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In-Store Media investe €2 milhões na digitalização de pontos de venda

Continente é o primeiro retalhista português com o circuito digital de publicidade da empresa espanhola especializada em retail media e shopper marketing. Heineken, Compal, Lavazza, L’Oréal Paris e Planta são algumas das marcas que já estão a anunciar no circuito de 400 ecrãs, distribuídos por 41 hipermercados e 24 supermercados MC. Anunciar em junho e julho custa entre €10 mil e €15 mil, por duas semanas

Luis Batista Gonçalves
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In-Store Media investe €2 milhões na digitalização de pontos de venda

Continente é o primeiro retalhista português com o circuito digital de publicidade da empresa espanhola especializada em retail media e shopper marketing. Heineken, Compal, Lavazza, L’Oréal Paris e Planta são algumas das marcas que já estão a anunciar no circuito de 400 ecrãs, distribuídos por 41 hipermercados e 24 supermercados MC. Anunciar em junho e julho custa entre €10 mil e €15 mil, por duas semanas

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Impactar mais de dois milhões de clientes do Continente, no local onde 82% dos consumidores decide os produtos e as marcas que leva para casa, é o propósito do circuito digital de ecrãs de televisão com publicidade da in-Store Media, que esta empresa espanhola, especializada em retail media e shopper marketing, acaba de instalar em 65 pontos de venda da MC, entre 41 hipermercados Continente e 24 supermercados Continente Modelo e Continente Bom Dia.

Estrategicamente posicionados no corredor central das superfícies da grande distribuição, uma área que 90% dos clientes atravessa, os 400 ecrãs verticais exibem anúncios publicitários de produtos à venda nas prateleiras do retalhista ou de marcas que queiram aproveitar a visibilidade que o circuito nacional de suportes visuais lhes dá, de norte a sul do país.

A implementação do sistema integra o pacote de investimentos que a in-Store Media aprovou para os próximos dois anos. Entre 2024 e 2026, a multinacional, que está presente em oito países, pretende investir em Portugal €2 milhões, uma verba semelhante à que despendeu em território nacional no pós-pandemia. “Em 2022, recuperámos a quebra de negócio registada nessa fase e superámos a faturação registada em 2019. Em 2023, crescemos cerca de 15%”, avança ao M&P Jordi Cassani, diretor-geral da in-Store Media Portugal.

“O mercado da publicidade exterior está a evoluir entre 15% a 20% ao ano e nós estamos em linha com esses valores. O ano passado, crescemos cerca de 15%”, refere o responsável da empresa, que gere também a publicidade do ecrã gigante do El Corte Inglés de Lisboa, o maior outdoor digital no centro da capital portuguesa. Para além do novo circuito publicitário, a in-Store Media tem desenvolvido estratégias de digitalização de pontos de venda para a Auchan, Pingo Doce e Fnac.

Campanhas potenciam vendas em 20%

A comercialização do espaço publicitário que integra o circuito digital de live markets é assegurada pela in-Store Media, no âmbito do contrato assinado com a MC, um acordo que também permite à empresa explorar comercialmente, além do corredor central, a zona de entrada e os lineares das superfícies comerciais do retalhista. A percentagem de divisão das receitas nessas três localizações, com filosofias de rentabilização diferentes, varia em função da negociação previamente feita com as marcas.

Os quatro spots de 10 segundos exibidos a cada minuto, que vão sendo substituídos por outros, de duas em duas semanas, são sempre intercalados com duas autopromoções visuais do Continente, para garantir a identidade visual do retalhista e assegurar a uniformidade estética, com os ecrãs horizontais que já existiam nas lojas. Heineken, Compal, Lavazza, L’Oréal Paris e Planta são algumas das marcas que já estão a anunciar no circuito.

Os valores cobrados pela in-Store Media variam em função das campanhas contratualizadas. Para o período do UEFA Euro 2024, que decorre de 14 de junho a 14 de julho, a empresa criou uma tarifa promocional que permite aos anunciantes publicitar no circuito por um valor inferior ao praticado habitualmente. “Estamos a cobrar entre €10 mil e €15 mil neste período, que será de grande consumo”, antevê Jordi Cassani.

Os resultados das campanhas que a in-Store Media angaria e veicula são posteriormente analisados à lupa. “Conseguimos comunicar diretamente com 90% dos consumidores no local onde, minutos depois, eles podem efetivar a compra, algo que a publicidade noutros suportes não consegue. Segundo os dados que temos, a conversão em vendas é, em média, 20% superior nas marcas que publicitam no nosso circuito”, garante o espanhol, que dirige a filial portuguesa da empresa desde outubro de 2023.

