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“As marcas não podem continuar a baixar investimentos em comunicação se quiserem manter-se relevantes”

Manuela Botelho, secretária-geral da Associação Portuguesa de Anunciantes, analisa o impacto da pandemia no marketing e os desafios, para profissionais e empresas, neste contexto de incerteza.

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“As marcas não podem continuar a baixar investimentos em comunicação se quiserem manter-se relevantes”

Manuela Botelho, secretária-geral da Associação Portuguesa de Anunciantes, analisa o impacto da pandemia no marketing e os desafios, para profissionais e empresas, neste contexto de incerteza.

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Manuela Botelho, secretária-geral da Associação Portuguesa de Anunciantes, analisa o impacto da pandemia no marketing e os desafios, para profissionais e empresas, neste contexto de incerteza.


Meios & Publicidade (M&P): É inevitável começar pela situação que o país, e o mundo, atravessa. Janeiro de 2021, 10 meses de pandemia. Quais são hoje as três maiores preocupações e prioridades dos anunciantes? Foram, de alguma forma, alteradas pela pandemia?

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Manuela Botelho (MB): A maior preocupação dos anunciantes neste momento é idêntica à de todos os outros sectores: o que será que o futuro nos reserva. Entrámos em 2021 com algumas, diria até elevadas, expectativas e, em pouco mais de duas semanas, somos novamente confrontados com uma realidade que não esperávamos ter de enfrentar de forma tão veemente, dada a experiência que tivemos em 2020. O impacto desta crise pandémica é de tal ordem que é impossível não alterar preocupações e prioridades da indústria. Contudo, há coisas que não se alteram e continuar a construir as suas marcas, dando resposta às necessidades dos consumidores, mantém-se como a grande prioridade do marketing. A questão que se coloca no contexto actual e que, certamente, permanecerá por bastante tempo, é de que forma os profissionais de marketing conseguem manter-se competitivos e a gerar valor para os seus negócios? Como conseguem manter-se relevantes? Grande parte dos profissionais sofreram cortes nos seus orçamentos em virtude da covid-19 e estão sobre enorme pressão para continuar a provar o valor da sua actividade. Por outro lado, esta é uma oportunidade para optimizar os investimentos e provar a eficácia das campanhas e dos canais utilizados. Isto leva-me a outra preocupação, que é a agilidade. Durante tempos instáveis, como os que vivemos, é fundamental ser capaz de se adaptar rapidamente às circunstâncias, aceitando-as em vez de tentar contrariá-las. E este foi um desafio perante o qual as marcas estiveram à altura, prova disso foi a rapidez que demonstraram para alterar processos, sistemas e tecnologias. Só que perante um cenário de crise constante e sem previsão de término, esta adaptabilidade passa a ser uma preocupação contínua. Também já percebemos que, após quase um ano de pandemia, é expectável que os hábitos e os comportamentos das pessoas se alterem definitivamente no futuro. Por isso, é prioridade que as marcas oiçam as pessoas e saibam como o fazer. É fundamental a aposta em canais digitais e de relacionamentos online com os seus clientes, até como forma de se protegerem contra novos surtos no futuro. Abraçar a transformação digital é chave. Já assim foi em 2020 e não deixará de o ser em 2021. As interacções face a face continuarão a existir em número muito residual, portanto é importante que as marcas considerem as pessoas que não pretendem estar presencialmente. A componente virtual vai continuar a ser muito importante em qualquer evento ou acção de marketing e os anunciantes devem estar preparados para este nosso “novo normal”. Outra preocupação, que é simultaneamente uma prioridade, é a comunicação. Mesmo em tempos de pandemia, as marcas não podem perder de vista os seus valores. Serão lembradas pelas suas acções positivas durante esta crise, tornando obrigatória a existência de um alinhamento interno e externo.


M&P: A grande prioridade continua a ser construir marca. Mas, nestas circunstâncias, é possível?

MB: Continuo a acreditar que sim, mas não pode ser business as usual. Apesar de vivermos momentos de grande sensibilidade e orçamentos reduzidos, não podemos ficar sem comunicar. As pessoas continuam a acreditar nas organizações e precisam de saber que as marcas estão do seu lado e se preocupam com elas, ainda que sem paternalismos. As crises não duram para sempre e a forma como posicionarmos a marca hoje perdurará no tempo e ditará o seu futuro. Numa altura de incertezas e de falta de confiança em relação às instituições, as marcas devem continuar a falar para as pessoas, porque a relação entre uma marca e os seus consumidores não é apenas transaccional. Esta relação vai além da experiência de consumo, as pessoas também gostam de saber como a marca está a apoiar a comunidade onde está inserida ou como está a tratar os seus colaboradores ou clientes. É a autenticidade que está em causa neste momento.


M&P: Em 2020 assistimos a uma quebra do investimento publicitário na ordem dos 20 por cento. Para este ano previa-se crescimento, embora difícil de estimar. O que é que diria neste momento?

