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Notoriedade à moda do Chef

Uma estrela Michelin continua a ser um importante marco no currículo de um bom chef de cozinha mas está longe de ser o único caminho para conseguir estar debaixo dos holofotes.

Pedro Durães
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Uma estrela Michelin continua a ser um importante marco no currículo de um bom chef de cozinha mas está longe de ser o único caminho para conseguir estar debaixo dos holofotes.

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Uma estrela Michelin continua a ser um importante marco no currículo de um bom chef de cozinha mas está longe de ser o único caminho para conseguir estar debaixo dos holofotes. Ao passo que há alguns anos era a estrela que fazia luz sobre o trabalho do chef e o resgatava do desconhecimento, hoje em dia o mediatismo criado em torno das figuras de proa da gastronomia foi largamente amplificado. Nomes como Chakall, José Avillez, Henrique Sá Pessoa, Mafalda Pinto Leite ou Olivier, entre outros, mostram como a figura do chef deixou de estar por trás do restaurante, assumindo agora o papel de relações públicas, comunicador e colocando a sua imagem ao serviço do marketing de cada estabelecimento de restauração. O chef é, ele próprio, uma marca capaz de vender um restaurante, mas também produtos e serviços. O melhor exemplo vem do Reino Unido. Jamie Oliver é, mais do que um chef, uma celebridade que as pessoas encaram como modelo a seguir. Jamie Oliver é o rosto das campanhas publicitárias da cadeia de supermercados Sainsbury’s desde 2000, para a qual protagonizou já 100 anúncios. Ligação que a marca prolongou agora por mais sete anos com um contrato a rondar os 1,2 milhões de euros e que deverá trazer retorno à marca a julgar, por exemplo, pela subida de 290 por cento nas vendas de espargos depois de um anúncio com o cozinheiro. Dizer que Oliver é uma marca é, neste caso, uma caracterização precisa, já que existe uma larga panóplia de produtos com a marca Jamie Oliver, que vão desde bens alimentares como massas, azeites e vinagres, molhos ou temperos a instrumentos de cozinha de todo o tipo, passando mesmo por louças e gifts. Uma marca cuja dimensão é já suficiente para ter passado, em Abril, pelas mãos da agência Pearlfisher para um rebranding total e criação de uma nova identidade quer para o público em geral quer para o segmento dedicado a profissionais. Oliver empresta também o seu nome a linhas de produtos de outras marcas, como é o caso da Tefal com a linha Jamie Oliver Professional Series by Tefal. O impacto de Oliver junto dos consumidores está bem patente nos sucessivos estudos de notoriedade que o colocam invariavelmente no top 10 das celebridades com maior probabilidade de persuadir os consumidores a comprar um produto, tendo chegado a ocupar o primeiro lugar no estudo da UtalkMarketing em 2000, onde os consumidores britânicos revelaram que Oliver era o embaixador de marca mais credível, deixando para trás nomes como Gary Linekar, Lewis Hamilton, Keira Knightley ou mesmo o mediático David Beckham, que nesse ano era ainda a estrela maior do Manchester United e tinha acabado e conquistar a Liga dos Campeões. “Ele representa hoje uma das mais bem sucedidas relações entre personalidade e marca no mercado. A sua marca pessoal está em ascensão e já ultrapassou a categoria de chef celebridade para se debruçar sobre questões de saúde e dieta, ele personifica a marca”, referiu Patrick Smith, director executivo europeu da FutureBrand, citado pelo The Guardian.

