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Recuperar a marca Madeira

A importância do sector turístico na ilha da Madeira ficou bem clara nas declarações feitas pelo presidente do governo regional logo no primeiro dia que se seguiu à calamidade natural que deixou o território do avesso.

Pedro Durães
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A importância do sector turístico na ilha da Madeira ficou bem clara nas declarações feitas pelo presidente do governo regional logo no primeiro dia que se seguiu à calamidade natural que deixou o território do avesso.

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A importância do sector turístico na ilha da Madeira ficou bem clara nas declarações feitas pelo presidente do governo regional logo no primeiro dia que se seguiu à calamidade natural que deixou o território do avesso.

Alberto João Jardim mostrou-se visivelmente preocupado com a imagem turística do arquipélago no estrangeiro e pediu discrição aos meios de comunicação social na forma como a intempérie era relatada. A verdade é que o turismo é um dos pilares centrais e motor da economia madeirense e uma quebra significativa da captação de turistas pode ter um impacto devastador sobre a engrenagem económica da região. Ultrapassada a prioridade de ajudar as vítimas e de repor a normalidade para o funcionamento dos serviços na ilha, a próxima etapa consiste na recuperação da imagem da Madeira enquanto marca de produto turístico, que deverá reunir todos os intervenientes do sector em torno de objectivos comuns. Nos instantes que se seguiram à catástrofe, cadeias hoteleiras e outras entidades ligadas ao turismo apressaram-se a colocar em marcha planos de gestão de crise, com comunicados regulares sobre a evolução dos trabalhos e assegurando o funcionamento normal dos seus serviços. Quatro dias depois, a secretária regional do Turismo e Transportes da Madeira, Conceição Estudante, esteve reunida com vários elementos representativos do turismo madeirense no sentido de acordar uma união de esforços para que seja passada uma imagem de recuperação e preparar um plano conjunto para minimizar o impacto negativo da catástrofe sobre um sector que, apesar de quebras de 14 por cento, gerou um volume de negócios de 255 milhões de euros em 2009, de acordo com dados do Turismo de Portugal.

Perante a possibilidade de uma concertação entre os vários operadores do sector para realizar uma campanha para recuperar a imagem da Madeira enquanto produto turístico, a secretária regional do Turismo explica, em declarações ao M&P, que “não se trata de uma campanha mas sim de várias campanhas e, sobretudo, de uma concentração de esforços”, sublinhando que “o objectivo da Secretaria Regional do Turismo e Transportes é mostrar a recuperação das zonas que foram afectadas, concretamente da cidade do Funchal, de modo a impedir mais cancelamentos ou adiamentos de viagens turísticas para a região”. Um objectivo que, segundo Conceição Estudante, “foi partilhado pelos parceiros privados presentes na reunião e que passará pela maior projecção da Madeira, quer para o território nacional, quer para o estrangeiro, contando com todos os hoteleiros e todas as agências de viagens, através de canais de comunicação directos para os sites de turismo e vice-versa”. Este esforço concertado será conduzido em duas fases, sendo que numa primeira fase o que importa é a articulação entre os players na comunicação daquilo que vai sendo feito em termos de recuperação do destino turístico. António Trindade, CEO do grupo Porto Bay, que detém cinco unidades hoteleiras no Funchal, adianta que nesta reunião foram sugeridas “acções tácticas e estratégias para diferentes timings adequados” e sublinha que nesta fase, é importante passar a mensagem da “capacidade inesperada de recuperação do destino. Temos estado 24 sobre 24 horas num trabalho notável de limpeza e recuperação”. “Esta é uma união de todo o trade que terá numa primeira fase um plano responsável e consistente de informação sobre os trabalhos de recuperação do destino junto dos canais de venda e dos próprios mercados”, explica João Welsh, delegado na Madeira da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT).

