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“Os marketers precisam de aprender a vender para gémeos digitais”

O marketing e a neurociência vão ficar muito mais próximos, refere Daniel Hulme, diretor global de IA do grupo WPP, em entrevista ao M&P, salientando a importância da computação neuromórfica que permite construir ‘cérebros de audiências’

Catarina Nunes
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“Os marketers precisam de aprender a vender para gémeos digitais”

O marketing e a neurociência vão ficar muito mais próximos, refere Daniel Hulme, diretor global de IA do grupo WPP, em entrevista ao M&P, salientando a importância da computação neuromórfica que permite construir ‘cérebros de audiências’

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Daniel Hulme é especialista em processos de adaptação das empresas e das marcas à inteligência artificial, enquanto diretor global de IA (‘chief AI officer’) do grupo WPP. O cargo surge na sequência da venda ao WPP, em 2021, da empresa que fundou em 2008, a Satalia, que se dedica à pesquisa e implementação de sistemas de inteligência artificial (IA).

Na Satalia, que terá sido vendida por 75 milhões de libras (€88,75 milhões, ao câmbio atual), segundo a imprensa internacional na época, Daniel Hulme mantém o cargo de CEO, em paralelo com o arranque de uma nova empresa, dentro do WPP, que está a dar os primeiros passos na área da consciência da máquina (‘machine consciousness’).

Em entrevista ao M&P, fala sobre os desafios e as oportunidades da IA, e aponta os caminhos a seguir e a evitar.

Já esteve em Portugal anteriormente. Qual é a sua perceção do mercado publicitário nacional?

Estive aqui de férias e para dar palestras. Portugal tem uma ‘vibe’ muito boa e muito talento. Vim cá pouco tempo antes de vender a minha empresa, a Satalia [pesquisa e implementação de sistemas de IA], à WPP em 2021.

Como diretor de IA do grupo WPP, penso mais globalmente sobre como o mercado se vai transformar nos próximos anos. A IA está a permitir mais e melhores conteúdos, e é capaz de os apresentar às pessoas certas no momento certo. Está a acelerar a transformação digital da nossa indústria, mas também está a ser disruptiva.

O que é que destaca no WPP em Portugal?

Sou um grande fã do talento português e o WPP expandiu a equipa nacional. Em alguns países, estamos a investir, particularmente nas universidades, em diferentes tipos de IA, não apenas em ‘machine learning’, IA generativa e preditiva. O Brasil, por exemplo, sempre foi muito consistente e forte na otimização e aqui em Portugal não é diferente.

O que encontro aqui são pessoas que são polivalentes e realmente boas no que fazem, que entendem diferentes tipos de algoritmos, mas também têm a disciplina e a capacidade para aplicar a tecnologia. Ter esta amplitude de conhecimentos é muito positivo. Noutras partes do mundo, o foco é em tipos específicos de tecnologia, mas Portugal é muito polivalente.

Aplicar algoritmos no marketing

Como é que começou a sua empresa?

Há 17 anos, a partir do meu doutoramento na University College London (UCL), focado em diferentes tipos de IA, na modelagem de cérebros de abelhas, para tentar entender o desempenho neural de diferentes algoritmos.

Percebi que existem algoritmos que são desenvolvidos no mundo académico que nunca chegam à indústria, havendo uma enorme oportunidade de trazer a pesquisa académica para a indústria.

A génese da Satalia foi trazer os principais algoritmos académicos para causar impacto na indústria. O que tenho feito nos últimos 17 anos é entender quais são os tipos de IA para resolver problemas em todas as cadeias de abastecimento, seja no retalho como no marketing, para melhorar a eficiência e a eficácia.

Com o WPP, a Satalia está a aplicar algoritmos de IA para trabalhar marketing de ponta a ponta. Mas, como o grupo trabalha a maioria das marcas mundiais, também levamos para essas empresas IA que vai além do marketing.

Qual é o seu papel no WPP?

Sou o CEO da Satalia, que continua a existir dentro do grupo, e é uma ‘deep mind’ do WPP. Somos quase 300 especialistas em IA profunda em todo o mundo. A IA não precisa de milhares de programadores, só precisa de ter um bom conhecimento profundo.

Sou também o ‘chief AI officer’ do WPP, em que supervisiono horizontalmente toda a organização, no sentido de integrar a IA para melhorar a produtividade e a cadeia de abastecimento.

Estou também a começar uma empresa com investimento do WPP, para tentar resolver a ‘machine consciousness’ com uma pesquisa profunda. Acreditamos que a consciência da máquina será muito importante na próxima década.

Porquê?

É preciso responder a algumas grandes questões sobre se devemos construir máquinas conscientes e, se construirmos, como é que isso afeta a indústria e nos ajuda a entender a perceção dos consumidores.

O negócio de media, marketing e comunicação é entender e influenciar perceções, que é uma posição muito poderosa que tem de ser tratada de forma responsável e segura. Esta é uma das grandes questões que vamos enfrentar nas próximas décadas.

Qual é a sua posição nessa matéria?

Acredito que existem, basicamente, três categorias de risco associadas à IA. A primeira é a introdução dessas tecnologias na produção de forma segura, responsável e ética, que chamo de microrriscos.

O segundo são os riscos maliciosos, prevenir que maus agentes de mercado criem patógenos e desinformação, um papel que deve ser desempenhado principalmente pelos governos.

A terceira categoria são os macrorriscos, acontecimentos que vamos enfrentar como espécie, nos próximos dez a 20 anos, aos quais temos de responder. Por exemplo, o que acontece com o impacto da IA nos empregos ou se construirmos uma super inteligência? E se criarmos um mundo de pós-verdade? E se resolvermos a morte?

Já tem respostas para essas questões?

Acho que sim. Há cerca de quatro ou cinco anos fiz uma palestra TEDx, em que argumentei que existem seis singularidades, em que a singularidade significa o ponto no tempo em que já não se consegue ver mais além.

É uma denominação que foi adotada pela comunidade de IA para se referir à singularidade tecnológica, o ponto no tempo em que construímos uma super inteligência.

Na palestra utilizei a estrutura PESTEL, que se refere à análise política, económica, tecnológica, ambiental e legislativa. A singularidade política, por exemplo, é se criamos um mundo de pós-verdade ou se criamos um mundo onde podemos autenticar conteúdos.

A importância da autenticação de conteúdos

Existe alguma singularidade no marketing e na comunicação?

Sim, o marketing e a comunicação tocam várias dessas singularidades. Ser capaz de autenticar conteúdos é muito importante, para determinar o quão arriscado e problemático é um conteúdo, seja um ‘tweet’ ou um anúncio.

Para entender como isto vai inflamar uma comunidade ou quebrar as leis, precisamos de pensar em como usar a IA para identificar esses riscos e autenticar esse conteúdo.

A nossa indústria vai desempenhar um papel importante na mitigação dos riscos em torno do mundo da pós-verdade. Também há aquilo que chamo de ‘estados e capitalismo de vigilância’, em que a ideia é que estas tecnologias são muito boas a entender e a persuadir as pessoas.