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Apple é a marca global mais valiosa, mas a Nvidia é a que mais cresce, revela estudo da Kantar

As empresas tecnológicas dominam o Kantar BrandZ Global Report 2024. Segundo o relatório, a Apple, que cresceu 15% nos últimos 12 meses, valendo atualmente cerca de €950 mil milhões, é a marca internacional mais valiosa, seguida pela Google e pela Microsoft

A Apple é, de acordo com o Kantar BrandZ Global Report 2024, a marca internacional mais valiosa. Face ao último ano, cresceu 15%, valendo atualmente 1.015.900 milhões de dólares, cerca de €950 mil milhões. O segundo lugar é ocupado pela Google que, com uma valorização de 30%, vale atualmente 753.474 milhões de dólares, perto de €705 mil milhões. Na terceira posição, surge a Microsoft. A empresa tecnológica fundada por Bill Gates e Paul Allen cresceu 42% no último ano, valendo 712.883 milhões de dólares, o equivalente a €666.520 milhões.

A quarta posição do ranking é ocupada pela Amazon, seguida da McDonald’s, que encerra o top 5. Em sexto lugar, figura a Nvidia, a marca internacional que mais cresce, registando um aumento de 178%. Em sétimo lugar, surge Visa e, em oitavo, o Facebook. A nona posição é ocupada pela Oracle, à frente da Tencent, um dos maiores fornecedores de jogos do mundo, que encerra o top 10, apesar da desvalorização de 4%.

Nas categorias setoriais do Kantar BrandZ Global Report 2024, a Corona, que cresce em mercados como o Brasil, a China e a África do Sul é a marca de bebida alcoólica mais valiosa. Na moda, a Nike permanece em primeiro lugar, mas a Zara é a que mais cresce. A valorização de 47% permitiu-lhe subir 24 lugares no top 100 global. No mercado do luxo, a Louis Vuitton continua a liderar. Vale atualmente 130 mil milhões de dólares, cerca de €121,5 mil milhões. Na categoria de retalho, a Amazon, que valorizou 6%, mantém-se à frente.

“O nosso relatório global de 2024 revela que as marcas fortes continuam a prosperar, apesar da incerteza económica global. Com uma avaliação de marca no valor de um bilião de dólares, a Apple provou ser resiliente face às condições de mercado desafiadoras, justificando os preços premium e provando que marcas significativas, diferentes e distintivas estão em melhores condições de enfrentar a perturbação económica global atual”, refere a Kantar, autora do estudo, em comunicado.

Segundo a análise, as marcas que estão a investir em inteligência artificial (IA) e em comunicação e promoção estão a obter ganhos superiores por estarem a proporcionar melhores experiências de compra aos clientes. “Crucialmente, o investimento em marketing eficaz ajuda a melhorar a predisposição do consumidor e a impulsionar o crescimento do valor da marca, contribuindo com um valor monetário significativo para apoiar o sucesso empresarial sustentado”, defende a empresa.

 

As 10 marcas globais mais valiosas em 2024

1. Apple (1.015.900 milhões de dólares)
2. Google (753.474 milhões de dólares)
3. Microsoft (712.883 milhões de dólares)
4. Amazon (576.622 milhões de dólares)
5. McDonald’s (221.902 milhões de dólares)
6. Nvidia (201.840 milhões de dólares)
7. Visa (188.929 milhões de dólares)
8. Facebook (166.751 milhões de dólares)
9. Oracle (145.498 milhões de dólares)
10. Tencent (135.215 milhões de dólares)

 

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TV: Os programas que dominam as audiências, gravações e redes sociais em maio

O futebol continua, sem surpresa, a dominar as preferências dos telespetadores portugueses. No quinto mês do ano, segundo os dados oficiais do Social Media Explorer do grupo Marktest, os cinco programas mais vistos foram novamente disputados em estádios

Em maio, a final da Taça de Portugal entre o FC Porto e Sporting CP, transmito na RTP1 a 26 de maio, foi o programa mais visto do mês, com uma audiência média acima de 2 milhões de espetadores. Seguiu-se o respetivo pós-match, também na RTP1, que culminou com a entrega do troféu ganho pelo FC Porto. Na terceira posição, a fechar o pódio, ficou o Big Brother da TVI transmitido 16 de maio, com uma audiência média de 1.312.800 espetadores, a melhor deste ano.

 

 

Nos programas gravados e visionados no próprio dia, a liderança foi ocupada pelo magazine de Ricardo Araújo Pereira, Isto É Gozar Com Quem Trabalha, da SIC, transmitido a 26 de maio. Nas gravações de sete dias, o melhor programa foi o reality show sentimental Casados À Primeira Vista, na sua emissão de 26 de maio.

 

 

Nas redes sociais, na primeira posição da tabela mantém-se em destaque o reality show Big Brother. O programa das manhãs Dois Às 10 ocupa o segundo lugar da tabela e, em terceiro, ficou o programa Goucha. O top 3 é, assim, composto por três programas da TVI. O programa Casados À Primeira Vista e a novela Senhora do Mar, ambos da SIC, encontram-se respetivamente no quarto e quinto lugar.

A série Morangos Com Açúcar está no sexto lugar seguida do programa Fama Show, em sétimo. Para finalizar este top 10 encontram-se três os programas da SIC, Casa Feliz, Júlia Passadeira Vermelha.

