Violência de género é menos sensacionalista nos media do que nas redes sociais
O relatório ‘Desfocadas: Como opinar e informar melhor sobre a violência de género’, da LLYC, revela as diferenças na abordagem da violência de género entre os meios de comunicação social […]

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O relatório ‘Desfocadas: Como opinar e informar melhor sobre a violência de género’, da LLYC, revela as diferenças na abordagem da violência de género entre os meios de comunicação social e as redes sociais. Esta iniciativa apresenta-se no âmbito do Dia Internacional da Mulher e conta com o apoio da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) na sua divulgação.
O relatório, realizado em 12 países onde a consultora está presente, analisou 226,2 milhões de artigos de notícias gerais, 5,4 milhões de notícias sobre a violência de género e 14 milhões de mensagens na rede social X relacionadas com a violência de género. Os resultados indicam que os meios de comunicação social abordam o tema com mais frequência do que as redes sociais.
De acordo com o relatório, a cada 30 notícias, um artigo sobre violência de género é publicado nos meios tradicionais, enquanto que a conversa sobre o assunto nas redes sociais é menos frequente, sendo 15 vezes menor em comparação. As redes sociais tendem a adotar uma abordagem mais sensacionalista, utilizando termos como “brutal” e “chocante” com mais frequência para atrair a atenção dos utilizadores. Por outro lado, os meios de comunicação social concentram-se principalmente nas vítimas, com 75% mais menções aos seus atributos do que aos dos agressores.
O relatório revela também que 20% das notícias sobre violência de género ainda justificam as agressões, utilizando argumentos como problemas de dependência ou provocação por parte da vítima. Além disso, uma em cada seis notícias expõe dados pessoais das vítimas, violando a sua privacidade. Com base nestas conclusões, o relatório identifica várias recomendações para uma cobertura mais responsável da violência de género. Estas incluem a necessidade de evitar a justificação das agressões, proteger a intimidade das vítimas e incluir uma maior diversidade de vozes nas notícias.
Além do relatório, a LLYC criou a ‘The purple check’, uma ferramenta de inteligência artificial de livre acesso que permite verificar se as palavras que se utilizam são corretas ou contêm parcialidade. Ao detectar enviesamentos, a ferramenta sugere alternativas, para dizer a mesma coisa de forma neutra.