Helder Moutinho e Tiago Viegas (The Hotel)
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Dois é bom, três é demais

Ao longo do último ano vários profissionais que passaram por grandes estruturas decidiram lançar-se no mercado com pequenas agências constituídas por duplas. Saiba a motivação por trás destes projectos e quais são as vantagens de uma estrutura “enxuta”

Pedro Durães
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Dois é bom, três é demais

Ao longo do último ano vários profissionais que passaram por grandes estruturas decidiram lançar-se no mercado com pequenas agências constituídas por duplas. Saiba a motivação por trás destes projectos e quais são as vantagens de uma estrutura “enxuta”

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Tiago Canas Mendes e Nuno Jerónimo (O Escritório)

Nuno Jerónimo e Tiago Canas Mendes foram os pioneiros. A dupla, que tem no currículo agências como a Publicis, BBDO e Ativism, no caso do primeiro, ou a Brandia Central e Action4 Ativism, no caso do segundo, decidiu que o futuro passava por uma estrutura mais pequena e flexível em que os meios humanos seriam reajustados à dimensão e necessidades de cada projecto. Foi com esta premissa que nasceu O Escritório e as expectativas confirmaram-se. Mais de um ano depois, a agência lançada pelos profissionais já lhes valeu uma distinção de Personalidades do Ano e Nova Agência nos Prémios M&P e agora foi consagrada com o Grande Prémio do Festival do Clube de Criativos, ao qual juntaram ainda o prémio atribuído pelos jornalistas, com o projecto Uma Pequena Demonstração, desenvolvido para a Microsoft, que também ganhou o Grande Prémio em Digital nos Prémios Criatividade M&P. Ainda assim, Tiago Canas Mendes não gosta de ver a agência considerada como uma dupla, já que, diz, “na realidade O Escritório tem dois partners, e somos de facto uma dupla, no sentido da gestão da empresa. Porém o nosso modelo de negócio assenta nas parcerias e na construção de equipas multidisciplinares, consoante o projecto”, pelo que “não nos vejo enquadrados num contexto de ‘novas agências constituídas por duplas’”.

Gonçalo Cabral está com Teresa Nunes na Uma

Depois deles, surgiram ao longo do último ano mais uma série de projectos semelhantes, com base em duplas que saíram de grandes estruturas, curiosamente três novas agências constituídas por profissionais com um ponto em comum, todos passaram pela Brandia Central. Foi o caso do estúdio de design Uma, criado pela dupla saída da Born Gonçalo Cabral e Teresa Nunes, sendo que o primeiro passou pela Brandia. Na altura do lançamento referia que seriam “um pequeno studio focado no brand design e graphic design e com uma grande proximidade dos clientes e uma consequente atenção aos pequenos e grandes detalhes”. Ao M&P, o partner e design director do estúdio Uma explica que “a primeira razão e a mais importante foi poder criar uma marca com uma nova cultura de acordo com a nossa visão, uma cultura de criatividade e inovação focada no brand design e no design thinking sem ter a obrigatoriedade de ter uma oferta global 360º”. Também ele lembra que “o objectivo não é sermos só duas pessoas, até porque a nossa equipa pode aumentar de acordo com as necessidades, mas seremos sempre uma equipa residente pequena mas com um enorme know-how”.

Cristina Pereira Gonçalves e Mário Mandacaru (A Equipa)

Seguiu-se A Equipa, projecto lançado por Mário Mandacaru, ex-brand design manager da Brandia Central, e de Cristina Pereira Gonçalves, ex-global business manager na Shift Thinkers. A motivação passou também por “uma visão comum de que poderíamos acrescentar mais ao mercado, que se tem vindo a modificar abrindo espaço para players com o nosso perfil. Temos ambos uma grande experiência profissional, uma boa rede de conhecimentos e considerámos estarem reunidas as condições para avançarmos com um projecto que consideramos ser pertinente e adequado à realidade”. À semelhança dos outros dois projectos, também Mário Mandacaru refere que “não nos vemos como uma agência de apenas duas pessoas, A Equipa começa com duas pessoas mas será sempre do tamanho mais adequado a cada desafio.