MB: Vivemos tempos de grande incerteza, talvez até mais do que em 2020, tornando-se muito difícil antecipar o que pode acontecer. Certo é que as marcas têm neste momento dois desafios para responder: uma potencial redução nas vendas e uma necessidade de sobrevivência no médio e longo prazo. E esse é um equilíbrio difícil, mas que tem de ser feito. E voltamos ao que disse antes: os alicerces da construção de uma marca passam pela confiança e não há como fugir dessa responsabilidade. Os consumidores responsabilizam as marcas, recompensando os ousados e penalizam os pusilânimes.


M&P: Em 2020 fomos todos apanhados de surpresa. Agora o “novo normal” significa também que o que era verdade há duas ou três semanas já não se aplica. Como é que se gere orçamentos de marketing neste contexto?

MB: Não adianta tentar aplicar as mesmas fórmulas quando o contexto mudou de forma dramática. A incerteza persiste, não só com o “abre e fecha” da economia, mas também em relação ao futuro. Não sabemos como será o mundo, as nossas vidas e a economia quando finalmente tudo começar a reabrir. Por isso, é preciso criar cenários, colocando sempre os interesses do consumidor no centro da equação. Gerir orçamentos neste contexto exige grande flexibilidade. É o momento para as empresas potenciarem a sua transformação digital através da gestão de dados, tendo como objectivo melhorar a sua eficácia. Alguns estudos indicam que as empresas orientadas por dados são mais resilientes e confiantes durante uma pandemia do que as que não o são. E esses dados, além de orientarem decisões ao nível da comunicação, também o fazem para o negócio. É por essa razão que os líderes empresariais de empresas orientadas por dados admitem que têm uma vantagem crítica durante a pandemia. Questões pertinentes que serão matéria de debate para um Fórum de Líderes que a APAN está a organizar para os seus associados.


M&P: A maior parte das empresas que representam já são orientadas por dados? Em que é que se reflecte? Pode ser feito com o mesmo perfil de profissionais?

MB: A utilização de dados já é uma prática comum nas empresas, há algum tempo, para melhorar a eficiência das suas operações. Mas a grande transformação na última década é o surgimento de novas ferramentas e técnicas, bem como novas fontes e formas de dados que estão a mudar o panorama do marketing, da inovação e do planeamento dos negócios. Existem algumas empresas associadas da APAN que fizeram uma importante transformação digital e estão em condições de utilizar internamente os insights dos dados, quer nas suas campanhas de comunicação, quer nas suas decisões de negócio. Outras empresas, não tendo internalizado essa actividade, trabalham com parceiros que os ajudam a tirar o máximo partido, não só dos seus dados, como dos dados dos seus parceiros em benefício do seu negócio.


M&P: E do lado das agências? Tanto das criativas como de meios? Têm conseguido, em sua opinião, adaptar-se ao actual contexto?

MB: As agências sabem que a maioria dos seus clientes está a ser afectada pela pandemia e têm tentado oferecer o serviço mais ajustado às dificuldades de cada cliente, ajudando-os a ultrapassar as dificuldades. E sei que o estão a fazer com grande dedicação e envolvimento. Por outro lado, as próprias agências também enfrentam dificuldades económicas relacionadas com a quebra de actividade dos seus clientes. Enfrentamos tempos que exigem grande compreensão e empatia de parte a parte e uma busca activa de soluções que ajudem a minimizar os impactos desta crise sanitária.

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M&P: O que mudou, se é que mudou alguma coisa, na relação cliente/agência?

MB: Estou certa de que muita coisa muda nesta relação, sobretudo porque os orçamentos são menores e o número de canais de comunicação também. Acresce ainda o facto de a incerteza relativamente ao futuro ser grande e não sabermos quando podemos esperar alguma normalidade. A nível pessoal, há interrupção nos hábitos do dia-a-dia porque as pessoas estão a trabalhar em casa com todas as complexidades que daí advém. Ao nível do trabalho, com as quedas nas vendas que muitas marcas e sectores completos de negócio estão a enfrentar, é fundamental manter sólidos os relacionamentos entre clientes e agências para que juntos possam resistir a este embate que os vai colocar à prova. A verdade é que assistimos à forma rápida com que muitas empresas e agências responderam de forma empática a esta pandemia, o que revelou uma enorme disponibilidade, agilidade e flexibilidade das agências e das marcas, condições elementares em ambientes de negócio imprevisíveis e em constante mudança.


M&P: Ainda sobre os dados… Neste momento já é possível ter dados fiáveis sobre o consumidor? No início do Verão, e apesar de já existirem alguns estudos, havia a ideia de que o conhecimento acumulado sobre o consumidor tinha perdido a validade. E agora?