Entre tachos, panelas… e marcas

No mercado português, a evolução da imagem do chef enquanto celebridade está ainda a dar os primeiros passos, tendo tido recentemente um maior aproveitamento por parte das marcas, como foi o caso da Knorr, do Continente e do BES com Henrique Sá Pessoa ou da TMN, que apostou num patrocínio a Mafalda Pinto Leite, que acaba de estrear o seu próprio programa na SIC Mulher. Mas talvez o caso mais próximo dos níveis de mediatismo de Jamie Oliver, à escala do mercado nacional, seja o do chef argentino Chakall. A imagem do cozinheiro de turbante, que apresentou o programa Sabores Divinos na SIC Mulher e vai regressar à antena já em Setembro com o novo programa Chakall & Pulga, é apelativa para várias marcas, sendo o chef ‘português’ mais requisitado. Nestlé Waters Direct, Nespresso, BP, Flama, Teka, Sata, Puma, Pepe Jeans, Président, Piaggio, Pioneer ou Peugeot são algumas das marcas que decidiram associar-se a Chakall um dos únicos chefs em Portugal, a par de Olivier, a ter lançado no mercado uma marca própria: a Ster Gourmet by Chakall, que comercializa carnes e enchidos com receitas típicas da gastronomia argentina. “O chef Chakall foi, desde sempre, a nossa primeira escolha por tudo o que representa”, refere Alexandre Carreteiro, director-geral da Nestlé Waters Direct, acrescentando que “a parceria faz todo o sentido visto que o Chakall, para além de um excelente chefe de cozinha, internacionalmente reconhecido pela excelência do seu trabalho e pela forma singular como se apresenta no mercado, personifica os valores da marca”. Sobre o mediatismo, Carreteiro lembra que “um chefe de cozinha já não é apenas um chefe de cozinha, é alguém com quem o consumidor se identifica, não só pela panóplia de receitas disponíveis e tipo de cozinha que desenvolve mas também pela sua forma de estar e de encarar a cozinha”.

Outro caso de endorsement é o da Natura da Knorr. “A escolha do chef Henrique Sá pessoa para suportar a comunicação do Knorr Natura prende-se com a excelência na sua arte de cozinhar, com o facto de ser uma imagem de qualidade e contemporaneidade, e por ser precisamente esta a mensagem que queríamos transmitir, já que estes são também os valores da nossa gama. Foi a simbiose perfeita”, acredita Vincent Weijers, director-geral de marketing in home da Unilever JM.

A TMN está também a apostar no mediatismo em torno dos chefs de cozinha, neste caso de uma mulher, com o patrocínio a Mafalda Pinto Leite. Esta ligação estende-se, além do patrocínio ao programa Dias com Mafalda na SIC Mulher, à realização de workshops organizados em ambientes exclusivos da marca, ao blogue e ao site da chef alojado no Sapo, onde a marca conta, diariamente, com a Recomendação TMN. A marca tem ainda um serviço de alertas com receitas (através de um SMS com as letras MPL) e está associada ao espaço que a chef se prepara para abrir no Estoril para realização de cursos de culinária para clientes e convidados TMN. “O público feminino constitui para nós um segmento fundamental. Consciente dessa importância, a TMN posiciona-se como embaixadora da mulher”, aponta Paula Perfeito, responsável de comunicação da marca. “A Mafalda Pinto Leite é um símbolo da mulher moderna portuguesa, potenciando por isso o contacto entre o maior operador móvel de telecomunicações português e o target feminino”, acrescenta.

Marketing de avental

Mas afinal, a evolução que vem acontecendo na gastronomia e na cozinha de autor tem contribuído para um aumento desta notoriedade? Será que em Portugal é já suficientemente forte para fazer de um chef uma marca capaz de vender, por si só, restaurantes, produtos e serviços? “Sem dúvida. Ao contrário do que acontecia há dez anos, ou até menos, hoje em dia quase toda a gente conhece o nome e o trabalho de cinco ou dez chefs portugueses e essa reputação atrai mais pessoas aos restaurantes do que qualquer outro factor. Nem o conceito, nem o espaço, nem mesmo os preços são tão eficazes como a garantia de haver um bom nome na cozinha”, acredita João Cepeda, director da Time Out, revista que acaba de lançar o Guia de Restaurantes Time Out 2010, que vê a mesma capacidade no que respeita a produtos: “A notoriedade traz sempre essa capacidade”. “O fenómeno da publicidade do nome do chef, de uma forma massiva, é novo. Só recentemente, de há meia dúzia de anos para cá, começa o público em geral a saber enumerar o nome de um ou outro chef, normalmente porque aparece na televisão ou na imprensa”, aponta Paulo Amado, director-geral da Edições do Gosto, empresa que, além de deter a publicação Inter Magazine – Gastronomia e Restauração, funciona como uma espécie de ponte entre as marcas e os chefs, trabalhando com clientes como a Vitacress, Água das Pedras/Unicer, Lactogal ou Electrolux Food Service. “O que fazemos é materializar, como parte da estratégia das marcas, as relações com os chefs de cozinha no quadro de uma metodologia de sucesso. Para isso, no âmbito da estratégia para marcas horeca, actuamos no ramo das publicações, periódicas ou não, conteúdos, eventos e concursos, bases de dados e conhecimento”, explica. Apesar de reconhecer a evidente evolução da notoriedade do chef, Paulo Amado ressalva que há dois segmentos distintos: o do público em geral e o do sector profissional. E dá o exemplo da marca Knorr: “O Henrique Sá Pessoa apareceu na televisão. Porém, na campanha para a restauração com a mesma marca mas com outros produtos já não foi ele a dar a cara mas o chef Carlos Gonçalves.”

