APCC recomenda proteção a lojistas microempresas
A APCC fez, esta quarta feira, uma recomendação aos associados no sentido de considerarem descontos na remuneração mensal fixa ou mínima a pagar pelos lojistas classificados de microempresas, que empregam […]

Sandra Xavier
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A APCC fez, esta quarta feira, uma recomendação aos associados no sentido de considerarem descontos na remuneração mensal fixa ou mínima a pagar pelos lojistas classificados de microempresas, que empregam menos de 10 pessoas e cujo volume de negócios anual ou balanço total anual não excede os 2 milhões de euros.
O objetivo é permitir a proteção num cenário de abrandamento da atividade económica.
Na prática, a medida passa pela atribuição de um desconto percentual em linha com as perdas face à faturação de 2019 com um limite de 15%, nos valores de remuneração mensal fixa no primeiro semestre de 2023.
O desconto, refere a APCC, só deverá ser aplicável a lojistas que não recebam outro tipo de ajuda.
A recomendação surge “apesar de os dados disponíveis comprovarem que o atual período configura uma retoma plena e um dos melhores momentos do retalho desde o início da pandemia e com valores que registam, em média, um incremento de vendas face a 2019”.
A APCC acredita que uma eventual degradação do momento económico será ultrapassada, em conjunto com os lojistas, com o mesmo sucesso do passado, num ambiente de estreita cooperação entre todos os agentes económicos”.
“Os associados da APCC têm como especial preocupação a contínua salvaguarda dos efeitos das externalidades negativas que possam afetar a sua atividade. Os apoios a lojistas, por via da negociação caso a caso e de acordo com o desempenho demonstrado, são uma realidade com sucesso comprovado, ao longo de anos e que tem feito parte do modus operandi dos agentes deste setor, contribuindo para a atenuação das dificuldades sentidas e promovendo um desenvolvimento sustentado dos lojistas, sempre com a ideia presente de que o bem-estar do sector depende do bem-estar das empresas que são acolhidas nos centros comerciais e vice-versa”, refere Rodrigo Moita de Deus, CEO da APCC.