75% dos consumidores preferem marcas e influenciadores apolíticos
43% dos inquiridos num estudo da agência de comunicação norte-americana M Booth consideram que o envolvimento em questões políticas, sociais e económicas é um dos piores erros que as marcas podem cometer

Luis Batista Gonçalves
Nuno Tiago Pinto é o novo diretor do Sol e do i
Roblox associa-se à Google para tornar anúncios mais imersivos
Ikea lança plataforma de venda de usados e reposiciona marca
Misa Rodriguez é a nova aposta da Skechers
O Lado B da edição 977 do M&P
OpenAI, Google e Meta querem acesso à propriedade intelectual das marcas
Damien Poelhekke é o novo CEO da La Redoute em Portugal
Dani Pérez é o novo vice-presidente de programação da AMCNISE
STCP apela ao uso de transporte público com campanha da Uzina
Amazon e fundador do OnlyFans são os mais recentes interessados no TikTok
75% dos consumidores preferem marcas e influenciadores digitais apolíticos, avança um estudo realizado pela agência de comunicação norte-americana M Booth, em parceria com a empresa de consultoria Savanta.
Elaborada a partir de um inquérito a 3.015 consumidores com idades compreendidas entre os 18 e os 55 anos, a análise revela ainda que a associação de empresas e influenciadores a partidos e/ou candidatos políticos não agrada a 72% dos inquiridos. Na opinião da maioria, ao associarem-se a personalidades e organizações com convicções políticas assumidas, as insígnias estão a validá-las e promovê-las, defende o estudo.
“Como não estamos a ver o mercado a prescindir dos influenciadores, recomendamos que as marcas analisem primeiro as crenças dessas personalidades. As insígnias mais ativistas terão uma tolerância ao risco diferente, sendo que muitos consumidores não as consideram atrativas”, afirma Adrianna Bevilaqua, diretora criativa da M Booth.
A responsável aponta como exemplo a visita de Donald Trump à cozinha de um restaurante da McDonald’s na Pensilvânia, onde o candidato a presidente dos Estados Unidos foi fotografado a fritar batatas. Temendo represálias por parte dos consumidores, a empresa esclareceu, de imediato, que não apoiava nenhum dos candidatos.
Na opinião de 43% dos inquiridos, envolverem-se em questões políticas, sociais e económicas é, a par da associação a temas fracionários, um dos piores erros que as marcas podem cometer, defende ainda o estudo da M Booth.