Uma campanha global

Para lá de toda a operação de gestão de crise conduzida pelos elementos do sector turístico, é preciso depois avançar para uma fase em que o objectivo deixa de ser minimizar o impacto para se focar numa forte operação de captação de turistas. “Passado esse primeiro momento, a Secretaria Regional do Turismo e Transportes, através dos seus vários departamentos oficiais e em colaboração com os agentes privados do sector, encontra-se a preparar campanhas de promoção que irão ser dirigidas aos mercados nacional e internacional, bem como organizar press trips que deverão acontecer já nas próximas semanas”, adianta Conceição Estudante. Também João Welsh avança com a indicação de que “a APAVT está também a colaborar com um plano de comunicação regular e sem prazo pré-estabelecido junto das suas congéneres internacionais e seus associados em Portugal continental que, como se sabe, é o mercado que mais turistas gera anualmente para a Madeira”. Patrícia Reimão, directora de imagem e comunicação do grupo Pestana, que possui dez hotéis no arquipélago, refere que “será revisto o plano de promoção turística da Madeira por forma a adaptá-lo às necessidades de maior apoio ao destino”. “Pretende-se que o relançamento do destino Madeira seja feito já para a Páscoa, pelo que temos que começar a pensar em desenvolver pacotes promocionais especiais para esta época, englobando actividades e visitas a zonas não afectadas pelo mau tempo”, salienta. “Num prazo que também deve ser curto foi considerado que a Festa da Flor deverá ser a data de início de uma campanha mais abrangente, como espelho directo de uma das mais-valias da Madeira enquanto destino, a sua natureza”, acrescenta António Trindade.

Do lado das agências de viagens, João Welsh refere que a associação “desenvolveu também um projecto de parceria com a imprensa nacional que consiste no lançamento de uma campanha de solidariedade e promoção da região”. O delegado da associação sublinha ainda “que os operadores associados estão também a lançar fortes campanhas da Madeira para a Páscoa, Festa da Flor e para o próximo Verão”.

Uma marca abalada

A calamidade que se abateu sobre a Madeira pode, apesar de todos os esforços dos vários operadores, fazer com que a notoriedade da região enquanto produto turístico saia enfraquecida perante as imagens devastadoras que correram mundo. O impacto negativo sobre o sector já se faz sentir, mas os operadores mostram-se optimistas relativamente à capacidade da Madeira para se reerguer.

“No imediato, e como é normal, o destino sofreu alguns cancelamentos e adiamentos de reservas. O impacto no médio e longo prazo em termos de imagem vai depender não só da rapidez com que tudo voltar à normalidade mas também do empenho da comunicação social e dos representantes do Turismo em comunicar essa recuperação”, aponta a directora de comunicação do grupo Pestana.

António Trindade admite que “é inegável que o temporal teve certamente impacto na marca Madeira enquanto produto turístico já que a tempestade foi notícia em todo o mundo”. Mas mostra-se optimista ao reforçar que “estamos claramente empenhados em que a próxima notícia seja a da sua rápida recuperação”. João Welsh vai directo ao assunto: “Há inevitavelmente um impacto imediato negativo — estimamos que dure entre 4 a 5 semanas — consubstanciado em cancelamentos e ‘no shows’, que poderá resultar numa quebra entre 10 a 15 por cento das reservas”. Mas o responsável da APAVT na Madeira mostra-se confiante e optimista para o futuro, com uma normalização progressiva do sector que “certamente será consolidado com o efeito positivo da Festa da Flor” e “numa terceira fase, já a partir do Verão, acreditamos que, com os esforços da promoção regional e de toda a solidariedade nacional e internacional, a Madeira, destino de grande tradição e com provas dadas, venha até a beneficiar de um aumento dos fluxos turísticos”. Questionada sobre o impacto desta situação de crise sobre a notoriedade da Madeira enquanto marca de produto turístico, a secretária Regional para o Turismo é peremptória ao afirmar que “a notoriedade da Madeira nunca foi posta em causa nem nunca o seria em função de uma situação como aquela que vivemos”. Para Conceição Estudante, o efeito poderá mesmo ser o oposto. O esforço de recuperação que vem sendo encetado pelos madeirenses, “vai certamente contribuir para a imagem de marca e para a notoriedade de uma região que soube ultrapassar uma situação tão difícil como esta”. Posição que é corroborada por João Welsh, que admite que “haverá uma reacção no imediato de cautela, mas a consciência de que não há no mundo nenhum destino isento de um acontecimento desta natureza, associado à capacidade ímpar de recuperação que a Madeira está a demonstrar e ainda a tradição de segurança e bom clima do nosso destino, são razões mais que suficientes para estarmos convictos de que o capital de notoriedade da Madeira não será abalado”.