 

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La Roche-Posay é a nova parceira oficial da seleção nacional feminina (com vídeo)

Sob o lema ‘Proteger a Pele das Navegadoras’, a La Roche-Posay quer destacar a sua missão de promover a saúde da pele entre as atletas de elite, bem como entre todos os adeptos do desporto. A parceria define o produto Anthelios UVMune 400 como o protetor solar oficial da seleção nacional feminina (na foto)

A La Roche-Posay é a nova parceira oficial da seleção nacional feminina, ficando responsável por proteger a pele das Navegadoras. As jogadoras da seleção nacional são agora as novas embaixadoras da marca de dermocosmética da L’Oréal, com a responsabilidade de alertar para a necessidade de proteger a pele do sol, seja no campo, na praia ou no dia-a-dia. Esta parceria pretende reforçar a ligação da La Roche-Posay à nação e ao desporto feminino.

Sob o lema ‘Proteger a Pele das Navegadoras’, a La Roche-Posay quer destacar a sua missão de promover a saúde da pele entre as atletas de elite, bem como entre todos os adeptos do desporto. A parceria define o produto Anthelios UVMune 400 como o protetor solar oficial da seleção nacional feminina, com o objetivo de proporcionar às jogadoras uma proteção avançada contra os raios ultravioleta, durante os treinos e competições.

“A colaboração com as Navegadoras é um passo em frente para a sensibilização para os perigos da exposição solar, tornando Anthelios UVMune 400 o protetor solar oficial da seleção. Queremos que a fotoproteção no desporto faça parte do equipamento e que sirva de exemplo para cada português cuidar e proteger a sua pele no seu dia a dia”, afirma João Encarnação, administrador geral da L’Oréal Dermatological Beauty, em comunicado de imprensa.

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Um quinto das agências de publicidade e telemarketing enfrenta dificuldades financeiras

“É verdade que, no mercado como um todo, os níveis de rentabilidade são relativamente reduzidos, por isso o risco de incumprimento é grande”, refere ao M&P, António Roquette, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP), em reação aos resultados do relatório Insight View 2024. No último ano, o setor cresceu 4%, mas 18% das companhias apresentam um risco de incumprimento elevado

Um quinto das agências de publicidade e das empresas de telemarketing (18%) enfrenta dificuldades financeiras, apresentando um risco de incumprimento elevado, avança o relatório Insight View 2024. Elaborado pela Iberinform, filial de informação da Atradius Crédito y Caución, empresa especializada em seguros de crédito, o documento tem por base a informação reportada pelas 4.646 agências criativas e pelas 147 empresas de telemarketing que participaram no estudo.

Dessas, 54% registam um risco de incumprimento médio e só 28% apresentam um nível de incumprimento baixo. Estas percentagens são apuradas numa altura em que a faturação cresce uma média de 4% ao ano.

“O nosso mercado não é diferente. Eu não conheço o estudo, mas o nosso setor é como os outros, tem bastante concorrência. Há empresas que têm uma maior performance do que outras. É verdade que, no mercado como um todo, os níveis de rentabilidade são relativamente reduzidos, por isso o risco de incumprimento é grande”, reconhece, em declarações ao M&P, António Roquette, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP).

“Existirem 18% de agências de publicidade e telemarketing em risco de incumprimento parece-me preocupante, mas não conheço a amostra. Se me estivesse a falar do universo dos associados da APAP, eu ficaria preocupadíssimo, mas não é o caso”, sublinha o responsável.

Em 2022, o volume de faturação foi de €1.880.338.757, apenas mais €80.461.101 do que os €1.799.877.656 registados em 2021. Em 2023, a evolução não deverá ser muito distinta. Os valores só serão tornados públicos pela Iberinform em julho. Segundo as previsões, os números não deverão sofrer grandes oscilações.

Das empresas abrangidas pelo estudo, todas elas com sede em território nacional, incluindo sucursais de multinacionais com operação em Portugal, 91% são microempresas, 8% são pequenas empresas e só 1% entra na categoria das médias empresas. A maioria tem menos de uma década. 17% foram constituídas no último ano, 27% têm entre dois e cinco anos e 21% têm entre seis e 10 anos.

As que estão no mercado há entre 11 anos e 15 anos representam apenas 14%, a mesma percentagem das que operam há entre 16 e 25 anos. As empresas com mais de 25 anos de atividade no mercado nacional não vão além dos 7%.

A reduzida dimensão destas estruturas empresariais é uma das causas apontadas para a taxa de exportação de 32% identificada no Insight View 2024.

“Tradicionalmente, o nosso mercado não é de exportação. Com a pandemia, a situação alterou-se porque também se alteraram os hábitos de inter-relação entre empresas. Acho que o bom trabalho começa a ser visto lá fora e até acho que há alguns bons exemplos de agências nacionais que têm conseguido exportar trabalhos”, refere António Roquette.

