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Morte à sede, ao plástico e ao aborrecimento

Pedro Ribeiro valoriza o entretenimento na publicidade e, por isso, a campanha que gostaria de ter feito é a The Biggest Ad Ever da Liquid Death, criada por uma equipa interna desta marca de água enlatada. A campanha que mais gostou de fazer foi a Vidas Extraordinárias, para a associação Acreditar

Daniel Monteiro Rahman
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Morte à sede, ao plástico e ao aborrecimento

Pedro Ribeiro valoriza o entretenimento na publicidade e, por isso, a campanha que gostaria de ter feito é a The Biggest Ad Ever da Liquid Death, criada por uma equipa interna desta marca de água enlatada. A campanha que mais gostou de fazer foi a Vidas Extraordinárias, para a associação Acreditar

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Qual é a campanha que gostaria de ter feito?

Gostaria de ter feito qualquer uma das campanhas da Liquid Death e destaco a que lançaram durante o último Super Bowl, a The Biggest Ad Ever, mas só como exemplo.

Quais são as razões dessa escolha?

Criada em 2019 por Mike Cessario, um ex-diretor criativo de publicidade, a Liquid Death é apenas água numa lata. Mais do que qualquer campanha ou execução, aquilo que mais gosto é da ideia da própria marca. A Liquid Death declarou morte à sede e ao plástico, assumindo a ausência de atributos diferenciadores – é apenas água em lata, nada mais – e apostando tudo na narrativa, na cultura e, acima de tudo, no entretenimento. Na construção da própria marca, portanto. Essa é a melhor ideia de todas.

Nesta campanha referida, a Liquid Death quis entrar na conversa do ‘Big Game’ sem lá estar verdadeiramente, transformando a face das suas caixas num espaço publicitário que qualquer marca podia licitar no eBay. A licitação viria a ser ganha pela Coinbase (um dos maiores destaques do intervalo publicitário do Super Bowl do ano anterior, com o surpreendente QR Code Super Bowl ad) por uns interessantes 500 mil dólares (€464 mil). Uma ideia engenhosa e com impacto direto no negócio.

 

 

O que é que lhe chamou mais a atenção: o texto, a imagem, o protagonista ou outro aspeto da campanha?

Mais do que publicidade, esta marca faz entretenimento. Morte à sede, ao plástico e ao aborrecimento, são os apelos mais próximos de um ‘call-to-action’ que podemos encontrar na sua comunicação. Visualmente, também não há compromissos. Vale tudo, desde que seja divertido. Em The Biggest Ad Ever, o formato ‘hardsell sketch’ e o argumento da audiência muito superior à do Super Bowl, por uma fração do preço, são os ingredientes surpreendentes desta campanha.

Esta campanha inspirou-o a nível criativo?

A Liquid Death inspira-me porque demonstra a força de uma marca e das ideias. Por si mesmo, o produto não acrescenta nada e não se diferencia. Está longe de criar uma necessidade, pelo contrário, responde a uma das mais básicas. É só água e serve só para beber. E não é só giro. É negócio. A Liquid Death vende e vende muito.

Segundo a Forbes, as vendas a retalho da Liquid Death aumentaram mais de 100% entre 2022 e 2023, crescendo de 110 milhões de dólares (€102 milhões) para 263 milhões de dólares (€244 milhões). Atualmente, a marca está avaliada em 1,4 mil milhões de dólares (€1,3 mil milhões). Marcas fortes e boas ideias vendem.

 

 

Qual é a campanha que fez que mais o concretizou profissionalmente e porquê?

A campanha Vidas extraordinárias para a Associação Acreditar – uma associação de apoio a crianças e jovens com cancro – foi das últimas campanhas em que participei na Tux & Gill e na qual tenho muito orgulho. É uma campanha de angariação de donativos, com filmes, imprensa e digital, que tem duas pequenas histórias quotidianas na sua base. Numa dessas histórias temos uma criança pequena a fazer uma traquinice às escondidas – rouba uma fatia de bolo acabado de fazer -, com o pai a fingir que não vê nada.