MB: Desde o início da pandemia que têm vindo a público vários estudos que tentam entender e explicar as alterações dos comportamentos das pessoas e das suas expectativas face a uma experiência tão traumática quanto esta. Na verdade, aquilo que começou por ser uma primeira experiência, tem já a duração de um ano. E a grande dúvida é se os hábitos que adquirimos durante a pandemia se vão manter após esta terminar. Não é por acaso que já alguém a designou como a “Pandemia da Incerteza”. Há mudanças de comportamento que, acredito, possam ficar, como é o caso do trabalho remoto. De um modo geral, as pessoas acostumaram-se às vantagens de trabalhar em casa, não tendo de gastar tempo e recursos em deslocações, ou à flexibilidade que o teletrabalho oferece. E já há várias empresas a considerar essa opção para o futuro, de uma forma combinada com a presencial. Também é expectável que, com a desaceleração económica, as pessoas sejam mais selectivas nos seus comportamentos de consumo, preferindo determinados produtos em detrimento de outros. Ser economicamente “consciente” parece ser o novo normal em matéria de gastos, com prioridade para os serviços e produtos essenciais. Além disso, as compras online parecem ter vindo para ficar, mas não dispensam a interacção pessoal e humana, sempre que necessário. Não querendo parecer repetitiva, a verdade é que ninguém tem certezas de nada, pelo que o mais avisado é ouvir os consumidores, agir, testar, e ir ajustando sempre de forma rápida e ágil.

*A entrevista completa foi publicada na edição de 29 de Janeiro do M&P e pode ser lida aqui

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O que pode ler na edição 959 do M&P

Destaca-se uma entrevista com Alberto Rui Pereira, CEO da IPG Mediabrands, que critica os milhões desperdiçados em campanhas publicitárias que não atingem os objetivos e a falta de métricas fiáveis

Na edição 959 do M&P destaca-se uma entrevista com Alberto Rui Pereira, CEO da IPG Mediabrands, que critica os milhões desperdiçados em campanhas publicitárias que não atingem os objetivos e a falta de métricas fiáveis. Aponta o dedo aos rankings de investimento publicitário da MediaMonitor e refere os desafios que se colocam às marcas e a quem as gere e planeia.

Na rubrica dedicada à criatividade, Como é que não me lembrei disto?, Nuno Leal, criativo sénior da Dentsu Creative Portugal, destaca o spot The Epic Split, da agência Forsman & Bodenfors para a Volvo, como o anúncio que gostaria de ter feito, enquanto a Ao Vivo ou Morto, para a associação Circuito, foi a campanha que mais gostou de fazer.

Na rubrica sobre marketers e gestores expatriados, De Portugal para o Mundo, João Pedro Silva, diretor regional de marketing da Nespresso para a Europa Ocidental, fala sobre a mudança de Lisboa para Lausana, na Suíça, e o desafio de interpretar as necessidades dos nove mercados que coordena.

A 17ª edição do QSP Summit dá o mote ao dossiê especial sobre o evento dedicado à gestão e ao marketing, e à entrevista com Rui Ribeiro, CEO do QSP Summit.

Na Opinião, João Paulo Luz, diretor de negócios digitais e publishing da Impresa, explica por que razões não vender é bom, Paula Cosme Pinto, comunicadora para a igualdade de género, faz o balanço da campanha Beleza Real da Dove, que assinala 20 anos desde o lançamento, e Pedro Simões Dias, fundador da Comporta Perfumes e advogado de proteção de direitos de marca, escreve sobre o preço nas marcas de luxo.

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Um quinto das agências de publicidade e telemarketing enfrenta dificuldades financeiras

“É verdade que, no mercado como um todo, os níveis de rentabilidade são relativamente reduzidos, por isso o risco de incumprimento é grande”, refere ao M&P, António Roquette, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP), em reação aos resultados do relatório Insight View 2024. No último ano, o setor cresceu 4%, mas 18% das companhias apresentam um risco de incumprimento elevado

Um quinto das agências de publicidade e das empresas de telemarketing (18%) enfrenta dificuldades financeiras, apresentando um risco de incumprimento elevado, avança o relatório Insight View 2024. Elaborado pela Iberinform, filial de informação da Atradius Crédito y Caución, empresa especializada em seguros de crédito, o documento tem por base a informação reportada pelas 4.646 agências criativas e pelas 147 empresas de telemarketing que participaram no estudo.

Dessas, 54% registam um risco de incumprimento médio e só 28% apresentam um nível de incumprimento baixo. Estas percentagens são apuradas numa altura em que a faturação cresce uma média de 4% ao ano.

“O nosso mercado não é diferente. Eu não conheço o estudo, mas o nosso setor é como os outros, tem bastante concorrência. Há empresas que têm uma maior performance do que outras. É verdade que, no mercado como um todo, os níveis de rentabilidade são relativamente reduzidos, por isso o risco de incumprimento é grande”, reconhece, em declarações ao M&P, António Roquette, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Publicidade, Comunicação e Marketing (APAP).

“Existirem 18% de agências de publicidade e telemarketing em risco de incumprimento parece-me preocupante, mas não conheço a amostra. Se me estivesse a falar do universo dos associados da APAP, eu ficaria preocupadíssimo, mas não é o caso”, sublinha o responsável.

Em 2022, o volume de faturação foi de €1.880.338.757, apenas mais €80.461.101 do que os €1.799.877.656 registados em 2021. Em 2023, a evolução não deverá ser muito distinta. Os valores só serão tornados públicos pela Iberinform em julho. Segundo as previsões, os números não deverão sofrer grandes oscilações.