Telemarketing em contraciclo com agências de publicidade

Em 2023, surgiram em Portugal 396 agências de publicidade, mais oito do que as 388 constituídas no ano anterior, o que perfaz um crescimento de 2%. Em contrapartida, o número de novas empresas de telemarketing recuou 43%, descendo das 14 para as oito. Somando as duas categorias, o número de constituições aumentou de 402 para 404, o que corresponde a uma variação de 0,5%.

“Estes resultados indiciam uma tendência de crescimento moderado nas agências de publicidade, enquanto o segmento de telemarketing enfrenta uma redução significativa na criação das novas empresas”, refere a análise da Iberinform.

Em termos de localização, o distrito de Lisboa continua a liderar, com 43% das agências de publicidade e empresas de telemarketing a elegerem a região como base da operação. 17% das organizações que integram o estudo estão sediadas no distrito do Porto, 7% no de Setúbal. 6% no de Braga e 5% no de Faro. Os restantes 22% correspondem a empresas espalhadas pelas restantes regiões do país.

Taxa de exportação estabilizada

No período pós-pandemia, a realidade das agências de publicidade e das empresas de telemarketing não sofreu grandes alterações. “Em 2022, o setor registou um crescimento significativo em vários indicadores financeiros.

O volume de negócios aumentou 4%, passando de €1.799.877.656 em 2021 para €1.880.338.757 em 2022, evidenciando uma expansão sólida nas suas atividades comerciais”, revela a análise evolutiva que a Iberinform desenvolveu em exclusivo para o M&P.

Nesses dois anos, a taxa de exportação subiu de 31% em 2021 para 32% em 2022, percentagem que manteve em 2023, “refletindo um crescimento de 1%, o que aponta para um ligeiro, mas positivo, aumento da presença no mercado internacional”, explica a empresa.

A autonomia financeira dessas organizações, nesses dois anos, cresceu de 37% para 38%, percentagem que se repete em 2023. “Este acréscimo de 1% indica uma melhoria na capacidade das empresas do setor para financiar as suas operações com recursos próprios”, sublinha a Iberinform.

No período pós-pandemia, a solvabilidade das agências de publicidade e das empresas de telemarketing subiu de 60% para 62%, outra percentagem que se mantém em 2023.

“Esta variação de 2% demonstra uma maior capacidade das empresas para cumprir com as suas obrigações a longo prazo. Estes resultados sugerem uma trajetória de crescimento sustentável e uma melhoria da estabilidade financeira do setor”, refere a análise.

Em termos de evolução da dimensão, a tendência também tem sido de progressão. “As microempresas cresceram 5%, passando de 3.098 em 2021 para 3.238 em 2022, demonstrando uma expansão contínua neste segmento.

As pequenas empresas registaram um aumento significativo de 15%, subindo de 234 em 2021 para 268 em 2022, o que indica um forte dinamismo e crescimento neste grupo”, esclarece a Iberinform.

As médias empresas também cresceram, passando de 30 para 32. “Esta variação de 7% mostra uma expansão moderada”, analisa a consultora.

“Já o número de grandes empresas manteve-se estável, com seis empresas, tanto em 2021 como em 2022, sem variação. Estes resultados destacam um crescimento expressivo, especialmente nas pequenas empresas, refletindo uma tendência positiva no setor em termos de diversificação e expansão das empresas de menor dimensão”, avança ainda a análise da Iberinform.

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Cristina Ferreira condenada a pagar €3,3 milhões à SIC

A SIC está a estudar com assessores jurídicos a possibilidade de pedir uma reavaliação de parte da sentença, relativa a montantes que não foram tidos em conta

O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste condenou a empresa Amor Ponto, da apresentadora Cristina Ferreira, a pagar à SIC €3.315.998,67, reconhecendo as pretensões do canal de televisão e dando como provados os danos provocados pela apresentadora Cristina Ferreira aquando da saída da estação.

O Tribunal deu razão à SIC ao considerar que a cessação antecipada do contrato pela sociedade Amor Ponto Lda, detida por Cristina Ferreira, sem qualquer fundamentação ou justa causa para tal denúncia, foi ilícita e legitimou a resolução do contrato pela SIC e o consequente acionar da cláusula penal e pedido de condenação. O contrato com a SIC não poderia ser livremente revogável, ao contrário do que alegava Cristina Ferreira, porque as partes assim o teriam convencionado. Por outro lado, não houve qualquer incumprimento da SIC relativamente ao contrato de trabalho celebrado com Cristina Ferreira e em relação às suas funções de consultora na direção de Programas.

A SIC revela que o Tribunal calculou o valor indemnizável com base no incremento de despesas que a SIC teve com o novo Casa Feliz, que estreou no dia útil seguinte, na segunda-feira 20 de julho de 2020, à data de saída de Cristina Ferreira, a 17 de julho de 2020.

