tem uma larga tradição de produção editorial associada a temáticas patrocinadas por parceiros qualificados, sendo que esse pioneirismo e longevidade se devem ao interesse e confiança que os leitores depositam na nossa independência editorial, na relevância e qualidade dos conteúdos e parceiros seleccionados”, comenta o administrador-executivo da Impresa Publishing. Efectivamente, e refira-se a título de exemplo, no Expresso as páginas de cultura da Atual chegaram a ter o patrocínio do Millennium bcp ou na Única os conteúdos denominados Boas Acções foram patrocinados pelo Banif. E, ao que parece, o grupo quer desenvolver ainda mais esta estratégia de diversificação de receitas, tendo em Junho anunciado a criação de uma área de novos negócios visando dar “resposta a uma cada vez maior sofisticação na abordagem de propostas de comunicação para os anunciantes das marcas da área de imprensa do grupo Impresa”, como se podia ler no comunicado enviado às redacções. José Carlos Lourenço não revela muito da estratégia do grupo quando questionado sobre, ao certo, o que irá emergir desta nova unidade liderada por Martim Avillez Figueiredo. “Sendo pioneiros, com o reforço da equipa pretendemos manter e aprofundar a liderança clara num domínio onde o mercado nos reconhece numa posição e com um trabalho realizado ímpar”, diz apenas o administrador-executivo da Impresa Publishing. “Os projectos vão continuar a surgir, existindo já vários em fase de elaboração. Mas não queremos para já antecipar as nossas ideias”, justifica.

Já no I a criação da área de Projectos Especiais foi a forma como o diário assumiu a estratégia de conteúdos patrocinados. Sob a chancela Powered by o diário da Lena Comunicação tem vindo a produzir diversos conteúdos patrocinados por marcas como a Zon, a Fox ou a EDP e que marcam presença com alguma regularidade (veja-se o caso da Fox na área de programação televisiva) nas páginas do jornal.

Os ‘perigos’ dos patrocínios e do mecenas

Mas este tipo de aposta da parte dos media não poderá suscitar dúvidas junto dos leitores relativamente à independência editorial dos conteúdos em questão, bem como sobre os presentes nas restantes páginas dos títulos, repercutindo-se na credibilidade das publicações? Afinal, quem ‘paga’ pode ter vontade de determinar o teor dos conteúdos em questão. Miguel Gaspar admitia que em teoria poderia “haver tentações”, mas que a garantia de independência dos conteúdos, em última análise, é que traz maiores benefícios tanto para o mecenas como para a marca jornalística. Paulo Baldaia também assegurava que os futuros conteúdos patrocinados serão claramente identificados perante os leitores, sendo a relação de “total transparência”, e os conteúdos produzidos por jornalistas com “total liberdade editorial”.

“São questões pertinentes e que devem ser analisadas por quem é detentor das marcas. No caso da Cofina, a independência editorial é uma condição essencial para o sucesso do nosso negócio e da qual não abdicamos em momento algum”, afirma Luís Santana, quando questionado sobre este tema. “Essa é definitivamente uma questão essencial”, refere, por seu turno, José Carlos Lourenço. “No caso do portfólio de marcas da Impresa Publishing, a confiança que granjeámos junto dos nossos leitores e do mercado publicitário resulta exactamente da liberdade editorial de que gozam as nossas redacções, o que no fim do dia torna ainda mais valiosos os projectos em que nos envolvemos. Nunca trabalharíamos conteúdos desta natureza que pudessem, por algum motivo, prejudicar a liberdade editorial de cada uma das redacções”, garante.