Na outra história, vemos um casal de adolescentes a namorar, quando a mãe da menina irrompe pelo quarto sem pedir permissão, deixando a adolescente em fúria. Ambas são situações perfeitamente banais, mas com um twist que não é verdadeiramente um twist, porque está à vista de todos desde o início e não tem impacto na história. Tanto a criança pequena quanto a adolescente têm cancro, o que não as impede de viverem uma vida normal.

É isso que a Acreditar promove nas suas casas de acolhimento e é o que crianças e jovens com cancro e as suas famílias mais querem: uma vida normal. Uma verdade poderosa, simples, sem filtros e surpreendente. Motivos mais do que suficientes para gostar muito desta campanha.

 

 

Como é que chegou a esta ideia e avançou para a concretização?

A principal inspiração para esta ideia veio de visitas à Casa da Acreditar e de conversas com as equipas envolvidas. Foi esta imersão que nos fez entender que a casa da associação existe para dar o máximo de normalidade à vida das pessoas que por lá passam. Possibilitar momentos de normalidade a uma família, com um fardo tão pesado quanto um diagnóstico de cancro pediátrico, é um dos maiores objetivos da associação.

E isso é surpreendente por si mesmo. Mostrar pequenas histórias banais inspiradas nesta normalidade e sem as habituais reviravoltas emocionais, pareceu-nos um caminho diferente e genuíno. Na sua concretização quisemos manter a simplicidade e a pureza, com o mínimo de artifícios.

O que é que faz quando não tem ideias?

Procuro ver ou fazer algo que não tem nada a ver. Esquecer o briefing por alguns instantes. E depois, insistir e pensar mais.

 

Ficha técnica

Campanha: The Biggest Ad Ever
Cliente: Liquid Death
Agência: Equipa interna da Liquid Death
Cofundador/CEO: Mike Cessario
Vice-presidente de marketing: Dan Murphy
Vice-presidente criativo: Andy Pearson
Vice-presidente de marketing: Greg Fass
Vice-presidente de design:Frank Dresmé
Diretor criativo: Will Carsola
Diretor criativo associado: Stu Golley
Gestora de marca: Tia Sherwood
Designer gráfico: Kellen Breen

 

Ficha técnica

Campanha: Acreditar
Agência: Tux & Gill
Diretor Criativo: Pedro Ribeiro
Copywriter: Tiago Carvalho / Diana Dâmaso
Diretor de arte: Daniel Matias / Pedro Pissarra / Júlio Ferreira
Arte finalista: Rui Alves
Diretor-geral: Zé Francisco Leitão de Sousa
Diretor de estratégia: Inês Mateus de Almeida
Diretor de serviço a cliente: Catarina Santos
Executivo de contas: Sofia Carvalho
Produtora: Shot and Cut Films
Realizador: Filipe Correia Santos
Diretor de fotografia: William Sossai
Diretora de produção: Joana Barros
Produtor: Guilherme Chaves
Diretor de arte: Mariana Beja
Assistente de arte: Carolina Duran
Caraterização: Olga José
Make-Up: Rita Lacerda

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Cerca de 2,7 milhões de portugueses viram Espanha sagrar-se campeã da Europa pela quarta vez 

Final Espanha x Inglaterra entrou diretamente para a quinta posição do top 10 dos jogos mais vistos em canal aberto. Os jogos de Portugal ocupam as quatro primeiras posições, com o Portugal x Eslovénia a ser o mais visto

Espanha venceu a Inglaterra na final do Euro 2024, por duas bolas a uma, e sagra-se pela quarta vez campeã da Europa, depois das conquistas de 1964, 2008 e 2012. Com esta vitória, Espanha é agora a seleção com maior número de europeus, ultrapassando a Alemanha.

