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Paris é uma festa de marcas

Contas feitas antes do arranque dos Jogos Olímpicos, a 26 de julho, indicam um total de €1,24 mil milhões em patrocínios. Com uma audiência televisiva prevista de quatro mil milhões e 14 milhões de visitantes em Paris, o evento é uma das plataformas de marketing global mais desejadas por marcas

Daniel Monteiro Rahman
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Paris é uma festa de marcas

Contas feitas antes do arranque dos Jogos Olímpicos, a 26 de julho, indicam um total de €1,24 mil milhões em patrocínios. Com uma audiência televisiva prevista de quatro mil milhões e 14 milhões de visitantes em Paris, o evento é uma das plataformas de marketing global mais desejadas por marcas

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Os 35 patrocinadores oficiais dos Jogos Olímpicos de Paris já estão alinhados na casa da partida para disputarem as olimpíadas da visibilidade e construção de marca. Nesta corrida juntam-se ainda os 50 parceiros oficiais, o que significa um total de 85 marcas, além dos patrocinadores dos atletas e dos comités olímpicos dos 206 países em competição, em que Portugal não é exceção.

As contas que já estão feitas, ainda antes do arranque do evento a 26 de julho, indicam um total de €1,24 mil milhões em patrocínios angariados pelos Jogos Olímpicos de Paris. Com uma audiência prevista de quatro mil milhões de pessoas a assistir às competições em direto na televisão, o evento constitui uma das plataformas de marketing global mais desejada pelas marcas. Pelo menos por aquelas com orçamento disponível para isso.

Ao patrocinarem as olimpíadas, que terminam a 11 de agosto, marcas que são presença regular no evento, como a Coca-Cola, Samsung e Omega, entre outras, e novos patrocinadores, como o LVMH, Anheuser-Busch InBev e Carrefour, entre outras, dinamizam a capital francesa, que por esta época deverá receber cerca de 14 milhões de visitantes, com ativações de marca em espaços públicos e campanhas de publicidade, bem como outras atividades de autopromoção como a disponibilização de frotas automóveis.

O Comité Olímpico Internacional (COI), que organiza os Jogos Olímpicos, divide os principais patrocinadores em três categorias. Os patrocinadores mundiais, que incluem alguns dos mais antigos patrocinadores do evento, envolvem nesta edição 15 marcas, entre as quais a Coca-Cola, Toyota, Samsung, Omega, Airbnb e Procter & Gamble, por exemplo.

Os patrocinadores ‘premium’, cujas marcas se estreiam no evento, abrangem este ano sete marcas (LVMH, Carrefour, Accor, Orange, EDF, Sanofi e Groupe BPCE). Entre os patrocinadores oficiais, que este ano são 13, encontram-se a Air France, Danone, Decathlon, Le Coq Sportif e Cisco, entre outras.

Investir €275 milhões de quatro em quatro anos

Uma das ativações é a carrinha Coca-Cola, que circula nas ruas da capital francesa

Os patrocinadores mundiais são marcas que fazem parte do Programa de Parceiros Olímpicos (PPO), que concede a um grupo selecionado de parceiros mundiais os direitos de marketing mundial exclusivos para os Jogos Olímpicos. Estas marcas investem, habitualmente, cerca de €275 milhões por cada quatro anos de contrato com o COI.

Os patrocinadores ‘premium’, por seu lado, são marcas do país anfitrião que investem cerca de €€100 milhões em média no evento. No que diz respeito aos patrocinadores oficiais, estes incluem marcas internacionais e locais, que investem valores mais baixos (cerca de €35 milhões). A estes valores soma-se ainda o investimento a fazer nas campanhas publicitárias e ativações de marca, que, em regra, é o triplo do que é gasto no patrocínio.

A Coca-Cola, o mais antigo patrocinador mundial na história dos Jogos Olímpicos (desde 1928), contribui desde 2019 com um investimento que chegará aos 3 mil milhões de dólares (€2,75 mil milhões), até 2032. Nesta edição, a estratégia da marca para chegar ao consumidor passa pela campanha ‘It’s magic when the world comes together’, que demonstra através do abraço, o poder do desporto no respeito pela diferença e na promoção da ligação entre culturas.

A publicidade exterior em estações de metro e outros locais de destaque dá vida aos visuais da campanha. O conteúdo digital da campanha dá a conhecer Paris ao mundo, com abraços em tempo real captados na cidade e partilhados através das redes sociais da marca. A Coca-Cola é ainda patrocinadora oficial do revezamento da tocha olímpica, através do qual apresenta ativações, como a carrinha Coca-Cola, que circula nas ruas da capital francesa, enquanto promove a marca.

Samsung reveste Ópera de Paris

A campanha da Samsung reveste o edifício emblemático da Ópera Nacional de Paris

Também um parceiro olímpico mundial de longa data (1988), a Samsung leva a Paris uma exposição inovadora, nos Campos Elísios, que funciona como uma ativação, que permite aos visitantes experimentar a tecnologia móvel da Samsung, participar em atividades interativas relacionadas com os Jogos Olímpicos e ficar a par dos detalhes da parceria olímpica da marca coreana.