Financiamentos alternativos, sim. Distorções de mercado, não

O administrador-executivo da Impresa Publishing também não se mostra particularmente entusiasmado com fórmulas de financiamento por via da criação de fundações – cujo exemplo mais emblemático é o inglês The Guardian – ou de doações de privados para a realização de trabalhos de investigação de índole jornalística ou até de colaborações entre órgãos de comunicação social concorrentes, exemplos que têm vindo a acontecer com alguma regularidade no mercado externo. “Somos um grupo de media que em todas as plataformas se afirma como um operador de mercado, e isso não é excepção na área de publishing”, começa por frisar José Carlos Lourenço, alertando para os potenciais efeitos negativos no mercado que estas estratégias possam vir a ter. “Defendemos que as regras devem ser idênticas para todos, claras e transparentes, e somos contra todo e qualquer tipo de distorção que provoque situações artificiais – estas sim muito nocivas para a vitalidade dos negócios de quem se esforça para manter as suas operações saudáveis e competitivas”, continua. “Não somos contra outras soluções ou modelos de negócio, desde que os mesmos sejam transparentes e não ponham em causa, de forma directa ou indirecta, a liberdade de imprensa enquanto esteio fundamental do Estado de Direito”, clarifica o responsável. Uma posição partilhada pelo grupo Cofina, a avaliar pelas palavras de Luís Santana. “O desenvolvimento de qualquer negócio deve ter em conta a geração de valor para todos os stakeholders”, começa por referir o administrador da Cofina. Neste sentido, clarifica, “para que as regras da concorrência não sejam deturpadas, deve haver no sector dos media a preocupação com a rentabilidade, independentemente dos actores serem empresas ou fundações”. Mais, frisa, “não acreditamos em donativos a fundo perdido, pois podem ter efeitos perniciosos”.

Luís Santana parece acreditar em formas mais tradicionais de obtenção de receitas, como é o caso das conferências. O grupo tem desde o início do ano uma nova área de negócio dirigida à organização deste tipo de iniciativas. Liderada por Miguel Abalroado, antigo administrador da Económica (editora que há muito desenvolve este trabalho), a unidade apresentou este mês as duas primeiras iniciativas, ambas sob a chancela da marca Jornal de Negócios: uma business roundtable com empresários brasileiros e portugueses e um business breakfast com Zeinal Bava, em plena disputa entre a PT e a Telefónica em relação à brasileira Vivo. A Cofina juntou-se assim a outros players a operar no mercado neste sector, como é o caso da Económica, mas também da Impresa, que em Outubro do ano passado nomeou Nicolau Santos para a direcção editorial desta área de negócio. Mais recentemente a Controlinveste anunciou o seu interesse em entrar neste sector, sendo que o objectivo, adiantava Paulo Baldaia em declarações recentes ao M&P, é preparar este ano o terreno para que “2011 seja o ano de arranque a sério desta área no grupo”. Face a esta ‘corrida’ dos grupos às conferências, Luís Santana não se mostra preocupado. “Esta é uma área complementar onde identificámos oportunidades de crescimento, apesar de já existirem várias empresas no mercado O segredo para o sucesso está em ser inovador e fazer as coisas de modo diferente, maximizando o valor para os nossos clientes”, argumenta o responsável da Cofina. José Carlos Lourenço mostra-se igualmente confiante. “Acreditamos que a nossa abordagem, suportada no prestígio das nossas marcas e na inovação dos nossos conceitos, nos permitirá, independentemente da chegada de outros players, desenvolver de forma relevante os nossos projectos neste domínio.”

– Novos (ou nem por isso) modelos de financiamento

Crowd funding

Modelo de negócio experimental em que a audiência faz pagamentos directos a jornalistas para custear a escrita ou investigação de uma determinada história. Nos Estados Unidos existe o Spot.us, um projecto fundado e dirigido por David Cohon, sem fins lucrativos financiado por diversas organizações, entre as quais a Knight Foundation, e que visa angariar junto do público financiamento para o desenvolvimento de certas histórias que depois são publicados noutros media, sendo os doadores reembolsados. The New York Times, Oakland Tribune, San Francisco Magazine são alguns dos meios que já publicaram matérias produzidas por esta via.