Com transmissão na RTP1, a final foi vista por um total de 4,5 milhões de telespetadores, a que correspondeu uma audiência média de 2,7 milhões de telespetadores e um share de 51,8%. O jogo entre a Espanha e a Inglaterra teve um forte impacto nas audiências da RTP1, que sobretudo devido à transmissão do jogo, liderou no total dia com um share de 17,8%. A SIC ficou na segunda posição com um share de 13%, seguida da TVI com um share de 11,7%.

Comparativo com Euro 2016 e 2022 em canal aberto 

Se compararmos as últimas finais dos três últimos europeus vemos que a final de 2016, que teve a presença de Portugal foi a mais vista. A vitória de Portugal frente a França foi vista, em média por 3 milhões e 702 mil telespetadores e teve um share de 78,1%.


A final do Euro 2024 foi a segunda mais vista, tendo sido vista em média por cerca de 2,7 milhões de telespetadores (+19% vs. final do Euro 2020) e um share de 51,8%. Das três finais, a final do Euro 2020 entre Itália x Inglaterra foi a menos vista.

Espanha X Inglaterra com pico máximo de 3,2 milhões de telespetadores

A partida transmitida pela RTP1 registou uma performance crescente ao longo de toda a primeira parte. O interesse dos portugueses na partida diminuiu com o intervalo, no entanto este foi retomado logo que a segunda parte teve início.

A audiência da segunda parte foi superior à da primeira parte e mais estável. O pico de audiência aconteceu já perto do apito final, altura em que a Inglaterra fazia o último esforço para levar a partida para o prolongamento.

Jogos do Euro 2024 registaram uma maior audiência face aos jogos dos últimos dois europeus

A 14 de julho realizou-se o último jogo do Euro 2024, a final entre a Espanha e a Inglaterra. Em comparação com os dois últimos europeus podemos verificar que o Euro 2024 regista, no acumulado de todos os jogos, níveis de audiência média superiores (+27% face ao Euro 2020 e +0,5% face ao Euro 2016). O mesmo se verifica quanto aos jogos em que Portugal participou, que registaram uma audiência média de 3 milhões e 261 mil telespetadores (+1% vs Euro 2016 e +7% vs. Euro 2020).

Impacto das audiências em TV – Euro 2024

Durante o período do Euro 2024, a RTP1 e a SIC foram as únicas estações que registaram um aumento do seu share, quando comparado com a média do mês de maio. Ambas registaram um crescimento (+1.1p.p. vs. a média de maio). Apesar do crescimento da SIC, a TVI com um share de 15,6%, foi a estação mais vista durante o período do Europeu. A Sport TV, que transmitiu todos os jogos do Euro, registou um share de 1,0%, refletindo um aumento de +0.6p.p. face à média de maio.

Portugal x Eslovénia foi o jogo mais visto de toda a competição

O jogo da final entre Espanha x Inglaterra entrou diretamente para a quinta posição do top 10 dos jogos mais vistos em canal aberto. Os jogos de Portugal ocupam as quatro primeiras posições, com o Portugal x Eslovénia a ser o mais visto. O jogo registou uma audiência média de cerca de 3,6 milhões de telespetadores e um share de 65,6%.

Dos jogos em que Portugal participou, o jogo frente à Turquia foi o menos visto. O jogo ficou na sexta posição com uma audiência média de 2 milhões e 623 mil telespetadores e um share de 63,7%. Este foi também o único jogo de Portugal transmitido às 17h, sendo que todos os outros tiveram transmissão às 20h.

No canal de subscrição o jogo mais visto foi o jogo dos quartos de final entre Portugal e a França. O jogo que ditou a eliminação de Portugal contou com uma audiência média de 236 mil telespetadores e um share de 4,5%. Inglaterra x Eslováquia e o Espanha x Alemanha, considerada por muitos uma final antecipada, completam o top 3 dos jogos mais vistos no canal premium.