Piscar o olho aos turistas

Face à actual situação, o sector turístico precisa não só de minimizar os cancelamentos mas também de começar a traçar planos para não perder capacidade de atrair turistas, sejam nacionais ou internacionais. No caso de turistas internacionais o esforço terá de ser consideravelmente maior já que, mesmo antes da calamidade, a Madeira registava já quebras de turistas estrangeiros na ordem dos 18 por cento. Mas serão suficientes as operações publicitárias para promover o destino ou, para contornar a situação actual, o sector vai recorrer a uma redução generalizada dos preços da oferta turística madeirense? Conceição Estudante afirma que “a promoção e a informação serão as prioridades no que respeita à estratégia promocional da Madeira, não devendo passar pela redução de preços, ainda que esta questão esteja relacionada com o funcionamento e o oscilar do próprio mercado”. Já João Welsh admite que “alguns hotéis possam optar por esse caminho, mas a APAVT tem a firme convicção de que a redução de preços não é estratégia adequada”. O responsável da associação lembra que “tais políticas teriam o efeito contrário por poderem passar uma mensagem errada de que há dificuldades na recuperação e que o destino ainda não oferece a qualidade desejável, o que não é de todo correcto”, alertando para o facto de que “o resultado seria uma imagem de fragilidade associada a uma quebra de receitas nos clientes que mantiveram as suas reservas, com a agravante de poder criar um problema estrutural nos preços do destino, dificultando muito a recuperação dos preços actuais, já muito baixos para o produto oferecido”.

Patrícia Reimão, do grupo Pestana, assegura que para já “nada nos leva a ter de chegar a uma situação de baixa sustentada de preços”. Já o CEO dos hotéis Porto Bay, António Trindade, admite que numa lógica de curto prazo é preciso ter “consciência de que têm necessariamente de existir acções para evitar o cancelamento de operações turísticas. Criar ofertas suficientemente aliciantes é fundamental para retomar a agressividade comercial do destino”, refere.

Quanto a outro tipo de medidas, para lá de pensar em reduções sustentadas de preços, João Welsh considera mais importante “um reforço significativo de verbas por parte do Governo Regional para a promoção da Madeira por forma que se possa duplicar o rácio actual de investimento para promoção por cama, que é extremamente baixo”. O responsável da APAVT aponta a necessidade de se levar a cabo “campanhas junto do consumidor final, em particular nos mercados prioritários e o público alvo de maior potencial que é o turismo sénior”, alertando para o imperativo de “evitar a diversificação das verbas escassas, concentrando os esforços de forma a maximizar os resultados da notoriedade do destino e aumentar a procura, única forma de estimular com consistência a dinâmica dos canais de distribuição e de transporte.” É preciso “começar a construir pelos pilares e não pela telha, evitando-se assim os resultados efémeros a que temos assistido em todas as regiões turísticas nacionais”, critica..

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Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto (na foto) tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual”, esclarece o grupo Newsplex

Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i, substituindo Vítor Rainho, que ocupou o cargo de diretor interino das duas publicações nos últimos meses e que se mantém no sol como jornalista. Nuno Tiago Pinto, que foi diretor da revista Sábado entre setembro de 2022 e janeiro de 2025, inicia funções a 2 de abril.

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual. Com uma trajetória notável na revista Sábado, onde foi responsável pela estratégia editorial, o novo diretor assume o compromisso de levar o Sol e o i a uma nova fase de crescimento, respeitando sempre os princípios da independência, rigor e imparcialidade”, informa o grupo Newsplex, dono dos dois títulos em comunicado de imprensa.

Com formação em jornalismo e em relações internacionais, Nuno Tiago Pinto iniciou a carreira como jornalista na SIC Notícias, em 2002, transitando depois para O Independente, chegando a editor em 2005. Na Sábado, onde entra em dezembro de 2005, foi jornalista, editor, editor executivo e chefe de redação, antes de ser promovido a diretor.

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Roblox associa-se à Google para tornar anúncios mais imersivos

A parceria com a Roblox (na foto) tem como objetivo tornar a publicidade mais atrativa para a geração Z e acontece numa altura em que a Google aumenta a oferta geral de anúncios imersivos

A Roblox acaba de se associar à Google para tornar mais imersivos os anúncios exibidos na plataforma de videojogos. Além de querer aumentar a oferta, a intenção é tornar a publicidade mais atrativa para a geração Z. A aliança permite expandir as soluções que as duas empresas disponibilizam aos anunciantes.