Os restantes montantes não foram tidos em conta, em parte pelo facto de as equipas comerciais da SIC terem atenuado os prejuízos sofridos com a saída da apresentadora. “A SIC está a estudar, com os seus assessores jurídicos, e tendo em conta a matéria de facto e de direito dada como provada a favor da estação, a possibilidade de se pedir uma reavaliação desta parte da sentença”, refere o canal de televisão do grupo Impresa em declarações enviadas ao M&P

Recorde-se que, a 17 de julho de 2020, Cristina Ferreira decidiu cessar unilateralmente a sua ligação à SIC, colocando termo ao contrato que a vinculava até 30 de novembro de 2022. Por isso, a SIC iniciou uma ação contra Cristina Ferreira e a sua empresa Amor Ponto, pedindo um montante na altura calculado face ao estimado que a SIC iria auferir com a presença da apresentadora em antena.

Apesar da contestação da ré, o tribunal proferiu a sentença, condenando a empresa de Cristina Ferreira a pagar €3.536.666,67 e reconhecer um crédito desta no valor total calculado de capital e juros de €220.668 euros.

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Chefs que são marcas fora da cozinha

São figuras públicas que extravasam o nicho da alta gastronomia, em programas de televisão, escrita de livros e outros projetos pessoais que os tornam marcas em nome próprio. José Avillez e Ljubomir Stanisic não se assumem como marcas com uma intenção estratégica, mas fazem um caminho que os posiciona como mais do que chefs

Catarina Nunes

José Avillez e Ljubomir Stanisic são os mais recentes chefs com estrelas Michelin que estão a desenvolver projetos para lá da cozinha, num caminho que não é novo para ambos. José Avillez é o protagonista da campanha publicitária da Xiaomi, enquanto Ljubomir Stanisic acaba de lançar a marca Mestiço, com dez vinhos em parceria com três produtores nacionais, e prepara o arranque das filmagens de um programa para a SIC, desta vez relacionado com hotéis.

Nenhum dos dois se assume deliberadamente como uma marca estruturada com uma intenção estratégica e ambos escusam-se a quantificar o peso dos projetos paralelos face à faturação dos restaurantes. A ligação a outras marcas e o desenvolvimento de projetos em nome pessoal são antes uma consequência de oportunidades que vão surgindo, alinhadas com os seus valores e personalidades.

José Avillez, que tem duas estrelas Michelin no Belcanto, uma no Encanto e outra no Tasca, no hotel Mandarin Oriental Jumerai, no Dubai, regressa à publicidade. Depois de já se ter associado à Super Bock, Moulinex, Milaneza, Uber Eats e Riberalves, desta vez protagoniza o vídeo para internet, que promove a nova gama de telemóveis Xiaomi 14.

O spot, apresentado a 29 de maio, reflete o making-of do projeto ‘Comer com os Olhos’, que parte de uma investigação da Universidade de Valência que indica a influência direta do estímulo visual na experiência gastronómica.

O resultado são quatro fotografias, captadas em Lisboa pelo fotógrafo espanhol Javier Corso, que refletem a alma da cidade e são inspiradas em quatro propostas gastronómicas de José Avillez.

A base científica da campanha e o interesse da Xiaomi pelo conhecimento são as justificações de José Avillez para ser o rosto do projeto. “Depois, como gosto muito de fotografia, fiquei interessado no desafio e gostei de perceber que havia um lado artístico e cultural, bem como a intenção de saber mais sobre Lisboa e a sua identidade”, refere em declarações ao M&P, acrescentando que gosta de colaborar com marcas às quais reconhece qualidade.

Neste momento mantém apenas a ligação à Super Bock, mas está sempre disponível para este tipo de projetos. “A colaboração com uma marca de que se gosta é sempre interessante e é um momento de aprendizagem, ficamos sempre a saber mais e, por vezes, há a oportunidade de conhecer os bastidores”, justifica.

Fazer campanhas publicitárias não é uma coisa em que Ljubomir Stanisic pense, apesar de não ser contra, desde que seja algo em que acredite e exista noção e lealdade. No passado fez parcerias, como por exemplo com a Smeg, mas nunca fez campanhas publicitárias.

“Fazer por fazer, apenas pelo dinheiro, não me faz sentido. Se existir um lado social associado, um apoio a associações, melhor ainda. Vivemos uma situação social muito complicada, se puder ajudar estou sempre disponível”, revela o chef que detém uma estrela Michelin no 100 Maneiras.

Conta, no entanto, com o apoio de marcas ligadas à cozinha e à restauração, como a Le Creuset, a Villacer e a Delta, para a qual já criou lotes de café especiais para o 100 Maneiras e desenvolveu cápsulas para a Delta Q. Além dos eletrodomésticos domésticos Smeg, tem uma parceria com as motas da Ducati, uma das suas paixões.

As prioridades de Ljubomir Stanisic, agora, são o novo programa na SIC dedicado à hotelaria e a nova marca de vinhos Mestiço, que apresentou há duas semanas, com a Adega Monte Branco, a Mateus Nicolau de Almeida e a Niepoort, e que tenciona alargar a bebidas espirituosas e cervejas.