Das empresas abrangidas pelo estudo, todas elas com sede em território nacional, incluindo sucursais de multinacionais com operação em Portugal, 91% são microempresas, 8% são pequenas empresas e só 1% entra na categoria das médias empresas. A maioria tem menos de uma década. 17% foram constituídas no último ano, 27% têm entre dois e cinco anos e 21% têm entre seis e 10 anos.

As que estão no mercado há entre 11 anos e 15 anos representam apenas 14%, a mesma percentagem das que operam há entre 16 e 25 anos. As empresas com mais de 25 anos de atividade no mercado nacional não vão além dos 7%.

A reduzida dimensão destas estruturas empresariais é uma das causas apontadas para a taxa de exportação de 32% identificada no Insight View 2024.

“Tradicionalmente, o nosso mercado não é de exportação. Com a pandemia, a situação alterou-se porque também se alteraram os hábitos de inter-relação entre empresas. Acho que o bom trabalho começa a ser visto lá fora e até acho que há alguns bons exemplos de agências nacionais que têm conseguido exportar trabalhos”, refere António Roquette.

Telemarketing em contraciclo com agências de publicidade

Em 2023, surgiram em Portugal 396 agências de publicidade, mais oito do que as 388 constituídas no ano anterior, o que perfaz um crescimento de 2%. Em contrapartida, o número de novas empresas de telemarketing recuou 43%, descendo das 14 para as oito. Somando as duas categorias, o número de constituições aumentou de 402 para 404, o que corresponde a uma variação de 0,5%.

“Estes resultados indiciam uma tendência de crescimento moderado nas agências de publicidade, enquanto o segmento de telemarketing enfrenta uma redução significativa na criação das novas empresas”, refere a análise da Iberinform.

Em termos de localização, o distrito de Lisboa continua a liderar, com 43% das agências de publicidade e empresas de telemarketing a elegerem a região como base da operação. 17% das organizações que integram o estudo estão sediadas no distrito do Porto, 7% no de Setúbal. 6% no de Braga e 5% no de Faro. Os restantes 22% correspondem a empresas espalhadas pelas restantes regiões do país.

Taxa de exportação estabilizada

No período pós-pandemia, a realidade das agências de publicidade e das empresas de telemarketing não sofreu grandes alterações. “Em 2022, o setor registou um crescimento significativo em vários indicadores financeiros.

O volume de negócios aumentou 4%, passando de €1.799.877.656 em 2021 para €1.880.338.757 em 2022, evidenciando uma expansão sólida nas suas atividades comerciais”, revela a análise evolutiva que a Iberinform desenvolveu em exclusivo para o M&P.

Nesses dois anos, a taxa de exportação subiu de 31% em 2021 para 32% em 2022, percentagem que manteve em 2023, “refletindo um crescimento de 1%, o que aponta para um ligeiro, mas positivo, aumento da presença no mercado internacional”, explica a empresa.

A autonomia financeira dessas organizações, nesses dois anos, cresceu de 37% para 38%, percentagem que se repete em 2023. “Este acréscimo de 1% indica uma melhoria na capacidade das empresas do setor para financiar as suas operações com recursos próprios”, sublinha a Iberinform.

No período pós-pandemia, a solvabilidade das agências de publicidade e das empresas de telemarketing subiu de 60% para 62%, outra percentagem que se mantém em 2023.

“Esta variação de 2% demonstra uma maior capacidade das empresas para cumprir com as suas obrigações a longo prazo. Estes resultados sugerem uma trajetória de crescimento sustentável e uma melhoria da estabilidade financeira do setor”, refere a análise.

Em termos de evolução da dimensão, a tendência também tem sido de progressão. “As microempresas cresceram 5%, passando de 3.098 em 2021 para 3.238 em 2022, demonstrando uma expansão contínua neste segmento.

As pequenas empresas registaram um aumento significativo de 15%, subindo de 234 em 2021 para 268 em 2022, o que indica um forte dinamismo e crescimento neste grupo”, esclarece a Iberinform.

As médias empresas também cresceram, passando de 30 para 32. “Esta variação de 7% mostra uma expansão moderada”, analisa a consultora.

“Já o número de grandes empresas manteve-se estável, com seis empresas, tanto em 2021 como em 2022, sem variação. Estes resultados destacam um crescimento expressivo, especialmente nas pequenas empresas, refletindo uma tendência positiva no setor em termos de diversificação e expansão das empresas de menor dimensão”, avança ainda a análise da Iberinform.

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Novas funcionalidades da Apple criam dificuldades aos anunciantes

As atualizações foram reveladas no evento anual de apresentação de novidades da Apple, a WWDC 2024, que começou a 10 de junho e termina a 14 de junho, na sede da empresa em Cupertino, na Califórnia

O ecossistema de produtos da Apple tem novas funcionalidades que vão dificultar a forma como as marcas e os anunciantes chegam aos consumidores, pondo em causa a visibilidade e o alcance das campanhas publicitárias. Uma nova categorização de emails e de notificações, e a priorização de conteúdos em páginas web que são mais relevantes para o utilizador, em detrimento da publicidade, são as funcionalidades em causa.

Uma das principais preocupações para os anunciantes e para as marcas é o impacto do novo modelo de IA no sistema de correio eletrónico Mail, como a capacidade de ordenar os emails com base na preferência prevista do utilizador. Isto significa que os emails que a IA considera não preferenciais, como por exemplo um anúncio, podem ficar no fundo da caixa de entrada de correio eletrónico.