Mas para João Cepeda não há dúvidas de que mesmo para o público a notoriedade dos chefs é já bem aceite e com efeitos positivos para as marcas. “Basta ver os anúncios de imprensa e televisão para perceber que sim. Até os grandes bancos já utilizam chefs de cozinha nas campanhas publicitárias. É sintoma do peso crescente que estes profissionais têm ganho na sociedade e da importância do mundo gourmet. Porque já ninguém deve ter dúvidas que a gastronomia é uma moda. E uma daquelas modas que chegou para ficar”, refere, sem hesitar em subir a fasquia da eficácia no que refere a imagem dos chefs associados a marcas: “Da mesma forma que é eficaz ter o Cristiano Ronaldo dar a cara por desodorizantes e planos de poupança, é natural que um chef famoso seja escolhido para promover causas e produtos. São caras conhecidas, respeitadas e admiradas pelo público, logo tornam-se bons veículos de venda”, considera.

No caso dos chefs, não se fala de valores mas há quem diga que é nos patrocínios que um chef realmente ganha dinheiro. “Os números não são públicos, mas a vida de um chef hoje não é a que se pensa e muito menos a que era há uns anos atrás. E se falamos de chefs com contratos com marcas, também nada tem que ver com o universo global”, alerta Paulo Amado. “Não duvido que esteja aí a melhor oportunidade para fazerem dinheiro”, afirma João Cepeda, sublinhando que, contudo, “que os benefícios acabam aí. É bom para o chef estar associado a uma só marca de margarina ou de vinho? Não creio. Na cozinha há dezenas de opções de produtos para tudo e cada receita, cada tipo de comida, pede características e qualidades diferentes. Ninguém deve acreditar, portanto, que um chef de qualidade, criativo e exigente é fiel a uma só marca”.

Quanto à importância de se ter hoje noções claras de marketing para ser chef, Paulo Amado lembra o facto de um dos mais destacados chefs de hoje, José Avillez, ser licenciado em marketing. João Cepeda frisa que “para ser qualquer coisa é preciso ter noção da importância do marketing. E qual é o mal? Nenhum. A própria cozinha é uma lição de marketing, vive tanto do sabor como da aparência”.

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Manuel Luís Goucha junta-se ao Lidl para celebrar a Páscoa

A marca conta com a experiência do apresentador da TVI, enquanto embaixador Deluxe, para promover a gama ‘premium’ do Lidl

O Lidl volta a unir-se a Manuel Luís Goucha para promover a gama Deluxe. Os vídeos da nova campanha para a Páscoa, sob o mote ‘Como o Manuel Luís Gosta’, estão disponíveis no canal de YouTube do Lidl Portugal e mostram o apresentador da TVI a explorar os sabores da gama Deluxe.

A marca conta com a experiência do apresentador da TVI, enquanto embaixador Deluxe, para promover a gama ‘premium’ do Lidl a preços acessíveis. A parceria entre o Lidl e Manuel Luís Goucha prolonga-se ao longo do ano e está presente em publicidade exterior, nas páginas Deluxe dos folhetos do Lidl Portugal e nas redes sociais Facebook e Instagram do apresentador, onde os seguidores vão poder acompanhar sugestões de produtos da Deluxe.