Fundações, doações, mecenato

O modelo de financiamento através de Fundações não é propriamente uma novidade. O The Guardian (propriedade do Scott Trust), o St. Peterburg Times (do Poynter Institute, que detém acções na Times Publishing Company) ou o Christian Science Monitor são exemplos há muito existentes de projectos que têm na sua base uma fundação sem fins lucrativos. Os defensores deste tipo de abordagem argumentam que sem a pressão dos lucros, os meios podem dedicar-se ao jornalismo ‘a sério’. Contudo, coloca-se o desafio de fazer a passagem dos meios que se assumem como estruturas puramente comerciais para organizações sem fins lucrativos, já para não dizer que arranjar financiadores/mecenas também não é uma tarefa fácil em tempos de crise. Além disso, relembram os não aficionados, nem o facto de ter uma fundação impede que os meios não sofram o impacto das forças de mercado, como provam os despedimentos no The Guardian, ocorridos em 2008 e 2009. A isto juntam-se os receios de que os mecenas/financiadores possam de alguma forma determinar o rumo dos conteúdos jornalísticos que venham a ser produzidos.

Jornalismo colaborativo

Pode assumir diversas formas: redacções a colaborar entre si (do mesmo grupo ou concorrentes) ou com o público. No New York Observer (NYO) esta estratégia foi já experimentada. “Com a ajuda do Nation Institute abordámos uma investigação de dinheiro do Bloomberg em offshores. Trabalhei durante 10 anos no Wall Street Journal e a ideia de sucesso era ‘bater’ os outros, mas não penso que nenhum de nós se possa dar a esse luxo. E talvez para os leitores não seja assim tão importante. Gastar X dólares para dar a história duas horas antes dos outros valerá mesmo a pena?”, questiona Kyle Pope, editor do NYO, citado em MediaShift/ Knight Project Idea Lab. Custos mais reduzidos, alcançar novas audiências, que também podem ser colaboradores nesse projecto, são alguns dos argumentos a favor esta forma de financiamento.

Micro-pagamentos e suas alternativas

O tema está em cima da mesa, mas tirando Rupert Murdoch, que já avisou que irá avançar com esta estratégia em larga escala nos meios da News Corp., não há nenhum grande grupo de media que tenha implementado uma política de cobrança de conteúdos online em larga escala. David Carr, colunista do The New York Times, é um dos defensores de uma lógica que classifica de modelo iTunes para o jornalismo, sendo que a ideia é através de mecanismos como o PayPal ou E-Z Pass permitir a compra por impulso de jornais, revistas, artigos, vídeos ou qualquer conteúdo por um determinado valor pré-definido. Outros argumentam com uma política de pacote por subscrição, e outros ainda defendem estratégias de ‘pague o que quiser’ (EmanciPay, defendido pelo bloguer e editor do Linux Journal, Doc Searls). Mas há quem receie a fuga de receitas da publicidade online com a implementação de barreiras de acesso aos conteúdos e a falta de receptividade do público em pagar por um conteúdo até aqui gratuito.

Fonte: Save the News.org (Save the Press) e MediaShift

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Manuel Luís Goucha junta-se ao Lidl para celebrar a Páscoa

A marca conta com a experiência do apresentador da TVI, enquanto embaixador Deluxe, para promover a gama ‘premium’ do Lidl

O Lidl volta a unir-se a Manuel Luís Goucha para promover a gama Deluxe. Os vídeos da nova campanha para a Páscoa, sob o mote ‘Como o Manuel Luís Gosta’, estão disponíveis no canal de YouTube do Lidl Portugal e mostram o apresentador da TVI a explorar os sabores da gama Deluxe.

A marca conta com a experiência do apresentador da TVI, enquanto embaixador Deluxe, para promover a gama ‘premium’ do Lidl a preços acessíveis. A parceria entre o Lidl e Manuel Luís Goucha prolonga-se ao longo do ano e está presente em publicidade exterior, nas páginas Deluxe dos folhetos do Lidl Portugal e nas redes sociais Facebook e Instagram do apresentador, onde os seguidores vão poder acompanhar sugestões de produtos da Deluxe.