A mesma preocupação aplica-se às notificações. A nova funcionalidade ‘Reduzir interrupções’, que apresenta apenas as notificações com as quais a IA espera que o utilizador se preocupe, uma inferência que o sistema faz com base nos dados que possui sobre o utilizador.

Outra das dificuldades é a nova funcionalidade ‘Destaques’, que utiliza a aprendizagem automática com base em IA para destacar o conteúdo de uma página web mais importante para o utilizador, por oposição ao conteúdo que não lhe interessa, como a publicidade. Tal como acontece com o marketing de correio eletrónico e de notificações, também nas páginas web os anunciantes vão ter de apresentar conteúdos que sejam ainda mais relevantes para o utilizador.

Estas funcionalidades foram reveladas no evento anual da Apple de apresentação de novidades, a Worldwide Developers Conference 2024 (WWDC), que começou a 10 de junho e termina a 14 de junho, na sede da Apple em Cupertino, na Califórnia.

Sobre o autorDaniel Monteiro Rahman

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Mercado publicitário global vai crescer 7,8% em 2024

Relatório do GroupM revê em alta crescimento da publicidade em 2024, impulsionado pela China e Estados Unidos. Mais de 70% das receitas de publicidade a nível global vão ser dominadas pelo ‘digital pure play’, que integram ‘social media e social vídeo’, ‘search’ e ‘retail media’, entre outros

O GroupM revê em alta o crescimento do mercado global de publicidade, indicando que as receitas em 2024 deverão aumentar 7,8% em relação a 2023, não abrangendo, no entanto, estimativas de evolução dos investimentos em publicidade em Portugal. O relatório de meio do ano This Year Next Year (TYNY), do GroupM, estima que o mercado mundial de publicidade ascenda a cerca de 990 mil milhões de dólares (€920,3 mil milhões), ultrapassando a previsão de dezembro de 2023 por 2,5 pontos percentuais.

O crescimento das receitas em 2024 deve-se sobretudo à revisão das previsões feitas para os mercados da China e Estados Unidos, que juntos representam 57,1% do total dos investimentos em publicidade. Mesmo que estes dois mercados sejam retirados da equação, o This Year Next Year continua a rever em alta os valores, apontando crescimentos de 6,9%, acima dos 6,5% previstos no final de 2023. A nível europeu destacam-se as estimativas de crescimento na Alemanha, anfitriã do Euro 2024, e em França, que recebe os Jogos Olímpicos de Paris. Ambos os países registam crescimentos face às últimas previsões, passando de 3,7% para 4,1% e de 8,3% para 8,6%, respetivamente.

O This Year Next Year (TYNY) investiga como é que fatores como tecnologia, cultura, Governo e economia vão impactar a publicidade nos próximos meses e anos. De acordo com esta análise, mais de 70% das receitas de publicidade a nível global vão ser dominadas pelo ‘digital pure play’, que integram ‘social media e social vídeo’, ‘search’ e ‘retail media’, entre outros.

As previsões apontam que o “social media e social vídeo’ recolha cerca de 35% dos investimentos publicitários a nível global em 2024. Estes formatos continuam a demonstrar uma enorme vitalidade, prevendo-se um crescimento de 9,9%, em 2024, acima dos 7,8% do mercado total. Isto reflete os mercados, geografias e faixas etárias em que a adoção de dispositivos que facilitam o acesso a plataformas e a conteúdos digitais ainda está em crescimento.

O ‘search’, por seu lado, regista um crescimento que se prevê estável ao longo dos próximos cinco anos, tendo em conta a maturidade deste segmento, que deverá fechar 2024 a representar cerca de 21% do total dos investimentos publicitários globais. O estudo destaca ainda o ‘retail media’, que se perfila como o segmento digital que cresce mais rapidamente, podendo representar 15,1% das receitas totais em publicidade em 2024, quando em 2014 não passava dos 1,5%.

Na televisão estima-se um crescimento de investimento de cerca de 2,7% , no conjunto da televisão linear com a televisão digital. Ao isolar a televisão linear, verifica-se uma erosão a nível global, de cerca de 0,2%, durante os próximos cinco anos. Quanto à publicidade em áudio, imprensa e cinema, o This Year Next Year antecipa um crescimento mais lento ou até declínios, enquanto a publicidade exterior (OOH) recupera da pandemia, ajudada pelas revisões em alta das estimativas para a China. A nível global, o OOH terminará 2024 com um crescimento de 11,5%, acima da média do mercado. O relatório antecipa ainda que a inteligência artificial pode, até 2029, influenciar 94,1% das receitas publicitárias, três anos antes do previsto.

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Netsonda investe €100 mil em inovação tecnológica

Além de uma nova aplicação móvel, desenvolvida internamente, que agiliza e segmenta a recolha de informação, a empresa de estudos de mercado está a utilizar soluções de IA para otimizar processos internos. Um dos objetivos é antecipar a entrega de resultados aos clientes

A Netsonda investiu €100 mil em inovação tecnológica para modernizar a empresa e agilizar e segmentar a recolha de informação sobre hábitos de consumo. De modo a disponibilizar mais rapidamente os dados que recolhe e processa aos clientes, está, desde o final do ano passado, a recorrer a soluções de inteligência artificial (IA) para melhorar a produtividade, otimizando processos internos.