 

 

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Max lança plano com anúncios em Portugal

A equipa da Warner Bros. Discovery e a Sapo Sales House são responsáveis ​​pela comercialização da publicidade da Max em Portugal, que conta com anúncios ‘pre-roll’ e ‘mid-roll’, formatos de publicidade personalizados e opções de segmentação para as marcas

A Max vai lançar o novo plano de subscrição ‘Basic com anúncios’, em Portugal a partir de 8 de Abril com o custo de €5,99 por mês ou €59,90 por ano. Os subscritores do novo plano passam a estar sujeitos a ver publicidade antes e enquanto o conteúdo escolhido estiver a ser exibido, com a empresa a referir que se pode contar com “formatos de publicidade personalizados e uma variedade de opções de segmentação para criar um máximo impacto”.

“Temos o prazer de enriquecer o nosso serviço de streaming Max e lançar em Portugal uma nova forma de o público subscrever o serviço e aceder a centenas de títulos ​​que fazem parte do nosso grupo. Estamos conscientes de que os investidores querem divulgar as suas mensagens através de meios fiáveis, sólidos e com um posicionamento claro e diferenciado no mercado”, revela Alessandro Araimo, vice-presidente executivo e diretor-geral da Warner Bros. Discovery Iberia e Itália, em comunicado de imprensa.

A equipa de vendas local da Warner Bros. Discovery e a Sapo Sales House, empresa de media que comercializa anúncios digitais em Portugal, vão ser responsáveis ​​pela comercialização da publicidade da Max em Portugal, que vai contar com anúncios ‘pre-roll’ e ‘mid-roll’, formatos de publicidade personalizados e opções de segmentação para as marcas.

Além da Max, a Disney+ e a SkyShowtime também já dispõem de subscrições com publicidade em Portugal e oferecem propostas semelhantes. Além do plano ‘Basic com Anúncios’, que passa a estar disponível em 14 países europeus, os assinantes da Max podem escolher ainda os planos ‘Standard’, com o valor de €9,99 mensais e €99,90 anuais, e ‘Premium’, com o preço de €13,99 mensais e €139,90.

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Amorim e Rockwell promovem cortiça em Milão

A Casa Cork by David Rockwell (na foto) vai estar presente na Milan Design Week, entre 8 e 13 de abril, para mostrar como a cortiça pode ser integrada de forma sustentável e criativa em projetos de arquitetura e ‘design’

A Corticeira Amorim vai estar presente na Milan Design Week 2025, em Itália, entre os dias 8 e 13, numa parceria estratégica com o Rockwell Group, grupo internacional de arquitetura e design. A colaboração concretiza-se através da exposição imersiva Casa Cork, concebida por David Rockwell.

A participação no evento promocional é desenvolvida no âmbito do Cork Collective, programa de sustentabilidade centrado na recolha e na reciclagem de rolhas nos Estados Unidos, fundado pela Corticeira Amorim com outros parceiros, com o objetivo de reduzir o desperdício e promover a economia circular.

“Através da promoção de campanhas de recolha e reciclagem de rolhas a nível internacional, temos procurado transformar a perceção do público, informando e sensibilizando para que reconheçam que uma rolha de cortiça não é um resíduo. Pelo contrário, é uma matéria-prima natural, que pode ganhar uma nova vida, ser transformada em novas e diversas aplicações”, explica António Rios de Amorim, presidente e CEO da Corticeira Amorim, citado em comunicado de imprensa.

A Casa Cork by David Rockwell dá a oportunidade aos visitantes de conhecerem a fundo o mundo da cortiça através de uma experiência interativa, da participação em workshops e de uma mostra de produtos inovadores e de designers internacionais, que destacam a versatilidade da cortiça.

“Na Casa Cork, a comunidade do design terá oportunidade de ouvir a reflexão e o testemunho de alguns dos mais destacados criativos que que trabalham na vanguarda do design sustentável”, salienta David Rockwell, fundador e presidente do Rockwell Group, citado no documento.

