Qual é a cerveja que está por trás da música? É ir ver ao Google
Na rubrica Como É Que Não Me Lembrei Disto?, dedicada à criatividade, ‘Tagwords’ da Budweiser (na foto) é a campanha que Joana Santos gostaria de ter feito. ‘Look for Freedom’, para a Amnistia Internacional, é a que a diretora de arte da Havas Lisboa mais gostou de fazer

Catarina Nunes
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Qual é a campanha que gostaria de ter feito?
A campanha ‘Tagwords’, da cerveja Budweiser.

Joana Santos, diretora de arte da Havas Lisboa
Quais são as razões dessa escolha?
A Budweiser ao usar uma solução tão simples quanto pedir ao público para pesquisar palavras-chave no Google, que contém um arquivo gigante de imagens, conseguiu criar uma campanha com uma dimensão muito maior. E, com isso, provar, com fotografias reais, que a marca sempre esteve presente no mundo da música.
O que é que lhe chamou mais a atenção: o texto, a imagem, o protagonista ou outro aspeto da campanha?
O ‘print’ incrível que, para além de bom ‘craft’ e simplicidade, trouxe interatividade entre o impresso e o digital. E uma ótima utilização de meios para fazer a divulgação.
Esta campanha inspirou-a a nível criativo e de que formas?
Sim. Atualmente, as pessoas têm tanta informação disponível, que, se as marcas não comunicarem de maneira simples, é difícil destacarem-se. Neste caso, a Budweiser utilizou o Google, que é algo presente no dia a dia de todos e criou interatividade com a curiosidade do consumidor. Ao mesmo tempo, conseguiu reposicionar a Budweiser no mundo da música, para sustentar o novo ‘claim’ da marca, ao afirmar que é a cerveja por trás da música.
Qual é a campanha que fez que mais a concretizou profissionalmente?
A ‘Look for Freedom’, para a Amnistia Internacional. No decorrer deste processo conhecemos muitas mulheres afegãs com histórias difíceis, mas ao mesmo tempo inspiradoras e, em especial, a Zarifa Ghafari [ativista, política e empresária afegã], que esteve connosco e acreditou que este projeto seria muito importante para amplificar a voz de todas as mulheres que foram silenciadas.
Enquanto criativa, mas especialmente enquanto mulher, fico feliz por ter conseguido dar algum contributo para esta causa. Parece distante da nossa realidade as mulheres serem tratadas desta forma em 2024, mas ao mesmo tempo está demasiado perto, ainda que representado de outras formas.
Como é que chegou a esta ideia e avançou para a execução?
Tivemos esta ideia quando os talibãs invadiram novamente o Afeganistão, em 2021, e vimos o regresso da imposição das burcas azuis, que tornaram as mulheres invisíveis. A partir daí, foi um longo processo de mais de dois anos até conseguirmos lançar este ano, no Dia da Mulher.
Estar envolvida em todos os processos, desde a ideia, aos contactos e à produção, fez-me perceber que muitas vezes temos ideias que acabam por ficar na gaveta por diversos motivos, mas não desistir das ideias compensa.
O que é que faz quando não tem ideias?
Tento abstrair-me e fazer coisas comuns do dia a dia ou ir correr. Costuma resultar.
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