The New York Times supera fasquia dos 5 milhões de assinantes
Naquele que foi considerado o melhor ano desde que foi introduzida a paywall, o The New York Times somou em 2019 mais um milhão de assinantes e superou pela primeira vez a fasquia dos 800 milhões de dólares em receitas digitais, metas que estavam apontadas ao final de 2020.

Pedro Durães
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Naquele que foi considerado o melhor ano desde que foi introduzida a paywall, o The New York Times somou em 2019 mais um milhão de assinantes e superou pela primeira vez a fasquia dos 800 milhões de dólares em receitas digitais, metas que estavam apontadas ao final de 2020. De acordo com os resultados divulgados pelo diário norte-americano na última semana, relativos ao último trimestre de 2019, o número assinantes situa-se agora nos 5,25 milhões, com cerca de 3,5 milhões de subscritores exclusivamente da edição digital, a que se soma mais um milhão de subscritores pagos das aplicações de palavras-cruzadas e de receitas. Os números representam um crescimento na ordem dos 30%, comparativamente ao período homólogo em 2018, o novo objectivo já está traçado: chegar aos 10 milhões de assinantes até 2025.
Além da meta atingida ao nível dos assinantes, o The New York Times alcançou outro objectivo importante para a estratégia traçada, que visa tornar o jornal sustentável a partir do valor pago pelos seus leitores e não pela via das receitas publicitárias. As receitas digitais, que se situaram nos 800.8 milhões de dólares, já têm na sua maioria origem nos assinantes: 420 milhões de dólares. Com estes resultados foi possível ao diário norte-americano registar, apesar de uma quebra de 10% nas receitas publicitárias quer na edição impressa quer na edição digital, um crescimento de 1,1% nas receitas totais, fixadas em 508 milhões de dólares no último trimestre.
Após ter registado o maior aumento da base de subscritores num ano desde que a paywall foi lançada em 2011, o The New York Times prossegue com o objectivo de se financiar maioritariamente a partir dos seus leitores. Para isso, o valor da subscrição digital é agora aumentado pela primeira vez, passando dos 15 dólares mensais para os 17 dólares.
“Acreditamos que os nossos leais subscritores sabem que a sua contribuição financeira desempenha um papel essencial na manutenção da qualidade, alcance e profundidade da informação que eles tanto valorizam”, afirma, em comunicado, Mark Thompson, CEO da Times Company.