Mais recentemente foi a vez de mais dois ex-Brandias formarem o The Hotel. Estamos a falar de Tiago Viegas e Hélder Monteiro, que basicamente queriam “mudar de vida, para melhor”. A motivação por trás do projecto foi “acima de tudo, a vontade de dedicação”. “Um projecto de cada vez, uma ideia de cada vez”, sintetiza, referindo que “o raciocínio é muito simples, nós adoramos o que fazemos, quanto mais anos passam e melhor o fazemos, mais queremos fazê-lo bem, e quanto mais o queremos fazer bem, mais precisamos de nos dedicar”. “Percebemos que numa grande estrutura e com grande volume de projectos simultâneos isso seja complicado, não que não seja possível, é só menos provável”.

Helder Moutinho e Tiago Viegas (The Hotel)

Vantagens e desvantagens

Entre as vantagens apontadas para este tipo de estrutura estão o facto de “podermos escolher a equipa certa para cada projecto sem termos que ocupar o tempo dos que não servem bem mas apesar de tudo já cá estão”, exemplifica Tiago Viegas, acrescentando o “não ter que sobrecarregar os orçamentos com os custos de uma estrutura que serve, essencialmente, para manter a própria estrutura e não para aportar valor ao projecto, não ter que ligar ao cliente a dizer que o trabalho só entra daqui a duas semanas por causa do planeamento de outros clientes, poder reunir o conselho de administração, o board de accionistas e a comissão executiva todos ao mesmo tempo dentro de um elevador… Enfim, é todo um mundo de vantagens”, garante. Por isso, “queremos trabalhar projectos e nunca contas. A verdade é que o objectivo de um projecto é terminá-lo, é one shot, é tudo ou nada. Já o objectivo de uma conta é mantê-la, é deixá-la ficar, é um constante assim-assim. Trabalhar por projecto permite montar uma equipa própria, através de parcerias com outras agências inclusive, especializada e 100 por cento dedicada”. Também Mário Mandacaru aponta a possibilidade de “facilmente criar equipas dedicadas para responder tanto a projectos imediatos como para desafios de maior duração”. “Nós somos o núcleo de uma estrutura ágil e versátil, estamos tão mais próximos dos clientes que os integramos na equipa e claro que, além disso, podemos praticar valores inferiores aos de uma grande empresa devido ao custo fixo inerente a cada tipologia de negócio”, resume. Para Gonçalo Cabral “a principal vantagem da nossa dimensão é permitir aplicar aos projectos a nossa cultura de uma forma consistente, uma cultura de criatividade e inovação. Outra grande vantagem é ter uma maior proximidade criador/cliente que elimina uma serie de constrangimentos e barreiras que são comuns nas grandes empresas”, afirma.

E será que não há desvantagens de não pertencer a uma grande agência com acesso a informação e know how de uma network? “Já passei por algumas estruturas e networks e nunca senti essa informação e esse know-how como extraordinariamente importantes ou decisores”, confessa Tiago Viegas. “O que realmente importou e importa, como de resto em quase tudo nesta indústria, foram e são as pessoas, e se esta ou aquela pessoa estão nesta ou naquela agência network, então aí sim, há vantagem em trabalhar com ou estar em. Mas faça-se o exercício contrário e retirem-se as pessoas de valor de uma grande agência ou network. Serve para quê, nessa altura?”, questiona. Por seu lado, Mário Mandacaru brinca com o facto de que “hoje em dia podemos estar trancados num armário e ainda temos acesso à informação”. “Criarmos equipas adaptadas à especificidade de cada projecto faz com que acabemos por trabalhar com um conjunto bastante alargado de pessoas, trabalhamos com profissionais com diferentes backgrounds, especialidades, vivências, experiências”, pelo que “temos criado sinergias super enriquecedoras. Além disso a partilha de conhecimento já não depende de estarmos fisicamente próximos. A partir da nossa localização no coração da cidade, em plena rua Augusta, um local de grande convergência, estamos aptos a actuar em qualquer parte do mundo”, assegura. Opinião partilhada por Gonçalo Cabral, nas palavras de quem “a questão do acesso à informação e know-how não é um problema no mundo de hoje, uma vez que a informação está à nossa disposição em todo o lado”. “Temos o know-how das grandes estruturas e por isso queremos trabalhar com os grandes clientes”, remata.

