APSTE pede intervenção do poder local para “garantir sobrevivência” das empresas de eventos
A criação de fundos de apoio local destinados especificamente aos sectores dos eventos e da cultura e a redução temporária de impostos municipais para as empresas com CAE ligado a estes sectores estão entre as medidas propostas pela APSTE numa carta aberta endereçada aos presidentes dos 308 municípios portugueses.

Pedro Durães
Manuel Luís Goucha junta-se ao Lidl para celebrar a Páscoa
Max lança plano com anúncios em Portugal
Amorim e Rockwell promovem cortiça em Milão
Forbes Portugal e Forbes África Lusófona estreiam-se no Sapo
Coacionista da Nova Expressão ganha conta de meios da Spectrum por €728 milhões
Hugo Veiga no júri de Titanium do Cannes Lions
Meta faz ‘lobbying’ para evitar julgamento sobre abuso de posição dominante
Francisca Ponce da Silva e Sousa reforça realizadores da Hand
WPP investe em gestão de dados e IA com aquisição da InfoSum
Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i
A criação de fundos de apoio local destinados especificamente aos sectores dos eventos e da cultura e a redução temporária de impostos municipais para as empresas com CAE ligado a estes sectores estão entre as medidas propostas pela APSTE numa carta aberta endereçada aos presidentes dos 308 municípios portugueses. A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos defende que, sendo as autarquias “os motores principais destas actividades em Portugal”, a intervenção do poder local pode ser determinante “na procura de soluções para garantir a sobrevivência das empresas ligadas aos sectores da cultura e dos eventos”.
“Num dos anos mais difíceis da história mais recente do nosso país e do mundo, vimos por este meio solicitar a sua ajuda para que, em conjunto, possamos recuperar dois sectores que são da maior importância estratégica para Portugal e que, infelizmente, estão ligados às máquinas em coma profundo: o da cultura e dos eventos”, pode ler-se na carta endereçada pela associação aos presidentes das autarquias, justificando a importância do envolvimento do poder local com números relativos a 2018 que dão conta de que, nesse ano, “a despesa das Câmara Municipais em actividades culturais e criativas foi de 469,8 milhões de euros”. “Portanto, não é difícil concluir que as autarquias são os motores principais destas actividades em Portugal. Não deveria este valor ser encarado como um investimento?”, questiona a associação.
Apontando “alguns caminhos/medidas que, a curto e/ou médio prazo, poderão revelar-se decisivos para a sobrevivência destes sectores”, a associação prossegue a missiva dirigida aos autarcas sugerindo medidas como “a criação de um fundo de apoio local destinado especificamente a empresas e iniciativas desta natureza, à semelhança do que já acontece em outras autarquias”, “a redução temporária de impostos municipais para as empresas com CAE ligado a estes sectores” ou “o reforço da parcela do orçamento municipal dedicado à cultura e aos eventos, definindo desde já a agenda/programação para a realidade pós-covid”.
A associação mostra-se, nesse sentido, disponível para reunir com os líderes autárquicos com o objectivo de procurar soluções que permitam assegurar a sustentabilidade das empresas do sector, deixando um alerta aos responsáveis do poder local: “É importante não esquecer que o desaparecimento das empresas em causa poderá inviabilizar que, no futuro, os municípios tenham prestadores de serviços para realizarem as actividades culturais que sempre dignificaram cada região.”