Simultaneamente, a Samsung apresenta-se ainda com a campanha multimeios ‘Open always wins’, que promove os valores de diversidade e inclusão que a marca reclama ter em comum com os Jogos Olímpicos. A campanha está presente em publicidade exterior, em locais emblemáticos de Paris, como no edifício da Ópera Nacional de Paris.

A Omega, por seu lado, além de ter instalado um relógio em tamanho gigante junto à Torre Eiffel, para contar o tempo até ao início das provas, enquanto patrocinadora mundial e cronometrista oficial dos Jogos Olímpicos desde 1932, junta numa campanha publicitária as capacidades dos atletas olímpicos com paisagens icónicas de Paris.

A campanha da Omega transforma Paris numa arena olímpica

A campanha da marca de relógios utiliza o efeito de escala para criar ilusões de ótica, que transformam Paris numa arena olímpica. No vídeo e fotos da campanha, o medalhista no salto em altura, Gianmarco Tamberi, salta sobre o Arco do Triunfo, enquanto o campeão e recordista mundial do salto com vara, Mondo Duplantis, salta sobre a Basílica do Sacré-Coeur. A golfista Céline Boutier, essa, dá uma tacada a partir de uma gárgula no topo da Catedral de Notre-Dame.

Airbnb patrocina por €458 milhões e investe €3,2 milhões em campanha

A campanha da Airbnb aconselha os visitantes a evitarem os hotéis

A estratégia da Airbnb, que em 2019 assina um acordo de patrocínio mundial no valor de 500 milhões de dólares (€458 milhões), abrange uma campanha publicitária, avaliada em 3,5 milhões de dólares (€3,2 milhões). O objetivo? Aconselhar os visitantes a evitarem os hotéis se quiserem descobrir a essência da cidade.

Mais interessante do que a campanha, no entanto, é a forma como a Airbnb integra os Jogos Olímpicos no seu programa de experiências ‘Icons’, ao oferecer aos clientes a oportunidade de passarem uma noite no Museu de Orsay, para a cerimónia de abertura da competição. O principal benefício da parceria olímpica para a Airbnb será a oportunidade de atrair novos anfitriões. Os parisienses vão querer lucrar com a procura criada pelas olimpíadas e com as elevadas despesas de acomodação e hotelaria causadas pelo evento.

Numa decisão inesperada, a Toyota decidiu não renovar o contrato de patrocínio mundial com o COI. A marca japonesa de automóveis, que patrocina o evento desde 2015, é um dos maiores investidores das competições olímpicas nos últimos anos. Tem um contrato de 835 milhões de dólares (€765,1 milhões), que termina nos jogos de Paris, sendo o principal parceiro de mobilidade, com cerca de três mil viaturas elétricas disponíveis na cidade, que irão funcionar como uma ativação da marca.

Fugindo à estratégia seguida nas últimas edições das olimpíadas, a Procter & Gamble (Pampers, Ariel, Fairy, Gillette e Oral-B, entre outras), patrocinadora desde 2010, está a investir apenas em campanhas das suas marcas em associação às olimpíadas, em detrimento de uma campanha institucional, como fez em edições anteriores.

Corona estreia bebidas alcoólicas nas olimpiadas

Numa estreia inédita na história dos jogos olímpicos, a Corona é a primeira marca de bebidas alcoólicas que se associa ao evento, mas com a submarca de cerveja sem álcool, a Corona Cero. A marca do grupo Anheuser-Busch InBev mediatiza esta ligação com a campanha internacional ‘For Every Golden Moment’, que faz um paralelo entre as conquistas desportivas e as vitórias quotidianas.

Os restantes patrocinadores mundiais – entre os quais Alibaba, Allianz, Atos, Bridgestone, Delloite, Intel, Panasonic e Visa, optaram por ativações direcionadas para os serviços prestados pelas empresas que representam, a par com campanhas publicitárias convencionais.

LVMH gasta acima da média

O LVMH criou a mala customizada que transporta a tocha olímpica

No que diz respeito aos patrocinadores ‘premium’, que englobam as principais novidades em termos de patrocinadores, estes investiram em média €100 milhões pelos contratos de patrocínio desta edição das olimpíadas, de acordo com os dados do COI. O LVMH, que integra a Louis Vuitton e a Dior, entre outras marcas de luxo, fez um investimento acima da média (€150 milhões).

A parceria entre o grupo de luxo francês e o COI atraiu as atenções, devido ao montante envolvido, à ligação do grupo à capital francesa e à originalidade das ativações. Para além da Chaumet ter criado as medalhas olímpicas, o LVMH deu o arranque ao revezamento da tocha olímpica, para a qual o grupo criou uma mala de transporte customizada, no estilo dos tradicionais baús da marca Louis Vuitton.

