Cannes Lions: Os destaques de Vasco Perestrelo
Vasco Perestrelo, CEO da MOP e representante oficial do Cannes Lions em Portugal, partilha os seus highlights sobre o Festival de Cannes 2023. Os meus dois grandes highlights vão para […]

Meios & Publicidade
Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i
Roblox associa-se à Google para tornar anúncios mais imersivos
Ikea lança plataforma de venda de usados e reposiciona marca
Misa Rodriguez é a nova aposta da Skechers
O Lado B da edição 977 do M&P
OpenAI, Google e Meta querem acesso à propriedade intelectual das marcas
Damien Poelhekke é o novo CEO da La Redoute em Portugal
Dani Pérez é o novo vice-presidente de programação da AMCNISE
STCP apela ao uso de transporte público com campanha da Uzina
Amazon e fundador do OnlyFans são os mais recentes interessados no TikTok
Vasco Perestrelo, CEO da MOP e representante oficial do Cannes Lions em Portugal, partilha os seus highlights sobre o Festival de Cannes 2023.
Os meus dois grandes highlights vão para a DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) e para a IA (Inteligência Artificial).
O tema DEI (Diversity, Equity and Inclusion) foi completamente transversal e que esteve presente em quase todo o Festival de Cannes, mostrando que deixou de ser uma tendência para passar a ser uma realidade permanente.
Diversidade de género, etnia, religião, equidade e justiça, nomeadamente nos salários, e equidade no sentido de “todos poderem ser ouvidos” estiveram constantemente presentes nas talks, campanhas premiadas, marcas e até nas festas (a Google fez a sua festa dedicada à comunidade LGBT). Acho que faz sentido dizer que a presença deste tema foi de tal modo transversal que deixou de ser uma tendência para ganhar uma presença permanente (passando quase a ser “politicamente incorreto” a indústria não ter o tema continuamente presente).
O segundo tema mais transversal foi a Inteligência Artificial/chat GPT. Não sendo um tema novo, a sua “versão democrática” com o chat GPT colocou o setor em alvoroço.
Destaco duas vertentes muito mencionadas no festival: um lado mais negativo em que se falou (sem se falar) na ameaça que representa, ou seja, até que ponto a IA vai permitir que o trabalho que hoje é feito pelas agências, pelo mundo criativo, possa ser substituído em determinadas tarefas.
Por outro lado, falou-se muito no lado positivo demonstrado em alguns exemplos concretos em que o chat GPT foi utilizado como mais uma ferramenta, embora muito potente, que os criativos podem ter à disposição para ainda serem mais criativos.
A tese aqui é que isto sempre aconteceu. Da mesma maneira que o Macintosh foi uma ferramenta revolucionária no setor da publicidade, que permitiu facilitar a construção de ideias (especialmente para os diretores de arte), também o chat GPT presta essa função ao conseguir, de uma maneira muito rápida e inteligente, tornar físico ou visível uma ideia ou a construção de uma ideia criativa. Vamos ver…
Ficou claro que ainda estamos muito no princípio e é ainda muito cedo para perceber a amplitude do impacto deste tema na indústria criativa. Mas, definitivamente, veio para ficar.
Do ponto de vista nacional, a prestação portuguesa conseguiu conquistar vários leões de Ouro, Prata e Bronze para várias agências. De destacar a Dentsu Creative com o projeto “Forgotten Team”, já que foi a campanha portuguesa mais premiada, além dos prémios para a This is Pacifica, para a Leo Burnet e também para a produtora Bro, que ganhou um Leão de Ouro.
E, por último, destaco o Leão de Bronze para a dupla portuguesa dos Young Lions, que conquistaram um Leão de Bronze na categoria Print (imprensa).
Para o ano há mais…