Adoção de IA generativa está aquém do expectável
Estudo internacional ‘GenAI for Marketing: Fear or FOMO’, realizado pela Kantar, revela que os ‘marketers’ avaliam a utilização da inteligência artificial generativa com 5,3 numa escala de zero a dez. Nas empresas, o valor apontado não vai além de 4,9
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Luis Batista Gonçalves
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A adoção de inteligência artificial (IA) generativa está abaixo do que seria expectável, defende o estudo internacional ‘GenAI for Marketing: Fear or FOMO’, da Kantar. Os ‘marketers’ avaliam a atual utilização da IA generativa com 5,3 numa escala de zero a dez. Na generalidade das empresas, o valor apontado não vai além de 4,9, segundo a análise, desenvolvida com base em entrevistas a 50 profissionais de marketing,
Nos próximos três a cinco anos, de acordo com a empresa internacional de estudos de mercado, tanto num caso como noutro, a avaliação deverá aproximar-se dos nove, na mesma escala de avaliação.
Uma das razões apontadas para os níveis de adesão atuais prende-se com a necessidade de supervisão que o recurso à tecnologia exige, apesar de uma grande parte dos ‘marketers’ também a encarar com uma ameaça, bloqueando a adoção massiva da IA generativa, revela o estudo. As dúvidas quanto aos comandos a usar é outra das causas identificadas, com muitos profissionais do marketing a assumirem terem dificuldades em definir ‘prompts’.
A falta de formação é outra das razões apontadas pelo estudo, que também menciona as barreiras éticas com que muitos ‘marketers’ se debatem por estarem a recorrer à tecnologia para desenvolver trabalho criativo.
“Testámos vários anúncios criados através de IA e anúncios parcialmente criados com recurso a IA generativa, usando as nossas ferramentas de avaliação criativa baseadas em IA, e concluímos que, só porque foi feito com recurso a IA generativa, um anúncio não é melhor ou pior do que um que tenha tido maior intervenção humana”, sublinha, no entanto, Jane Ostler, vice-presidente executiva de soluções globais de marketing e liderança da Kantar.
Para acelerar a adoção da da IA generativa nas organizações, a especialista, que coordenou o estudo, defende a aposta na formação especializada dos quadros das empresas e a promoção de uma nova mentalidade. “Essa formação específica é vital nos tempos que correm. Se os profissionais de uma empresa não usarem a IA, haverá sempre outros que o farão”, adverte Jane Ostler.