O espaço expositivo será também usado para a apresentação dos seis projetos vencedores do concurso de design para Estudantes, desenvolvido pelo Cork Collective com o apoio da Amorim Cork Solutions e da Amorim Cork Itália, envolvendo estudantes do Politecnico di Milano e da da Parsons School of Design, de Nova Iorque.

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Forbes Portugal e Forbes África Lusófona estreiam-se no Sapo

“A integração destes conteúdos no universo do Sapo reflete um compromisso conjunto com a diversidade e a qualidade da informação”, refere a Media Nove

Os artigos da Forbes Portugal e Forbes África Lusófona, revistas da Media Nove, passam a fazer parte do universo dos conteúdos do Sapo, portal nacional de agregação, produção e curadoria de conteúdos e ativos digitais, reforçando o acesso a informação nas áreas da economia, negócios e empreendedorismo, em Portugal e nos países africanos de língua oficial portuguesa.

“A integração destes conteúdos no universo do Sapo reflete um compromisso conjunto com a diversidade e a qualidade da informação, proporcionando aos leitores uma visão mais abrangente e crítica sobre os mercados e a economia lusófonos”, refere a Media Nove em comunicado de imprensa.

A partir de agora, os utilizadores do Sapo terão acesso direto a artigos, análises especializadas, entrevistas exclusivas e reportagens sobre líderes, empresas e tendências de mercado, tanto em Portugal como na comunidade lusófona da Forbes, através do portal sapo.pt e da secção de economia em https://www.sapo.pt/noticias/economia.

A Forbes Portugal, desde o seu lançamento em 2015, destaca protagonistas e inovações no tecido empresarial português, enquanto a Forbes África Lusófona, criada em 2021, faz a cobertura da atividade económica em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial.

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Coacionista da Nova Expressão ganha conta de meios da Spectrum por €728 milhões

A Horizon Media, agência da rede internacional de agências de media independentes Local Planet, conquistou a conta do operador de telecomunicações Spectrum, por um valor de 800 milhões de dólares

A Horizon Media, coacionista da Nova Expressão, conquista a conta de meios do operador de telecomunicações norte-americano Spectrum, pelo valor de 800 milhões de dólares (€728 milhões).

A Spectrum é o operador de telecomunicações e de televisão por subscrição com maior crescimento dos Estados Unidos. A empresa opera em 41 estados, conta com cerca de 31,5 milhões de clientes e alcançou uma faturação de 55 mil milhões de dólares (€50 mil milhões) em 2024.

“A expetativa da Nova Expressão, bem como de toda a rede de agências da Local Planet com esta notícia, é enorme, tendo em conta o desafio que representa esta conquista e a consequente transferência de tecnologia de que todos irão beneficiar”, sublinha a agência de meios portuguesa em comunicado de imprensa.

A Horizon Media, que integra a rede internacional de agências de media independentes Local Planet, é proprietária da plataforma de dados Blu, capaz de gerar e de otimizar campanhas de meios altamente personalizadas com base em informações do consumidor obtidas em tempo real. A ferramenta está a ser integrada noutras agências da Local Planet, incluindo a Nova Expressão.

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Hugo Veiga no júri de Titanium do Cannes Lions

O criativo, que conta com cerca de 60 Leões do Festival Internacional de Criatividade de Cannes, vai avaliar projetos que se destaquem pela natureza revolucionária

Hugo Veiga, cofundador e diretor criativo executivo global da AKQA, integra o júri dos Titanium Lions do Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions. O profissional, que regressa a Portugal em fevereiro para liderar a criatividade global da agência do grupo WPP, avalia projetos que se destacam pela sua natureza revolucionária.

“Os Titanium Lions celebram a criatividade revolucionária. O trabalho deve abrir novos caminhos na comunicação de marcas, com um caráter provocador, inovador e inspirador, que marque uma nova direção para a indústria e a faça progredir”, refere a organização do Cannes Lions na página oficial do festival, que terá lugar entre 16 e 20 de junho de 2025.