“Sempre quisemos ser disruptivos e, para aumentar a nossa capacidade de resposta, estamos a investir fortemente em IA em toda a nossa cadeia de valor, desde a produção de briefings até, no limite, à produção de relatórios, passando por aspetos como o controlo de qualidade, a recolha de informação e a validação de bases de dados e da qualidade das respostas abertas. São muitas etapas envolvidas na produção de estudos de mercado em que a podemos usar”, explica ao M&P Tiago Cabral, CEO da Netsonda.

Libertar os colaboradores de procedimentos burocráticos menores é uma das pretensões. “O investimento nestas ferramentas permite que os nossos consultores se concentrem mais em tarefas de valor acrescentado e na gestão de insights para os nossos clientes, sempre na ótica de lhes entregarmos as respostas de forma atempada, quando os clientes precisam delas e ainda estão atualizadas e não com algum desfasamento”, justifica o responsável, que é também um dos sócios da empresa.

Nova app agiliza recolha de dados

Para simplificar a recolha de informação e conseguir uma maior segmentação das amostras que usa para os estudos que desenvolve, a Netsonda acaba também de renovar a aplicação móvel que disponibiliza aos membros da Comunidade Netsonda. Desenvolvida internamente pela empresa, recolhe informação fidedigna em tempo real e melhora a experiência de utilizador dos 17 mil painelistas que já a descarregaram.

“Esta nova app é um upgrade da que tínhamos e, além de permitir os estudos tradicionais que fazemos, conta com novos desenvolvimentos que possibilitam a realização de estudos de geolocalização”, explica Tiago Cabral.

A realização de estudos rápidos é outra das inovações da plataforma tecnológica. “As pessoas do painel que descarreguem a app respondem, de um modo divertido, a umas três, quatro ou cinco perguntas, no espaço de um minuto. Estes estudos servem para vários fins e temos clientes que os procuram”, justifica o responsável. Reforçar a Comunidade Netsonda com novos painelistas, atraindo consumidores mais jovens para as amostras que servem de base aos estudos, é outra das ambições da renovação da aplicação móvel.

“A nova geração é mais mobile do que email. Esta app está mais ligada à gamificação, conseguimos interagir com imagens e permitimos que as pessoas, apenas com o seu telemóvel, consigam participar nos estudos, respondendo a perguntas simples. À hora de almoço, podemos perguntar-lhes o que comeram ao pequeno-almoço ou se vão almoçar ou jantar fora, informações sobre os hábitos de consumo que podem ser bastante úteis para as marcas”, esclarece Tiago Cabral.

Ainda em fase de testes, a nova aplicação, disponível para os sistemas operativos iOS e Android, diversifica a oferta da empresa, que pode, assim, disponibilizar inquéritos mais simples e mais rápidos de preencher. Tê-la nos telemóveis dos 250 mil membros da Comunidade Netsonda é o objetivo da empresa, que vai continuar a investir em tecnologia para aumentar a competitividade.

“Iremos continuar a ter uma grande fatia do nosso orçamento alocada a projetos de inovação. Alguns estavam na prateleira há vários anos, mas estamos a recuperá-los. Somos uma empresa 100% portuguesa, constituída a 100% por acionistas privados, todos com um foco muito grande na inovação”, assegura o dirigente.

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Expresso e SIC já têm Carta de Princípios para o uso de IA

A utilização de IA pelos jornalistas do Expresso e da SIC já inclui valências que vão desde a automação de tarefas repetitivas, até à conversão de formatos, auxílio na pesquisa e investigação, ou recomendações e apoio na produção de peças jornalísticas.

Os conselhos de redação do Expresso e da SIC aprovaram uma Carta de Princípios para o uso de inteligência artificial (IA), que lista um conjunto de normas e práticas a respeitar no exercício do jornalismo, onde se destacam as áreas de qualidade e responsabilidade pelo conteúdo, transparência, propriedade intelectual e fontes de informação, entre outras.

“O grupo Impresa tem um vasto histórico de pioneirismo na adoção de tecnologias que nos permitem evoluir nos formatos em que chegamos aos públicos e inovar na forma como produzimos jornalismo de referência. Este é mais um passo nesse sentido, porque nos permite incorporar uma tecnologia essencial para melhorar o nosso trabalho, mas também minimizar os perigos que o mau uso da IA pode trazer para a objetividade e transparência do jornalismo”, afirma João Vieira Pereira, diretor do Expresso, em comunicado de imprensa.

A utilização de IA pelos jornalistas do Expresso e da SIC já inclui valências que vão desde a automação de tarefas repetitivas, até à conversão de formatos, auxílio na pesquisa e investigação, ou recomendações e apoio na produção de peças jornalísticas. Os órgãos do grupo Impresa são os primeiros a anunciar em Portugal uma Carta de Princípios sobre a forma como os jornalistas e colaboradores podem utilizar a IA.