 

 

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Max lança plano com anúncios em Portugal

A equipa da Warner Bros. Discovery e a Sapo Sales House são responsáveis ​​pela comercialização da publicidade da Max em Portugal, que conta com anúncios ‘pre-roll’ e ‘mid-roll’, formatos de publicidade personalizados e opções de segmentação para as marcas

A Max vai lançar o novo plano de subscrição ‘Basic com anúncios’, em Portugal a partir de 8 de Abril com o custo de €5,99 por mês ou €59,90 por ano. Os subscritores do novo plano passam a estar sujeitos a ver publicidade antes e enquanto o conteúdo escolhido estiver a ser exibido, com a empresa a referir que se pode contar com “formatos de publicidade personalizados e uma variedade de opções de segmentação para criar um máximo impacto”.

“Temos o prazer de enriquecer o nosso serviço de streaming Max e lançar em Portugal uma nova forma de o público subscrever o serviço e aceder a centenas de títulos ​​que fazem parte do nosso grupo. Estamos conscientes de que os investidores querem divulgar as suas mensagens através de meios fiáveis, sólidos e com um posicionamento claro e diferenciado no mercado”, revela Alessandro Araimo, vice-presidente executivo e diretor-geral da Warner Bros. Discovery Iberia e Itália, em comunicado de imprensa.

A equipa de vendas local da Warner Bros. Discovery e a Sapo Sales House, empresa de media que comercializa anúncios digitais em Portugal, vão ser responsáveis ​​pela comercialização da publicidade da Max em Portugal, que vai contar com anúncios ‘pre-roll’ e ‘mid-roll’, formatos de publicidade personalizados e opções de segmentação para as marcas.

Além da Max, a Disney+ e a SkyShowtime também já dispõem de subscrições com publicidade em Portugal e oferecem propostas semelhantes. Além do plano ‘Basic com Anúncios’, que passa a estar disponível em 14 países europeus, os assinantes da Max podem escolher ainda os planos ‘Standard’, com o valor de €9,99 mensais e €99,90 anuais, e ‘Premium’, com o preço de €13,99 mensais e €139,90.

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Amorim e Rockwell promovem cortiça em Milão

A Casa Cork by David Rockwell (na foto) vai estar presente na Milan Design Week, entre 8 e 13 de abril, para mostrar como a cortiça pode ser integrada de forma sustentável e criativa em projetos de arquitetura e ‘design’

A Corticeira Amorim vai estar presente na Milan Design Week 2025, em Itália, entre os dias 8 e 13, numa parceria estratégica com o Rockwell Group, grupo internacional de arquitetura e design. A colaboração concretiza-se através da exposição imersiva Casa Cork, concebida por David Rockwell.

A participação no evento promocional é desenvolvida no âmbito do Cork Collective, programa de sustentabilidade centrado na recolha e na reciclagem de rolhas nos Estados Unidos, fundado pela Corticeira Amorim com outros parceiros, com o objetivo de reduzir o desperdício e promover a economia circular.

“Através da promoção de campanhas de recolha e reciclagem de rolhas a nível internacional, temos procurado transformar a perceção do público, informando e sensibilizando para que reconheçam que uma rolha de cortiça não é um resíduo. Pelo contrário, é uma matéria-prima natural, que pode ganhar uma nova vida, ser transformada em novas e diversas aplicações”, explica António Rios de Amorim, presidente e CEO da Corticeira Amorim, citado em comunicado de imprensa.

A Casa Cork by David Rockwell dá a oportunidade aos visitantes de conhecerem a fundo o mundo da cortiça através de uma experiência interativa, da participação em workshops e de uma mostra de produtos inovadores e de designers internacionais, que destacam a versatilidade da cortiça.

“Na Casa Cork, a comunidade do design terá oportunidade de ouvir a reflexão e o testemunho de alguns dos mais destacados criativos que que trabalham na vanguarda do design sustentável”, salienta David Rockwell, fundador e presidente do Rockwell Group, citado no documento.

O espaço expositivo será também usado para a apresentação dos seis projetos vencedores do concurso de design para Estudantes, desenvolvido pelo Cork Collective com o apoio da Amorim Cork Solutions e da Amorim Cork Itália, envolvendo estudantes do Politecnico di Milano e da da Parsons School of Design, de Nova Iorque.

