“Falamos cada vez mais em parcerias e menos em patrocínios”
Agora a Taça da Liga chama-se Allianz Cup. A seguradora tem direccionado a política de patrocínios para o futebol, surf, running, golf e cultura. José Francisco Neves explica a estratégia.

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A terceira fase da Taça da Liga, este ano intitulada Allianz Cup, arrancou na última semana. Dezasseis equipas, distribuídas por quatro grupos, procuram qualificar-se para a final four. No ano passado a prova apresentava-se como Taça CTT. José Francisco Neves, membro do comité de direcção e director de market management e de produto P&C da Allianz Portugal, analisa a política de patrocínios da seguradora.
Meios & Publicidade (M&P: Como é que vão activar a associação da marca à Allianz Cup?
José Francisco Neves (JFN): A Allianz é o naming sponsor e portanto essa associação está imediatamente feita, inclusive no logo da competição. A Allianz Cup é por si só uma marca com força para vencer. Vamos estar presentes durante os jogos, nomeadamente nas entradas dos jogadores em campo e também nas linhas digitais dos estádios, onde seremos muito activos na divulgação da nossa marca e das nossas ofertas. Como somos uma companhia de seguros com grande proximidade com a nossa rede de agentes, estamos a preparar um roadshow da Taça que em “Road to Braga” [cidade que acolhe a final] irá estar exposta em alguns dos seus escritórios. Reforçaremos ainda a presença nos nossos meios digitais e vamos lançar uma forte activação digital com a oferta de bilhetes e distribuição de merchandising. Este mês será também lançada uma campanha de media digital, com o objectivo de promover a Allianz Cup, ao mesmo tempo que estamos presentemente muito activos em termos de comunicação.
M&P: O contrato de patrocínio à competição é valido por quanto tempo? Qual o principal objectivo que pretende atingir?
JFN: A Allianz Portugal mantém um acordo com a Liga Portugal para as próximas duas épocas, sendo que o contrato se prolonga até 2020. O nosso principal objectivo é a notoriedade. Num negócio tão competitivo, é fundamental que o consumidor nos conheça e que, a partir daí, sempre que precise de fazer um seguro pense na Allianz e possa avaliar o serviço que temos para lhe oferecer. É neste momento decisivo que temos de aparecer e marcar a diferença. A Allianz, embora já esteja em Portugal há muitos anos, só aparece como marca própria desde 1999. Concretizar o aumento do reconhecimento da Allianz, tornando-a cada vez mais a marca de seguros dos portugueses é presentemente um dos principais objectivos em termos de retorno com a Allianz Cup.
M&P: No futebol são também patrocinadores da Taça de Futebol Feminino. Como é que tem encarado a crescente visibilidade do futebol feminino? Tem ainda margem para crescer?
JFN: Um das máximas que, sempre que possível, tem acompanhado o racional do nosso investimento é que a aposta possa ser decisiva para o crescimento da parceria a desenvolver. Foi assim no surf e estamos convencidos que está a ser assim no futebol feminino, que nos últimos anos cresceu de forma importante e bem evidenciada pelos resultados alcançados. O nosso objectivo passa por posicionar a Allianz em harmonia com o conceito a desenvolver, numa realidade também próxima da juventude, reforçando a dinâmica da companhia e comunicar, mais do que soluções de seguros, emoções. Estamos, sem qualquer margem para dúvida, muito satisfeitos com o percurso desenvolvido pelo futebol feminino nas últimas épocas e obviamente com a associação desta modalidade à Allianz.
M&P: A Allianz tem sido patrocinadora de eventos desportivos, festivais de cinema e música. Quais os perfis de público que pretendem atingir?
JFN: Falamos cada vez mais em parcerias e menos em patrocínios. Pretendemos potenciar o desenvolvimento de oportunidades que tenham tudo para concretizar colaborações de sucesso, em linha com um forte compromisso de devolvermos à Sociedade a confiança que depositam na Allianz ao contratar os nossos serviços. O desporto e a cultura, mas também a responsabilidade social, são as nossas principais apostas. Seguindo esta linha de posicionamento, temos investido em várias actividades e iniciativas nestas áreas. Acreditamos que desta forma conseguimos reforçar a nossa notoriedade, sendo também possível desmistificar a complexidade do nosso negócio, tornando a marca mais emocional e próxima de um público mais jovem que será a curto prazo o consumidor da nossa oferta. No desporto, apostamos no futebol, surf, running e golf. O futebol é a nossa grande aposta. A Allianz Cup é o culminar desta linha de acção. Com a Liga Pro Surf, posicionamo-nos junto de um público mais aventureiro e desafiante. Com o running, temos uma abordagem que pretende dar resposta à crescente preocupação com o bem-estar, com a prática de actividade física e a competição saudável. Daí também a aposta na Liga Allianz Running by Record, desde 2017. O golf, por outro lado, permite-nos estar junto de outros públicos que são, em geral, decisores da economia portuguesa, através da competição Expresso BPI Golf Cup. A nível da responsabilidade social, temos um enorme orgulho em apoiar o atleta paralímpico mais medalhado de sempre em Portugal, o Lenine Cunha. Apoiamos também várias causas de carácter social e humanitário, com destaque para a EPIS-Empresários pela Inclusão Social, as Aldeias SOS, a Entreajuda. Somos ainda o naming sponsor de um dos principais festivais de cinema em Portugal, o IndieLisboa by Allianz e o Indie Júnior by Allianz. Apostamos também na ligação à música, através do apoio à Casa da Música, no Porto. O coro infantil desta instituição nasceu com o apoio da Allianz.
M&P: A empresa está disponível para analisar novas propostas de patrocínios? Quais os critérios que o fazem avançar com um novo patrocínio?
JFN: A Allianz Portugal mantém-se sempre disponível para receber e renovar propostas de parceria nas mais diversas áreas e faz parte da nossa cultura ter esta abertura a novas oportunidades. Relativamente aos critérios a ter em conta no processo de selecção de uma futura colaboração, há sempre factores indispensáveis, tais como a área de actuação, o investimento associado e, claro, a perspectiva de retorno para a companhia.
M&P: Quanto é que a marca investe por ano em patrocínios?
JFN: Não podemos avançar com detalhes. No entanto, o esforço em termos deste tipo de actuação vai muito além das questões financeiras. É um trabalho desenvolvido a longo prazo, integrado no posicionamento estratégico da companhia.