Jornais Nascer do Sol e I têm novos donos
A Alpac Capital chegou a acordo com Mário Ramires, atual proprietário dos jornais Nascer do Sol e I, para assumir o controlo de ambos os títulos.

Pedro Durães
Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i
Roblox associa-se à Google para tornar anúncios mais imersivos
Ikea lança plataforma de venda de usados e reposiciona marca
Misa Rodriguez é a nova aposta da Skechers
O Lado B da edição 977 do M&P
OpenAI, Google e Meta querem acesso à propriedade intelectual das marcas
Damien Poelhekke é o novo CEO da La Redoute em Portugal
Dani Pérez é o novo vice-presidente de programação da AMCNISE
STCP apela ao uso de transporte público com campanha da Uzina
Amazon e fundador do OnlyFans são os mais recentes interessados no TikTok
A Alpac Capital chegou a acordo com Mário Ramires, atual proprietário dos jornais Nascer do Sol e I, para assumir o controlo de ambos os títulos. Este é o segundo negócio da gestora de fundos de investimento detida por Pedro Vargas David e Luís Santos na área dos media, depois de ter concluído, também na última semana, a aquisição da maioria do capital da Euronews.
“Não somos jornalistas e, tal como nos nossos outros investimentos, vamos confiar numa equipa de gestão que continuará a ser liderada pelo diretor do Nascer do Sol, Mário Ramires”, esclarecem os novos donos, Pedro Vargas David e Luís Santos, num comunicado emitido pela Alpac esta sexta-feira ao final do dia, onde garantem assumir o controlo do semanário Nascer do Sol e do diário I “sempre conscientes de que só podem existir investimentos nos media com total respeito pela independência editorial”.
“O Nascer do SOL e o I são projetos de muita coragem e resilientes, que se afirmaram e consolidaram nos últimos anos como jornais independentes, disruptivos e contra os discursos politicamente corretos”, acrescentam os dois empresários no mesmo comunicado, onde sublinham que “os media sempre tiveram um papel determinante e estruturante na construção da sociedade e da democracia” e recordam “exemplos como os de Marcelo Rebelo de Sousa, Francisco Pinto Balsemão, Paulo Portas e Miguel Esteves Cardoso” como “contributos inspiradores para termos um país desenvolvido, democrático e livre”.
É nessa lógica que a Alpac Capital diz encarar o negócio, descrito como “uma contribuição para um Portugal mais livre, mais ambicioso e mais plural”. “Também nós não nos resignamos com um país em que os media são um setor de subinvestimento e de resultados operacionais negativos. Não tem de ser assim”, afirmam os responsáveis da gestora de fundos de investimento sediada em Portugal.
No caso da aquisição do canal internacional Euronews, negócio que, recorde-se, foi conhecido em dezembro de 2021 e teve a sua conclusão na última semana, a Alpac Capital ficou com a quota de 88%, até aqui detida pelo multimilionário egípcio Naguib Sawiris. Os restantes 12% do canal com sede em Lyon (França) continuam nas mãos das televisões públicas dos países fundadores da Europa e Norte de África, que integram o projeto de notícias de âmbito europeu.