A denominação Mestiço reflete a mistura das características dos parceiros envolvidos e cada vinho tem uma subdenominação (Viçoso, Atrevido, Perigoso e Amoroso, entre outros), num trabalho de arquitetura de marca de Dina Camacho e Gil Correia, e textos de Mónica Franco, mulher de Ljubomir Stanisic, que é também responsável pela escrita dos projetos audiovisuais e dos livros com o marido.

Outro dos projetos na calha é o desenvolvimento de uma linha de facas, desenhadas por Ljubomir Stanisic e pequenos cutileiros, como Telmo Roque com quem já trabalha. “Produzimos juntos a faca de mato, à venda na minha loja online, onde usamos madeiras reaproveitadas de incêndios”, refere ao M&P.

As sinergias criadas com as respetivas mulheres são outro aspeto que os dois chefs têm em comum. Aliás, um dos mais recentes projetos de José Avillez, a Casa Nossa, é planeado e construído em conjunto com Sofia Ulrich, com quem está casado há nove anos.

“É um projeto assumidamente com a minha assinatura. O logotipo inclui o meu nome, o website é casanossajosevalliez.pt, e o nome foi escolhido pelo nosso envolvimento em cada detalhe”, explica José Avillez, referindo-se ao alojamento com 10 quartos, serviço de hotel e refeições, que têm desde 2023 no Alentejo, junto ao Alqueva.

A hotelaria não é, no entanto, uma área que queira expandir. “Para já, estamos a aprender, é uma área interessante e nova para nós. Quanto ao futuro, veremos”, diz José Avillez, que neste momento está a preparar um novo livro de receitas, a convite de uma editora espanhola, além de se dedicar à consolidação dos 11 restaurantes em Portugal e os dois no estrangeiro (Dubai e Macau), que detém.

Lá fora tem parcerias com os dois hotéis de luxo onde os seus restaurantes estão instalados, o Mandarin Oriental no Dubai e do The Karl Lagerfeld em Macau, mas não revela se pretende desenvolver este tipo de formato.

Questionado sobre a intenção de construir uma marca com o seu nome, José Avillez avança que neste momento tem os vinhos JA, em parceria com a Quinta do Monte D’Oiro, e os vinhos Niepoort José Avillez.

“Ao longo dos anos, a questão do desenvolvimento de produtos com o nome José Avillez foi surgindo, no entanto a prioridade têm sido os restaurantes. Vamos ver como tudo evolui e se virá a fazer sentido desenvolver mais”, revela.

Além dos vinhos, José Avillez tem diversificado de forma consistente para a área dos livros, programas de televisão e de rádio, por gostar de comunicar, ensinar e partilhar o gosto pela cozinha.

 

Ljubomir Stanisic tem uma marca própria materializada num logotipo que leva o seu nome e comercializada numa loja de comércio eletrónico, através das quais desenvolve os projetos paralelos à restauração. O logotipo é representado por uns cornos, omnipresentes nos seus três restaurantes, por serem uma imagem que o acompanha há muito.

“Em criança tive um sonho que me marcou, em que estava sempre a fugir de um touro. Uma das primeiras esculturas que fiz foi através da recuperação do esqueleto de um boi. A força do touro, a ideia de agarrar a vida de frente, pelos cornos, sem medo, é algo com que me identifico muito. Quando pedi ao ‘cromo’ artista e grande amigo Vasco Branco para pensar numa imagem para me representar, foi assim que ele a viu, na mouche”, recorda Ljubomir Stanisic.

O site lançado em 2020 surge, por seu lado, da necessidade de agregar os produtos que até então já tinha criado sob o seu nome. “Custa-me chamar-lhe uma marca, embora o seja efetivamente. Prefiro pensar no meu nome como uma assinatura, uma marca de uma certa irreverência e garantia de qualidade, porque o principal objetivo é fazer produtos bons, sempre que possível made in Portugal, e que espelhem a minha personalidade”, considera o chef do 100 Maneiras.

Jalecas, o livro Bistromania e o rum Refugees são os produtos com marca própria que mais vende e que estão disponíveis no site ljubomirstanisic.pt.

“Crio sempre de forma muito egoísta, para mim. Crio os produtos que quero usar e consumir, com as pessoas com quem me dá pica trabalhar. Já existem tantas coisas chatas na vida, não quero nunca que isto seja um frete. Divirto-me muito a desenvolver as ideias, a concretizar os projetos e a testar protótipos. Quando deixar de ser assim, deixo de criar”, conta o chef do 100 Maneiras, revelando que tenta ser o mais sustentável possível em tudo o que faz, sem entrar em extremos.

Começando nos restaurantes que detém, onde trabalha com as hortícolas orgânicas da Horta da Graça, em Sintra, até à loja online, onde opta por parceiros que também tenham estas preocupações.