A morte anunciada das grandes estruturas?

Sobre se este será o caminho a seguir no mercado e se há cada vez menos sustentabilidade para as grandes estruturas, o profissional que lidera o estúdio Uma diz apenas que “este é um caminho possível e é o nosso caminho, mas continuarão sempre a existir as grandes estruturas”. Já Tiago Viegas afirma que “penso que é um caminho, talvez não necessariamente o único. Mas sim, Portugal é um mercado pequeno e a crise e a redução natural dos investimentos tornaram-no mais pequeno ainda”. “E não querendo soar a arrogante, mas não me preocupando assim tanto com o facto de suar. A verdade é que, à excepção de meia dúzia de clientes cujo volume e constância justificam que sejam contas propriamente ditas e trabalhadas como tal, diria que a esmagadora maioria dos trabalhos feitos por cá poderiam perfeitamente ser tratados como projectos e com claras vantagens, quer ao nível dos custos quer ao nível da qualidade do trabalho realizado”, acrescenta.

Por seu lado, Mário Mandacaru comenta que “já referimos que o mercado tem vindo a mudar, adaptando-se a uma nova realidade económica, e não voltará a ser como antes. O que será, não sabemos. Será certamente diferente e acreditamos que não será necessariamente pior”. “O que sabemos é que a criatividade não tem tamanho fixo e isso tem vindo a ser comprovado pelo sucesso de empresas com características similares à d’A Equipa”, acredita. Para este profissional, “até aos anos 90 os freelancers eram aqueles que não conseguiam estar nas grandes agências, mas desde há uns anos para cá isso deixou de ser verdade. A maior parte dos profissionais criativos que trabalham de forma autónoma ou em pequenos grupos fazem-no por opção, por valorizarem muito mais os projectos em que se envolvem, seja pela diversidade, pela liberdade de acção ou rentabilidade, em detrimento de um ‘emprego fixo’”. Razão por que, diz, “as grandes estruturas precisam repensar o seu modus operandi de forma a manterem-se rentáveis. Mas isso é lá com elas”.

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Tox’Inn muda para Bloomer e adota nova assinatura

A agência de marketing passa a estar mais focada nas experiências, através de ativações de marca e da criação de eventos que despertem emoções. “Renascemos a cada desafio, mas as nossas raízes são inabaláveis”, assegura Joana Grácio, CEO da Bloomer

A Tox’Inn muda a designação para Bloomer e adota uma nova assinatura, aproveitando o ‘rebranding’ para se reposicionar. O novo slogan, ‘Always adding a little extra’, reforça a forma de trabalhar da agência de marketing. Duas décadas depois da criação, a agência do Porto procura agora acompanhar as tendências de mercado.

“Chegámos à conclusão que estávamos a florescer e isso precisava passar de dentro para fora. Assim, podemos garantir que continuamos a pensar fora da caixa, a encontrar soluções onde outros veem desafios, sempre com o mesmo empenho e atenção ao detalhe”, explica Joana Grácio, CEO da Bloomer, citada em comunicado de imprensa.