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Forbes Portugal e Forbes África Lusófona estreiam-se no Sapo

“A integração destes conteúdos no universo do Sapo reflete um compromisso conjunto com a diversidade e a qualidade da informação”, refere a Media Nove

Os artigos da Forbes Portugal e Forbes África Lusófona, revistas da Media Nove, passam a fazer parte do universo dos conteúdos do Sapo, portal nacional de agregação, produção e curadoria de conteúdos e ativos digitais, reforçando o acesso a informação nas áreas da economia, negócios e empreendedorismo, em Portugal e nos países africanos de língua oficial portuguesa.

“A integração destes conteúdos no universo do Sapo reflete um compromisso conjunto com a diversidade e a qualidade da informação, proporcionando aos leitores uma visão mais abrangente e crítica sobre os mercados e a economia lusófonos”, refere a Media Nove em comunicado de imprensa.

A partir de agora, os utilizadores do Sapo terão acesso direto a artigos, análises especializadas, entrevistas exclusivas e reportagens sobre líderes, empresas e tendências de mercado, tanto em Portugal como na comunidade lusófona da Forbes, através do portal sapo.pt e da secção de economia em https://www.sapo.pt/noticias/economia.

A Forbes Portugal, desde o seu lançamento em 2015, destaca protagonistas e inovações no tecido empresarial português, enquanto a Forbes África Lusófona, criada em 2021, faz a cobertura da atividade económica em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial.

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Coacionista da Nova Expressão ganha conta de meios da Spectrum por €728 milhões

A Horizon Media, agência da rede internacional de agências de media independentes Local Planet, conquistou a conta do operador de telecomunicações Spectrum, por um valor de 800 milhões de dólares

A Horizon Media, coacionista da Nova Expressão, conquista a conta de meios do operador de telecomunicações norte-americano Spectrum, pelo valor de 800 milhões de dólares (€728 milhões).

A Spectrum é o operador de telecomunicações e de televisão por subscrição com maior crescimento dos Estados Unidos. A empresa opera em 41 estados, conta com cerca de 31,5 milhões de clientes e alcançou uma faturação de 55 mil milhões de dólares (€50 mil milhões) em 2024.

“A expetativa da Nova Expressão, bem como de toda a rede de agências da Local Planet com esta notícia, é enorme, tendo em conta o desafio que representa esta conquista e a consequente transferência de tecnologia de que todos irão beneficiar”, sublinha a agência de meios portuguesa em comunicado de imprensa.

A Horizon Media, que integra a rede internacional de agências de media independentes Local Planet, é proprietária da plataforma de dados Blu, capaz de gerar e de otimizar campanhas de meios altamente personalizadas com base em informações do consumidor obtidas em tempo real. A ferramenta está a ser integrada noutras agências da Local Planet, incluindo a Nova Expressão.

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Hugo Veiga no júri de Titanium do Cannes Lions

O criativo, que conta com cerca de 60 Leões do Festival Internacional de Criatividade de Cannes, vai avaliar projetos que se destaquem pela natureza revolucionária

Hugo Veiga, cofundador e diretor criativo executivo global da AKQA, integra o júri dos Titanium Lions do Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions. O profissional, que regressa a Portugal em fevereiro para liderar a criatividade global da agência do grupo WPP, avalia projetos que se destacam pela sua natureza revolucionária.

“Os Titanium Lions celebram a criatividade revolucionária. O trabalho deve abrir novos caminhos na comunicação de marcas, com um caráter provocador, inovador e inspirador, que marque uma nova direção para a indústria e a faça progredir”, refere a organização do Cannes Lions na página oficial do festival, que terá lugar entre 16 e 20 de junho de 2025.

No currículo, Hugo Veiga conta com cerca de 60 Leões do Festival Internacional de Criatividade de Cannes, entre os quais se destacam 25 Ouros e quatro Grandes Prémios, com as campanhas ‘Dove Real Beauty Sketches’, ‘Nike Air Max Graffiti Stores’, ‘Bluesman’ e ‘Nike Never Done Evolving feat. Serena’. O criativo, natural do Porto, é distinguido como o melhor redator do ano no Cannes Lions 2013.