“A inteligência artificial nunca substituirá o papel fundamental que os jornalistas têm e terão sempre na produção de jornalismo de qualidade e que cumpre os princípios deontológicos da profissão. Mas é, sem dúvida, uma ferramenta que pode ajudar-nos a melhorar o que fazemos, desde que devidamente enquadrada e com regras claras sobre a sua utilização. É isso que esta Carta de Princípios se propõe garantir”, diz Ricardo Costa, diretor-geral de informação do grupo Impresa e diretor de informação da SIC.

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Global conquista conta da Westwing e da Editorial Presença

Para a Westwing, a Global vai desenvolver a estratégia de relações públicas e de marketing de influência para a entrada da marca alemã no mercado português. Para a Editorial Presença, tratará da assessoria de imprensa e relações públicas do lançamento do romance histórico Vitória de Inglaterra

A agência de comunicação Global acaba de ampliar o portefólio de clientes internacionais, com a conta da Westwing, loja online de decoração alemã que chegou a Portugal a 22 de maio. A Global foi escolhida também pela Editorial Presença para tratar da assessoria de imprensa do lançamento do romance histórico Vitória de Inglaterra – A Rainha que Amou e Ameaçou Portugal, escrito por Isabel Machado.

Para a Westwing, a Global vai desenvolver a estratégia de relações públicas e de marketing de influência para a entrada da marca alemã no mercado nacional, trabalhando a nível da sua visibilidade e notoriedade. “É com grande entusiasmo que aceitamos este desafio de contribuir para o sucesso de uma marca tão inspiradora em Portugal. A Global conta com um vasto histórico e ‘know-how’ na comunicação de marcas de ‘lifestyle’ e, como tal, estamos confiantes de que vamos potenciar a visibilidade e notoriedade da Westwing”, refere Isabel Jorge de Carvalho, CEO da Global, em comunicado de imprensa.

Para a Editorial Presença, a Global vai tratar da assessoria de imprensa e relações públicas para promover o mais recente lançamento da chancela Manuscrito, o romance histórico Vitória de Inglaterra, a Rainha que Amou e Ameaçou Portugal. “Foi com entusiasmo que aceitámos o desafio de promover esta obra de Isabel Machado, concebendo uma estratégia de assessoria de imprensa e de relações públicas que lhe permita alcançar o destaque que merece. Acreditamos que a nossa experiência e know-how nestas áreas serão fundamentais para potenciar a visibilidade e notoriedade da autora e deste romance”, afirma a CEO da Global.

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Marketing

Yolanda Hopkins é a primeira embaixadora da BYD em Portugal

Para a marca chinesa de automóveis elétricos, o alinhamento de valores com a surfista é o que torna esta parceria simbiótica, a nível do posicionamento da BYD em termos de liderança e sustentabilidade. Nascida em Faro, Yolanda Hopkins é a desportista nacional com mais vitórias no surf feminino e vai representar Portugal nos próximos Jogos Olímpicos

A surfista profissional Yolanda Hopkins, que irá representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, é a nova embaixadora nacional da BYD e a primeira que o fabricante de automóveis nomeia em Portugal. Enquanto rosto da marca, a atleta irá conduzir o BYD ATTO 3 no dia a dia, partilhando a experiência com a comunidade de seguidores nas redes sociais. Tendo por base esta relação, a BYD pretende desenvolver novos projetos em conjunto com a surfista.

Para a marca chinesa de automóveis elétricos, o alinhamento de valores com a surfista é o que torna esta parceria simbiótica, a nível do posicionamento da BYD em termos de liderança e sustentabilidade. “A Yolanda já conquistou marcos históricos no surf nacional e internacional e destaca-se como uma das melhores do mundo. A BYD revê-se nestas conquistas e nos valores de liderança, ambição, confiança e perseverança que transmite. É uma honra para nós apoiar atletas de excelência”, afirma Pedro Cordeiro COO da BYD em Portugal, em comunicado de imprensa.

“Para mim é um orgulho enorme ser a primeira embaixadora da BYD em Portugal. Identifico-me totalmente com os valores de ambição, liderança e sustentabilidade da marca, com o design inovador dos seus automóveis e com a tecnologia revolucionária. Ambos temos o mesmo lema na vida: Build your Dreams, que é sempre, o que procuro todos os dias”, afirma Yolanda Hopkins, citada em comunicado de imprensa.

Nascida em Faro, no Algarve, a desportista tem vindo desde cedo a traçar um percurso de sucesso no surf. Nos últimos anos, alcançou diversas conquistas e, atualmente, é líder nacional no que toca a vitórias nacionais e internacionais do surf feminino. A atleta participa e contribui ativamente para a proteção e desenvolvimento sustentável dos oceanos, colaborando com associações locais e mundiais através da O’Neill Europa.