No currículo, Hugo Veiga conta com cerca de 60 Leões do Festival Internacional de Criatividade de Cannes, entre os quais se destacam 25 Ouros e quatro Grandes Prémios, com as campanhas ‘Dove Real Beauty Sketches’, ‘Nike Air Max Graffiti Stores’, ‘Bluesman’ e ‘Nike Never Done Evolving feat. Serena’. O criativo, natural do Porto, é distinguido como o melhor redator do ano no Cannes Lions 2013.

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Meta faz ‘lobbying’ para evitar julgamento sobre abuso de posição dominante

A empresa de Mark Zuckerberg (na foto) defende que as aquisições têm sido benéficas para os consumidores, e que o processo é fundamentado numa visão restrita do setor das redes sociais

Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta Platforms, está a pressionar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que este promova um acordo que impeça o arranque do julgamento na Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos, previsto para 14 de abril, e no qual a Meta será julgada por abuso de posição dominante no mercado das redes sociais pessoais, noticia o The Wall Street Journal.

“Reunimo-nos regularmente com os decisores políticos para discutir questões que afetam a competitividade, a segurança nacional e o crescimento económico do país”, esclarece um porta-voz da Meta à Reuters.

A FTC tem estado na linha da frente de uma intervenção contra as grandes empresas de tecnologia que começa durante o primeiro mandato de Donald Trump e continua durante a presidência de Joe Biden. Os deputados democratas dos Estados Unidos têm questionado o compromisso do atual presidente em dar continuidade aos processos.

O presidente da FTC, Andrew Ferguson, declara que pretende prosseguir com os processos da comissão contra a Meta. A FTC processa a empresa liderada por Mark Zuckerberg em 2020, durante o primeiro mandato de Donald Trump, com o argumento de que a empresa terá atuado ilegalmente para manter um monopólio sobre as redes sociais.

“A Meta, então conhecida por Facebook, pagou mais pelo Instagram em 2012 e pelo WhatsApp em 2014 para eliminar ameaças emergentes em vez de competir por conta própria no ecossistema dos dispositivos móveis”, sustenta um porta-voz da FTC, citado no The Wall Street Journal.

A empresa sediada na Califórnia defende que as aquisições têm sido benéficas para a concorrência e para os consumidores e que o processo da FTC é fundamentado numa visão restrita do setor das redes sociais, não contemplando a concorrência proveniente do TikTok da ByteDance, do YouTube da Google, do X de Elon Musk e do LinkedIn da Microsoft.

Os reguladores da concorrência da FTC e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos têm a decorrer cinco ações judiciais contra as grandes empresas tecnológicas. A Amazon e a Apple estão a ser processadas e a Google, da Alphabet, enfrenta dois processos, incluindo um em que o juiz concluiu que a empresa terá impedido ilegalmente a concorrência no setor dos motores de busca.

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Francisca Ponce da Silva e Sousa reforça realizadores da Hand

“Com entusiasmo, abracei esta nova parceria, acreditando que me permitirá dar asas à imaginação e contribuir de forma criativa para a indústria do meu país”, refere a realizadora (na foto) que aposta no mercado publicitário

Francisca Ponce da Silva e Sousa reforça a equipa de realizadores da Hand, agência criativa e produtora audiovisual. Licenciada em arte e multimédia pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, inicia a carreira como operadora de câmara e editora em projetos independentes, evoluindo depois para a realização e edição de videoclipes para plataformas de música e bandas independentes.

“A Hand tem sido uma grande impulsionadora do meu trabalho, confiando na minha visão e identidade enquanto realizadora. Tem sido uma verdadeira ‘mão’ no mercado publicitário. Com entusiasmo, abracei esta nova parceria, acreditando que me permitirá dar asas à imaginação e contribuir de forma criativa para a indústria do meu país”, explica a nova realizadora da Hand.

Francisca Ponce da Silva e Sousa ganha visibilidade na realização de curtas-metragens experimentais e filmes de moda, trabalhando também como assistente de realização com cineastas nacionais e internacionais. Recentemente, aposta na realização comercial, primeiro em Portugal e depois no México, onde continua a explorar novas formas de contar histórias.

