Google vai pagar pela informação produzida pelos títulos da News Corp
Após ter chegado a acordo com um grupo de publishers franceses sobre a remuneração dos títulos no âmbito dos direitos de autor e direitos conexos, o Google aceitou agora pagar pela informação produzida pelos títulos da News Corp.

Pedro Durães
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Após ter chegado a acordo com um grupo de publishers franceses sobre a remuneração dos títulos no âmbito dos direitos de autor e direitos conexos, o Google aceitou agora pagar pela informação produzida pelos títulos da News Corp.
O acordo estabelecido com o gigante online, anunciou esta quarta-feira o grupo de media liderado por Rupert Murdoch, será válido por três anos e prevê a remuneração pela utilização das notícias produzidas pelos títulos da News Corp, bem como o desenvolvimento de parcerias para a criação de uma plataforma de assinaturas, incentivos ao jornalismo de áudio e vídeo e a partilha de receitas publicitárias.
“Esta tem sido uma causa assumida com paixão pela a nossa empresa ao longo de mais de uma década e é gratificante ver que os termos de negociação estão a mudar, não apenas para a News Corp, mas para todos os publisheres”, sublinhou, em comunicado, Robert Thomson, chief executive officer do grupo de media, acreditando que o acordo terá “um impacto positivo no jornalismo em todo o mundo uma vez que fica estabelecido que o jornalismo premium deverá ser remunerado”.
O acordo, que abre caminho nas negociações entre os publishers e gigantes tecnológicos como o Google e Facebook, surge numa altura em que, na Austrália, se prepara a adopção de um projecto-lei que visa obrigar estas empresas a pagar pelos conteúdos de terceiros que utilizam nas suas plataformas, que tem tido na News Corp uma das principais vozes de apoio, e um ano depois de o grupo de media ter criado o Knewz.com. A plataforma, uma alternativa ao motor de busca do Google, acabava por representar mais um esforço no sentido de pressionar o gigante online.
“Durante vários anos fomos acusados de atacar moinhos de vento, mas esta campanha solitária, encarada como uma busca quixotesca, acabou por tornar-se um movimento em que o jornalismo e a sociedade saem a ganhar”, afirma Robert Thomson. Embora não sejam conhecidos os valores envolvidos no acordo, fontes próximas das negociações na Austrália citadas pelo Financial Times indicam que estarão em causa “pagamentos substanciais”, remetendo para verbas “várias vezes” superiores às dos acordos que têm sido alcançados pelos publishers até à data.
Google e publishers franceses chegam a acordo sobre a remuneração pela utilização de conteúdos