 

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Com recurso à IA, Mindshare reduz em 41% pegada de carbono da campanha da Milhafre (com vídeo)

A recolha e utilização de dados mais precisos, a segmentação e definição de públicos-alvo, e a seleção de momentos estratégicos para comunicar são alguns dos fatores que contribuíram para que a campanha seja mais eficiente do que a norma

A Mindshare desenvolveu uma campanha de vídeo para a Milhafre, cujo planeamento de meios conseguiu reduzir em 41% as emissões de carbono e em menos 16% a intensidade carbónica, comparativamente a campanhas semelhantes, através do recurso à inteligência artificial (IA).

A campanha da agência de meios do GroupM, que integra a holding WPP,  foi desenvolvida já com o propósito de minimizar o seu impacto ambiental e de dar vida ao mote da marca açoriana de lacticínios, ‘Quando tiramos menos da natureza é quando ela nos oferece mais’.

“O propósito de Milhafre inspirou-nos a dar um passo na direção de um mundo em que a publicidade pode fazer mais pelas pessoas e pelo nosso planeta. É o que gostamos na Mindshare de chamar o uso intencional de media, aliando imaginação aos dados e à tecnologia”, salienta Teresa Oliveira, diretora-geral da Mindshare, em comunicado de imprensa.

A solução baseada em IA foi criada em parceria com a Greenbids, empresa que desenvolve soluções de sustentabilidade em publicidade, e que conseguiu automatizar a entrega no ponto ideal entre menos carbono e mais desempenho, o que maximizou a eficiência da campanha. A recolha e utilização de dados mais precisos, a segmentação e definição de públicos-alvo específicos, e a seleção dos momentos mais estratégicos para garantir uma maior exposição junto dos targets definidos foram alguns dos fatores que contribuíram para a criação de uma campanha mais eficiente do que a norma, com uma redução da pegada de carbono equivalente à produção de quase mil garrafas de água.

“A indústria dos dados, que também são usados no setor publicitário, requer grandes necessidades energéticas, resultando num impacto ambiental visível sobretudo ao nível das emissões. De forma inovadora e pela primeira vez em Portugal, utilizámos IA para melhorar o reconhecimento de marca e, ao mesmo tempo, reduzir a pegada carbónica associada a este tipo de campanhas”, explica Diogo Marnoto, diretor de soluções mediáticas do GroupM, citado em nota de imprensa.

A campanha teve como base uma estratégia de vídeo integrada, composta por três formatos: anúncios precedentes aos conteúdos, anúncios externos em vídeo e anúncios do YouTube. A segmentação dos públicos-alvo foi planeada para alcançar utilizadores entre os 18 e os 54 anos, com interesses específicos em áreas como a culinária ou a família, mas também ecologistas ou entusiastas de atividades ao ar livre.

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Galp convida todos a apoiar a seleção nacional no Euro 2024 (com vídeo)

A campanha criada pel’O Escritório, com produção da Film Brokers e da Playground, tem como protagonistas Luís Figo, Bernardo Silva (na foto), Nuno Markl, Cláudia Lopes e Gabriela Barros e estará presente em televisão, rádio, múpis e digital

A Galp acaba de lançar a nova campanha de apoio à seleção nacional para o Euro 2024, sob o mote ‘Não tens de saber de futebol para gostar de Portugal. Toda a energia é bem-vinda’. A campanha d’O Escritório convida todos a apoiarem a seleção nacional no Campeonato Europeu de Futebol 2024, até os que comemoram golos nas repetições dos lances ou os que não fazem ideia do que seja um fora-de-jogo.

A Galp, que patrocina a seleção portuguesa de futebol desde 1999, acredita que não é preciso ser um entusiasta de futebol ou um conhecedor profundo das regras do jogo para, de dois em dois anos, o país unir-se em torno da televisão para apoiar Portugal nas fases finais das grandes competições. Foi essa visão que deu origem ao conceito desta nova campanha, que parte de uma adaptação da música ‘Nada de Nada’, de João Pedro Pais, para capturar o espírito de um país com a energia focada num interesse comum, as vitórias de Portugal.

Luís Figo, Bernardo Silva, Nuno Markl, Claúdia Lopes e Gabriela Barros são os protagonistas da campanha que conta com produção da Playground e da Film Brokers. “As fases finais de grandes competições são sempre momentos privilegiados para reforçarmos a nossa ligação aos milhões de portugueses que confiam na Galp no seu dia-a-dia. Esta parceria de quase 25 anos com a seleção nacional tem permitido criar momentos inesquecíveis, que cruzam a emoção do desporto com mensagens que fazem parte do ADN da Galp. Nesta campanha, voltamos a fazê-lo, com humor à mistura, para sinalizar que toda a energia é bem-vinda quando nos mobilizamos em torno de objetivos comuns”, destaca Rute Gonçalves, diretora de marca, marketing e conveniência da Galp, em nota de imprensa.

A campanha, que contou com a direção executiva de Nuno Jerónimo d’O Escritório e a realização de Cristiana Miranda, estará presente em televisão, rádio, múpis e digital. Além da campanha multimeios, a Galp apresenta uma campanha de oferta de 30 bilhetes e viagens para jogos do Euro 2024, incluindo um bilhete e uma viagem dupla para a final, através da app Mundo Galp. Adicionalmente, em função da progressão da seleção portuguesa no campeonato a Galp vai celebrar com os clientes, através de descontos crescentes em combustível.

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