“As nossas t-shirts são todas produzidas em Portugal, em algodão orgânico ou reciclado, e também temos essa atenção nos materiais de expedição, por exemplo. Em primeiro lugar, pela conservação do meio ambiente e do planeta, e também para meu bem e dos meus”, justifica.

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Fuel cria campanha do Continente de apoio à seleção no Euro 2024 (com vídeo)

O filme publicitário, que teve a produção da Krypton e a consultoria de produção da Pro(u)d, cruza o futebol com várias situações em que portugueses estão a comer

Com o mote ‘É de Quem Alimenta a Fome de Vencer’, a nova campanha multimeios da Fuel para o Continente pretende demonstrar o apoio da marca à seleção nacional de futebol durante o Euro 2024, envolvendo-se com os consumidores e fortalecendo a relação da cadeia de grande distribuição com a comunidade desportiva.

O filme publicitário, que teve a produção da Krypton e a consultoria de produção da Pro(u)d, cruza o futebol com várias situações em que portugueses estão a comer, demonstrando a mobilização nacional em torno do campeonato europeu. Com direção criativa de João Madeira da Fuel e realização de Pedro Pinto da Krypton, a campanha estará presente em televisão, rádio, publicidade exterior, digital e nas lojas Continente.

“Ao patrocinarmos as seleções nacionais de futebol, incluindo a participação da seleção masculina no Euro 2024, o Continente demonstra o seu compromisso com o desporto e fortalece a sua ligação emocional com os adeptos. É nesta ligação aos momentos especiais de convívio e de partilha impulsionados pelo futebol que a nossa marca especialista se junta à ‘Fome de Vencer’ para poder criar memórias que celebrem os momentos que unem Portugal, seja num estádio, ao ar livre ou mesmo em torno de uma mesa”, afirma Filipa Appleton, diretora de marketing do Continente.

Além da campanha multimeios, o Continente, que patrocina a seleção portuguesa de futebol desde 2010, apresenta também o ‘Período de Descontos’, uma ação exclusiva para utilizadores da aplicação Cartão Continente, que decorre até 14 de julho. Após cada compra, esta iniciativa habilita os clientes a ganharem até €1.000 em saldo no Cartão Continente, produtos da seleção nacional e cupões de desconto no Continente e em outras marcas parceiras do cartão.

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Novas funcionalidades da Apple criam dificuldades aos anunciantes

As atualizações foram reveladas no evento anual de apresentação de novidades da Apple, a WWDC 2024, que começou a 10 de junho e termina a 14 de junho, na sede da empresa em Cupertino, na Califórnia

O ecossistema de produtos da Apple tem novas funcionalidades que vão dificultar a forma como as marcas e os anunciantes chegam aos consumidores, pondo em causa a visibilidade e o alcance das campanhas publicitárias. Uma nova categorização de emails e de notificações, e a priorização de conteúdos em páginas web que são mais relevantes para o utilizador, em detrimento da publicidade, são as funcionalidades em causa.

Uma das principais preocupações para os anunciantes e para as marcas é o impacto do novo modelo de IA no sistema de correio eletrónico Mail, como a capacidade de ordenar os emails com base na preferência prevista do utilizador. Isto significa que os emails que a IA considera não preferenciais, como por exemplo um anúncio, podem ficar no fundo da caixa de entrada de correio eletrónico.

A mesma preocupação aplica-se às notificações. A nova funcionalidade ‘Reduzir interrupções’, que apresenta apenas as notificações com as quais a IA espera que o utilizador se preocupe, uma inferência que o sistema faz com base nos dados que possui sobre o utilizador.

Outra das dificuldades é a nova funcionalidade ‘Destaques’, que utiliza a aprendizagem automática com base em IA para destacar o conteúdo de uma página web mais importante para o utilizador, por oposição ao conteúdo que não lhe interessa, como a publicidade. Tal como acontece com o marketing de correio eletrónico e de notificações, também nas páginas web os anunciantes vão ter de apresentar conteúdos que sejam ainda mais relevantes para o utilizador.

Estas funcionalidades foram reveladas no evento anual da Apple de apresentação de novidades, a Worldwide Developers Conference 2024 (WWDC), que começou a 10 de junho e termina a 14 de junho, na sede da Apple em Cupertino, na Califórnia.

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Portugália apresenta nova imagem assinada por Farelo Studio e Luís Mileu Studio

A nova identidade visual tem como objetivo adequar a Portugália às novas exigências de um mundo multiplataforma. O logótipo foi sujeito a uma simplificação formal, onde o símbolo do escudo é incluído na própria tipografia

A Portugália escolheu os estúdios Farelo e Luís Mileu para o desenvolvimento do projeto de renovação da marca, referente aos 100 anos que comemora em 2025. O projeto engloba todos os pontos de contacto da marca, tanto no modelo de cervejaria de rua como no de balcão de centro comercial, com um foco específico na loja da Almirante Reis, que recentemente foi alvo de uma renovação.

