Marcas de distribuição crescem 2,8%. As de fabricante têm 52,9% de quota
“Apesar do crescimento contínuo das marcas de distribuição ao longo do ano, o ritmo desse crescimento tem vindo a abrandar”, revela a análise ao Painel de Lares da Kantar, desenvolvida em colaboração com a Centromarca. Consumo fora de casa cresce 6,3% face a 2023
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Em 2024, a quota de mercado das marcas de fabricante é de 52,9%, revela a análise ao Painel de Lares da Kantar, realizada em parceria com a Centromarca – Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca. O consumo das marcas de fabricante cresce 6,4% no último trimestre de 2024, média do crescimento de 6,8% em outubro, 7% em novembro e 5,3% em dezembro do ano passado.
O estudo revela ainda que, em 2024, o crescimento das marcas de distribuição é menor do que em 2023. “Apesar do crescimento contínuo das marcas de distribuição ao longo do ano, o ritmo desse crescimento tem vindo a abrandar. Entre 2022 e 2023, tinham crescido 15,3%. Entre 2023 e 2024, cresceram 2,8%, em valor”, avança o comunicado de imprensa que divulga os resultados da análise.
O estudo mostra que as gerações mais novas estão a liderar uma mudança significativa nos hábitos de consumo em Portugal. “No ano passado, o consumo fora de casa cresceu 6,3% face a 2023, enquanto o consumo dentro do lar cresceu apenas 1,3%. Em 2024, a frequência com que os jovens portugueses consumiram fora de casa aumentou 18,8%”, refere o documento.
Numa análise por macrocategoria, a análise indica que o consumo de bebidas e refeições fora de casa cresce 8% e a categoria dos snacks aumenta 2%, em termos de ocasiões de compra. Já dentro de casa, observa-se um decréscimo de 4% das compras em categorias como bebidas, em valor, “possivelmente influenciado por esta migração para o consumo fora de casa”.
Consumidores mais novos são mais fiéis às marcas de fabricante
A frequência de compras dos portugueses apresenta dinâmicas distintas entre gerações. “Os jovens (até 34 anos) vão às compras, em média, oito vezes por mês, com cestas maiores, enquanto a média nacional se situa nas 13 compras mensais. Esta diferença sugere uma busca por eficiência, concentrando as compras em menos ocasiões, mas adquirindo maior volume de produtos de cada vez”, aponta o estudo.
O comportamento dos mais novos contrasta com o dos consumidores com mais de 65 anos, que mantêm uma frequência de compras mais elevada, com uma média de 17 idas ao supermercado por mês, “mas com cestas menores”, ressalva a análise, que indica que a geração intermédia (35-64 anos) aproxima-se da média nacional, com 13 compras mensais.
No que respeita ao consumo de marcas de fabricante, “curiosamente, os jovens, apesar de representarem uma fatia menor do consumo destas marcas, demonstram maior lealdade, tornando-se um público-alvo crucial”, salienta a análise, elaborada a partir de uma amostra de quatro mil lares nacionais, dispersos por mais de mil pontos de sondagem.
“Os dados apontam para que, em 2025, as marcas que melhor entenderem estas mudanças geracionais e se adaptarem mais adequadamente às novas tendências de consumo estarão melhor posicionadas para o sucesso num mercado cada vez mais competitivo e dinâmico. A inovação desempenha um papel fulcral neste processo de diferenciação”, alerta Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca, citado no comunicado.
“Marcas e retalhistas devem entregar ao consumidor uma proposta de valor única, ajustando-se às suas preferências, seja dentro ou fora de casa, ampliando a sua oferta para mais momentos de consumo ao longo do dia, surpreendendo o ‘shopper’ e conquistando mais espaço nas suas cestas de compras”, defende Marta Santos, diretora de clientes e de dados analíticos da Kantar, citada no documento.