“Pela sua energia, pelo seu lado artístico, esteta e sensorial, pelas formas de texturas disruptivas que utiliza, pelos experimentalismos que faz e pelo modo como encara a sonorização, a Francisca Ponce da Silva e Sousa é a ‘mão’ certa para complementar a nossa oferta de realizadores”, afirma ao M&P Gonçalo Morais Leitão, fundador da Hand.

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WPP investe em gestão de dados e IA com aquisição da InfoSum

O WPP sublinha que a aquisição da InfoSum faz parte de um plano contínuo para deixar de se basear em gráficos de identificação, que ligam o email, o telefone, os cookies e outras fontes de dados para criar perfis de clientes de que as marcas podem tirar partido

O WPP adquire a InfoSum, empresa britânica de tecnologia e gestão de dados, para complementar o portefólio de ativos focados em dados, que pretende combinar com inteligência artificial (IA) para ajudar os clientes a alcançar os consumidores com maior eficácia.
A empresa, que conta com 65 colaboradores, foi avaliada em cerca de 300 milhões de dólares (€269,9 milhões) em 2021 e passa a estar sob a alçada do GroupM.

Nos termos do acordo, cujo valor não é adiantado, a InfoSum mantém a denominação e a estrutura atuais, e continuará a trabalhar com outras ‘holdings’. Brian Lesser, CEO do GroupM, salienta que a aquisição permite ao WPP disponibilizar uma solução de dados completa aos clientes, integrada no grupo.

“A integração direta da rede global de dados da InfoSum permite aos nossos clientes criar ainda mais valor a partir dos seus dados primários e permite-nos treinar os modelos de IA dos clientes com base na maior quantidade de dados e locais, a uma escala e velocidade sem precedentes”, esclarece Brian Lesser, em comunicado de imprensa.

Esta aquisição é a mais recente de uma corrida aos dados entre as principais ‘holdings’ de publicidade. Em março, o Publicis Groupe adquire a Lotame, plataforma norte-americana de gestão de dados, numa aposta que Arthur Sadoun, CEO do Publicis Groupe, considera fundamental para reforçar a capacidade da empresa de identificar e atingir os consumidores a nível mundial.

O WPP sublinha que a aquisição da InfoSum faz parte de um plano contínuo para deixar de se basear em gráficos de identificação, que ligam o ’email’, o telefone, os ‘cookies’ e outras fontes de dados para criar perfis de clientes de que as marcas podem tirar partido. Mark Read, CEO do WPP, revela que o grupo está a adotar um modelo de aprendizagem mais integrado, que se concentra em manter os dados dos consumidores anónimos e num único local, sem deixar de fornecer ‘insights’ sobre os consumidores.

Além das capacidades de proteção da privacidade, a InfoSum também tem acesso a dados provenientes de grandes plataformas de consumo, como o Channel 4, a DirecTV, a ITV, a Netflix, a News Corp e a Samsung Ads, de grandes retalhistas e de 5 mil milhões de pontos de contacto, através de parceiros como a Circana, a Experian, a Dynata, a NCSolutions e a TransUnion. Estes dados vão ser combinados com a atual base de dados do WPP para potenciar o WPP Open, a solução de IA integrada do grupo.

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Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto (na foto) tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual”, esclarece o grupo Newsplex

Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i, substituindo Vítor Rainho, que ocupou o cargo de diretor interino das duas publicações nos últimos meses e que se mantém no sol como jornalista. Nuno Tiago Pinto, que foi diretor da revista Sábado entre setembro de 2022 e janeiro de 2025, inicia funções a 2 de abril.

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual. Com uma trajetória notável na revista Sábado, onde foi responsável pela estratégia editorial, o novo diretor assume o compromisso de levar o Sol e o i a uma nova fase de crescimento, respeitando sempre os princípios da independência, rigor e imparcialidade”, informa o grupo Newsplex, dono dos dois títulos em comunicado de imprensa.

Com formação em jornalismo e em relações internacionais, Nuno Tiago Pinto iniciou a carreira como jornalista na SIC Notícias, em 2002, transitando depois para O Independente, chegando a editor em 2005. Na Sábado, onde entra em dezembro de 2005, foi jornalista, editor, editor executivo e chefe de redação, antes de ser promovido a diretor.

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