Esta é uma posição muito poderosa e temos de ser muito cuidadosos. O marketing tem refletido sobre isto desde sempre, a IA está apenas a acelerar a necessidade de enfrentar algumas dessas questões.

Estudou e trabalhou sempre nesta área em outras empresas?

Graduei-me em IA e, depois, fiz o mestrado e o doutoramento, sempre nesta área, em paralelo com o trabalho de consultor em tecnologias da informação. Na verdade, estou na área da IA há 25 anos.

Veio a Portugal como orador da conferência do WPP, ‘Portugal, um país preparado para a IA?’. Qual foi a mensagem que deixou à audiência?

A mensagem principal foi sobre a necessidade de educar as lideranças e os decisores para serem capazes de usar a IA de forma benéfica para as suas organizações, para que as tecnologias e os talentos certos sejam aplicados de forma pragmática, na resolução dos problemas das organizações.

Muitas vezes, as empresas entusiasmam-se com as novas tecnologias e fazem maus investimentos, quando não nos podemos dar a esse luxo.

Quais são as sugestões que trouxe?

Apresentei uma estrutura de trabalho para pensar como trazer a IA para as organizações, de forma segura e responsável, e falei sobre os macrorriscos e como podemos unir as pessoas e a tecnologia, aumentando o potencial humano.

Para garantir que conduzimos a humanidade para um futuro positivo, refleti sobre a responsabilidade de todos os indivíduos, empresas, governos e também os consumidores, uma vez que como indivíduos somos consumidores.

Acredito no ser humano e na criatividade, que é uma das razões pelas quais me juntei ao WPP, que é um grupo que tem o propósito de usar o poder da criatividade para um futuro melhor.

Acredito, genuinamente, que se libertarmos as pessoas para usarem a criatividade, elas irão usá-la de forma a tornar o mundo melhor. Um futuro melhor é um mundo onde as pessoas são economicamente livres para contribuir para a humanidade como quiserem.

Liberdade para criar

Qual é o lado negativo da IA na criatividade e planeamento de meios?

Não sei se há um lado negativo da IA substituir a estrutura de tarefas mundanas e repetitivas, dando às pessoas mais liberdade para criar e testar mais rapidamente novas ideias junto de audiências sintéticas, identificando os melhores momentos para expor esses conteúdos à audiência pretendida.

O que a IA vai fazer é aumentar a qualidade e a quantidade de anúncios. As pessoas vão começar realmente a gostar de anúncios, da mesma forma que gostam dos anúncios do Super Bowl, por exemplo.

Qual é então a pergunta que deve ser feita em relação à IA?

Quando se usa IA, a pergunta que deve ser feita não é o que acontece se correr mal, porque isto já sabemos: construímos salvaguardas de prevenção para que isso não aconteça. Temos é de nos perguntar o que acontece se correr muito bem.

Na indústria de marketing, usar IA na produção e definição de objetivos de anúncios que gerem retorno do investimento, implica um preconceito humano inconsciente, que é o facto de gostarmos de interagir com pessoas que soam e se parecem connosco.

O que temos de nos perguntar é quais são os desafios potenciais se a IA correr muito bem, para garantimos que a publicidade é diversa e não impõe preconceitos.

A Google anunciou um aumento de 48% das emissões de carbono devido à IA. Isto não é negativo?

Esse é um tópico muito quente. As grandes empresas de tecnologias estão a avaliar como é que conseguem mitigar esse impacto energético. É preciso pensar duas coisas: qual é a energia economizada em outras partes da cadeia de abastecimento?

Porque se estão a ser usados algoritmos mais inteligentes e melhores, isso reduz o custo de produção de bens e serviços noutros lados. Alguém tem de fazer esta pesquisa e ter isto em conta.

O segundo aspeto é que, de facto, os grandes modelos de linguagem trazem um consumo energético intensivo, mas alguma da tecnologia emergente que tem surgido no mundo académico – modelada pelo funcionamento dos cérebros humanos – operam apenas com a energia de uma lâmpada, com soluções muito mais eficientes do ponto de vista energético.

As empresas poupam, mas para o consumidor final qual é o benefício do marketing com IA?

Há um artigo da Harvard Business Review, de 2016, chamado ‘Pirâmide de valor do consumidor’, que mapeou 40 coisas que os consumidores valorizam na Pirâmide de Necessidades de Maslow.

Valorizam mais acesso a bens de forma mais rápida, melhor e mais barata, mas também valorizam o que os faz sentir nostálgicos e conectados, o que os educa e lhes traz valor, e o que os faz sentir que contribuem positivamente para a humanidade.

Há estes valores mais elevados que valorizamos e que a IA é capaz de desbloquear e identificar, criando conteúdos que ressoem com eles, mas também dar às pessoas acesso a bens e serviços que enriquecem as suas vidas.

Bens e serviços que não tínhamos há 10 ou 20 anos e éramos felizes. Ou não éramos?

Sim, alguns sim. Há muitas pessoas que vivem com um dólar por dia, que vivem na pobreza. Se pudermos fazer com que essas pessoas tenham acesso a mais bens e serviços para enriquecer as suas vidas, é uma coisa boa. Gostaria de ver a IA a tornar esses bens mais económicos, elevando-as dessas restrições económicas.

Um estudo recente da LG Digital Solutions indica que apenas 38% dos consumidores considera que o uso de IA na publicidade agrega valor às marcas. O que é que isto significa?

Não conheço o estudo. A pergunta que faço é se eles são especialistas. Pode-se obter uma visão populista, pode-se fazer ‘crowdsource’ para obter uma resposta, mas a realidade é algo diferente.

Faria ‘crowdsource’ de aulas de balé para os seus filhos? Provavelmente não. Iria procurar um especialista. A pergunta que faria é se essa é a verdadeira visão dos consumidores ou se é apenas a perceção que têm. É verdade que, por vezes, a perceção equivale à realidade, mas precisamos de testar essa hipótese.

É urgente a IA ser regulamentada?

Qualquer avanço tecnológico que tenha um impacto material na vida das pessoas, em qualquer setor, tem sido fortemente regulado, e a IA pode e vai ter esse impacto. O que significa que não precisa apenas de ser regulada, precisa ser regulada de forma sensata. É uma tecnologia incrivelmente poderosa e, se for usada da maneira certa, pode elevar a humanidade a outro nível.

O que fazemos no WPP é autorregulação, em que as pessoas com as quais trabalho preocupam-se profundamente em garantir que estão a usar essas tecnologias da maneira certa. Não quer dizer que a autorregulação é a resposta, é preciso haver regulamentação global sobre o impacto holístico da IA.

No WPP, procuramos garantir que não estamos a aproveitar grandes modelos de linguagem, dos quais não entendemos a proveniência dos dados, e que não violamos direitos de autor, sendo muito cuidadosos ao criar anúncios que podem recorrer a pessoas falsas, por exemplo. O que vejo em geral na nossa indústria é uma atitude positiva em relação ao uso cuidadoso de IA.

Quais são os maiores erros que as marcas estão a cometer com o uso de IA?

Não são apenas as marcas, todos nós estamos entusiasmados com as tecnologias emergentes e muitas vezes há investimentos errados, na suposição de que as tecnologias podem resolver todos os problemas.