As funcionalidades para os anúncios em vídeo ficam disponíveis no ‘marketplace’ publicitário IAB PlayFronts, para que marcas e agências de meios as possam adquirir programaticamente através das soluções de publicidade do Google e de compra direta, ao longo das próximas semanas.

Até ao outono, a Roblox, que há seis meses também estabeleceu um acordo com o WPP para se aproximar da geração Z, pretende adicionar mais formatos imersivos à oferta da ferramenta Google Ad Manager, incluindo para múpis e suportes exteriores digitais, tendo também estabelecido parcerias estratégicas com empresas como a Cint, a DoubleVerify, a IAS, a Kantar e a Nielsen, para reforçar a oferta programática.

O acordo com a Google acontece numa altura em que a empresa tecnológica aumenta a oferta de anúncios imersivos, estendendo-a à empresa AdMob, filial da Google que gere a publicidade móvel em sistemas operativos como o Android, o iOS, o webOS, o Flash Lite e o Windows Phone. A plataforma de promoção publicitária integrada Google Ad Manager também reforça a oferta, aumentando a capacidade de produzir anúncios em vídeo imersivos 2D e 3D.

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Ikea lança plataforma de venda de usados e reposiciona marca

Em dois dias, 9,1 mil consumidores acedem ao novo ‘marketplace’ (na foto). Além da nova campanha, a Ikea tem uma nova assinatura, sugerida a partir de um inquérito junto dos clientes

A Ikea está a lançar em Portugal a Ikea Preowned, plataforma digital de compra e venda de artigos da marca em segunda mão, que nos primeiros dois dias atraiu 9,1 mil consumidores e disponibilizou 167 produtos. Além de promover a economia circular, a iniciativa reforça a qualidade e a durabilidade dos produtos, materializando o conceito da nova campanha omnicanal.

Depois de projetos-piloto desenvolvidos em Espanha e na Noruega, a Ikea investe num novo ‘marketplace’, procurando rentabilizar a procura que os produtos que comercializa têm nas plataformas de comércio eletrónico, que revendem produtos em segunda mão. De acordo com um estudo da Statista, 52% dos consumidores estão dispostos a adquirir produtos usados para poupar e para reduzir o consumismo.

“Os números em Portugal são claros, mais de 10% do mobiliário vendido e comprado em segunda mão em Portugal já é da Ikea. Com o novo serviço, estamos a proporcionar aos nossos clientes uma plataforma ágil, intuitiva e segura, que permite não só aceder aos nossos produtos a um preço ainda mais acessível, como prolongar o seu ciclo de vida”, explica Maria João Franco, coordenadora de portefólio digital e de implementação da Ikea Portugal, citada no documento.

O lançamento do Ikea Preowned acontece numa altura em que a marca se reposiciona, centrando a comunicação na qualidade e na durabilidade dos produtos, através de uma nova campanha. Concebida pela Uzina e produzida pela 78 Films, com um planeamento de 360 graus, está a ser divulgada em televisão, digital, exterior e rádio, apresentando ‘A vida acontece em casa’, a nova assinatura da marca, definida a partir de um inquérito a 4.500 clientes.

“Recebemos testemunhos divertidos, emocionantes, muitos deles brincando com o facto de alguns produtos terem durado mais do que muitas relações que as próprias pessoas tiveram. E achámos que o nosso posicionamento e a nossa assinatura deveriam refletir isso mesmo. Como a vida acontece em casa, queremos reforçar que estamos com as pessoas em todas as fases da vida”, revela Mónica Sousa, diretora de marketing da Ikea em Portugal.

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Misa Rodriguez é a nova aposta da Skechers

Misa Rodriguez (na foto), guarda-redes do Real Madrid CF e internacional sénior da seleção espanhola é a nova embaixadora da marca desportiva, dando a conhecer as propostas da Skechers Football

Misa Rodriguez, guarda-redes do Real Madrid CF e internacional sénior da seleção espanhola, é a nova aposta da Skechers para dar a conhecer as novas propostas da Skechers Football. A desportista, que é também a nova embaixadora da marca de calçado desportivo, já joga oficialmente com chuteiras da Skechers.