A Content for Breakfast, equipa independente de criativos, constituída por Joana Nogueira Soares e José Miguel Inácio, assina a nova imagem da agência, que passa a estar mais focada nas experiências, através de ativações de marca e da criação de eventos que despertem emoções.

“Recusamos o conformismo, nunca seremos apenas mais um. Procuramos incessantemente a novidade, as novas ferramentas e a adaptação a uma realidade em constante mutação. Renascemos a cada desafio, mas as nossas raízes são inabaláveis”, assegura Joana Grácio.

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Bauer Media Group adquire Clear Channel por €577,8 milhões

“Esta aquisição irá impulsionar a nossa estratégia de crescimento e acelerar a nossa transformação digital”, revela Yvonne Bauer, presidente do conselho de administração do grupo de media

O Bauer Media Group, que em Portugal detém a Rádio Comercial, a M80, a Cidade FM, a Smooth FM e a Batida FM, acaba de anunciar a conclusão do processo de aquisição do operador de publicidade exterior Clear Channel Europe-North por 625 milhões de dólares (€577,8 milhões), depois de assegurar o cumprimento das condições regulamentares exigidas.

A integração da empresa permite ao grupo internacional reforçar o núcleo de negócios ligados aos media e abrir novas oportunidades digitais. Através da marca Bauer Media Outdoor, adiciona a publicidade exterior ao portefólio do grupo, complementando a oferta estratégica das divisões de áudio e ‘publishing’.

“Num ano em que celebramos o nosso 150º aniversário, é com entusiasmo que damos início a este novo capítulo e damos as boas-vindas à talentosa equipa da Clear Channel Europe. Esta aquisição irá impulsionar a nossa estratégia de crescimento e acelerar a nossa transformação digital”, esclarece Yvonne Bauer, presidente do conselho de administração do Bauer Media Group, citada em comunicado de imprensa.

Com a integração da Bauer Media Outdoor, o grupo passa permitir que os anunciantes alcancem até 350 milhões de pontos de contacto com os consumidores da Clear Channel Europe-North, que confirma publicamente o valor do negócio, em 16 mercados europeus.

“Somos ambiciosos quanto ao crescimento do negócio através da inovação sustentável e de um maior alcance e criatividade. Embora, no imediato, manteremos a normalidade operacional, estamos ansiosos por trabalhar com os nossos novos colegas e também por ouvir atentamente os nossos clientes e parceiros, para oferecer soluções publicitárias e de infraestrutura de excelência no futuro”, avança Justin Cochrane, CEO da Bauer Media Outdoor, citado no documento.

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Ronald Acuña Jr. promove roupa interior da Nike

O jogador venezuelano de basebol Ronald Acuña Jr. (na foto), tem 1,6 milhões de seguidores no Instagram e é o primeiro desportista da Major League Baseball contratado para divulgar a nova roupa interior da Nike

O jogador de basebol Ronald Acuña Jr. protagoniza a nova campanha da Nike. O desportista venezuelano, que joga nos Atlanta Braves, é o primeiro desportista da Major League Baseball (MLB), liga de basebol profissional norte-americana, a ser contratado para divulgar a nova linha de roupa interior da Nike.

Com 1,6 milhões de seguidores no Instagram, 981,6 mil no TikTok e 130 mil no Facebook, Ronald Acuña Jr. já esta a divulgar nas redes sociais as primeiras imagens oficiais da campanha, que está a ser amplificada com a divulgação de um vídeo que mostra os novos modelos de roupa interior da Nike.

Para além das redes sociais do atleta e da Nike, a campanha está a ser divulgada na Rimas Sports, empresa que agencia desportistas como o jogador cubano de basebol Lazaro Montes, a piloto colombiana Tatiana Calderon, o jogador dominicano de basebol Fernando Tatis Jr. e o jogador argentino de basebol Francisco Alvarez.

