Airbnb é a marca global que mais cresce. Apple e BMW também têm razões para festejar
O ranking internacional Best Global Brands 2023 da Interbrand, consultora da Omnicom, é liderado pela Apple, seguida pela Microsoft, pela Amazon, pela Google e pela Samsung. Toyota, Mercedes-Benz, Coca-Cola, Nike […]

Luis Batista Gonçalves
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O ranking internacional Best Global Brands 2023 da Interbrand, consultora da Omnicom, é liderado pela Apple, seguida pela Microsoft, pela Amazon, pela Google e pela Samsung. Toyota, Mercedes-Benz, Coca-Cola, Nike e BMW, que entra pela primeira vez para o top 10, completam a lista das marcas mais valiosas do mundo. McDonald’s, Tesla, Disney, Louis Vuitton, Cisco, Instagram, Adobe, IBM, Oracle e SAP são as insígnias que integram o top 20, dominado por empresas tecnológicas e fabricantes de automóveis.
Apesar de não ir além do quadragésimo-sexto lugar, a Airbnb é, no entanto, uma das que mais se destacam na tabela. Nos últimos meses, a plataforma de arrendamentos de curta duração, que o ano passado se estreou no ranking ocupando a quinquagésima-quarta posição, viu o seu negócio progredir 21,8%, sendo atualmente a marca global que mais cresce. Além do aumento da procura turística, beneficiou da estratégia de publicidade e marketing que tem vindo a implementar.
“O aumento significativo que regista e que muito contribui para a valorização da insígnia deve-se, em parte, ao seu forte investimento e às sólidas perspetivas financeiras. A receita aumentou 40% em 2022 em relação a 2021 e espera-se que aumente mais 13% em 2023 em relação a 2022”, justifica a Interbrand. Numa análise setorial, a indústria automóvel é a que mais valoriza, com um crescimento de 9%. Em segundo lugar, surgem as marcas de luxo, com uma subida expectável de 6,5%.
Desvalorização média estimada ronda os 10,3%
A análise da consultora da Omnicom confirma ainda o abrandamento da economia global. Ao contrário da valorização média de 16% apurada o ano passado, em 2023 esse valor não deverá ir além dos 5,7%, o que corresponde a uma depreciação de 10,3%. A Interbrand explica-a com estratégias de gestão desajustadas, apontando “a falta de mentalidade construtiva, lideranças de marca conservadoras e previsões incertas por trás da desaceleração” como causas para o retrocesso.
“As empresas que operam em vários setores continuam a dominar o topo da tabela, representando 50% do valor total. Os dados mostram que um foco mais forte na marca permite que essas insígnias obtenham um crescimento rápido em relação à concorrência”, defende ainda a companhia. Essa tem também sido uma das estratégias empresariais da Apple, que a Interbrand elogia. “Ocupa o primeiro lugar há 11 anos consecutivos”, sublinha a organização.
“É [com 502.680 mil milhões] a primeira insígnia do mundo a ultrapassar o quintilhão de dólares norte-americanos em termos de valor de marca”, refere ainda a consultora. No top 10, a Microsoft, com uma valorização de 14%, foi a insígnia que mais cresceu. Além da Airbnb, também a Lego e a Nike registam subidas acima da média. “Depois de vários anos de forte crescimento, entrámos num período de estagnação, com valorizações de marca mais moderadas”, assume Gonzalo Brujó, CEO global da Interbrand.