“Estamos muito orgulhosos de ter uma jogadora como a Misa Rodriguez na família Skechers Football, que entre muitas caraterísticas se destaca pela confiança, liderança, força e precisão. Continuamos a reforçar a nossa posição no mundo do desporto com um produto de qualidade excecional que já é reconhecido por oferecer uma tecnicidade e conforto que realmente permite um melhor e maior desempenho em campo”, afirma Txerra Díaz, gestor da Skechers Iberia, citado em comunicado de imprensa.

Misa Rodríguez, que tem 364 mil seguidores no Instagram e 685,9 mil no TikTok, reforça o leque de jogadores espanhóis que já fazem parte da equipa Skechers Football, como é o caso de Isco Alarcón (Real Betis Balompié), Iker Losada (RC Celta de Vigo), Antonio Sánchez (Real CD Mallorca) e Pere Milla (RCD Espanyol).

“Estou feliz por ser a primeira futebolista espanhola a representar esta marca que está a crescer e que será, sem dúvida, uma das melhores do mundo do futebol em pouco tempo, devido ao conforto e à qualidade das chuteiras e do calçado da marca em geral”, salienta a futebolista, citada no documento.

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O Lado B da edição 977 do M&P

No Lado B, última página do jornal, a rubrica Fatal, Banal, Genial destaca os resultados da campanha digital da marca de beleza Etat Pur, que junta Lia e Andreia, ex-concorrentes do ‘Secret Story’, para recriarem a discussão que tiveram há oito anos

Fatal, Banal, Genial

Retomar uma discussão polémica pode correr bem

A mais recente campanha digital da Etat Pur junta Lia e Andreia, ex-concorrentes do ‘Secret Story’, da TVI, para recriar nas redes sociais uma das discussões mais marcantes entre participantes em ‘reality shows’ em Portugal. Aproveitando as expressões popularizadas na discussão que acontece há oito anos, como “(es)tiveste lá?”, ‘ah pois, kebabs’ e ‘mentirosa és tu’, os vídeos da marca francesa de beleza viralizam em poucos dias.

À hora de fecho desta edição, a campanha conta com cerca de um milhão de visualizações e perto de 50 mil gostos, de acordo com os dados fornecidos pela Etat Pur, que garante ter somado mais de mil novos seguidores, em cinco dias. A TVI e as revistas Nova Gente e TV 7 Dias são alguns dos meios de comunicação que partilham os vídeos da campanha, que nas redes sociais é apelidada de “marketing de milhões” e “campanha genial”.

Ao reunir as duas ex-concorrentes, a campanha criada e executada pela equipa de marketing da Etat Pur, pretende explorar a rotina de beleza da marca, promovendo um dos produtos mais vendidos: o Ácido Hialurónico Ativo Puro.

38%

É a percentagem de executivos que confiariam na inteligência artificial (IA) para tomar decisões de negócio em seu nome, com 44% disponíveis para reverter uma decisão que já tivessem tomado, com base em pontos de vista da IA.

O estudo ‘AI Has a Seat in the C-Suit’, da Wakefield Research com o patrocínio da SAP, é feito nos Estados Unidos a partir de entrevistas a 300 líderes de empresas com receitas anuais superiores a mil milhões de dólares. Outras conclusões indicam que 74% dos executivos confiam mais na IA para obter aconselhamento, do que na opinião de familiares e amigos.

O Melhor🔥

Os dados mensais do Pod_Scope da Marktest, primeiro ranking auditado dos podcasts mais ouvidos em Portugal, que vai no segundo mês de edição, com dados de fevereiro, relativos ao número de descargas e de ouvintes, entre outros. É a merecida transparência no formato que não para de crescer em Portugal, contribuindo para legitimar os investimentos publicitários em podcasts. As agências de meios, as marcas e os meios de comunicação agradecem.

O Pior💀

Primeiro, parabéns à Google por ser a marca mais conhecida e diferenciada para os portugueses, e ao MBWay e ao ChatGPT, que ocupam as segundas posições em cada um destes rankings do Brand Asset Valuator, do WPP, que atribui os terceiros lugares à marca CR7 (diferenciação) e ao WhatsApp (conhecimento).
A tecnologia é hoje omnipresente no dia a dia, mas fica a reflexão: como é que se constrói marcas diferenciadas e conhecidas, fora deste segmento?