Há três coisas que diferenciam uma empresa no mundo da IA, uma delas são os dados, que sejam diferentes e melhores do que os dos concorrentes.

A segunda é ter acesso a conhecimentos profundos de IA, como conhecimentos ‘deep mind’, para permitir a construção de inovações diferenciadas dos concorrentes.

E a terceira é que a liderança entenda o poder transformativo dessas tecnologias e seja pragmática na sua aplicação na empresa. O erro que as marcas cometem é não perceberem que os dados são importantes e pensarem que podem contratar o seu próprio talento de IA e retê-lo.

Que tipo de IA é a mais decisiva na indústria da criatividade e do planeamento de meios?

Os grandes modelos de linguagem permitem criar conteúdos e entender como o público perceciona os conteúdos, mas não são bons a fazer previsões, por exemplo, a prever cliques, gostos e vendas, nem a fazer planeamento de meios.

Há mais opções de planeamento do que átomos

É possível prever gostos e partilhas?

Sim, mas existem tecnologias que permitem uma melhor previsão do que os grandes modelos de linguagem, que não usaria para construir algoritmos preditivos.

Quando se trata de planeamento de meios, se tenho, por exemplo, cinco conteúdos para alocar em cinco canais, existem 120 soluções possíveis. Se tiver 15 conteúdos alocados em 15 canais, há um trilião de soluções possíveis. Se tiver 60 conteúdos para alocar em 60 canais, há mais soluções do que os átomos que existem no universo.

O que resolve este problema não são os grandes modelos de linguagem, nem ‘machine learning’, é a otimização, em que Portugal é muito forte, e que no passado costumava ser denominada como pesquisa operacional.

Otimização não é um modelo de IA?

Olhar para a IA através de definições de tecnologias não é conveniente. Construí uma carreira inteira em torno da definição de IA, que tem um significado popular que acho fraco, que é fazer com que os computadores façam coisas que os humanos fazem.

Há uma melhor definição de IA que vem do conceito de inteligência, que é um comportamento adaptativo direcionado a objetivos. Isto são sistemas que tomam decisões, aprendem se essas decisões são boas ou más, adaptam-se e da próxima vez tomam melhores decisões.

O que fazemos no WPP é olhar para a IA através de aplicações, e não estou a falar de apps para telemóveis. Há seis categorias de atrito que existem em todos os negócios e cadeias de abastecimento de qualquer setor, que podem ser mapeados para uma dessas seis aplicações.

A tomada de decisões complexas é uma das aplicações, que provavelmente usa algoritmos de otimização.

Além do que já se sabe, como é que as marcas podem tirar proveito da IA?

É muito importante saber para onde estamos a ir. Há muitas críticas em relação às ‘alucinações’ dos grandes modelos de linguagem, que são um pouco como um licenciado, que durante o ano seguinte irá formar-se para ter o mestrado e ser capaz de raciocinar, e assim sucessivamente até chegar a professor.

Temos de nos interrogar, partindo do princípio de que essa capacidade vai evoluir nos próximos cinco anos, como é possível usar essa inteligência para acelerar a transformação digital e fazer uma disrupção na indústria.

Algumas indústrias são imunes à disrupção, mas a nossa indústria vai ser e está a ser completamente rompida. Não estamos a usar essas tecnologias apenas para revolucionar a nossa indústria nem para acelerar a transformação digital.

Estamos a usá-las para romper connosco próprios. As marcas devem pensar na trajetória da IA e como isso pode ser capitalizado na empresa.

Os seus clientes estão cientes da necessidade de integração de IA nas campanhas, ou sentem-se divididos por causa dos riscos?

Os clientes querem ter conteúdos que os diferenciem dos seus concorrentes. É irrelevante se a origem dos conteúdos é a IA ou um ser humano.

Mas acredito que o conteúdo mais criativo é, e será durante algum tempo, gerado por seres humanos. O que me entusiasma, em particular no WPP, é dar às pessoas acesso a ferramentas que lhes permitam explorar o cenário criativo e ultrapassar as fronteiras da criatividade.

É super emocionante ver as coisas loucas que as pessoas vão inventar nos próximos 10 anos.

Como chefe do departamento de IA, sente que o WPP investe o suficiente nessa área?

O WPP comprometeu-se com um investimento em IA de 250 milhões de libras (€295,5 milhões) por ano, mas começou a investir nas fundações da IA em 2018, ainda antes da aquisição da Satalia, em 2021.

É o montante certo para acelerar a nossa transformação e sermos disruptivos, dada a dimensão da nossa organização e a natureza do mercado em mudança. Vamos ver como as coisas evoluem.

Quais são as prioridades na alocação do orçamento de IA?

Desenvolvemos um conjunto de equipas como a de investigação e desenvolvimento profundos, para romper os limites das tecnologias, e a que faz desenvolvimento de soluções de produtos com IA, com a WPP Open, que é a plataforma de marketing de ponta a ponta que é usada por cerca de 20 mil pessoas dentro do grupo e WPP e também por clientes, como a Coca-Cola, em que a IA é implantada em toda a organização.

Construímos uma solução de IA empresarial que é capacitada para IA e estamos a prototipar o que denominamos como ‘cérebros’, que é a camada de inteligência da WPP Open.

Temos pessoas a trabalhar diretamente com clientes, a implantar IA em toda a organização e temos praticamente todas as empresas de tecnologia a usar o WPP para materializar as tecnologias nas suas grandes conferências, como a Microsoft, a Google e a Nvidia, com ‘showcases’ do WPP.

Como é que a integração de gémeos digitais com IA generativa se aplica na publicidade?

A Satalia está a construir gémeos digitais há mais de 10 anos e existem três tipos diferentes. Um é um gémeo digital de um ativo, como um telefone ou um carro.

O segundo é o gémeo digital de toda uma cadeia de abastecimento, que, caso haja uma campanha de marketing que aumente em 10% a procura de produtos, permite projetar questões como, por exemplo, se os fornecedores têm capacidade para dar resposta, se há espaço nos armazéns ou se há pessoas suficientes para fazer o atendimento nas lojas.

Um gémeo digital permite simular isto, que a maioria das organizações não consegue projetar em toda a cadeia de abastecimento. O terceiro gémeo digital são as pessoas, em que é possível ter um assistente de IA no telemóvel, com o qual se interage e que vai aprendendo sobre a própria pessoa e que, em certos aspetos, se torna o seu gémeo digital.

O interessante é que esses gémeos digitais serão criados para a vida pessoal como para a vida profissional e serão usados para tomar decisões. Os marketers não precisam apenas de aprender a vender para as pessoas. Precisam de aprender a vender para gémeos digitais.

 

Computação neuromórfica é o próximo paradigma

Há algum aspeto da IA que não esteja a ser utilizado por anunciantes nem agências de meios?

Há o conceito de computação neuromórfica, que é IA modelada de forma muito mais aproximada ao funcionamento dos cérebros biológicos, que vai ser um novo paradigma.

O que vai acontecer nos próximos cinco anos é que o marketing e a neurociência vão ficar muito mais próximos. A nossa capacidade de compreender a perceção e de poder influenciar as pessoas de forma segura, responsável e transparente vai tornar-se muito importante.