A mala foi posteriormente utilizada para transportar a tocha por várias localizações em França com ligação ao grupo, como a Fundação Louis Vuitton e o Jardim de Aclimatação, ambos em Paris, a Hennessy, em Cognac, o Museu Christian Dior, em Grandville, e a Moët & Chandon, em Epernay. O grupo de luxo tem ainda a campanha ‘Rooftops’, com os atletas da ‘família’ LVMH. No vídeo da campanha, os atletas que patrocina sobem aos telhados de Paris para concentrarem a sua determinação enquanto se preparam para a conquista da vitória em Paris.

O filme de estilo cinematográfico, rodado por Louis de Caunes, tem como protagonistas a aura de Paris e cinco atletas da LVMH: o nadador Léon Marchand, o esgrimista Enzo Lefort, a campeã de ténis em cadeira de rodas Pauline Déroulède, o jogador de râguebi Antoine Dupont e a ginasta Mélanie De Jesus Dos Santos. Cada um dos atletas surge associado a um monumento emblemático de Paris, como a Fundação Louis Vuitton, o Panteão Nacional, Montmartre e o Sacré-Coeur, o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel.

A Sephora, marca que integra o grupo LVMH, é também parceira oficial do revezamento da tocha olímpica de Paris 2024, e lançou uma ativação que percorre 46 lojas localizadas nas cidades abrangidas pelo revezamento da tocha, proporcionando aos clientes a oportunidade de ganhar produtos de beleza e bilhetes para os Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Carrefour comercializa mascote oficial

A Carrefour estreia-se como patrocinadora ‘premium’, com a criação da mascote Phryge

O grupo Carrefour, por seu lado, é outro dos estreantes nas olimpíadas de Paris, sendo a primeira vez na história dos Jogos Olímpicos que um grupo ou marca de retalho alimentar patrocina o evento. Com esta parceria inédita, o Carrefour aposta numa estratégia comercial, ficando responsável pela comercialização de produtos oficiais licenciados pelos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

A cadeia de supermercados desenvolveu coleções exclusivas em várias gamas de produtos, como vestuário, artigos de papelaria e coleções de regresso às aulas, além de comercializar a mascote oficial dos jogos de Paris, a Phryge Olímpica. Além da estratégia comercial, o grupo investiu ainda num projeto de marketing com a campanha multimeios ‘Nourishing every hope’ que, associada aos valores do desporto, promove a saúde através da alimentação, o valor do trabalho, a melhoria social e a inclusão.

A contrastar com a estratégia de comunicação da Airbnb, que aconselha os visitantes a evitarem os hotéis se quiserem descobrir a essência da cidade, a Accor Hotels enfatiza a acessibilidade e a experiência requintada que os seus hotéis fornecem aos hospedes. O novo patrocinador ‘premium’, sob o lema ‘You can’t imagine how many memories we can create for you’, tem no ar um spot publicitário que destaca o compromisso da Accor com a hospitalidade de excelência.

Certa é a presença ampla da marca Accor nos Jogos Olímpicos, uma vez que contribui para a gestão das vilas dos atletas e dos media. O grupo hoteleiro aproveita ainda para promover o programa de fidelização ‘ALL-Accor Live Limitless’, que proporciona aos clientes a oportunidade de conhecerem alguns dos atletas olímpicos.

Entre os patrocinadores oficiais, destaca-se a Air France, que nesta edição patrocina os Jogos Olímpicos pela primeira vez. A companhia aérea francesa tem uma campanha promocional, que apresenta uma mulher maquilhada com as cores da bandeira francesa, acompanhada da mensagem de boas-vindas ‘proud to welcome the world to France’.

A Air France é um dos novos patrocinadores oficiais

A campanha é visível desde o momento da chegada aos aeroportos Paris-Charles de Gaulle e Paris-Orly, com ecrãs gigantes nos terminais de passageiros, nos ‘lounges’ de espera da companhia aérea em França e em publicidade exterior junto aos locais de competição, em Paris. Este visual adorna também a fachada principal da sede da Air France, no aeroporto Paris-Charles de Gaulle, com uma lona publicitária que cobre cerca de mil metros quadrados e que é visível a partir das estradas nas imediações do aeroporto, dos terminais de passageiros e dos aviões estacionados.

A empresa dinamiza ainda um espaço de acesso livre no Palácio de Tokyo, em Paris, oferecendo aos visitantes a oportunidade de explorarem o mundo da Air France e desfrutarem de uma experiência gastronómica ‘gourmet’ – tal como a bordo – no restaurante da Air France.

Danone invade Paris com quiosques

Também novidade entre os patrocinadores oficiais é a Danone (Actimel, Activia e Alpro, entre outras). A marca francesa posiciona na capital francesa através da campanha multimeios ‘Champions for life!’, que comunica estilos de vida mais saudáveis, boas práticas de exercício físico e alimentação responsável. A marca aposta numa estratégia de marketing que implica alterações em termos de ‘branding’, com a implementação da marca dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 nos seus produtos.