A Seguir

Curso prático de IA para jornalistas, ‘marketers’ e gestores de redes sociais

Criar um calendário editorial ou relatórios de análises de dados ou gerar ‘newsletters’ automaticamente a partir de ‘feeds’ de notícias, são algumas das aprendizagens do curso que pretende capacitar os profissionais de comunicação, com ferramentas que permitam aplicar a inteligência artificial (IA) de forma rápida, eficaz e ética.

O curso permitirá aos alunos aprender desde os fundamentos da IA à criação de audiovisuais com esta tecnologia, analisando casos práticos de aplicabilidade em agências de comunicação ou no jornalismo. Os módulos são pensados para jornalistas, editores, publicitários, profissionais de marketing, gestores de redes sociais e criadores de conteúdo, entre outros. O curso é em horário pós-laboral, 100% online e ao vivo e pode ser financiado pelo Cheque Formação + Digital através do IEFP, sem custos para os alunos elegíveis.

Datas De 31 de março a 16 de abril, à segunda e quarta-feira, das 19h às 21h30 (20 vagas)
De 13 a 29 de maio, à terça e quinta-feira, das 19h às 21h30 (20 vagas)

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OpenAI, Google e Meta querem acesso à propriedade intelectual das marcas

A nova ferramenta da OpenAI torna-se viral pelas recriações exatas de fotografias, ao estilo do estúdio de animação japonês Studio Ghibli (na foto). Embora queiram aproveitar os benefícios e o potencial que a IA generativa fornece, as marcas também precisam de proteger os próprios conteúdos

A OpenAI, a Google e a Meta, entre outras empresas de tecnologia que operam no setor da inteligência artificial (IA), pretendem utilizar de forma mais livre conteúdos protegidos por direitos de autor para treinar os respetivos modelos de IA, noticia a Ad Age.

Embora queiram aproveitar os benefícios e o potencial que a IA generativa fornece, os anunciantes também precisam de proteger os seus próprios conteúdos, que podem ir desde a imagem de marca à propriedade intelectual sob a forma de texto, imagens e vídeos publicados na internet.

Exemplo disso é a nova ferramenta de imagens da OpenAI, que se torna viral pelas recriações exatas de fotografias reais ao estilo do estúdio de animação japonês Studio Ghibli, conhecido por filmes como ‘A Viagem de Chihiro’ e ‘O Castelo Andante’. A ferramenta não só parece ter sido treinada com base nas obras do Studio Ghibli, como também permite gerar imagens impróprias na sua estética, o que compromete mais a empresa. Este fenómeno reflete um futuro em que as marcas podem não ter controlo sobre a forma como o seu conteúdo é utilizado pelas empresas de tecnologia, refere a Ad Age.


À medida que as empresas de IA intensificam esforços para obter acesso ilimitado à propriedade intelectual, os potenciais riscos para os anunciantes estão a tornar-se difíceis de ignorar. Em março, a OpenAI e a Google apresentam à Casa Branca duas propostas distintas, em que descrevem a razão pela qual devem ter o direito de treinar os seus modelos recorrendo a obras protegidas por direitos de autor disponíveis ao público, um conceito que designam como “utilização justa”.

A proposta da Google realça que a utilização justa de materiais protegidos por direitos de autor permitiria “evitar negociações frequentemente muito imprevisíveis, desequilibradas e prolongadas com os detentores dos conteúdos”. O principal argumento apresentado pelas empresas de IA prende-se com o facto de os modelos produzirem conteúdos que consideram ser novos e originais. A Meta apresenta uma posição semelhante junto da Casa Branca.

O dilema das marcas

O dilema com que as marcas se deparam é o facto de as ferramentas de IA se terem tornado extremamente importantes para o seu trabalho criativo e operacional, ao mesmo tempo que enfrentam estes desafios em termos de propriedade intelectual. A opção de abraçar a IA para evitar as suas consequências resume a posição em que as marcas se encontram. O atual quadro jurídico relativo aos direitos de autor está a tornar-se cada vez mais contraditório, o que constitui, segundo os especialistas citados na Ad Age, o aspeto mais preocupante para as marcas.

