Rádios locais aderem ao boicote à campanha eleitoral promovido pela APR
A Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) anunciou publicamente que já são 70 as rádios locais de todo o país que decidiram aderir ao boicote que pretende demonstrar publicamente o descontentamento […]

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A Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) anunciou publicamente que já são 70 as rádios locais de todo o país que decidiram aderir ao boicote que pretende demonstrar publicamente o descontentamento das rádios com os últimos anos de governação. A ausência de medidas para melhorar a situação e as dificuldades do setor, face à alteração da Lei da Rádio no passado dia 6 de fevereiro, “foi a gota de água que fez transbordar o copo”, refere a associação.
O Meios & Publicidade apurou, no entanto, que as rádios nacionais, Antena 1, 2 e 3 da RDP, do Observador, a Rádio Renascença e a Rádio Comercial não vão aderir à proposta, dando por isso indicação que a adesão ao boicote vem sobretudo das operadoras locais.
A proposta vem ao encontro da frustração sentida pelo sector diante da recente aprovação de mudanças na legislação que, segundo a associação, apenas adicionam mais responsabilidades e dificuldades para as operadoras. Devido à complexidade da situação financeira das rádios, com especial incidência nas locais, a APR propôs às suas associadas que se manifestem publicamente contra os ataques ao setor.
Estes consistem, segunda aquela associação, na referida modificação da Lei da Rádio e no desprezo pelas sucessivas propostas que podem melhorar significativamente a viabilidade financeira dos operadores.
A associação propõe, como em 2019 e em 2021, que as rádios não façam qualquer tipo de cobertura das duas eleições deste ano, as eleições legislativas de 10 de março e as eleições europeias, previstas para junho. Adicionalmente, é previsto na proposta a divulgação em antena de pequenos apontamentos que informam os ouvintes sobre a existência do protesto e as razões que o justificam.
“Entendemos que este boicote é essencial para demonstrar o descontentamento das rádios com o esquecimento a que tem sido votado por parte dos últimos governos que não só não aceitaram nenhuma das propostas apresentadas pelo sector como também não implementaram aquelas que eram as propostas apresentadas pelo próprio Governo no âmbito dos orçamentos de estado aprovados nos últimos anos”, adianta a proposta da APR em nota de imprensa.