Portugueses vão oferecer menos presentes no Natal. 56,8% assume cortes
A instabilidade económica que marcou o último ano está a ter um impacto efetivo no comportamento dos consumidores nacionais, com quase 60% a admitir que, este Natal, vai gastar menos […]

Luis Batista Gonçalves
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A instabilidade económica que marcou o último ano está a ter um impacto efetivo no comportamento dos consumidores nacionais, com quase 60% a admitir que, este Natal, vai gastar menos do que no do ano passado em presentes. Só 27% conta despender o mesmo do que em dezembro de 2022, avança a edição deste ano do estudo sobre compras natalícias realizado anualmente pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) há já 15 anos.
“Os portugueses preveem gastar, em média, 356 € em compras de Natal, um valor que reflete uma diminuição de 5,5% face ao ano anterior, que foi de 377 €. Este ano, 56,8% dos inquiridos afirmam que alteraram os hábitos de consumo, nomeadamente no que se refere à redução de custos com compras de Natal, um comportamento assumido por 40,8%”, revela o IPAM.
Além de adquirir prendas mais baratas, 36,7% também diminuiu o número de pessoas a quem oferece presentes. “Realizado entre os dias 26 de novembro e 11 de dezembro de 2023 em Portugal Continental, este estudo mostra oscilações significativas desde 2021 quando os portugueses estimavam gastaram 398 €, o segundo valor mais elevado desde o início deste estudo em 2009. Em 2022, verificou-se uma previsão de descida, menos 5,2% face a 2021, [uma redução] que se prevê ser reforçada em 2023”, vaticina a instituição.
“Dos inquiridos que responderam que vão gastar menos, destaca-se a redução nas ornamentações de Natal, apontada por 86%, bem como nos presentes para os adultos, referida por 81%. Apesar de menos significativo, 33% dos inquiridos afirma que fará reduções nos produtos alimentares específicos de Natal. Os inquiridos que referem que irão gastar um valor superior ao gasto em 2022 indicam, em 52% dos casos, que esta alteração se deve ao aumento do preço generalizado dos produtos”, afirma o IPAM.
74% prefere fazer compras nas lojas físicas
A compra da maioria dos (menos) presentes vai ser feita em lojas físicas. “A pandemia trouxe um aumento exponencial do comércio eletrónico, mas a verdade é que as compras online continuam a ser a opção preferida de 26% dos portugueses. Depois do online, o local com maior preponderância é o centro comercial, apontado por 19% dos inquiridos. O comércio de rua recebe a preferência de 12% dos consumidores, um ligeiro crescimento face ao ano anterior”, sublinha a análise. Em 2022, esse número não ia além 10%.
Independentemente da condição financeira, a família mais próxima não é esquecida nas ofertas. “Apenas 27% dos inquiridos refere a intenção de comprar prendas para amigos”, aponta o estudo do IPAM. Por ser realizado pelo décimo-quinto ano consecutivo, possibilita uma análise evolutiva. “Temos verificado oscilações significativas no comportamento dos consumidores, em linha com os indicadores referentes à situação económica e financeira do país”, confirma Mafalda Ferreira, docente do IPAM e coordenadora do estudo.