 

Elaborado por Initiative/ Mediabrands Insight sobre dados CAEM/GFK reproduzidos em YUMI, Telereport – Mediamonitor; Alvo Ind 4+. Tipologia de audiência: Total Dia; Período da Análise: junho de 2024; Outros: Visionamento residual de canais não auditados, visionamento em diferido noutros dias e outras utilizações da TV como streaming e consolas

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Alphabet negoceia compra de ‘startup’ de cibersegurança por €21 mil milhões

As funcionalidades de segurança otimizadas da Wiz poderão ajudar a Google a conquistar mais clientes para o seu serviço de computação na ‘nuvem’. Até à data, o maior investimento da Alphabet ocorreu em 2012, com a aquisição da Motorola Mobility, por €11,4 mil milhões

A Alphabet, empresa-mãe da Google, está em negociações para adquirir a ‘startup’ de cibersegurança Wiz, por cerca de 23 mil milhões de dólares (€21 mil milhões), revelou ao The Wall Street Journal, a 14 de junho, uma fonte familiarizada com o processo. O investimento poderá significar a maior aquisição de sempre da Alphabet.

A Wiz, fundada em Israel e sediada em Nova Iorque, fornece soluções de cibersegurança baseadas em computação na ‘nuvem’, com deteção de ameaças e respostas em tempo real, impulsionadas pela inteligência artificial. O acordo de aquisição, financiado maioritariamente em dinheiro, poderá ser concretizado em breve, acrescenta a mesma fonte ao The Wall Street Journal.

As funcionalidades de segurança otimizadas da Wiz poderão ajudar a Google a conquistar mais clientes para o seu serviço de computação na ‘nuvem’, num mercado competitivo em que a procura está a aumentar. Recorde-se que o serviço de computação na ‘nuvem’ da Google cresceu 28% para 9,57 mil milhões de dólares (€8,7 mil milhões) no primeiro trimestre deste ano.

Em 2023, a Wiz apresentou receitas de cerca de 350 milhões de dólares (€320 milhões) e, atualmente, trabalha com 40% das empresas da Fortune 100. Recentemente, arrecadou mil milhões de dólares (€916 milhões) numa ronda de financiamento privado, que avaliou a empresa em 12 mil milhões de dólares (€10,9 mil milhões).

O maior investimento da Alphabet ocorreu em 2012, com a aquisição da Motorola Mobility, por 12,5 mil milhões de dólares (€11,4 mil milhões).

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Leo Burnett Lisboa desenvolve ativação para a Castello

Através de um código QR, os consumidores podem degustar uma água gratuitamente. A iniciativa pretende amplificar a campanha publicitária desenvolvida no âmbito da comemoração dos 125 anos da marca, com planeamento de meios da Dentsu Media

A Leo Burnett Lisboa é responsável pela criatividade da ativação de marca que a água Castello está a promover, até 31 de julho, nas ruas de Lisboa atravessadas pelo elétrico 15, um dos símbolos da capital. Revestida a preto e vermelho, a viatura inclui um código QR que redireciona os consumidores para o site da marca, permitindo-lhes selecionar o ponto de venda onde podem desfrutar de uma água oferecida pela insígnia, numa ação de experimentação de produto.

A iniciativa pretende amplificar a campanha desenvolvida no âmbito da comemoração dos 125 anos da Castello, com planeamento de meios da Dentsu Media. “O Café Império, no Restelo, e a pastelaria A Tentação, na Praça da Figueira, recebem os passageiros para saborear uma água gaseificada premium simples, com fruta ou em mix com outras bebidas”, explica em comunicado a Central de Cervejas, que em 2019 adquiriu a concessão e a marca de água.

“Esta campanha publicitária representa o espírito da marca, o seu dinamismo, a inquietude e a ambição em estar cada vez mais presente nos momentos importantes do dia a dia de uma forma versátil, desafiadora e inesperada”, refere Martim Manoel, gestor de marketing da Castello. A oferta, que reforça a estratégia de comunicação da marca iniciada em 2023, é limitada a uma garrafa de água por participante e ao stock existente.

