Experiência social da Heineken combate preconceito de género. Jill Scott e Gary Neville dão uma ajuda (com vídeo)
“The Social Swap”, uma campanha cocriada pelas agências LePub e Edelman UK para a Heineken, fez com que Jill Scott e Gary Neville trocassem, em segredo, os perfis nas redes […]

Luis Batista Gonçalves
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“The Social Swap”, uma campanha cocriada pelas agências LePub e Edelman UK para a Heineken, fez com que Jill Scott e Gary Neville trocassem, em segredo, os perfis nas redes sociais durante cinco dias, partilhando os seus prognósticos e opiniões sobre os jogos a que iam assistindo. Os ex-jogadores da seleção de futebol inglesa, que depois se tornaram comentadores, aceitaram o desafio para combater o preconceito de género que existe quando as mulheres partilham as suas opiniões sobre futebol nas redes sociais.
“A experiência serviu para reforçar a ideia de que o futebol tem de se tornar mais inclusivo, com o perfil de Jill Scott a receber cinco vezes mais respostas sexistas do que o de Gary Neville quando, na verdade, partilhavam pontos de vista e comentários semelhantes”, lamenta a empresa cervejeira neerlandesa em comunicado de imprensa.
Além de utilizar a esta ação para alertar para o preconceito de género nas discussões sobre futebol no mundo digital, a Heineken também está a dar o pontapé de saída da nova época com recurso à inteligência artificial (IA). “O poder da IA vai ajudar os adeptos a denunciar a toxicidade sexista online e garantir que todos podem partilhar livremente as suas opiniões sem receio de abusos”, refere ainda o documento.
Número limitado de adeptos vai ter acesso a ferramenta de moderação
A nova parceria entre a Heineken e a Arwen AI permitirá que um número limitado de adeptos de futebol tenha acesso gratuito à ferramenta de moderação digital desenvolvida pela empresa britânica, uma tecnologia que permite aos utilizadores filtrar a negatividade dos seus feeds nas redes sociais, ocultando quaisquer comentários indesejados ou ofensivos e spam.
“As atitudes mudaram definitivamente, mas não há dúvida de que, em ambiente digital, as adeptas, especialistas e jogadoras continuam a ser alvo de muito mais hostilidade do que os homens devido a preconceitos de género. Criámos uma resistência para lidar com essa tensão, mas tal não deveria ser necessário”, critica Jill Scott.
“É provável que esta experiência tenha deixado algumas pessoas desconfortáveis, mas esperamos que tenha reforçado a necessidade de eliminar definitivamente o sexismo no desporto. Qualquer pessoa pode gostar de desporto, independentemente do género, e está na altura de nos lembrarmos disso”, apela ainda a ex-jogadora de futebol.
Heineken assume ambição de ser patrocinador mais inclusivo do futebol
Apelar ao bom senso é outro dos objetivo da campanha. “Os debates acesos e as rivalidades é que tornam o futebol emocionante. Contudo, quando a negatividade está associada ao género, vai longe demais, ainda para mais quando existe um ecrã por trás. Ao colocar-me na pele da Jill, pude assistir ao pior lado deste desporto que tanto adoro. Quero deixar claro que o futebol é para todos”, defende Gary Neville.
“Seja no campo ou em ambiente digital, devemos tratar-nos com respeito, independentemente do nosso género, raça, sexualidade ou cor da camisola que vestimos”, sublinha o antigo futebolista. Esta ativação faz parte da plataforma de patrocínio da Heineken à UEFA Cheers To All Fans, que tem como missão “igualar as oportunidades para todos os adeptos, abordando as questões que os impedem de ter uma experiência agradável e inclusiva”, esclarece a marca.
“Queremos ser o patrocinador mais inclusivo do futebol e esta experiência social expõe não só o desequilíbrio desleal na cultura dos adeptos de futebol, mas também a importância de todos mostrarmos o cartão vermelho ao preconceito de género e à toxicidade online”, insiste também Nabil Nasser, global head da Heineken.