Estar próximo da pesquisa em neurociência é fundamental, o que será possível através da computação neuromórfica, que é IA orientada para o funcionamento do cérebro.

É uma evolução do neuromarketing, que já existe desde os anos 1990?

Sim, com a compreensão das pessoas, da psicologia comportamental e de todas as coisas que nos ajudam a entender quem somos como ser humano.

Que aplicações é que a computação neuromórfica pode ter no marketing e na publicidade?

A computação neuromórfica permite construir ‘cérebros de audiências’, que representam a forma como as pessoas percecionam os conteúdos.

Poderemos construir cérebros que recriam o que as pessoas pensam e sentem em relação a determinada coisa, o que permitirá criar um conteúdo melhor.

Mas também prever com mais precisão como é que esse conteúdo levará a cliques, gostos, vendas e resultados. A computação neuromórfica pode desbloquear a capacidade de entender mais profundamente a perceção das audiências.

Com a IA, as ferramentas de pesquisa ficarão obsoletas e desaparecerão?

Não estou em posição para falar sobre isso. A questão será se o tipo e modelo tradicional de pesquisa existirá daqui a cinco ou 10 anos, porque as pessoas vão fazer perguntas nas ferramentas de IA.

A Google é uma empresa muito inteligente e tenho certeza de que com o Gemini terá mecanismos para permitir que as pessoas acessem a informações, que sejam monetizáveis.

Vejo um futuro em que as pessoas se envolvem com grandes modelos de linguagem, criando conteúdos, em que haverá bens e serviços a serem oferecidos nesses conteúdos.

Os motores de busca ainda fazem sentido no futuro onde a IA vai dominar?

Um motor de busca tenta ser o mecanismo mais eficaz para obter acesso a informações. Se há um novo canal para isso, que são os grandes modelos de linguagem, tenho a certeza de que o Google vai entender como aproveitar essa tecnologia.

O fim dos anúncios nos motores de pesquisa?

O que vai acontecer à publicidade de pesquisa, que é uma fonte de receita para os motores de busca e um suporte publicitário relevante para os anunciantes?

Estaremos sempre à procura de bens e serviços e, ou vamos falar com grandes modelos de linguagem, ou os nossos gémeos digitais vão interagir com eles, havendo uma oportunidade de colocar à nossa frente bens e serviços que nos enriquecem. É apenas um tipo diferente de mecanismo para nos expor às marcas.

Com as pessoas a migrar para o ChatGPT, Gemini e outras ferramentas de IA, o valor da publicidade nos motores de busca diminuirá?
Ainda é muito cedo, os grandes modelos de linguagem só existem há alguns anos.

Estamos para ver como isso vai desafiar os motores de pesquisa. Vejo um futuro em que nos envolvemos com os conteúdos com menos atritos. Mas isso tem de ser pago e é provável que os conteúdos tenham publicidade incorporada.

O ChatGPT e o Gemini são o próximo Google, enquanto novo media para publicidade digital?

Penso que sim, da mesma forma que quando falamos com a Alexa, por exemplo, também é um novo media. Essas organizações vão ser inteligentes e garantir que esses conteúdos têm produtos e serviços. Não sei se já há empresas ou marcas que estejam a utilizar grandes modelos de linguagem como suporte publicitário.

Talvez o Perplexity esteja a fazer isso, não tenho a certeza, e pode haver mais algumas organizações que estejam a começar a incorporar publicidade nos seus grandes modelos de linguagem.

Alternativas para os ‘cookies’

Quais são os desafios que o fim dos ‘cookies’ de terceiros traz? Há um papel para a IA nesta transição?

Para os nomes, endereços e datas de nascimento, por exemplo, há ‘proxies’ que compreendem o comportamento humano.

Mas a forma como alguém perceciona algo não depende da data de nascimento, mas se a pessoa está apaixonada ou com fome, do tempo e da hora do dia, e se a sua equipa de futebol ganhou ou perdeu no jogo no fim de semana.

Entender os dados que são necessários, que representam a perceção de uma audiência, é que é a grande questão, não são os nomes, endereços e os ‘cookies’. Dominar os dados necessários para entender o comportamento humano ainda é uma arte.

Como é possível saber essa informação?

Pode usar-se os ‘proxies’. Sabemos qual é o dia de pagamento para a maioria das pessoas, sabemos o tempo e os acontecimentos que se passam no mundo.

Com menos dados, como é que se chega a essas pessoas?

Através de canais como a pesquisa do Google, a Amazon, o TikTok, os ‘outdoors’ e os anúncios do Super Bowl. Há muitos e muitos canais por aí.

Sem cookies de terceiros é mais difícil?

Não acho. Existem alternativas num mundo sem ‘cookies’ de terceiros, como esta ideia de usar IA para entender o público sem precisar de entender indivíduos específicos.

As avaliações de produtos da Amazon, por exemplo, contêm uma enorme quantidade de informações sobre como o público percebe os produtos, que permite criar melhores anúncios.

Acha que no futuro vai perder o seu posto de trabalho para a IA?

Não sei, espero que sim. [risos] O meu trabalho é facilmente substituído por um gravador. Se me gravar a falar sobre IA durante uma hora, isso é 90% do meu trabalho.

Terei de pensar nas tecnologias que estão a surgir no meio académico, a rapidez com que serão adotadas pela indústria, como vão resolver certos problemas em toda a cadeia de abastecimento, etc.

Mas há trabalho para alguém que pensa sobre essas tecnologias emergentes, mas provavelmente não é o meu trabalho. O facto, por exemplo, de a IA jogar xadrez melhor do que um humano não impede as pessoas de continuarem a jogar.

Na verdade, há hoje mais pessoas a jogar xadrez do que nunca. Só porque a IA pode fazer algo não significa que o vai fazer efetivamente.

Mas, se isso acontecer, o que vai fazer a seguir?

Exatamente o que faço agora. Estou muito feliz numa indústria que está na iminência de usar essas tecnologias para a transformar, numa empresa que adoro, que me dá liberdade para explorar a consciência da máquina e outras questões importantes.

Quero tornar isto acessível às pessoas. Se aplicarmos a IA da maneira certa, podemos permitir que as pessoas façam aquilo que amam.

*com Daniel Monteiro Rahman

Sobre o autorCatarina Nunes

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A Padaria Portuguesa entra no takeaway e no catering

A abrir mais três lojas, A Padaria Portuguesa está a apostar no takeaway e no catering. O marketing, essencialmente digital, é trabalhado por cinco agências

Luis Batista Gonçalves

A Padaria Portuguesa, à venda desde dezembro do ano passado, está a apostar no takeaway e no catering para aumentar o negócio. “Estamos também a preparar o lançamento de um produto icónico de padaria, em maio”, diz Rita Neto, diretora de marketing de A Padaria Portuguesa, sem adiantar pormenores.

A faturar anualmente cerca de €44 milhões, a Padaria Portuguesa chega às 81 lojas em março, com a abertura de três novos espaços, no Estoril (a 14 de março), em Lisboa (a 18) e no Barreiro (a 25).