Ainda de acordo com a Ad Age, vários investigadores preveem que os modelos de IA estão preparados para consumir todos os dados de texto de alta qualidade disponíveis no mundo antes de 2026. Sem quaisquer barreiras que impeçam a utilização de conteúdos protegidos por direitos de autor, as empresas de IA podem em breve expor as marcas a riscos ainda maiores do que aqueles que estas estão atualmente a tentar evitar.

Sobre o autorDaniel Monteiro Rahman

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Damien Poelhekke é o novo CEO da La Redoute em Portugal

“Damien Poelhekke (na foto) dará seguimento ao trabalho de sucesso desenvolvido por Paulo Pinto – que abandona o cargo – ao longo de três décadas”, informa a marca do grupo empresarial francês Galeries Lafayette

Damien Poelhekke, CEO da La Redoute em Espanha, assume também o cargo em Portugal, após a saída de Paulo Pinto, que abandona funções ao fim de 18 anos na direção e 30 anos na empresa. Mestre em gestão e administração de empresas e em ciências económicas, finanças e investimentos, o também diretor global de negócios B2B da empresa do grupo Galeries Lafayette, passa, assim, a gerir a marca no mercado ibérico.

“Damien Poelhekke dará seguimento ao trabalho de sucesso desenvolvido por Paulo Pinto ao longo de três décadas, conduzindo uma marca internacional com muita história e cada vez mais moderna e orientada para o futuro”, informa a La Redoute em comunicado de imprensa. A mudança de liderança ocorre numa altura em que a marca implementa a estratégia de reposicionamento anunciada no final de 2023.

Na altura, a empresa francesa revelou a intenção de concentrar os esforços comerciais e promocionais no segmento de casa e decoração, em detrimento da moda. “Embora a atividade tradicional do pronto a vestir ocupe um lugar menos central na estratégia a médio prazo da La Redoute, a empresa está empenhada em desenvolver a sua oferta de moda para reter os seus clientes”, esclarece ainda o documento.

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Dani Pérez é o novo vice-presidente de programação da AMCNISE

“O meu objetivo é incorporar novos conteúdos e criar uma estratégia sólida de programação que fortaleça a audiência e a relevância das marcas da companhia em Portugal e Espanha”, explica Dani Pérez (na foto)

Dani Pérez é o novo vice-presidente de programação da AMC Networks International Southern Europe (AMCNISE), assumindo a definição da estratégia de conteúdos das marcas de ficção, factual e documentários de Portugal e Espanha. A nova contratação reporta a Antonio Ruiz, diretor-geral da empresa, integrando também o comité de direção da AMCNISE.

Para além de coordenar a programação do portefólio de canais, Dani Pérez também vai colaborar no desenvolvimento de estratégias para os serviços de ‘streaming’ da empresa. “O meu objetivo é incorporar novos conteúdos e criar uma estratégia sólida de programação, que fortaleça a audiência e a relevância das marcas da companhia em Portugal e Espanha”, esclarece o vice-presidente de programação da AMCNISE, citado em comunicado de imprensa.

Licenciado em comunicação audiovisual pela Universidade Autónoma de Barcelona, Dani Pérez liderou equipas de conteúdos, programação e aquisições ao longo dos últimos 20 anos, em empresas como a Vodafone Espanha, a NBC Universal e o Fox Networks Group, onde foi diretor-geral.

“Estamos muito satisfeitos por receber o Dani Pérez e estamos certos de que a sua experiência, visão e liderança serão a chave para continuar a impulsionar os nossos projetos e alcançar novas metas”, refere Antonio Ruiz, diretor-geral da AMCNISE, citado no documento. O portefólio da empresa inclui, em Portugal, canais como AMC, Canal Hollywood, História, Odisseia, AMC Crime, Canal Panda, Panda Kids e Biggs.

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STCP apela ao uso de transporte público com campanha da Uzina

“O nosso desafio é mudar mentalidades e mostrar que pequenos gestos fazem uma grande diferença”, afirma Pedro Rocha, diretor de comunicação e de relações institucionais da STCP, sobre a nova campanha (na foto)

A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) apela à utilização do transporte público com uma nova campanha institucional omnicanal, concebida pela Uzina. Intitulada ‘Vá de Autocarro’, tem direção criativa de Sérgio Gomes e direção criativa executiva de Susana Albuquerque.