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Meta faz ‘lobbying’ para evitar julgamento sobre abuso de posição dominante

A empresa de Mark Zuckerberg (na foto) defende que as aquisições têm sido benéficas para os consumidores, e que o processo é fundamentado numa visão restrita do setor das redes sociais

Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta Platforms, está a pressionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que este promova um acordo que impeça o arranque do julgamento na Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos, previsto para 14 de abril, e no qual a Meta será julgada por abuso de posição dominante no mercado das redes sociais pessoais, noticia o The Wall Street Journal.

“Reunimo-nos regularmente com os decisores políticos para discutir questões que afetam a competitividade, a segurança nacional e o crescimento económico do país”, esclarece um porta-voz da Meta à Reuters.

A FTC tem estado na linha da frente de uma intervenção contra as grandes empresas de tecnologia que começa durante o primeiro mandato de Donald Trump e continua durante a presidência de Joe Biden. Os deputados democratas dos Estados Unidos têm questionado o compromisso do atual presidente em dar continuidade aos processos.

O presidente da FTC, Andrew Ferguson, declara que pretende prosseguir com os processos da comissão contra a Meta. A FTC processa a empresa liderada por Mark Zuckerberg em 2020, durante o primeiro mandato de Donald Trump, com o argumento de que a empresa terá atuado ilegalmente para manter um monopólio sobre as redes sociais.

“A Meta, então conhecida por Facebook, pagou mais pelo Instagram em 2012 e pelo WhatsApp em 2014 para eliminar ameaças emergentes em vez de competir por conta própria no ecossistema dos dispositivos móveis”, sustenta um porta-voz da FTC, citado no The Wall Street Journal.

A empresa sediada na Califórnia defende que as aquisições têm sido benéficas para a concorrência e para os consumidores e que o processo da FTC é fundamentado numa visão restrita do setor das redes sociais, não contemplando a concorrência proveniente do TikTok da ByteDance, do YouTube da Google, do X de Elon Musk e do LinkedIn da Microsoft.

Os reguladores da concorrência da FTC e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos têm a decorrer cinco ações judiciais contra as grandes empresas tecnológicas. A Amazon e a Apple estão a ser processadas e a Google, da Alphabet, enfrenta dois processos, incluindo um em que o juiz concluiu que a empresa terá impedido ilegalmente a concorrência no setor dos motores de busca.

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Francisca Ponce da Silva e Sousa reforça realizadores da Hand

“Com entusiasmo, abracei esta nova parceria, acreditando que me permitirá dar asas à imaginação e contribuir de forma criativa para a indústria do meu país”, refere a realizadora (na foto) que aposta no mercado publicitário

Francisca Ponce da Silva e Sousa reforça a equipa de realizadores da Hand, agência criativa e produtora audiovisual. Licenciada em arte e multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, inicia a carreira como operadora de câmara e editora em projetos independentes, evoluindo depois para a realização e edição de videoclipes para plataformas de música e bandas independentes.

“A Hand tem sido uma grande impulsionadora do meu trabalho, confiando na minha visão e identidade enquanto realizadora. Tem sido uma verdadeira ‘mão’ no mercado publicitário. Com entusiasmo, abracei esta nova parceria, acreditando que me permitirá dar asas à imaginação e contribuir de forma criativa para a indústria do meu país”, explica a nova realizadora da Hand.

Francisca Ponce da Silva e Sousa ganha visibilidade na realização de curtas-metragens experimentais e filmes de moda, trabalhando também como assistente de realização com cineastas nacionais e internacionais. Recentemente, aposta na realização comercial, primeiro em Portugal e depois no México, onde continua a explorar novas formas de contar histórias.

“Pela sua energia, pelo seu lado artístico, esteta e sensorial, pelas formas de texturas disruptivas que utiliza, pelos experimentalismos que faz e pelo modo como encara a sonorização, a Francisca Ponce da Silva e Sousa é a ‘mão’ certa para complementar a nossa oferta de realizadores”, afirma ao M&P Gonçalo Morais Leitão, fundador da Hand.

