Opinião: Cria atividades: todos somos capazes
Aviso à navegação, semanalmente, irei partilhar os pensamentos e inspirações que toldam a visão, e as decisões, de um jovem gestor de marketing português. Hoje falo-vos de criatividade. A ferramenta […]

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Aviso à navegação, semanalmente, irei partilhar os pensamentos e inspirações que toldam a visão, e as decisões, de um jovem gestor de marketing português.
Hoje falo-vos de criatividade. A ferramenta que me parece crucial para sermos relevantes numa realidade cada vez mais artificial e fugaz. Esta é uma das competências mais importantes no mercado, força vital que impulsiona a diferenciação entre pessoas, equipas e empresas, distanciando-as de mundanas a memoráveis. Associamos a algo amplo e com um peso esmagador, quase como efeitos especiais ou um poder que só a alguns é conferido. E se vos disser que criatividade é “só” sobrevivência?!
Não vou questionar se a criatividade é inata, nem tão pouco me importa, neste contexto, discutir a sua origem. Quero antes estimular a criatividade, e não vale começarmos a conversar, com a ilusão de que nem todos somos criativos. Todos somos criativos, desde que nos deixem sonhar. E é por aqui que vamos começar, pelo sonho. O momento em que não há filtros, limitações ou consciência, o momento em que tudo é possível.
Este conceito era, por exemplo, usado no processo criativo de Walt Disney. Depois do sonho, permitimos a entrada do realismo, onde planeamos como lhe vamos dar vida, e assim o sonho vira ideia. Só quando esta ideia estiver construída e for funcional, é que estamos preparados para criticá-la. Este método oferece-nos uma perspetiva inestimável que amplia o valor da colaboração. Não é meramente um conjunto de passos, mas uma mentalidade, uma forma de pensar que permeia todo o processo criativo. Desde sonhar e imaginar até planear e executar, o processo da Disney sublinha a importância de permitir que a criatividade floresça em todas as fases.
Quando conheci esta abordagem da Disney procurei saber mais para compreender a essência da criatividade na gestão, principalmente com equipas não ligadas às áreas do marketing e da comunicação. Tropecei no “Criatividade: Como vencer as forças que bloqueiam a inspiração” de Ed Catmull e Amy Wallace, os cofundadores da Pixar Animation Studios oferecem-nos insights profundos sobre como promover a criatividade num ambiente corporativo. Este livro enfatiza o cultivo de um ambiente onde a criatividade prospera organicamente, quebra barreiras e incentiva o livre fluxo de ideias entre pessoas e equipas. Ao longo da leitura, os autores traduzem a sua filosofia para a gestão, onde assumir riscos criativos não deve ser apenas aceite, deve ser celebrado.
Inspirando-me neste livro, e combinando-o com o processo criativo de Walt Disney, acredito que podemos cultivar ambientes onde o pensamento criativo não é apenas encorajado, mas incorporado no ADN das organizações. Ao adotar uma mentalidade de crescimento, promover a colaboração e apoderarmo-nos do que a criatividade trouxer, o mercado irá evoluir de uma forma muito mais inovadora e vanguardista. A criatividade não é um luxo, é o tipo de folha onde a narrativa vai ser escrita, só temos de nos permitir ser críticos e aplicar novas regras ao nosso contexto.
Artigo de opinião de João Calado, head of marketing na SGS Portugal