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Daniel Craig protagoniza campanha da Loewe

Com direção criativa de Jonathan Anderson, fotografia de David Sims, estilismo de Benjamin Bruno, cenografia de Poppy Bartlett e produção de Holmes Production, a nova campanha está presente em publicidade exterior, redes sociais, plataformas digitais e lojas da marca

Com direção criativa de Jonathan Anderson, fotografia de David Sims, estilismo de Benjamin Bruno, cenografia de Poppy Bartlett e produção de Holmes Production, a campanha publicitária da Loewe que promove a coleção masculina de outono/inverno 2024/25 da etiqueta de moda espanhola é protagonizada pelo ator britânico Daniel Craig. O intérprete de 007 sucede ao ator Jamie Dornan e ao cantor e compositor Omar Apollo, protagonistas das campanhas de outono/inverno 2023/24 e primavera/verão 2024 da marca.

Divulgada em media, em exterior, nas redes sociais, nas plataformas digitais e nos espaços comerciais da Loewe, promove também as peças desenvolvidas em colaboração com o artista plástico norte-americano Richard Hawkins que integram a coleção. Além de Jamie Dornan, Omar Apollo e agora Daniel Craig, a Loewe, detida pelo pelo grupo de luxo LVMH, também trabalhou com o ator inglês Josh O’Connor e com o artista francês Stéphane Bak, em campanhas publicitárias anteriores.

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Media europeus perdem pluralismo. Portugal é um dos países de baixo risco

Interferências políticas e comerciais, e condições laborais precárias nas redações são alguns dos problemas apontados no estudo Media Pluralism Monitor 2024. A Federação Internacional de Jornalistas insiste na adoção de políticas que salvaguardem a diversidade

Dos 32 países europeus analisados para a edição de 2024 do estudo Media Pluralism Monitor (MPM), realizado pelo Centre for Media Pluralism and Media Freedom (CMPF), apenas sete (Alemanha, Suécia, Dinamarca, Países Baixos, Bélgica, Finlândia e Lituânia) apresentam níveis de pluralismo dos media que podem ser consideradas satisfatórios. Portugal é um dos nove países de baixo risco, a par com a Dinamarca, Estónia, Finlândia, Alemanha, Lituânia, Luxemburgo, Suécia e República da Macedónia do Norte.

Áustria, Chipre e Eslováquia, que também se encontravam nesse patamar, apresentam agora uma taxa de risco médio. Apenas sete países europeus apresentam um nível satisfatório de pluralismo nos meios de comunicação social. França já não é uma das nações com melhor desempenho na Europa, revela o estudo, realçando que os países com a taxa de risco mais elevada continuam a ser a Turquia, a Hungria, a Albânia, a Sérvia, a Roménia e o Montenegro.

Na maioria dos países analisados, os cidadãos europeus não têm acesso totalmente garantido a fontes de informação diversificadas e independentes, refere o estudo MPM, que aponta uma deterioração do pluralismo dos media em toda a Europa. “As tendências gerais mostram uma crescente interferência comercial e política nos meios de comunicação social. O relatório demonstra também a passividade dos Governos europeus e das empresas de media face a esta ameaça democrática”, aponta o CMPF.

O estudo, realizado anualmente, avalia os riscos para o pluralismo dos meios de comunicação social em 32 países europeus, 27 estados-membros da União Europeia (UE) e cinco países candidatos, detalhando as ameaças ao pluralismo e à liberdade dos meios de comunicação social. “Os resultados mostram que nenhum desses países ​​está livre de ataques ao pluralismo dos media”, alerta a análise, que salienta as pressões, as condições de trabalho e as ameaças jurídicas que os jornalistas enfrentam no quotidiano.

“Outra tendência alarmante que emerge do relatório diz respeito à independência editorial, que regista um nível histórico de alto risco este ano. As pressões comerciais comprometem a independência editorial, com os proprietários dos meios de comunicação social e os anunciantes a influenciar a cobertura dos temas”, refere o estudo. A adoção de quadros legislativos que melhorem as condições de trabalho dos jornalistas é uma das recomendações que o CMPF apresenta nas conclusões do MPM.