Em maio de 2024, Ronald Acuña Jr. já tinha colaborado com a Nike no desenvolvimento de uma coleção de roupa desportiva. A marca mantém parcerias com outros atletas, como o futebolista português Rúben Dias, o basquetebolista francês Rudy Gobert ou o jogador de futebol americano Kyler Murray.

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Meta vai vender espaço publicitário a agências de meios para posterior revenda

“É provável que a aposta da Meta neste setor esteja relacionada com as perspetivas económicas nos Estados Unidos, que se agravam, com o objetivo de assegurar um fluxo de receitas constante”, argumenta Karsten Weide, diretor da W Media Research, citado no Digiday

A Meta está a entrar no setor controverso de ‘principal-based buying’, a compra de espaços publicitários por uma agência de meios para posterior revenda a clientes a preços superiores, noticia o Digiday.

A empresa liderada por Mark Zuckerberg está em negociações com as ‘holdings’ de agências de meios sobre uma solução em que as agências compram o inventário publicitário da Meta para posterior revenda aos clientes a um preço mais elevado, segundo executivos publicitários, citados no Digiday.

À primeira vista, a iniciativa parece pouco habitual, visto que a Meta há muito que não depende das ‘holdings’ para lucrar com a publicidade. Neste caso, segundo o DigiDay, não se trata de dependência, é uma questão de vantagem. “Eles [Meta] estão a apresentar esta solução às maiores ‘holdings’ de agências”, revela um dos executivos, sob anonimato.

Para Brian Leder, fundador da agência norte-americana de meios Ramp97, a entrada da Meta nesta área tem um objetivo claro: “a Meta quer proteger uma parte crescente das receitas publicitárias e garantir que as grandes marcas continuam a fazer investimentos significativos em todas as plataformas, ao mesmo tempo que aproveitam as agências, que agora atuam como uma equipa de vendas alargada, para impulsionar os gastos publicitários nas plataformas da empresa”, declara, citado no Digiday.

Karsten Weide, diretor da empresa de estudos de mercado W Media Research, salienta, por seu lado, que é provável que a aposta da Meta neste setor esteja relacionada com as perspectivas económicas nos Estados Unidos, que se agravam, com o objetivo de assegurar um fluxo de receitas constante. “Temos de esperar uma recessão económica em 2026 devido à introdução das tarifas”, antecipa.

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Trump diz que TikTok será vendido nos Estados Unidos antes de 5 de abril

“Temos vários potenciais compradores. Há um enorme interesse no TikTok”, diz o presidente dos Estados Unidos. A empresa de capitais privados Blackstone pondera juntar-se aos atuais acionistas não chineses da ByteDance para adquirir a operação norte-americana do TikTok

Donald Trump assume que o acordo com a ByteDance, dona do TikTok, para a venda da operação norte-americana da rede social será concretizado antes do prazo limite de 5 de abril. “Temos vários potenciais compradores. Há um enorme interesse no TikTok”, diz o presidente dos Estados Unidos aos jornalistas a bordo do Air Force One, acrescentando que gostaria que a aplicação continuasse a existir.

A 28 de março, a Reuters noticia que a empresa de capitais privados Blackstone está a considerar adquirir uma pequena participação na operação do TikTok nos Estados Unidos. A Blackstone pondera juntar-se aos atuais acionistas não chineses da ByteDance, nomeadamente a Susquehanna International Group e a General Atlantic, para adquirir a operação norte-americana do TikTok.

O grupo de empresas de investimento surge como o principal candidato nas negociações para a compra da plataforma nos Estados Unidos. Anteriormente, alguns destes investidores terão negociado um acordo para adquirir a rede social em conjunto com a Oracle, que tem laços contratuais com o TikTok nos Estados Unidos.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, terá referido que prevê a realização de um acordo até à data limite de 5 de abril que “satisfaça as preocupações de segurança nacional e permita a existência de uma empresa norte-americana distinta com base no TikTok”.
Caso não se chegue a um acordo antes da data limite imposta por lei, Donald Trump afirma estar disposto a prolongar novamente o prazo, declarando que “não há motivo para alarme”.