Além dos pães de deus e dos croissants brioches, os produtos mais vendidos, a cadeia de restauração disponibiliza os menus de pequeno-almoço a partir de €2,50 e a nova gama de almoços, com menus completos a partir de €5,99, que leva, em fevereiro, A Padaria Portuguesa a mudar provisoriamente o logótipo para Almoçar à Portuguesa.

Em fevereiro, A Padaria Portuguesa muda provisoriamente o logótipo para Almoçar à Portuguesa

Para divulgar a iniciativa, foram distribuídos cerca de 370 mil vouchers de oferta de almoços em Lisboa e no Porto. “No mês de lançamento, mais do que duplicámos os menus de almoços vendidos, comparando com o mesmo parque de lojas de 2024, sendo o menu composto pelo prato do dia e pelo sumo do dia, por €7,99, que está a alavancar todo o negócio, o gancho ideal para comunicar”, explica ao M&P Rita Neto, diretora de marketing de A Padaria Portuguesa.

Além da sinalética nas lojas e da distribuição pontual dos vouchers, a promoção da marca é essencialmente trabalhada nos canais digitais, com estratégias diferenciadas para o site, redes sociais da Meta e TikTok. “Procuramos entregar conteúdo relevante para os diferentes targets que nos seguem”, esclarece Rita Neto, que também aposta forte no marketing de influência para atrair mais do que os 28 mil clientes que as lojas atendem diariamente.

Foram distribuídos 370 mil vouchers de ofertas de almoço em Lisboa e no Porto

“Trabalhamos, desde 2022, com uma comunidade de cerca de 200 influenciadores, que são embaixadores e clientes da marca e que, de forma espontânea e autêntica, divulgam os nossos produtos. Cada vez mais, as pessoas preferem seguir pessoas do que marcas”, justifica a responsável. Os novos menus de almoço são comunicados mensalmente por cerca de 30 embaixadores.

A promoção do negócio é trabalhada por cinco empresas em simultâneo. Além do Amaze Studio, que assegura a criatividade estratégica, A Padaria Portuguesa tem a Akt Creative a gerir o Instagram e o Facebook, a Us Digital a dinamizar o TikTok e a Codedesign a avaliar a performance das campanhas digitais.

A assessoria de imprensa e o marketing de influência são feitos pela Global. “O objetivo é seguir tendências e marcar presença onde estão os nossos clientes, para podermos prestar um serviço cada vez melhor”, justifica Rita Neto.

As polémicas e as promoções a ritmo acelerado
O esforço de divulgação quer dar a conhecer as promoções que a marca tem lançado a um ritmo acelerado e os novos produtos que comercializa, como o croissant com recheio de pistácio, mas também melhorar a imagem da cadeia enquanto decorre o processo de venda.

A Akt Creative gere o Instagram e o Facebook da marca, criando conteúdos pensados para atrair consumidores às lojas

Em 2024, segundo o Portal da Queixa, as reclamações aumentaram 20%, com o atendimento a representar 42,7% das queixas. Rita Neto não comenta os números nem as polémicas que, desde a criação do negócio, em 2010, foram afetando a imagem da marca.

A baixa remuneração dos funcionários é um dos temas mais recorrentes. Em 2017, um direto na ‘Edição da Manhã’ da SIC Notícias tornou-se viral quando Nuno Carvalho, um dos fundadores da marca, disse que o espírito de equipa da empresa valia “muito mais do que remuneração base” paga aos trabalhadores. A afirmação gerou polémica e trocas de argumentos nas redes sociais.

Em janeiro, A Padaria Portuguesa lançou a campanha ‘N’A Padaria Portuguesa, o ‘Talento Não Escolhe Idades’, para atrair candidatos com mais de 55 anos, mais experientes, com a ambição de mudar o paradigma e melhorar o atendimento. “Num momento em que o mercado de trabalho enfrenta desafios de inclusão e transformação, queremos ser um exemplo positivo”, justifica Susana Rosa, diretora de recursos humanos da empresa, citada em comunicado de imprensa.

A marca que foi chumbada
Quando o conceito foi criado há 15 anos pelo empresário Nuno Quintela e pela ZDQ, empresa do humorista José Diogo Quintela, A Padaria Portuguesa era para se chamar A Portuguesa. A semelhança com o nome do hino nacional inviabilizou o registo da marca. Abastecida por uma pequena fábrica em Samora Correia, com o chef Paulo Cardoso a desenvolver 90% das receitas, como ainda sucede hoje, a rede cresceu rapidamente, focando o negócio nos pequenos-almoços.

“A Padaria Portuguesa surge numa fase em que as padarias de bairro estavam a entrar em declínio, com a multiplicação de grandes superfícies a oferecerem já opções muito competitivas de pão e pastelaria. O negócio nasceu bairrista, mas com um ambicioso plano de expansão”, recorda Rita Neto.

Rita Neto é a Diretora de marketing de A Padaria Portuguesa. Atualmente, a marca tem 81 lojas e serve diariamente 29 mil clientes

No primeiro aumento de capital, a Bakers Capital, controlada pelo ex-ministro Manuel Dias Loureiro, investe no negócio. Em 2013, Nuno Rebelo de Sousa, filho do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, também entra como sócio, mas em 2015 já não integra a estrutura societária da empresa.

No período em que mais cresce, A Padaria Portuguesa lança, em 2018, o Lab, um laboratório onde a empresa, hoje detida pela ZDQ e pela Nutelo, de Nuno Carvalho, explora a produção artesanal. Localizado na Avenida da República, em Lisboa, o espaço é criado pelos arquitetos Margarida Grácio Nunes e Fernando Sanchez Salvador, responsáveis pelo restaurante Bica do Sapato.

Em 2023, o Lab viria a ser convertido em mais uma loja da marca, embora o centro de inovação e desenvolvimento de produtos e a academia de formação continuem a funcionar no espaço. A decisão é tomada no seguimento da pandemia.

Em 2019, quando obtinha lucros de €1,3 milhões e estava em franca expansão, a covid-19 afeta o negócio e nem o ‘rebranding’ da marca, com a introdução do café orgânico e das farinhas de moleiro, fazem disparar a faturação.

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Shakira é nova embaixadora da Epson Ibérica

Para Karl Angove, CEO da Epson Ibérica, a cantora colombiana “projeta originalidade e brilhantismo, valores fundamentais para a Epson, e a nossa colaboração irá inspirar tanto as pessoas como as empresas”

A Epson Ibérica anuncia a cantora Shakira como embaixadora da EcoTank para Portugal e Espanha. Nas redes sociais, a compositora colombiana, vencedora de um Grammy e de um Grammy Latino, mostra como a linha EcoTank faz parte do seu dia a dia. A colaboração passa ainda por uma série de campanhas em vários meios e redes sociais.

“Admiro as empresas que abrem portas para que os outros encontrem a sua voz e sejam arquitetos do seu próprio futuro”, assegura a cantora e compositora colombiana citada em comunicado de imprensa. “Estou entusiasmada com a parceria com uma marca como a Epson, que melhora a vida das pessoas com tecnologias inovadoras, e as ajuda a comunicar melhor e a dar vida a sonhos e aspirações”.