“Em 10 anos de monitorização dos media, observámos o surgimento de muitos novos desafios. Hoje, mais do que nunca, existe uma extrema necessidade de apoiar o jornalismo e o pluralismo dos media. Esperamos avaliar os efeitos da Lei Europeia sobre a Liberdade dos Meios de Comunicação Social nos Estados-Membros e apelamos aos Governos para que se comprometam a proteger a liberdade de imprensa como um pilar da nossa democracia”, afirma Pier Luigi Parcu, diretor da CMPF.

Após a divulgação do documento, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) também veio a público insistir na adoção de políticas que salvaguardem o pluralismo dos media. “Em tempos como os que atualmente vivemos, em que a democracia está particularmente em jogo, os cidadãos precisam de uma imprensa livre e os Governos devem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para garantir a diversidade dos meios de comunicação social”, defende Dominique Pradalié, presidente da FIJ.

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APETRO é agora EPCOL com rebranding da White Way (com vídeo)

O rebranding pretende refletir o posicionamento estratégico da Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes, anteriormente denominada Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas, destacando o compromisso com a transição energética sustentável

A EPCOL é a nova marca que representa a associação das Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes, anteriormente conhecida como Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO).

O novo rebranding da associação, que passou pela criação de uma nova identidade visual e comunicação de marca, é da autoria da agência criativa White Way e pretende refletir o novo posicionamento estratégico da associação, destacando o compromisso com a transição energética sustentável. 

“A EPCOL quer garantir a energia do presente, enquanto investe na energia do futuro. Para nós e para as nossas associadas, é extremamente importante fornecer produtos energéticos com menor impacto no clima e no ambiente, pois somos e queremos continuar a ser parte da solução para as necessidades das empresas e famílias”, garante António Comprido, secretário-geral da EPCOL, em comunicado de imprensa.

“A sustentabilidade é um tema estratégico para a White, tanto na dimensão interna como no apoio aos nossos clientes nesta jornada. Ter a possibilidade de trabalhar criativamente um assunto tão fulcral é, para além de um privilégio, um enorme prazer. Estamos muito satisfeitos com o resultado deste projeto da EPCOL”, revela Filipa Montalvão, cofundadora e sócia da White Way.

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LinkedIn lança ferramenta de criação de campanhas com base em IA

A Accelerate é um dos primeiros investimentos do LinkedIn em IA e está incluída no gestor de campanhas desta rede social para profissionais e empresas, permitindo que os sistemas de IA elaborem uma campanha publicitária completa

O LinkedIn está a lançar oficialmente a Accelerate, ferramenta que utiliza inteligência artificial (IA) para automatizar o processo de criação de campanhas publicitárias. A ferramenta que está a ser apresentada a nível global, com a expetativa de estar disponível para todos os anunciantes no início do outono, já estava disponível para um número limitado de anunciantes, desde outubro de 2023, de acordo com o Digiday.

A Accelerate é um dos primeiros investimentos do LinkedIn em IA e está incluída no gestor de campanhas desta rede social para profissionais e empresas, permitindo que os sistemas de IA elaborem uma campanha publicitária completa. Basta o anunciante fornecer um link para o produto que pretende promover e o sistema encarrega-se do resto, incluindo os elementos criativos, através da integração do Microsoft Designer.

Tendo por base os dados dos clientes, a Accelerate cria automaticamente os conteúdos e o público-alvo para uma campanha. Assim, os anunciantes têm apenas de ajustar o texto, as imagens e aperfeiçoar quaisquer parâmetros de segmentação de acordo com as suas necessidades.

“Em apenas cinco minutos, a Accelerate constrói uma campanha completa e otimizações automáticas para atingir o público pretendido com anúncios envolventes, que podem ser ajustados e aperfeiçoados antes do lançamento da campanha”, salienta Abhishek Shrivastava, vice-presidente de produto do LinkedIn, em comunicado de imprensa.