A Danone dinamiza ainda, em Paris, os ‘Yaourt & Co’, cinco quiosques físicos de degustação de lácteos frescos. Para impulsionar a visibilidade da marca, os quiosques estão instalados em localizações estratégicas, como o Palácio de Versalhes, o Estádio da Torre Eiffel, a Praça da Concórdia, em frente à Câmara Municipal de Paris e da Gare de Paris Saint-Lazare.

No portefólio de patrocinadores oficiais há mais novidades na edição, como a Le Coq Sportif, Decathlon, Groupe ADP, Française des Jeux, Caisse des Dépôts, CMA CGM, GL Events e Île-de-France Mobilités. Algumas destas marcas, exclusivamente francesas, são fundamentais na execução e preparação dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, e dinamizam inúmeras campanhas e ativações, embora com um menor investimento do que os patrocinadores de escalões mais elevados.

Como patrocinadores oficiais encontram-se ainda a Cisco, patrocinadora desde 2012, a PwC, patrocinadora desde 2000, e a ArcelorMittal, que assina com as olimpíadas desde 2010. Com o tiro de partida das olimpíadas dado a 26 de julho, aguardemos por saber quem cruzará a meta em primeiro lugar. Ou, melhor, quem terá o melhor retorno dos patrocínios e dos investimentos nas campanhas publicitárias e em ativações.

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Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto (na foto) tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual”, esclarece o grupo Newsplex

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Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i, substituindo Vítor Rainho, que ocupou o cargo de diretor interino das duas publicações nos últimos meses e que se mantém no sol como jornalista. Nuno Tiago Pinto, que foi diretor da revista Sábado entre setembro de 2022 e janeiro de 2025, inicia funções a 2 de abril.

“A nomeação de Nuno Tiago Pinto tem como objetivo reforçar a produção de conteúdos de qualidade e multiplataforma, contribuindo para enfrentar os desafios do jornalismo atual. Com uma trajetória notável na revista Sábado, onde foi responsável pela estratégia editorial, o novo diretor assume o compromisso de levar o Sol e o i a uma nova fase de crescimento, respeitando sempre os princípios da independência, rigor e imparcialidade”, informa o grupo Newsplex, dono dos dois títulos em comunicado de imprensa.

Com formação em jornalismo e em relações internacionais, Nuno Tiago Pinto iniciou a carreira como jornalista na SIC Notícias, em 2002, transitando depois para O Independente, chegando a editor em 2005. Na Sábado, onde entra em dezembro de 2005, foi jornalista, editor, editor executivo e chefe de redação, antes de ser promovido a diretor.

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Roblox associa-se à Google para tornar anúncios mais imersivos

A parceria com a Roblox (na foto) tem como objetivo tornar a publicidade mais atrativa para a geração Z e acontece numa altura em que a Google aumenta a oferta geral de anúncios imersivos

A Roblox acaba de se associar à Google para tornar mais imersivos os anúncios exibidos na plataforma de videojogos. Além de querer aumentar a oferta, a intenção é tornar a publicidade mais atrativa para a geração Z. A aliança permite expandir as soluções que as duas empresas disponibilizam aos anunciantes.

As funcionalidades para os anúncios em vídeo ficam disponíveis no ‘marketplace’ publicitário IAB PlayFronts, para que marcas e agências de meios as possam adquirir programaticamente através das soluções de publicidade do Google e de compra direta, ao longo das próximas semanas.

Até ao outono, a Roblox, que há seis meses também estabeleceu um acordo com o WPP para se aproximar da geração Z, pretende adicionar mais formatos imersivos à oferta da ferramenta Google Ad Manager, incluindo para múpis e suportes exteriores digitais, tendo também estabelecido parcerias estratégicas com empresas como a Cint, a DoubleVerify, a IAS, a Kantar e a Nielsen, para reforçar a oferta programática.

O acordo com a Google acontece numa altura em que a empresa tecnológica aumenta a oferta de anúncios imersivos, estendendo-a à empresa AdMob, filial da Google que gere a publicidade móvel em sistemas operativos como o Android, o iOS, o webOS, o Flash Lite e o Windows Phone. A plataforma de promoção publicitária integrada Google Ad Manager também reforça a oferta, aumentando a capacidade de produzir anúncios em vídeo imersivos 2D e 3D.

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Ikea lança plataforma de venda de usados e reposiciona marca

Em dois dias, 9,1 mil consumidores acedem ao novo ‘marketplace’ (na foto). Além da nova campanha, a Ikea tem uma nova assinatura, sugerida a partir de um inquérito junto dos clientes

A Ikea está a lançar em Portugal a Ikea Preowned, plataforma digital de compra e venda de artigos da marca em segunda mão, que nos primeiros dois dias atraiu 9,1 mil consumidores e disponibilizou 167 produtos. Além de promover a economia circular, a iniciativa reforça a qualidade e a durabilidade dos produtos, materializando o conceito da nova campanha omnicanal.