Karl Angove, CEO da Epson Ibérica e vice-presidente da Epson Europa, elogia a parceria da marca com uma das 10 artistas mais ouvidas de todos os tempos no YouTube. “Shakira é um ícone de criatividade com uma paixão inigualável pelas pessoas”, afirma, citado em comunicado de imprensa. “Ela projeta originalidade e brilhantismo, valores fundamentais para a Epson, e a nossa colaboração irá inspirar tanto as pessoas como as empresas a serem capazes de transformar as suas ideias em realidade”, conclui.

O Grupo Epson, liderado pela Seiko Epson Corporation, com sede no Japão, gera vendas em todo o mundo de cerca de €8 mil milhões.

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Initiative assume planeamento e compra de media da Volvo

“Esta conquista reforça o nosso compromisso com a eficácia, entregando soluções de media que geram impacto real no negócio dos nossos clientes”, sublinha Rui Freire, diretor-geral da Initiative, a propósito da Volvo (na foto)

A Initiative assume o planeamento e a compra de media da Volvo, num contrato que abrange todas as regiões do mundo, com exceção da China, tendo a conta começado a ser trabalhada em Portugal pela agência do grupo IPG Mediabrands, a 1 de abril. Até agora, era assegurada pela Mindshare.

“Estamos muito orgulhosos por sermos escolhidos pela Volvo como parceiro estratégico. Esta conquista reforça o nosso compromisso com a eficácia, entregando soluções de media que geram impacto real no negócio dos nossos clientes. A Volvo é uma marca com um forte legado de inovação e sustentabilidade, e estamos focados em potenciar a sua mensagem e posicionamento ainda com maior nível de rigor e relevância”, diz Rui Freire, diretor-geral da Initiative e diretor de crescimento do grupo IPG Mediabrands, citado em comunicado de imprensa.

A Volvo vai colaborar com a Initiative no desenvolvimento de uma abordagem estratégica cada vez mais orientada por dados, garantindo que as mensagens da marca chegam ao consumidor certo, no momento ideal e através dos canais mais relevantes. A nova parceria permite também trabalhar a inovação na utilização dos media, assegurando uma comunicação mais eficaz, personalizada e impactante.

“Vivemos, na Volvo, um momento prolífico com o lançamento de novos modelos e versões, que nos ajudarão, certamente, a enfrentar a conjuntura desafiante que a indústria automóvel atravessa. Este é o cenário ideal para iniciarmos, com motivação redobrada, uma colaboração de sucesso”, salienta Aira de Mello, diretora de marketing e experiência do consumidor da Volvo Car Portugal, citada no documento.

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Empresário francês adquire Tupperware e quer faturar €100 milhões até dezembro

Em parceria com dois investidores, Cédric Meston, cofundador da HappyVore, inicia em abril a exploração comercial da marca norte-americana – falida em 2024 -, em França, Alemanha, Bélgica, Itália e Polónia

O empresário francês Cédric Meston, cofundador da marca de alimentos vegetais HappyVore, adquiriu os direitos de exploração da Tupperware (na foto) em cinco países europeus.

Para além da França, vai reativar a marca, falida em outubro de 2024, na Alemanha, na Bélgica, em Itália e na Polónia, durante o mês de abril, em parceria com os investidores Augustin Rudigoz e Aymeric Porte.

A licença de exploração europeia foi adquirida ao grupo de credores norte-americanos que ficaram com a marca por €23,5 milhões de dólares (€21,8 milhões). Com a fábrica francesa fechada em 2018 e as unidades de produção que a marca tinha na Bélgica e em Portugal encerradas desde 8 de janeiro, a produção está a ser assegurada na China, no Canadá e na América do Sul, estando a ser equacionada a construção de uma nova fábrica na Polónia.

“Estamos na fase de discussão e de avaliação interna dessa possibilidade”, revela Cédric Meston, citado no jornal francês Le Figaro.
Para evitar as polémicas relacionadas com o consumo excessivo de plástico, o empresário também está a rever os métodos de produção, reforçando a utilização de plástico reciclado e de recipientes em vidro e inox.

Para chegar aos consumidores de outros mercados europeus, a Tupperware aposta numa estratégia de promoção omnicanal, investindo no digital e em plataformas de comércio eletrónico. “Vamos apostar em parcerias com marcas de distribuição”, revela Geoffroy Destexhe, diretor comercial da filial francesa da Tupperware, desde 2023, que está a trabalhar com Cédric Meston no relançamento europeu da marca.

Rede de vendedores está a ser reativada

Para recuperar o investimento, o empresário francês conta tirar partido da rede de 20 mil revendedores da Tupperware que a empresa tinha ativa na Europa até à falência. “A minha intenção é assegurar a disponibilidade imediata dos produtos e recuperar a dinâmica que existia, para salvar aquele que é um dos símbolos das nossas cozinhas, tendo o objetivo de atingir uma faturação de €100 milhões até ao fim de 2025”, revela Cédric Meston.

Fundada em 1946 pelo engenheiro químico Earl Tupper, que cria uma marca de recipientes alimentares em polietileno com fechos herméticos numa altura em que os frigoríficos se começam a democratizar nos Estados Unidos. A contratação de embaixadoras da marca, para organizarem as sessões de demonstração que dão origem às popularmente conhecidas reuniões da Tupperware, alavancam rapidamente o negócio.

No início da década de 2000, com o fim das patentes que detinha, a marca começa a ser copiada e a ter dificuldade em fazer face à concorrência. Além dos preços mais acessíveis dos competidores, vê os hábitos de consumo mudarem, com um número crescente de pessoas a reduzir o número de refeições que faz em casa. A contestação pública à utilização do plástico também afeta as vendas.

Entre 2017 e 2022, a faturação global sofre uma quebra de 42%. A pandemia agrava os resultados de exploração, com as dívidas da empresa a atingirem os €632,3 milhões em 2023, nos Estados Unidos. A falência é decretada em outubro de 2024, sendo a Tupperware adquirida pelo grupo de credores que agora vende os direitos de exploração da marca a Cédric Meston. O contrato de oficialização da cedência foi assinado a 18 de março.

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Audiências mensais: TVI mantém liderança, mas SIC aproxima-se

Em março, a SIC tem um ‘share’ de 14,2% e é o canal FTA que regista o maior aumento face ao mês anterior, diminuindo a diferença face à TVI, que tem uma quota de 14,5% . A RTP1 fica na terceira posição, com 11,2%

A análise de audiências de televisão da agência de meios Initative, que integra o grupo Mediabrands, revela que em março o consumo televisivo regista um crescimento de 1,1% face ao mês de fevereiro de 2025. SIC, RTP1 e a tipologia ‘outros’ são os que mais contribuem para este crescimento.

Comparado com o mês de março no ano anterior, o consumo televisivo também regista um crescimento de 3%. Entre os canais FTA, a TVI, com um ‘share’ de 14,5% (-0.8p.p. vs. fevereiro) e apesar da diminuição, mantém a liderança. Em segundo lugar, a SIC tem um ‘share’ de 14,2% e é o canal FTA que regista o maior aumento em relação ao mês anterior (0.5p.p.), diminuindo a diferença face à TVI.