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Teresa Abecasis Burnay na presidência da Auto Regulação Publicitária

A nomeação de Teresa Abecasis Burnay (na foto) representa uma nova visão estratégica, mas também um marco histórico, por ser a primeira mulher a liderar a direção da ARP

A Auto Regulação Publicitária (ARP) nomeia Teresa Abecasis Burnay como presidente da direção, sucedendo a Nuno Pinto de Magalhães, que lidera a associação na última década, em representação da Associação Portuguesa de Anunciantes (APAN).

“É um privilégio ser nomeada para esta função, que considero de serviço crucial à nossa indústria. Espero conseguir honrar o extraordinário legado que o Nuno nos deixa, depois de uma década de grandes conquistas, que deixam a ARP em ótimas condições para seguir com a sua missão”, refere Teresa Abecasis Burnay, citada em comunicado de imprensa.

A nova presidente da direção da ARP é formada em economia pela Universidade Nova de Lisboa e faz um percurso de cerca de 20 anos na Unilever, onde lidera três das cinco unidades de negócio da empresa em Portugal, acumulando ainda as funções de diretora de media e diretora-geral executiva do Grupo Aliança. É também vice-presidente da APAN, presidente da Associação Industrial de Detergentes e membro da Direção da Comissão de Análise de Estudos de Meios (CAEM).

A nomeação de Teresa Abecasis Burnay representa uma nova visão estratégica, mas também um marco histórico, por ser a primeira mulher a liderar a direção da ARP. “A Teresa Burnay é uma ótima opção para presidir à ARP, a primeira mulher a exercê-lo. Tem a formação, a experiência e os ‘soft skills’ adequados para dar continuidade a esta caminhada da Auto Regulação Publicitária e assegurar os desafios que se colocam”, sustenta Nuno Pinto de Magalhães, citado em comunicado de imprensa.

“Com esta nova liderança, a ARP reafirma o seu compromisso com a integridade da comunicação comercial em Portugal, reforçando o papel da autorregulação como pilar essencial da confiança entre marcas, consumidores e sociedade”, refere o comunicado de imprensa.

A Auto Regulação Publicitária (ARP) é um organismo privado, sem fins lucrativos e de adesão voluntária, que promove a autorregulação no setor da comunicação comercial e a defesa da liberdade de expressão comercial, da leal concorrência, dos direitos dos consumidores e de normas de ética, atuando de forma complementar à lei.

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Nuno Markl divulga plano de saúde visual da MultiOpticas

Idealizada por Alessandro Dondero, diretor criativo do Creative Hub EssilorLuxottica, a campanha tem produção da Casper e da Havas Play e confirma a continuidade de Nuno Markl (na foto) como embaixador da marca

O humorista e radialista Nuno Markl mantém-se como embaixador nacional da MultiOpticas em 2025, protagonizando ‘Plano de Saúde Visual’, campanha publicitária que dá a conhecer o plano de saúde visual + MultiOpticas. Concebido por Alessandro Dondero, diretor criativo do Creative Hub EssilorLuxottica, o filme publicitário tem Yuri Alfieri como diretor de arte sénior, Nicolò Banfi como diretor de arte e Francesca Sponchia como produtora criativa.

Produzido pela Casper e pela Havas Play, o anúncio, que está a ser divulgado em televisão e digital, tem realização de Bruno Ferreira, produção executiva de Nuno Lobo e direção de fotografia de Manuel Pinho Braga, com gestão e parceria criativa de Ana Roma Torres.
A comunicação do novo plano de saúde está a ser amplificada com um anúncio na rádio, estando também previsto um reforço comunicacional em digital, redes sociais e suportes de publicidade exterior, a partir de junho, soube o M&P.