Depois de projetos-piloto desenvolvidos em Espanha e na Noruega, a Ikea investe num novo ‘marketplace’, procurando rentabilizar a procura que os produtos que comercializa têm nas plataformas de comércio eletrónico, que revendem produtos em segunda mão. De acordo com um estudo da Statista, 52% dos consumidores estão dispostos a adquirir produtos usados para poupar e para reduzir o consumismo.

“Os números em Portugal são claros, mais de 10% do mobiliário vendido e comprado em segunda mão em Portugal já é da Ikea. Com o novo serviço, estamos a proporcionar aos nossos clientes uma plataforma ágil, intuitiva e segura, que permite não só aceder aos nossos produtos a um preço ainda mais acessível, como prolongar o seu ciclo de vida”, explica Maria João Franco, coordenadora de portefólio digital e de implementação da Ikea Portugal, citada no documento.

O lançamento do Ikea Preowned acontece numa altura em que a marca se reposiciona, centrando a comunicação na qualidade e na durabilidade dos produtos, através de uma nova campanha. Concebida pela Uzina e produzida pela 78 Films, com um planeamento de 360 graus, está a ser divulgada em televisão, digital, exterior e rádio, apresentando ‘A vida acontece em casa’, a nova assinatura da marca, definida a partir de um inquérito a 4.500 clientes.

“Recebemos testemunhos divertidos, emocionantes, muitos deles brincando com o facto de alguns produtos terem durado mais do que muitas relações que as próprias pessoas tiveram. E achámos que o nosso posicionamento e a nossa assinatura deveriam refletir isso mesmo. Como a vida acontece em casa, queremos reforçar que estamos com as pessoas em todas as fases da vida”, revela Mónica Sousa, diretora de marketing da Ikea em Portugal.

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Misa Rodriguez é a nova aposta da Skechers

Misa Rodriguez (na foto), guarda-redes do Real Madrid CF e internacional sénior da seleção espanhola é a nova embaixadora da marca desportiva, dando a conhecer as propostas da Skechers Football

Misa Rodriguez, guarda-redes do Real Madrid CF e internacional sénior da seleção espanhola, é a nova aposta da Skechers para dar a conhecer as novas propostas da Skechers Football. A desportista, que é também a nova embaixadora da marca de calçado desportivo, já joga oficialmente com chuteiras da Skechers.

“Estamos muito orgulhosos de ter uma jogadora como a Misa Rodriguez na família Skechers Football, que entre muitas caraterísticas se destaca pela confiança, liderança, força e precisão. Continuamos a reforçar a nossa posição no mundo do desporto com um produto de qualidade excecional que já é reconhecido por oferecer uma tecnicidade e conforto que realmente permite um melhor e maior desempenho em campo”, afirma Txerra Díaz, gestor da Skechers Iberia, citado em comunicado de imprensa.

Misa Rodríguez, que tem 364 mil seguidores no Instagram e 685,9 mil no TikTok, reforça o leque de jogadores espanhóis que já fazem parte da equipa Skechers Football, como é o caso de Isco Alarcón (Real Betis Balompié), Iker Losada (RC Celta de Vigo), Antonio Sánchez (Real CD Mallorca) e Pere Milla (RCD Espanyol).

“Estou feliz por ser a primeira futebolista espanhola a representar esta marca que está a crescer e que será, sem dúvida, uma das melhores do mundo do futebol em pouco tempo, devido ao conforto e à qualidade das chuteiras e do calçado da marca em geral”, salienta a futebolista, citada no documento.

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O Lado B da edição 977 do M&P

No Lado B, última página do jornal, a rubrica Fatal, Banal, Genial destaca os resultados da campanha digital da marca de beleza Etat Pur, que junta Lia e Andreia, ex-concorrentes do ‘Secret Story’, para recriarem a discussão que tiveram há oito anos

Fatal, Banal, Genial

Retomar uma discussão polémica pode correr bem

A mais recente campanha digital da Etat Pur junta Lia e Andreia, ex-concorrentes do ‘Secret Story’, da TVI, para recriar nas redes sociais uma das discussões mais marcantes entre participantes em ‘reality shows’ em Portugal. Aproveitando as expressões popularizadas na discussão que acontece há oito anos, como “(es)tiveste lá?”, ‘ah pois, kebabs’ e ‘mentirosa és tu’, os vídeos da marca francesa de beleza viralizam em poucos dias.

À hora de fecho desta edição, a campanha conta com cerca de um milhão de visualizações e perto de 50 mil gostos, de acordo com os dados fornecidos pela Etat Pur, que garante ter somado mais de mil novos seguidores, em cinco dias. A TVI e as revistas Nova Gente e TV 7 Dias são alguns dos meios de comunicação que partilham os vídeos da campanha, que nas redes sociais é apelidada de “marketing de milhões” e “campanha genial”.