A RTP1, que transmite o programa mais visto do mês (os jogos da seleção nacional para a Liga das Nações) fica na terceira posição com um ‘share’ de 11,2% (0.2p.p. vs. fevereiro).

 

No mês de março, as tipologias ‘pay TV’ e ‘outros’ (visionamento em diferido de alguns canais não auditados e outras utilizações de televisão, como ‘streaming’ ou consolas) registam resultados distintos, com a tipologia ‘outros’ a verificar um crescimento de 1.2p.p. vs. fevereiro, enquanto a ‘pay TV’ regista uma diminuição de 1.2p.p. vs. fevereiro.

Na ‘pay TV’, os canais CMTV, TVI Reality, Star Movies e Star Crime são os que mais diminuem. No entanto, a CMTV com um ‘share’ de 6% mantém-se como o canal preferido dos portugueses no cabo. Num mês marcado novamente por uma forte instabilidade política, que leva à queda do Governo, os canais de informação (SIC Notícias, CNN Portugal e Now) são aqueles que registam um maior aumento face ao último mês.

O programa mais visto do mês são os jogos da seleção nacional frente à Dinamarca a contar para a Liga das Nações. Os jogos registam uma audiência média de dois milhões e 326 mil telespectadores, o que corresponde a um ‘share’ de 42,2%.

Dos dois jogos, o jogo da segunda mão Portugal x Dinamarca é o mais visto, com uma audiência média de dois milhões e 531 mil telespectadores, o que corresponde um ‘share’ de 44,9%. ‘Isto é gozar com quem trabalha – A entrevista’ fica na segunda posição, com uma audiência média de 968 mil telespectadores e um ‘share’ de 18,6%.

O ‘Secret Story – Desafio Final’ completa o pódio dos programas mais visto do mês, com uma audiência média de 968 mil telespectadores e um ‘share’ de 23,8%. Destaque para a presença do ‘Jornal da Noite’ da SIC na 6ª posição.

Num mês marcado pela queda do Governo, os portugueses mostraram um maior interesse em acompanhar todas as notícias sobre a crise política. Nota ainda para a presença do programa ‘Tudo em família’ no top 20 dos mais vistos do mês. O programa apresentado por César Mourão, que estreia em março. regista uma audiência média de 773 mil telespectadores e um ‘share’ de 15,7%.

Relativamente às audiências por período horário, no mês de março, a SIC lidera durante o período do almoço com a transmissão do ‘Primeiro Jornal’, com 19,9% de ‘share’ (vs. 17,1% da TVI), e durante todo o ‘prime-time’ (primeiro e segundo), sendo no segundo ‘prime-time’ onde a diferença face à TVI é menor (15,6% vs. 15,4% da TVI).

A RTP1 continua a liderar durante o pré-‘prime’, com a transmissão do programa ‘O Preço Certo’, com um ‘share’ de 15,4% (vs 13,3% da SIC). Este aliás é o único período onde a RTP1 consegue liderar em todo o dia. Nos restantes períodos (manhã, tarde e ‘late night’), a TVI lidera, com o ‘late night’ a ser o período onde lidera com menor diferença sobre a concorrência (11,8% de ‘share’ vs. 11,6% de ‘share’ da SIC).

 

Fonte: Dados GFK/CAEM reproduzidos em YUMI, Time-Bands – Mediamonitor; Alvo: Universo 4+ anos; Base: Total TV

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Penélope Cruz protagoniza campanha da Geox

“A nossa marca está perfeitamente representada por Penélope Cruz (na foto), com a sua beleza natural e a sua capacidade de ser elegante e espontânea ao mesmo tempo”, afirma Mario Moretti Polegato, presidente da Geox

Penélope Cruz protagoniza a campanha de primavera/verão 2025 da Geox. A atriz espanhola, que assinou um contrato para ser o rosto e a porta-voz da marca de calçado por um período de três anos, surge nos anúncios a promover os novos modelos de calçado Spherica Plus.

Os fotógrafos e realizadores Martin Gatti e Christian Hunter, que formam a dupla Hunter & Gatti e que já tinham trabalhado com a artista em campanhas da Lancôme, assinam a fotografia e o filme publicitário, gravado em Madrid. Divulgada em televisão, digital, imprensa e redes sociais, a campanha omnicanal também está a ser amplificada através de fotografias promocionais em loja.

“A nossa marca está perfeitamente representada por Penélope Cruz, com a sua beleza natural e a capacidade de ser elegante e espontânea ao mesmo tempo. É a quarta vez que estamos a trabalhar com a atriz e estamos a aproveitar a campanha para reforçar o nosso posicionamento enquanto marca confortável e com estilo”, informa Mario Moretti Polegato, presidente da Geox, citado em comunicado de imprensa.

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Compras representam 53% das burlas em Portugal. Facebook e Instagram dominam

A Revolut, que divulga o Relatório de Segurança do Consumidor e Crime Financeiro, defende processos de verificação mais rigorosos para anunciantes e criadores de conteúdo, e uma monitorização por IA, entre outros

A Revolut, ‘fintech’ global com cerca de 1,5 milhões de clientes em Portugal e de 50 milhões em todo o mundo, publica o seu terceiro Relatório de Segurança do Consumidor e Crime Financeiro, onde destaca que os criminosos estão a recorrer cada vez mais a serviços de mensagens encriptadas para explorar as vítimas, com a proporção de fraudes a começar no WhatsApp e Telegram a aumentar no segundo semestre de 2024.

Em Portugal, segundo dados da Revolut, 23% das burlas ocorrem no Telegram, seguido pelo Whatsapp (19%) e Facebook (18%). O principal tipo de fraude são as burlas de compra, com 53% dos casos, seguidas pelas burlas de emprego, com 20%. A ‘fintech’ global acrescenta ainda que os portugueses são alvo de burlas de compra principalmente no Facebook (28%), seguido pelo Instagram (17%).

A maioria das burlas de emprego que afetam os portugueses acontece no Telegram (61%). O Whatsapp é a plataforma onde se verifica a maior incidência de burlas de investimento contra portugueses (32%).

A nível global, as plataformas Meta (Facebook, Instagram, WhatsApp) representam 54% de todas as burlas reportadas à ‘fintech’. Woody Malouf, responsável pela área de crime financeiro da Revolut, refere que “os burlões estão a adaptar rapidamente as suas táticas, explorando cada vez mais aplicações de mensagens encriptadas supostamente seguras como o WhatsApp e o Telegram. A inação das plataformas de redes sociais não é apenas negligente; é um facilitador direto do crime financeiro”.

Com cerca de 500 milhões de transações por mês, a Revolut defende uma intervenção proativa, “incluindo processos de verificação mais rigorosos para anunciantes e criadores de conteúdo, uma monitorização robusta impulsionada por IA e uma colaboração contínua com instituições financeiras e autoridades policiais”, refere a ‘fintech’, em comunicado de imprensa.