A nova identidade visual tem como objetivo adequar a Portugália às novas exigências de um mundo multiplataforma. O logótipo foi sujeito a uma simplificação formal, onde o símbolo do escudo é incluído na própria tipografia, adquirindo uma nova liberdade de aplicação. Transversalmente, foi criado um novo símbolo mantendo apenas os dois elementos fundamentais para a Portugália, o escudo como sinónimo de portugalidade e união, e a data da fundação que celebra a história e diversidade da marca.

“Foi um processo profundo, onde houve a coragem de abandonar símbolos de um Portugal distante, como castelos e quinas, e centrar a marca no que a torna única e focá-la no futuro”, refere Pedro Farelo, fundador e diretor criativo do Farelo Studio, em nota de imprensa.

Lançada a 10 de junho, na renovada cervejaria Portugália da Almirante Reis, a nova imagem da marca vai ser progressivamente aplicada nas restantes localizações ao longo do ano, num processo que se prevê estar concluído nas celebrações do centenário, em 2025. “Foi uma viagem longa, onde explorámos 100 anos feitos tantas histórias, tantas pessoas, um verdadeiro ponto de encontro entre gerações. Uma marca que faz parte de tantas memórias passadas e que queremos que faça das futuras”, afirma Luís Mileu, fundador do Luís Mileu Studio, em comunicado de imprensa.

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Mercado publicitário global vai crescer 7,8% em 2024

Relatório do GroupM revê em alta crescimento da publicidade em 2024, impulsionado pela China e Estados Unidos. Mais de 70% das receitas de publicidade a nível global vão ser dominadas pelo ‘digital pure play’, que integram ‘social media e social vídeo’, ‘search’ e ‘retail media’, entre outros

O GroupM revê em alta o crescimento do mercado global de publicidade, indicando que as receitas em 2024 deverão aumentar 7,8% em relação a 2023, não abrangendo, no entanto, estimativas de evolução dos investimentos em publicidade em Portugal. O relatório de meio do ano This Year Next Year (TYNY), do GroupM, estima que o mercado mundial de publicidade ascenda a cerca de 990 mil milhões de dólares (€920,3 mil milhões), ultrapassando a previsão de dezembro de 2023 por 2,5 pontos percentuais.

O crescimento das receitas em 2024 deve-se sobretudo à revisão das previsões feitas para os mercados da China e Estados Unidos, que juntos representam 57,1% do total dos investimentos em publicidade. Mesmo que estes dois mercados sejam retirados da equação, o This Year Next Year continua a rever em alta os valores, apontando crescimentos de 6,9%, acima dos 6,5% previstos no final de 2023. A nível europeu destacam-se as estimativas de crescimento na Alemanha, anfitriã do Euro 2024, e em França, que recebe os Jogos Olímpicos de Paris. Ambos os países registam crescimentos face às últimas previsões, passando de 3,7% para 4,1% e de 8,3% para 8,6%, respetivamente.

O This Year Next Year (TYNY) investiga como é que fatores como tecnologia, cultura, Governo e economia vão impactar a publicidade nos próximos meses e anos. De acordo com esta análise, mais de 70% das receitas de publicidade a nível global vão ser dominadas pelo ‘digital pure play’, que integram ‘social media e social vídeo’, ‘search’ e ‘retail media’, entre outros.

As previsões apontam que o “social media e social vídeo’ recolha cerca de 35% dos investimentos publicitários a nível global em 2024. Estes formatos continuam a demonstrar uma enorme vitalidade, prevendo-se um crescimento de 9,9%, em 2024, acima dos 7,8% do mercado total. Isto reflete os mercados, geografias e faixas etárias em que a adoção de dispositivos que facilitam o acesso a plataformas e a conteúdos digitais ainda está em crescimento.

O ‘search’, por seu lado, regista um crescimento que se prevê estável ao longo dos próximos cinco anos, tendo em conta a maturidade deste segmento, que deverá fechar 2024 a representar cerca de 21% do total dos investimentos publicitários globais. O estudo destaca ainda o ‘retail media’, que se perfila como o segmento digital que cresce mais rapidamente, podendo representar 15,1% das receitas totais em publicidade em 2024, quando em 2014 não passava dos 1,5%.

Na televisão estima-se um crescimento de investimento de cerca de 2,7% , no conjunto da televisão linear com a televisão digital. Ao isolar a televisão linear, verifica-se uma erosão a nível global, de cerca de 0,2%, durante os próximos cinco anos. Quanto à publicidade em áudio, imprensa e cinema, o This Year Next Year antecipa um crescimento mais lento ou até declínios, enquanto a publicidade exterior (OOH) recupera da pandemia, ajudada pelas revisões em alta das estimativas para a China. A nível global, o OOH terminará 2024 com um crescimento de 11,5%, acima da média do mercado. O relatório antecipa ainda que a inteligência artificial pode, até 2029, influenciar 94,1% das receitas publicitárias, três anos antes do previsto.

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