Ao reunir as duas ex-concorrentes, a campanha criada e executada pela equipa de marketing da Etat Pur, pretende explorar a rotina de beleza da marca, promovendo um dos produtos mais vendidos: o Ácido Hialurónico Ativo Puro.

38%

É a percentagem de executivos que confiariam na inteligência artificial (IA) para tomar decisões de negócio em seu nome, com 44% disponíveis para reverter uma decisão que já tivessem tomado, com base em pontos de vista da IA.

O estudo ‘AI Has a Seat in the C-Suit’, da Wakefield Research com o patrocínio da SAP, é feito nos Estados Unidos a partir de entrevistas a 300 líderes de empresas com receitas anuais superiores a mil milhões de dólares. Outras conclusões indicam que 74% dos executivos confiam mais na IA para obter aconselhamento, do que na opinião de familiares e amigos.

O Melhor🔥

Os dados mensais do Pod_Scope da Marktest, primeiro ranking auditado dos podcasts mais ouvidos em Portugal, que vai no segundo mês de edição, com dados de fevereiro, relativos ao número de descargas e de ouvintes, entre outros. É a merecida transparência no formato que não para de crescer em Portugal, contribuindo para legitimar os investimentos publicitários em podcasts. As agências de meios, as marcas e os meios de comunicação agradecem.

O Pior💀

Primeiro, parabéns à Google por ser a marca mais conhecida e diferenciada para os portugueses, e ao MBWay e ao ChatGPT, que ocupam as segundas posições em cada um destes rankings do Brand Asset Valuator, do WPP, que atribui os terceiros lugares à marca CR7 (diferenciação) e ao WhatsApp (conhecimento).
A tecnologia é hoje omnipresente no dia a dia, mas fica a reflexão: como é que se constrói marcas diferenciadas e conhecidas, fora deste segmento?

A Seguir

Curso prático de IA para jornalistas, ‘marketers’ e gestores de redes sociais

Criar um calendário editorial ou relatórios de análises de dados ou gerar ‘newsletters’ automaticamente a partir de ‘feeds’ de notícias, são algumas das aprendizagens do curso que pretende capacitar os profissionais de comunicação, com ferramentas que permitam aplicar a inteligência artificial (IA) de forma rápida, eficaz e ética.

O curso permitirá aos alunos aprender desde os fundamentos da IA à criação de audiovisuais com esta tecnologia, analisando casos práticos de aplicabilidade em agências de comunicação ou no jornalismo. Os módulos são pensados para jornalistas, editores, publicitários, profissionais de marketing, gestores de redes sociais e criadores de conteúdo, entre outros. O curso é em horário pós-laboral, 100% online e ao vivo e pode ser financiado pelo Cheque Formação + Digital através do IEFP, sem custos para os alunos elegíveis.

Datas De 31 de março a 16 de abril, à segunda e quarta-feira, das 19h às 21h30 (20 vagas)
De 13 a 29 de maio, à terça e quinta-feira, das 19h às 21h30 (20 vagas)

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OpenAI, Google e Meta querem acesso à propriedade intelectual das marcas

A nova ferramenta da OpenAI torna-se viral pelas recriações exatas de fotografias, ao estilo do estúdio de animação japonês Studio Ghibli (na foto). Embora queiram aproveitar os benefícios e o potencial que a IA generativa fornece, as marcas também precisam de proteger os próprios conteúdos

A OpenAI, a Google e a Meta, entre outras empresas de tecnologia que operam no setor da inteligência artificial (IA), pretendem utilizar de forma mais livre conteúdos protegidos por direitos de autor para treinar os respetivos modelos de IA, noticia a Ad Age.

Embora queiram aproveitar os benefícios e o potencial que a IA generativa fornece, os anunciantes também precisam de proteger os seus próprios conteúdos, que podem ir desde a imagem de marca à propriedade intelectual sob a forma de texto, imagens e vídeos publicados na internet.

Exemplo disso é a nova ferramenta de imagens da OpenAI, que se torna viral pelas recriações exatas de fotografias reais ao estilo do estúdio de animação japonês Studio Ghibli, conhecido por filmes como ‘A Viagem de Chihiro’ e ‘O Castelo Andante’. A ferramenta não só parece ter sido treinada com base nas obras do Studio Ghibli, como também permite gerar imagens impróprias na sua estética, o que compromete mais a empresa. Este fenómeno reflete um futuro em que as marcas podem não ter controlo sobre a forma como o seu conteúdo é utilizado pelas empresas de tecnologia, refere a Ad Age.