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Adico equipa pavilhão de Portugal na Expo 2025 Osaka

A cadeira Portuguesa é reinterpretada por Kengo Kuma, que cria o modelo 5008 Osaka (na foto). É “uma peça contemporânea que se dissolve no ambiente, captando a essência de ambas as culturas”, considera o arquiteto japonês

A Adico, marca centenária de mobiliário metálico, leva à  Expo 2025 Osaka a cadeira Portuguesa, ícone do design nacional, numa nova versão reinterpretada por Kengo Kuma, arquiteto japonês autor do pavilhão de Portugal na exposição, que decorre de 13 de abril a 13 de outubro, e do novo Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM), em Lisboa.

Na esplanada do pavilhão de Portugal, a nova cadeira 5008 Osaka é acompanhada pelas mesas Classic e 5028. O mobiliário da Adico estará ainda presente na sala multiusos, com a cadeira Andaluza. “O design da Adico faz parte da identidade portuguesa e representa uma ligação autêntica entre tradição e inovação. Ver a cadeira Portuguesa ganhar uma nova vida no contexto da Expo 2025 Osaka, através da interpretação de Kengo Kuma, é um orgulho e um testemunho da intemporalidade do nosso trabalho”, diz Miguel Carvalho, diretor-geral da Adico, citado em comunicado de imprensa.

A 5008 Osaka é uma reinterpretação da cadeira Portuguesa

A participação da empresa de Aveiro no pavilhão de Portugal surge na sequência de um convite da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), que considera que “a presença da empresa Adico no Pavilhão de Portugal na Expo 2025 Osaka sublinha a relevância do design português, com cadeiras icónicas como a clássica 5008, um símbolo de intemporalidade e inovação que está presente em mais de 30 países”.

A cadeira Portuguesa é um das mais reconhecidas peças de mobiliário de exterior em Portugal. Criada na primeira metade do século XX, é uma presença incontornável em esplanadas, jardins e espaços públicos, distinguindo-se pela estética simples e intemporal.

A Adico estará ainda presente na sala multiusos da Expo 2025 Osaka, com a cadeira Andaluza

Kengo Kuma explica que “a 5008 Osaka, inspirada na intemporal cadeira Portuguesa, reduz o design original à sua estrutura essencial, alcançando uma leveza visual. Inteiramente fabricada em metal pela Adico, reconhecida pelo artesanato industrial português, a cadeira funde-se com a paisagem, emprestando-lhe as cores, a luz e as sombras. Ao estabelecer uma ponte entre o design português e japonês, a sua simplicidade e transparência refletem a busca japonesa pela harmonia com a natureza, enquanto a solidez e a precisão evocam a tradição portuguesa de durabilidade. Uma peça contemporânea que se dissolve no ambiente, captando a essência de ambas as culturas”.

A presença da Adico na exposição mundial reforça a qualidade e a longevidade do mobiliário da marca e o compromisso com a sustentabilidade e a inovação, alinhando-se com o tema central da Expo 2025 Osaka. “A relação da Adico com o Japão não é de agora. No passado, a empresa já teve relações comerciais com este mercado exigente e altamente sofisticado. No entanto, a presença na Expo 2025 representa uma nova fase, alinhada com uma estratégia de expansão e fortalecimento da marca junto de arquitetos, designers e distribuidores japoneses”, avança o comunicado.

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Marcas bem-sucedidas conjugam marketing de desempenho com construção da marca

“A partir do momento em que a construção da marca passa para segundo plano, o desempenho começa a deteriorar-se, o que leva à diminuição do retorno do investimento. Essa é a armadilha”, defende Hunter Hindman, CEO e CCO da Argonaut

As marcas mais fortes não separam os conceitos de marketing de desempenho da construção da marca, mas conjugam-nos, defende Hunter Hindman, CEO e CCO da agência criativa Argonaut, num artigo de opinião na Ad Age. “Os anunciantes que valorizam ambas as vertentes do marketing compreendem que a criatividade não é um luxo, mas uma necessidade empresarial”, argumenta.

Na opinião de Hunter Hindman, a lógica de otimizar e apostar no retorno monetário em função do desempenho não é necessariamente má, mas tem uma lacuna. “A partir do momento em que a construção da marca passa para segundo plano, o desempenho começa a deteriorar-se, o que leva à diminuição do retorno do investimento. Essa é a armadilha”, explica.

Perante este cenário, o CEO e CCO da Argonaut explica que as grandes marcas não se limitam a procurar a eficiência. Criam estruturas de memória distintas – elementos visuais, auditivos e narrativos que as tornam instantaneamente reconhecíveis, mesmo quando os orçamentos são limitados.

Segundo Hunter Hindman, as marcas devem reconhecer que não se deve aumentar o investimento em media e, em contrapartida, estagnar o investimento em criatividade. Isto prende as marcas num ciclo em que, em vez de encontrarem novos públicos, apresentam os mesmos anúncios às mesmas pessoas, várias vezes. “Isso não é crescimento, é um beco sem saída”, enfatiza.

Qualidade criativa é a chave

Segundo o CEO da Argonaut, a qualidade criativa é o fator de desempenho mais importante. “Há estudos que mostram que 70% do sucesso de uma campanha advêm da qualidade criativa, enquanto a difusão nos meios de comunicação representa apenas 30%. Ou seja, o que se diz e como se diz é mais importante do que onde se diz”, sustenta.

Para Hunter Hindman, o marketing não se resume a quem gasta mais, é sobre notoriedade e ser recordado. E o desempenho, por si só, não leva as marcas até onde desejam chegar. “A pior coisa que uma marca pode fazer é perseguir ganhos a curto prazo em detrimento do valor a longo prazo. É necessário investir em criatividade, de forma a construir algo que perdure”, conclui.

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Tox’Inn muda para Bloomer e adota nova assinatura

A agência de marketing passa a estar mais focada nas experiências, através de ativações de marca e da criação de eventos que despertem emoções. “Renascemos a cada desafio, mas as nossas raízes são inabaláveis”, assegura Joana Grácio, CEO da Bloomer

A Tox’Inn muda a designação para Bloomer e adota uma nova assinatura, aproveitando o ‘rebranding’ para se reposicionar. O novo slogan, ‘Always adding a little extra’, reforça a forma de trabalhar da agência de marketing. Duas décadas depois da criação, a agência do Porto procura agora acompanhar as tendências de mercado.

“Chegámos à conclusão que estávamos a florescer e isso precisava passar de dentro para fora. Assim, podemos garantir que continuamos a pensar fora da caixa, a encontrar soluções onde outros veem desafios, sempre com o mesmo empenho e atenção ao detalhe”, explica Joana Grácio, CEO da Bloomer, citada em comunicado de imprensa.

A Content for Breakfast, equipa independente de criativos, constituída por Joana Nogueira Soares e José Miguel Inácio, assina a nova imagem da agência, que passa a estar mais focada nas experiências, através de ativações de marca e da criação de eventos que despertem emoções.

“Recusamos o conformismo, nunca seremos apenas mais um. Procuramos incessantemente a novidade, as novas ferramentas e a adaptação a uma realidade em constante mutação. Renascemos a cada desafio, mas as nossas raízes são inabaláveis”, assegura Joana Grácio.

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