Profissionais dos eventos e festivais voltaram à rua contra medidas que estão a “estrangular um sector fundamental para o país”
“Estamos a estrangular um sector fundamental para o país”, alertou Pedro Magalhães, presidente da APSTE (Associação Portuguesa de Serviços para Eventos), à qual se juntou a APEFE (Associação de Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos), numa manifestação que trouxe de volta às ruas de Lisboa as caixas negras dos profissionais do sector dos eventos.

Pedro Durães
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“Estamos a estrangular um sector fundamental para o país”, alertou Pedro Magalhães, presidente da APSTE (Associação Portuguesa de Serviços para Eventos), à qual se juntou a APEFE (Associação de Promotores de Espectáculos, Festivais e Eventos), numa manifestação que trouxe de volta às ruas de Lisboa as caixas negras dos profissionais do sector dos eventos. O protesto, que arrancou na praça do Marquês de Pombal e percorreu a Avenida da Liberdade até aos Restauradores, surge na sequência das “mais recentes medidas divulgadas pelo governo e pela DGS, que determinam a obrigatoriedade de testes à covid-19 para os diferentes tipos de eventos, sem assumir as despesas inerentes”, bem como a ausência de conclusões na sequência da iniciativa dos eventos-piloto. As associações consideram, por isso, que “não existe por parte do executivo uma estratégia concertada para apoiar o sector”.
A manifestação teve como objectivo “chamar a atenção do governo para a necessidade urgente de criar medidas concretas que, de alguma forma, consigam garantir a subsistência das empresas que, com todas as medidas impostas no decurso da pandemia covid-19, encontram-se em estado muito crítico, estando muito perto de fechar portas”.
“A situação que vivemos neste sector é desesperante. Depois de mais de um ano sem trabalhar, as empresas não conseguem subsistir. Queremos uma estratégia, queremos trabalhar em conjunto com o governo para encontrar soluções, mas o que percebemos é que as nossas reuniões não têm dado frutos. Não nos estão a ouvir”, aponta Pedro Magalhães, alertando que “a continuarmos assim, quando efectivamente conseguirmos voltar a fazer eventos, muitas empresas já não vão conseguir fazer parte da retoma”.
Sobre as questões dos testes obrigatórios e do atraso no tratamento dos dados relativos aos eventos-piloto realizados em Abril e Maio, o presidente da APSTE questiona “como é possível determinar-se a obrigatoriedade de testes à covid-19 para os diferentes tipos de eventos sem assumir as despesas inerentes”. “Mais uma vez não percebemos. Tivemos conhecimento, há poucos momentos, que o governo reconsiderou esta medida, mas mais uma vez repito, é necessário chegarmos a este ponto? É necessário virmos para a rua para finalmente serem aprovadas medidas que de alguma forma impactem positivamente o nosso sector?” prosseguiu, sublinhando que “mais uma vez, a ausência de estratégia e de efectividade é gritante”.