“A MultiOpticas continua a consolidar o compromisso de cuidar da visão dos portugueses. Esta campanha de 360 graus com o Nuno Markl, que se mantém como nosso embaixador, serve para explicar as vantagens do novo serviço que estamos a lançar e também a importância de valorizar a saúde ocular. O +MultiOpticas vem dar resposta a uma necessidade que existia no mercado”, explica Sandra Silva, diretora de marketing de retalho ibérica da EssilorLuxottica, citada em comunicado de imprensa.

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Pombos-correio no marketing? Essa é a proposta da E-goi

Com vantagens como taxa de entrega de 100%, impressão biodegradável e uma frota exclusiva de pombos, a proposta promete revolucionar a comunicação digital.

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Em plena era da inovação tecnológica, a E-goi, plataforma de marketing omnicanal, surpreende hoje com o lançamento da tecnologia “Pidgital“, o primeiro sistema de mensagens inteligentes via pombos-correio do mundo. Uma proposta que combina nostalgia, tecnologia e sustentabilidade.

Entre as vantagens do serviço, a E-goi destaca:

  • Taxa de entrega de 100% (exceto se o pombo se perder)
  • Impressão biodegradável
  • Frota exclusiva de pombos “alimentados com os melhores grãos”
  • Tracking 360º com registos de abertura e leitura
  • Envio otimizado por IA com o algoritmo “Sending Optimisation”
  • Geolocalização em tempo real das rotas dos pombos
  • Testes A/B com dois pombos para análise comparativa
  • Retargeting com um segundo pombo reforçando a comunicação

Fiel à sua reputação de alta entregabilidade, a E-goi garante que o serviço conta com as autenticações clássicas do email marketing: DKIM (para evitar adulterações), SPF (para identificar falsificações) e BIMI (para identificação imediata do remetente).

Saiba mais sobre o Pidigital aqui.

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AutoSport e AutoMais vendidos a José Caetano

Os títulos da MMG Media, de Pedro Corrêa Mendes, passam para as mãos da editora do diretor do E-Auto. O regresso do AutoSport ao formato em papel, ainda este ano, e a conquista de leitores lusófonos são alguns dos objetivos

Catarina Nunes

Os títulos AutoSport e AutoMais, detidos pela MMG Media de Pedro Corrêa Mendes, passam a partir de 1 de abril a ser controlados pela JC Edições e Publicações, propriedade de José Caetano, diretor do E-Auto, por um montante não divulgado.

A notícia é avançada por email ao M&P por José Caetano, que refere que “esta terça-feira, 1 de abril, o AutoSport, título que tem quase 50 anos de histórias, inicia uma etapa, concretizada a mudança de controlo editorial e comercial da MMG Media Unipessoal Lda, de Pedro Corrêa Mendes, para a JC Edições e Publicações Unipessoal Lda, de José Caetano, que partilha o comando do projeto novo com Nuno Mousinho Esteves”.

José Caetano e Nuno Mousinho Esteves assumem igualmente a liderança do título AutoMais, até agora também detido pela MMG Media, que acompanha a mudança de mãos do AutoSport. “Esta operação não impacta o funcionamento do E-Auto, pelo contrário, reforça-o, com o potencial de partilhas de conteúdos e sinergias agora à disposição da equipa nova, que mantém a sua atividade normal. As equipas redatoriais, no imediato, mantêm-se, mas o objetivo é reforçá-las rapidamente”, explica José Caetano.

Juntos, “José Caetano e Nuno Mousinho Esteves assumem o desafio de honrar o legado de uma marca tão prestigiada, com uma ambição clara: fazer regressar o AutoSport ao formato em papel ainda este ano, enquanto consolidam e expandem a presença do título no espaço digital, não só em Portugal, mas também junto de todos os apaixonados por motores no universo lusófono, incluindo Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo”, refere o novo proprietário do AutoSport e do AutoMais.

