Há um novo fundo europeu destinado a combater a desinformação e as notícias falsas
“Apoiar projectos de literacia digital e verificação de factos” é o objectivo do novo Fundo Europeu para os Media e Informação criado pela Gulbenkian e pelo Instituto Universitário Europeu (IUE) de Florença.

Pedro Durães
Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i
Roblox associa-se à Google para tornar anúncios mais imersivos
Ikea lança plataforma de venda de usados e reposiciona marca
Misa Rodriguez é a nova aposta da Skechers
O Lado B da edição 977 do M&P
OpenAI, Google e Meta querem acesso à propriedade intelectual das marcas
Damien Poelhekke é o novo CEO da La Redoute em Portugal
Dani Pérez é o novo vice-presidente de programação da AMCNISE
STCP apela ao uso de transporte público com campanha da Uzina
Amazon e fundador do OnlyFans são os mais recentes interessados no TikTok
“Apoiar projectos de literacia digital e verificação de factos” é o objectivo do novo Fundo Europeu para os Media e Informação criado pela Gulbenkian e pelo Instituto Universitário Europeu (IUE) de Florença. Assegurando uma gestão “com total independência em relação aos eventuais doadores”, o fundo destina-se à atribuição de “subsídios a investigadores, entidades sem fins lucrativos e outras que se empenham em combater a desinformação e que solicitem apoio para iniciativas de verificação de factos ou de literacia digital”, além de “atribuir bolsas individuais a jovens estudantes, académicos, investigadores e decisores nestas áreas”.
Isabel Mota, presidente da Fundação Gulbenkian, sublinha “a profunda satisfação e expectativa nos resultados deste projecto inovador, criado para promover a literacia digital, evitar novas exclusões sociais, e combater fenómenos de desinformação e notícias falsas capazes de pôr em causa valores fundamentais como a democracia e os direitos humanos”.
À Fundação Gulbenkian caberá à gestão administrativa e financeira do fundo num quadro de gestão partilhada em que ao Observatório Europeu de Media Digital (EDMO), da School of Transnacional Governance do IUE, competirão as componentes académica, ética e de avaliação de projectos. “O Fundo Europeu para os Media e Informação está aberto à contribuição de terceiros e será gerido com total independência em relação aos eventuais doadores, estando previsto apenas um reporte anual, com apresentação pública, dirigido aos financiadores e ao público em geral”, esclarecem as duas instituições.
Věra Jourová, vice-presidente da Comissão Europeia para os Valores e a Transparência, descreve o projecto como um “fundo inovador” e destaca que a iniciativa “junta vários stakeholders para apoio à literacia mediática e às iniciativas relacionadas com a verificação de factos contra a desinformação”. “Não tenho dúvidas de que precisamos de nos empenhar todos, com a colaboração dos sectores público e privado, para enfrentar esta ameaça. Apoio totalmente as fortes salvaguardas que garantirão a independência do fundo e incentivo doadores privados a participarem nele”, sublinha, assegurando que “a Comissão continuará a trabalhar em estreita colaboração com a EDMO e a apoiar os seus objectivos”.