OpenAI pondera alterações na estrutura empresarial devido a última ronda de financiamento
As mudanças pretendem tornar a startup de inteligência artificial mais favorável aos investidores. Uma das opções em análise é a eliminação do limite máximo de lucros para os investidores da OpenAI, que está em negociações para arrecadar novo capital, valorizado em cerca de €90 mil milhões

Daniel Monteiro Rahman
A Padaria Portuguesa entra no takeaway e no catering
Shakira é nova embaixadora da Epson Ibérica
Initiative assume planeamento e compra de media da Volvo
Empresário francês adquire Tupperware e quer faturar €100 milhões até dezembro
Audiências mensais: TVI mantém liderança, mas SIC aproxima-se
Penélope Cruz protagoniza campanha da Geox
Compras representam 53% das burlas em Portugal. Facebook e Instagram dominam
Adico equipa pavilhão de Portugal na Expo 2025 Osaka
Marcas bem-sucedidas conjugam marketing de desempenho com construção da marca
Tox’Inn muda para Bloomer e adota nova assinatura
A OpenAI está a discutir a alteração da sua estrutura empresarial, para se tornar mais favorável aos investidores, possivelmente através da eliminação do atual limite máximo de lucros para os investidores, à medida que avança com uma angariação de financiamento e procura manter a liderança face à Google e outros concorrentes, noticia o Financial Times.
A startup já terá falado com os investidores sobre a reestruturação, embora não tenha sido acordada uma estratégia final, e esta será provavelmente a mais atraente para os financiadores, ao procurar simplificar a atual estrutura complexa e sem fins lucrativos da empresa, referem as fontes citadas pelo Financial Times.
Na atual estrutura empresarial, os investidores da empresa liderada por Sam Altman recebem ações da subsidiária com fins lucrativos da OpenAI, que é gerida pelo seu conselho sem fins lucrativos. O “principal beneficiário do conselho é a humanidade, não os investidores”, sustenta a empresa. Atualmente, os investidores são obrigados a assinar um acordo operacional que declara que “seria prudente encarar qualquer investimento na subsidiária com fins lucrativos da OpenAI no espírito de um donativo” e que a OpenAI “poderá nunca vir a obter lucros”.
Esta estrutura foi concebida para garantir que a empresa se mantivesse alinhada com a missão de beneficiar a humanidade, através de modelos de IA eficientes, sem deixar de reunir os recursos financeiros necessários para o fazer. Ainda não foi tomada uma decisão final sobre a alteração da estrutura da startup, mas uma das opções em análise é a eliminação do limite máximo de lucros para os investidores na subsidiária com fins lucrativos.
A mudança para uma estrutura mais simples com fins lucrativos seria bem recebida pelos parceiros financeiros da startup, de acordo com um investidor da OpenAI. “Todos os investidores têm um limite de lucro, fala-se muito em torná-lo um investimento mais tradicional para que não tenhamos um limite de lucro”, explica a fonte.
As discussões surgem numa altura em que a OpenAI está em negociações para arrecadar novo capital, valorizado em mais de 100 mil milhões de dólares (€90 mil milhões), numa ronda de financiamento liderada pela empresa de capital de risco Thrive Capital. Se for bem sucedido, o investimento fará da OpenAI uma das startups de tecnologia mais valiosas na história de Silicon Valley, ultrapassando a avaliação de 95 mil milhões de dólares obtida pela empresa de pagamentos Stripe, numa captação de fundos privados em 2021.