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WPP investe em gestão de dados e IA com aquisição da InfoSum

O WPP sublinha que a aquisição da InfoSum faz parte de um plano contínuo para deixar de se basear em gráficos de identificação, que ligam o email, o telefone, os cookies e outras fontes de dados para criar perfis de clientes de que as marcas podem tirar partido

O WPP adquire a InfoSum, empresa britânica de tecnologia e gestão de dados, para complementar o portefólio de ativos focados em dados, que pretende combinar com inteligência artificial (IA) para ajudar os clientes a alcançar os consumidores com maior eficácia.
A empresa, que conta com 65 colaboradores, foi avaliada em cerca de 300 milhões de dólares (€269,9 milhões) em 2021 e passa a estar sob a alçada do GroupM.

Nos termos do acordo, cujo valor não é adiantado, a InfoSum mantém a denominação e a estrutura atuais, e continuará a trabalhar com outras ‘holdings’. Brian Lesser, CEO do GroupM, salienta que a aquisição permite ao WPP disponibilizar uma solução de dados completa aos clientes, integrada no grupo.

“A integração direta da rede global de dados da InfoSum permite aos nossos clientes criar ainda mais valor a partir dos seus dados primários e permite-nos treinar os modelos de IA dos clientes com base na maior quantidade de dados e locais, a uma escala e velocidade sem precedentes”, esclarece Brian Lesser, em comunicado de imprensa.

Esta aquisição é a mais recente de uma corrida aos dados entre as principais ‘holdings’ de publicidade. Em março, o Publicis Groupe adquire a Lotame, plataforma norte-americana de gestão de dados, numa aposta que Arthur Sadoun, CEO do Publicis Groupe, considera fundamental para reforçar a capacidade da empresa de identificar e atingir os consumidores a nível mundial.

O WPP sublinha que a aquisição da InfoSum faz parte de um plano contínuo para deixar de se basear em gráficos de identificação, que ligam o ’email’, o telefone, os ‘cookies’ e outras fontes de dados para criar perfis de clientes de que as marcas podem tirar partido. Mark Read, CEO do WPP, revela que o grupo está a adotar um modelo de aprendizagem mais integrado, que se concentra em manter os dados dos consumidores anónimos e num único local, sem deixar de fornecer ‘insights’ sobre os consumidores.

Além das capacidades de proteção da privacidade, a InfoSum também tem acesso a dados provenientes de grandes plataformas de consumo, como o Channel 4, a DirecTV, a ITV, a Netflix, a News Corp e a Samsung Ads, de grandes retalhistas e de 5 mil milhões de pontos de contacto, através de parceiros como a Circana, a Experian, a Dynata, a NCSolutions e a TransUnion. Estes dados vão ser combinados com a atual base de dados do WPP para potenciar o WPP Open, a solução de IA integrada do grupo.

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Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto (na foto) tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual”, esclarece o grupo Newsplex

Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i, substituindo Vítor Rainho, que ocupou o cargo de diretor interino das duas publicações nos últimos meses e que se mantém no sol como jornalista. Nuno Tiago Pinto, que foi diretor da revista Sábado entre setembro de 2022 e janeiro de 2025, inicia funções a 2 de abril.

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual. Com uma trajetória notável na revista Sábado, onde foi responsável pela estratégia editorial, o novo diretor assume o compromisso de levar o Sol e o i a uma nova fase de crescimento, respeitando sempre os princípios da independência, rigor e imparcialidade”, informa o grupo Newsplex, dono dos dois títulos em comunicado de imprensa.

Com formação em jornalismo e em relações internacionais, Nuno Tiago Pinto iniciou a carreira como jornalista na SIC Notícias, em 2002, transitando depois para O Independente, chegando a editor em 2005. Na Sábado, onde entra em dezembro de 2005, foi jornalista, editor, editor executivo e chefe de redação, antes de ser promovido a diretor.

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