Imprensa portuguesa perdeu 122 milhões em publicidade no papel e só ganhou 30 milhões no digital
Os números foram partilhados por Alberto Rui Pereira, CEO do IPG Mediabrands, num encontro com jornalistas, dedicado às perspectivas de investimento publicitário em Portugal. Entre 2008 e 2017, a imprensa […]

Rui Oliveira Marques
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Alberto Rui Pereira
Os números foram partilhados por Alberto Rui Pereira, CEO do IPG Mediabrands, num encontro com jornalistas, dedicado às perspectivas de investimento publicitário em Portugal. Entre 2008 e 2017, a imprensa portuguesa perdeu 122 milhões de euros de publicidade em papel. Os publishers, neste mesmo período, só conseguiram recuperar 30 milhões de euros de publicidade através dos seus suportes digitais. “A imprensa perdeu 75 por cento do investimento em papel desde 2008. Se se somar isso com a perda de vendas de circulação e com o investimento que teve de ser feito em plataformas digitais, é de coragem. É precisa muita resiliência para conseguir sobreviver num mercado destes”, referiu.
Tal como o M&P tinha já adiantado, em 2018 o investimento em publicidade em jornais e revistas em papel irá cair mais 19,1 por cento. O meio imprensa representa apenas uma quota de 5 por cento em Portugal. Já o digital tem uma fatia de 29 por cento do investimento global, sendo que daqui 70 por cento do bolo digital tem como destinatários o Facebook e o Google.
“Não é o investimento no digital que vai tornar os publishers solventes. Eles precisam de mais receitas do que da publicidade. Parte dos conteúdos que os publishers têm no digital têm se ser pagos, tal como se paga pelos conteúdos no papel. Assumiu-se que o digital é gratuito, mas qual o modelo que sobreviver apenas com o gratuito?”, questionou Alberto Rui Pereira, considerando que “o potencial de receita, relacionado com os conteúdos, não está a ser rentabilizado”.