À medida que as empresas de IA intensificam esforços para obter acesso ilimitado à propriedade intelectual, os potenciais riscos para os anunciantes estão a tornar-se difíceis de ignorar. Em março, a OpenAI e a Google apresentam à Casa Branca duas propostas distintas, em que descrevem a razão pela qual devem ter o direito de treinar os seus modelos recorrendo a obras protegidas por direitos de autor disponíveis ao público, um conceito que designam como “utilização justa”.

A proposta da Google realça que a utilização justa de materiais protegidos por direitos de autor permitiria “evitar negociações frequentemente muito imprevisíveis, desequilibradas e prolongadas com os detentores dos conteúdos”. O principal argumento apresentado pelas empresas de IA prende-se com o facto de os modelos produzirem conteúdos que consideram ser novos e originais. A Meta apresenta uma posição semelhante junto da Casa Branca.

O dilema das marcas

O dilema com que as marcas se deparam é o facto de as ferramentas de IA se terem tornado extremamente importantes para o seu trabalho criativo e operacional, ao mesmo tempo que enfrentam estes desafios em termos de propriedade intelectual. A opção de abraçar a IA para evitar as suas consequências resume a posição em que as marcas se encontram. O atual quadro jurídico relativo aos direitos de autor está a tornar-se cada vez mais contraditório, o que constitui, segundo os especialistas citados na Ad Age, o aspeto mais preocupante para as marcas.

Ainda de acordo com a Ad Age, vários investigadores preveem que os modelos de IA estão preparados para consumir todos os dados de texto de alta qualidade disponíveis no mundo antes de 2026. Sem quaisquer barreiras que impeçam a utilização de conteúdos protegidos por direitos de autor, as empresas de IA podem em breve expor as marcas a riscos ainda maiores do que aqueles que estas estão atualmente a tentar evitar.

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Damien Poelhekke é o novo CEO da La Redoute em Portugal

“Damien Poelhekke (na foto) dará seguimento ao trabalho de sucesso desenvolvido por Paulo Pinto – que abandona o cargo – ao longo de três décadas”, informa a marca do grupo empresarial francês Galeries Lafayette

Damien Poelhekke, CEO da La Redoute em Espanha, assume também o cargo em Portugal, após a saída de Paulo Pinto, que abandona funções ao fim de 18 anos na direção e 30 anos na empresa. Mestre em gestão e administração de empresas e em ciências económicas, finanças e investimentos, o também diretor global de negócios B2B da empresa do grupo Galeries Lafayette, passa, assim, a gerir a marca no mercado ibérico.

“Damien Poelhekke dará seguimento ao trabalho de sucesso desenvolvido por Paulo Pinto ao longo de três décadas, conduzindo uma marca internacional com muita história e cada vez mais moderna e orientada para o futuro”, informa a La Redoute em comunicado de imprensa. A mudança de liderança ocorre numa altura em que a marca implementa a estratégia de reposicionamento anunciada no final de 2023.

Na altura, a empresa francesa revelou a intenção de concentrar os esforços comerciais e promocionais no segmento de casa e decoração, em detrimento da moda. “Embora a atividade tradicional do pronto a vestir ocupe um lugar menos central na estratégia a médio prazo da La Redoute, a empresa está empenhada em desenvolver a sua oferta de moda para reter os seus clientes”, esclarece ainda o documento.

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Dani Pérez é o novo vice-presidente de programação da AMCNISE

“O meu objetivo é incorporar novos conteúdos e criar uma estratégia sólida de programação que fortaleça a audiência e a relevância das marcas da companhia em Portugal e Espanha”, explica Dani Pérez (na foto)

Dani Pérez é o novo vice-presidente de programação da AMC Networks International Southern Europe (AMCNISE), assumindo a definição da estratégia de conteúdos das marcas de ficção, factual e documentários de Portugal e Espanha. A nova contratação reporta a Antonio Ruiz, diretor-geral da empresa, integrando também o comité de direção da AMCNISE.

Para além de coordenar a programação do portefólio de canais, Dani Pérez também vai colaborar no desenvolvimento de estratégias para os serviços de ‘streaming’ da empresa. “O meu objetivo é incorporar novos conteúdos e criar uma estratégia sólida de programação, que fortaleça a audiência e a relevância das marcas da companhia em Portugal e Espanha”, esclarece o vice-presidente de programação da AMCNISE, citado em comunicado de imprensa.

Licenciado em comunicação audiovisual pela Universidade Autónoma de Barcelona, Dani Pérez liderou equipas de conteúdos, programação e aquisições ao longo dos últimos 20 anos, em empresas como a Vodafone Espanha, a NBC Universal e o Fox Networks Group, onde foi diretor-geral.

“Estamos muito satisfeitos por receber o Dani Pérez e estamos certos de que a sua experiência, visão e liderança serão a chave para continuar a impulsionar os nossos projetos e alcançar novas metas”, refere Antonio Ruiz, diretor-geral da AMCNISE, citado no documento. O portefólio da empresa inclui, em Portugal, canais como AMC, Canal Hollywood, História, Odisseia, AMC Crime, Canal Panda, Panda Kids e Biggs.