O objetivo é transformar a forma como os cidadãos encaram e experienciam a mobilidade nas cidades. “Pretendemos incentivar cada pessoa a perceber que a escolha de andar de autocarro não é apenas uma decisão prática e económica, mas também um gesto de cidadania e de respeito pelo ambiente. Cada passageiro que opta pelo transporte público contribui para uma cidade mais fluida, menos poluída e mais conectada. O nosso desafio é mudar mentalidades e mostrar que pequenos gestos fazem uma grande diferença”, explica Pedro Rocha, diretor de comunicação e de relações institucionais da STCP, citado em comunicado de imprensa.

O filme publicitário, com a duração de um minuto e 26 segundos, relata a história de um passageiro que, dez anos depois de ter entrado num autocarro pela última vez, volta a andar de transportes públicos, sendo recebido com entusiasmo pelos passageiros habituais.
Estruturada para atingir um público diversificado, a campanha está a ser divulgada nos meios de comunicação tradicionais, nas plataformas digitais e em espaços urbanos frequentados pelo público-alvo da comunicação.

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Amazon e fundador do OnlyFans são os mais recentes interessados no TikTok

Blackstone, Andreessen Horowitz e Oracle mantêm-se na corrida. Caso a ByteDance não encontre um comprador nos Estados Unidos até 5 de abril, o TikTok será banido do país, mas o prazo pode ser estendido

Catarina Nunes

Na eminência do fim do prazo para o TikTok ser vendido a uma empresa norte-americana, para poder continuar a funcionar nos Estados Unidos, a Amazon e um consórcio liderado pelo fundador do OnlyFans, através da ‘startup’ que detém (Zoop), são dados como os mais recentes interessados na rede social chinesa, apesar de nenhuma das partes o confirmar.

O interesse da Amazon é noticiado em primeira mão pelo The New York Times, a 2 de abril, com a Reuters a avançar também a informação da entrada da Zoop na corrida ao TikTok. Para fazer a licitação, esta plataforma que opera no metaverso e na Web3, criada por Tim Stokely, fundador do OnlyFans, serviço digital de conteúdos para adultos, terá formado um consórcio com uma fundação ligada a criptomoedas.

No caso da Amazon, segundo o The New York Times, a oferta é feita através de uma carta endereçada ao vice-presidente JD Vance e a Howard Lutnick, secretário norte-americano do comércio. Recorde-se que a Amazon já tinha tentado, sem sucesso, ocupar o território das plataformas de vídeos curtos com o lançamento do Inspire, que em fevereiro é suspenso e retirado da aplicação da Amazon.

Mais recentemente, Donald Trump pressiona a ByteDance, empresa que detém o TikTok, a chegar a acordo na venda, em troca da concessão à China de benefícios nas taxas alfandegárias. Uma proposta que o Governo chinês rejeita.

Contagem decrescente até 5 de abril

De acordo com o estabelecido pelo Governo norte-americano, caso a ByteDance não encontre um comprador nos Estados Unidos até 5 de abril, o TikTok será banido do país. Este prazo, porém, pode ser estendido, à semelhança da proibição em janeiro.

A obrigatoriedade da venda surge em 2024, com a aprovação de uma lei que proíbe o TikTok nos Estados Unidos, que deveria ter entrado em vigor a 19 de janeiro de 2025, mas cujo prazo é estendido até ao próximo sábado. As autoridades norte-americanas alegam que há possibilidade de espionagem e quebra de segurança através do TikTok, acusação que a ByteDance nega.

Além dos dois interessados, a Reuters revela na semana passada que a empresa de capital privado Blackstone também está a negociar a aquisição. A empresa de capital de risco Andreessen Horowitz, por seu lado, é igualmente apontada como estando em negociações para adicionar financiamento externo, para comprar o capital dos investidores chineses do TikTok.

Em cima da mesa está outro acordo, que envolve investidores norte-americanos, incluindo o gigante tecnológico Oracle – que será o que está melhor posicionado -, em consórcio com investidores como o Susquehanna International Group e a General Atlantic, para evitar uma venda formal. O objetivo do Governo de Donald Trump é diluir a participação de chineses no novo negócio, abaixo dos 20% no total do capital da empresa, como é exigido pela nova lei aprovada nos Estados Unidos em 2024, com apoio bipartidário de praticamente todos os congressistas.

Sobre o autorCatarina Nunes

Catarina Nunes

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