O LinkedIn também está a adicionar outras novidades ao gestor de campanhas, como a opção de integrar dados de clientes e listas de exclusão na segmentação de uma campanha. Simultaneamente, a rede social está a expandir as capacidades do seu assistente de marketing baseado em IA, para que os anunciantes tenham a possibilidade de colocar questões mais detalhadas durante o processo de criação das campanhas.

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M&P 961: Entrevista a Daniel Hulme (WPP) + Book Prémios de Design M&P’24

Uma análise de dados trabalhados pela Snack Content revela as 10 marcas com as quais a geração Z mais interagiu nas redes sociais em Portugal, entre janeiro e junho

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O que pode ler na edição 961 do M&P

Uma entrevista a Daniel Hulme (WPP), as 10 marcas com as quais a geração Z mais interagiu nas redes sociais em Portugal, a opinião de Paula Cosme Pinto, João Paulo Luz e Pedro Simões Dias, e o Book com os vencedores dos Prémios de Design M&P’24 são alguns dos destaques

Na edição 961 do M&P destaca-se uma entrevista com Daniel Hulme, diretor global de IA do WPP, que aponta os caminhos a seguir e a evitar na utilização de inteligência artificial no marketing, criatividade e planeamento de meios.

O também CEO da Satalia, empresa de pesquisa e implementação de sistemas de IA que vendeu ao WPP em 2021, por cerca de €88,75 milhões, destaca ainda o talento nacional na otimização de IA.

Uma análise de dados trabalhados pela Snack Content revela as 10 marcas com as quais a geração Z mais interagiu nas redes sociais em Portugal, entre janeiro e junho.

Na secção dedicada a profissionais expatriados, Ana Martines, diretora de comunicação e ‘engagement’ do cluster ibérico da L’Oréal, partilha a experiência de ter trocado Lisboa por Madrid.

Na rubrica dedicada à criatividade, Como é que não me lembrei disto?, a ‘New and Not Improved’, para o Mac&Cheese da Kraft, é a campanha que André Mota, diretor criativo da Mustard, gostaria de ter feito.

Na crónica Costela de Adão? Não, Paula Cosme Pinto, comunicadora pela igualdade de género, aborda a exploração da imaturidade infantil como nicho de mercado na cosmética, apresentando uma marca (a Kiehl’s), que faz o caminho oposto numa recente campanha publicitária.

Ainda na opinião, João Paulo Luz, diretor de negócios digitais e ‘publishing’ da Impresa, escreve sobre o poder da inteligência artificial no nosso conhecimento e opções de consumo. Pedro Simões Dias, fundador da Comporta Perfumes e advogado de proteção de direitos de marcas, escreve sobre artistas enquanto marcas, dando como exemplos Rihanna e Dino D’Santiago.

O dossiê especial é dedicado à inovação em bebidas, em que os produtos funcionais e diferenciados impulsionam o mercado, numa edição que conta ainda com o book Prémios de Design M&P’24, com os vencedores e os melhores momentos do evento de entrega dos troféus.

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Bar Ogilvy é a nova agência criativa da Galp

A agência liderada por Miguel Ralha vai trabalhar a conta que estava dividida entre a O Escritório e a DDB

Catarina Nunes

A Bar Ogilvy é a nova agência criativa da Galp, na sequência de uma consulta ao mercado, ficando a trabalhar a conta que até agora estava dividida entre a O Escritório (grandes campanhas) e a DDB (ponto de venda).

“É um orgulho podermos trabalhar uma marca portuguesa com uma história tão rica e um portefólio de comunicação também ele histórico. Como agência com um claro foco em criatividade e resultados, a exigência criativa da Galp não podia ser um estímulo melhor. Foi exatamente esse estímulo que nos deu força para agarrar esta oportunidade desde o primeiro minuto”, refere Miguel Ralha, CEO e sócio da Bar Ogilvy,

Miguel Ralha acrescenta ainda que “toda a equipa da Bar Ogilvy está entusiasmada com as oportunidades que esta parceria vai trazer. A nossa equipa está preparada para levar a criatividade e a inovação a novos patamares, contribuindo para o sucesso contínuo da Galp”.

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