José Caetano tem 30 anos de carreira no jornalismo, que inicia no Correio da Manhã, em 1994, tendo passado pelo jornal desportivo A Bola, onde assume o cargo de chefe de redação, e pela revista Auto Foco, que dirige durante 12 anos. Mais recentemente, cria a editora JC Edições e Publicações Unipessoal Lda e inicia o projeto E-Auto, disponível em formato de revista mensal e na internet.

Nuno Mousinho Esteves, por seu lado, é especialista em marketing desportivo e encontra-se ligado aos desportos motorizados desde 1989, com um percurso como piloto em Fórmulas, Turismos e GT, além de uma carreira internacional em algumas áreas do desporto e da comunicação.

Fundado em 1977 por José Vieira, originalmente em papel e no formato de jornal, o AutoSport é um dos títulos mais emblemáticos do desporto motorizado e do setor automóvel em Portugal. Atualmente, funciona no formato online no site autosport.pt, acompanhando a atualidade dos desportos motorizados nacionais e internacionais, e do setor automóvel.

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Audiências semanais: TVI está de regresso à liderança

Na semana de 24 a 30 de março, o consumo global de televisão decresce e regista o valor mais baixo do ano, até agora, caindo cerca de trinta e um minutos por dia, para cinco horas e 14 minutos

Na semana passada, o consumo global de televisão decresce de forma significativa e regista o valor mais baixo do ano, até agora, caindo cerca de trinta e um minutos por dia, e ficando agora pelas cinco horas e 14 minutos diárias.

A TVI está de regresso à liderança da semana, sendo um dos canais que reforça o ‘share’, tal como acontece com a SIC, os canais por cabo e o ‘outros’; a RTP1 é o único canal em quebra esta semana. Assim, a RTP1 desce até aos 11,1% de quota semanal, ao contrário do que se verifica com a SIC, que reforça ligeiramente a quota e tem agora 14,5% de ‘share’ semanal, e com a TVI, que também cresce e tem agora 14,9% de quota de audiência.

A oferta no cabo e o ‘outros’ reforçam ambos, com a televisão por cabo a chegar aos 39,8% de ‘share’, e o ‘outros’ (que inclui o visionamento em ‘time shift’, ‘streaming’ e vídeo/jogos) a atingir 18,7% de quota semanal.

Na listagem dos mais vistos mais vistos no cabo, o pódio mais uma vez não tem alteração de ocupantes, continuando a ser composto pela CMTV, CNN Portugal e SIC Notícias, e nas posições que se seguem até ao sexto lugar também não há mudança de posições: Star Channel, Globo, Hollywood mantém os mesmos lugares na tabela.

Ao longo do restante top 10 da semana há algumas trocas de lugares, mas mais uma vez não há entrada de novos canais na tabela, e encontramos assim nas posições que restam os canais Star Movies, SIC Mulher, News Now e Star Life.

Esta semana, o programa de humor da SIC, de Ricardo Araújo Pereira e equipa, ‘Isto é Gozar Com Quem Trabalha’, está de volta ao primeiro lugar do ranking da programação global, onde é seguido pelo concurso da RTP1 ‘O Preço Certo (R)’ e por ‘Isto é Gozar Com Quem Trabalha – A Entrevista/Jorge Pinto’, da SIC.

Nas posições restantes estão os informativos ‘Jornal da Noite’, da SIC, e ‘Telejornal’, da RTP1. O Campeonato está de volta depois da pausa para jogos das seleções, e o programa desportivo da CMTV ‘Duelo Final/Estrela Amadora X Sporting’ está também de regresso ao topo da tabela, onde é seguido por ‘Golos: Segunda Parte/Estrela Amadora X Sporting’ e ‘Golos: Primeira Parte/Gil Vicente X Benfica’. Nas posições que se seguem encontram-se o ‘Grande Jornal – Noite’ e ainda o ‘Investigação CM/Esquecido’, tudo conteúdos da CMTV.

 

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