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STCP apela ao uso de transporte público com campanha da Uzina

“O nosso desafio é mudar mentalidades e mostrar que pequenos gestos fazem uma grande diferença”, afirma Pedro Rocha, diretor de comunicação e de relações institucionais da STCP, sobre a nova campanha (na foto)

A Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) apela à utilização do transporte público com uma nova campanha institucional omnicanal, concebida pela Uzina. Intitulada ‘Vá de Autocarro’, tem direção criativa de Sérgio Gomes e direção criativa executiva de Susana Albuquerque.

O objetivo é transformar a forma como os cidadãos encaram e experienciam a mobilidade nas cidades. “Pretendemos incentivar cada pessoa a perceber que a escolha de andar de autocarro não é apenas uma decisão prática e económica, mas também um gesto de cidadania e de respeito pelo ambiente. Cada passageiro que opta pelo transporte público contribui para uma cidade mais fluida, menos poluída e mais conectada. O nosso desafio é mudar mentalidades e mostrar que pequenos gestos fazem uma grande diferença”, explica Pedro Rocha, diretor de comunicação e de relações institucionais da STCP, citado em comunicado de imprensa.

O filme publicitário, com a duração de um minuto e 26 segundos, relata a história de um passageiro que, dez anos depois de ter entrado num autocarro pela última vez, volta a andar de transportes públicos, sendo recebido com entusiasmo pelos passageiros habituais.
Estruturada para atingir um público diversificado, a campanha está a ser divulgada nos meios de comunicação tradicionais, nas plataformas digitais e em espaços urbanos frequentados pelo público-alvo da comunicação.

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Amazon e fundador do OnlyFans são os mais recentes interessados no TikTok

Blackstone, Andreessen Horowitz e Oracle mantêm-se na corrida. Caso a ByteDance não encontre um comprador nos Estados Unidos até 5 de abril, o TikTok será banido do país, mas o prazo pode ser estendido

Catarina Nunes

Na eminência do fim do prazo para o TikTok ser vendido a uma empresa norte-americana, para poder continuar a funcionar nos Estados Unidos, a Amazon e um consórcio liderado pelo fundador do OnlyFans, através da ‘startup’ que detém (Zoop), são dados como os mais recentes interessados na rede social chinesa, apesar de nenhuma das partes o confirmar.

O interesse da Amazon é noticiado em primeira mão pelo The New York Times, a 2 de abril, com a Reuters a avançar também a informação da entrada da Zoop na corrida ao TikTok. Para fazer a licitação, esta plataforma que opera no metaverso e na Web3, criada por Tim Stokely, fundador do OnlyFans, serviço digital de conteúdos para adultos, terá formado um consórcio com uma fundação ligada a criptomoedas.

No caso da Amazon, segundo o The New York Times, a oferta é feita através de uma carta endereçada ao vice-presidente JD Vance e a Howard Lutnick, secretário norte-americano do comércio. Recorde-se que a Amazon já tinha tentado, sem sucesso, ocupar o território das plataformas de vídeos curtos com o lançamento do Inspire, que em fevereiro é suspenso e retirado da aplicação da Amazon.

Mais recentemente, Donald Trump pressiona a ByteDance, empresa que detém o TikTok, a chegar a acordo na venda, em troca da concessão à China de benefícios nas taxas alfandegárias. Uma proposta que o Governo chinês rejeita.

Contagem decrescente até 5 de abril

De acordo com o estabelecido pelo Governo norte-americano, caso a ByteDance não encontre um comprador nos Estados Unidos até 5 de abril, o TikTok será banido do país. Este prazo, porém, pode ser estendido, à semelhança da proibição em janeiro.

A obrigatoriedade da venda surge em 2024, com a aprovação de uma lei que proíbe o TikTok nos Estados Unidos, que deveria ter entrado em vigor a 19 de janeiro de 2025, mas cujo prazo é estendido até ao próximo sábado. As autoridades norte-americanas alegam que há possibilidade de espionagem e quebra de segurança através do TikTok, acusação que a ByteDance nega.

Além dos dois interessados, a Reuters revela na semana passada que a empresa de capital privado Blackstone também está a negociar a aquisição. A empresa de capital de risco Andreessen Horowitz, por seu lado, é igualmente apontada como estando em negociações para adicionar financiamento externo, para comprar o capital dos investidores chineses do TikTok.

Em cima da mesa está outro acordo, que envolve investidores norte-americanos, incluindo o gigante tecnológico Oracle – que será o que está melhor posicionado -, em consórcio com investidores como o Susquehanna International Group e a General Atlantic, para evitar uma venda formal. O objetivo do Governo de Donald Trump é diluir a participação de chineses no novo negócio, abaixo dos 20% no total do capital da empresa, como é exigido pela nova lei aprovada nos Estados Unidos em 2024, com apoio bipartidário de praticamente todos os congressistas.

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