APSTE: Números da secretária de Estado são “enganadores” e não reflectem “estragos feitos pela pandemia no sector dos eventos”
“Os números e análise apresentados são enganadores e/ou mostram uma tremenda falta de noção da realidade”, reagiu a Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) face à quebra de 50% no sector dos eventos apontada pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

Pedro Durães
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“Os números e análise apresentados são enganadores e/ou mostram uma tremenda falta de noção da realidade”, reagiu a Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) face à quebra de 50% no sector dos eventos apontada pela secretária de Estado do Turismo, Rita Marques. Em causa está uma apresentação da representante do Governo, a propósito da sua participação numa iniciativa que visava discutir o estado do sector dos eventos, na qual referia que as empresas do sector registaram uma facturação de 152 milhões de euros até Setembro de 2020, comparando com 303 milhões de euros no período homólogo de 2019, o que traduziria uma quebra na ordem dos 50%. Análise que “foi feita apenas com base nas empresas que têm o CAE principal 82300 (organização de eventos)”, alerta a APSTE, questionando a relevância destes dados já que “apenas reflectem uma pequena parte do sector”.
“No universo dos seus 143 associados, apenas 10% das empresas têm o 82300 como CAE principal, logo nunca poderão servir de base para se aferir a real dimensão dos estragos feitos pela pandemia no sector dos eventos”, defende a associação. “Não conseguimos entender esta tentativa de fazer passar a parte pelo todo”, afirma Pedro Magalhães, presidente da APSTE, argumentando que “os números e análise apresentados são enganadores e/ou mostram uma tremenda falta de noção da realidade”.
“Não questionamos a veracidade dos números, atenção, apenas a relevância dos mesmos, já que somente representam uma parte das empresas. Como sempre dissemos, e temos vindo a reivindicar, é praticamente impossível aferir a real dimensão do problema enquanto não existir um CAE único para o sector”, remata o presidente da associação.